sexta-feira, 20 de junho de 2008

Poesia encantada do repentista Geraldo Amâncio é destaque em entrevista aberta no Nomes do Nordeste

FORTALEZA, 20.06.2008 – Ele é um dos maiores poetas, cantadores e repentistas da atualidade e um dos mais respeitados ícones da cultura popular brasileira.

O cearense Geraldo Amâncio conversará sobre a sua poesia encantada em entrevista ao vivo e aberta ao público, dentro do programa Nomes do Nordeste, no cineteatro do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – 2º andar – Centro – fone: (85) 3464.3108), na próxima terça-feira, 24, às 19 horas.

A entrevista será conduzida pela professora e pesquisadora especializada em estudos da Cantoria, Simone Oliveira de Castro, e pelo público presente ao Centro Cultural BNB, que poderá formular perguntas por escrito.

A poesia encantada
A cidade de Cedro, mais precisamente o sítio Malhada de Areia, deu ao Ceará, naquele 29 de abril de 1946, o menino de olhos azuis e penugem loira. Aos 62 anos, Geraldo Amâncio continua encantando os ouvintes da cantoria. No sertão nordestino, seu improviso deu os primeiros passos. Foi no solo árido da caatinga que aprendeu, com outros mestres, a encantar a palavra e trazer beleza aos ouvidos e sentidos de seu público. Do sertão, o poeta ganhou asas conquistando o Brasil e depois o mundo com sua poética e nisso já são 44 anos.

Geraldo Amâncio encanta a palavra com sua performance inigualável de comunicador. Sua poesia é feita para o público, razão de ser de sua arte. Para ele, o público é a fonte onde o cantador deve pescar a inspiração para a criar o improviso, que no seu caso, se traduz numa palavra cantada, ritmada, alegre e festiva.

Seus versos trazem o cheiro do sertão, a alegria das festas de padroeira, das pegas de boi, do forró tocado com o fole de oito baixos sob o luar, dos personagens do reisado, das chuvas de maio, mas também o desespero das secas, o descaso dos políticos, a indiferença dos mais abastados e a solidão das cidades.

Perfil da entrevistadora
Simone Oliveira de Castro é doutoranda em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC), onde está concluindo a tese “Memórias da cantoria: palavra, performance e público”, mestre em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com a dissertação “Na poética da cantoria: sertão e cidade no improviso de Ivanildo Vila Nova”, e graduada em História pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com a monografia “Cantoria: a seca no imaginário do cantador”. Membro da Comissão Cearense de Folclore, Simone Oliveira de Castro atualmente é professora contratada da Casa de Artes do Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará (CEFET-CE), onde leciona nos cursos de especialização em Arte e Educação e Cultura Folclórica Aplicada. Tem experiência nas áreas de História, Metodologia, Cultura Popular e Antropologia.

Luciano Sá
assessor de imprensa do
Centro Cultural Banco do Nordeste
lucianoms@bnb.gov.br

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