quinta-feira, 19 de junho de 2008

Greenpeace quer Comissão Internacional Baleeira protegendo baleias, não baleeiros

Reunião anual da CIB começa segunda-feira em Santiago, no Chile, e discutirá temas importantes como a manutenção da moratória à caça comercial de baleias e a criação do Santuário do Atlântico Sul.

Santiago, Chile, 19 de junho de 2008 - A Comissão Internacional Baleeira (CIB), que fará sua reunião anual em Santiago, no Chile, a partir da próxima segunda-feira (23/6), tem que repensar seu futuro e se tornar uma entidade de proteção às baleias, não de baleeiros. É o que defende o Greenpeace, organização ambientalista que participará do encontro.

"Já existem ameaças suficientes no mundo para a sobrevivência das baleias, por isso não deveríamos acrescentar mais algumas, como a caça", afirma Karen Sack, chefe da delegação do Greenpeace Internacional que acompanhará a reunião da CIB. O grupo ambiental exigirá ação imediata para reduzir as ameaças modernas às baleias como poluição, sons subaquáticos e sonares, colisões com navios, mudanças climáticas e redes de pesca, em vez de ficar perdendo tempo discutindo cotas de baleias que podem ser caçadas. Só as redes matam 300 mil baleias e golfinhos todos os anos - um animal a cada 90 segundos.

"A América Latina é um bom exemplo de como podemos usar as baleias a nosso favor, sem matá-las, com pesquisas não-letais e turismo de observação", afirma Leandra Gonçalves, da campanha de Baleias do Greenpeace Brasil, que também participará da reunião da CIB no Chile.
O Greenpeace também quer que o governo japonês anuncie o fim de seu programa de 'caça científica' no Santuário de Baleias do Oceano Antártico, que mata mais de mil baleias a cada temporada. Em vez disso, o Japão deveria se engajar em pesquisas não-letais que beneficiem o meio ambiente da região.

"As três principais empresas pesqueiras do Japão, que capitaneavam a indústria baleeira do país antes do início da moratória à caça comercial, admitiram esta semana que não há mercado no Japão para a carne de baleias, afirmando que mesmo com o fim da moratória, elas não teriam interesse em caçar baleias comercialmente", diz Wakoa Hanaoka, da campanha de Baleias do Greenpeace Japão. "É óbvio que não há espaço para a caça de baleias no mundo de hoje. O Japão, como membro da CIB, deveria usar seus equipamentos e sua infra-estrutura para contribuir com as pesquisas não-letais. Isso sim seria um empreendimento científico verdadeiro: estudar, entender e proteger o meio ambiente da Antártica."

assessoria de imprensa
Greenpeace
Danielle Bambace
Vânia Alves

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