terça-feira, 17 de junho de 2008

Mesa-redonda discute polêmica sobre uso do computador nas escolas

Educadores de Uberaba participaram de uma mesa-redonda na Fazu sobre um assunto que divide opiniões: o uso do computador no cotidiano escolar.

Baseada na matéria do Jornal Folha de São Paulo - "O computador por si só não melhora o desempenho dos alunos", a professora Marise Diniz provocou algumas reflexões nos educadores. “Como o professor utiliza as novas tecnologias nas suas aulas? Que atividades o professor desenvolve nos laboratórios de informática?”.

Segundo ela, os cursos de formação continuada incentivam o uso e mostram como ligar e desligar o computador, trabalhar o word, power-point e outros. Mas, para ela, é necessário continuidade das ações formativas trabalhando como desenvolver cognitivamente o aluno com o uso dos recursos tecnológicos, enfim como desenvolver aulas que ensinam. “É uma questão de políticas públicas: investir na formação docente, investir em equipamentos e ações educativas de inclusão digital”, comenta.

Na opinião de Marise as possibilidades pedagógicas do computador e da internet são imensas. “Há softwares educativos com o propósito de educar pela lucidade, com conteúdos das disciplinas escolares e inclusive softwares que promovem a formação continuada de professores à distância”.

De acordo com a professora, as aulas ficam mais interativas, didáticas e lúdicas e promovem a aprendizagem como processo ativo, em que o aluno liga novas informações ao conhecimento anterior, reorganiza conhecimentos e com a mediação do professor, dá um tratamento às informações.

Marise acredita que há vários empecilhos nesse processo educativo. “Dentre eles destaca-se que a aula de informática ainda é percebida como um espaço entre parênteses do trabalho pedagógico, distanciado e isolado do ritmo normal da sala de aula e a organização da escola que não permite que se saia dos trilhos".

Segundo ela, mesmo escolas particulares de grande porte têm limitações do uso da tecnologia. “Há cronogramas para as turmas irem ao laboratório”, ressalta.

A professora propõe uma apropriação dessa nova cultura, integrando diferentes linguagens e multimídias na prática docente, para valorizar o aluno e, ainda, que os softwares educativos não impeçam o professor de usar a criatividade. “A informática não pode se tornar mais um pacote a ser utilizado, distanciando quem pensa a educação de quem a executa”, acrescenta.

Durante a mesa-redonda a professora Marise sugeriu, aos educadores, um passeio virtual pelos sites:
http://www.sempreumpapo.com.br/ - que tem entrevistas com escritores,
http://www.cafedocente.blogspot/ - que incentiva à escrita,
http://www.hagaque.cjb.net/ - que permite construir histórias em quadrinhos,
http://www.escaleno.com.br/ - que inclui jogos infantis. Para ela, são inúmeros os recursos.

“O fundamental é o trabalho do professor fazendo a mediação, trabalhando os conhecimentos”, enfatiza.

Isabela Avelar
Assessoria de Comunicação
FAZU - Faculdades Associadas de Uberaba
www.fazu.br

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