sexta-feira, 25 de julho de 2008

Cerona apresenta estudo de impacto ambiental durante audiência pública em Batayporã (MS)

A empresa investirá no Mato Grosso do Sul cerca de R$ 1,5 bilhão para a construção de duas usinas de açúcar, etanol e bionergia. Durante Audiência Pública realizada na Câmara Municipal de Batayporã, no dia 24 de julho, a CERONA - Companhia de Energia Renovável apresentou os projetos de Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), referentes ao empreendimento da Empresa no município.
Segundo João Rossi, Superintendente Agrícola da empresa, a Audiência Pública é uma determinação da Secretária de Estado de Meio Ambiente, das Cidades, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul e segue a Resolução SEMA/MS.
“O objetivo é divulgar informações e responder às dúvidas de autoridades e comunidade em relação às questões ambientais”. A empresa concentrará no Estado de Mato Grosso do Sul investimentos iniciais da ordem de R$ 1,5 bilhão para a instalação de suas duas usinas, localizadas nos municípios de Nova Andradina e Batayporã.
Juntas, elas terão capacidade de moagem de 10 milhões de toneladas de cana e foram projetadas para se tornarem uma das maiores produtoras de energia renovável no país, com venda de energia elétrica de mais de 1 milhão de MWh por ano, geradas a partir do bagaço e palha de cana e de eucalipto. Recentemente, a Cerona anunciou a escolha da ENGEVIX como gestora de todo o processo de instalação das duas unidades industriais. Foi o primeiro contrato EPCM (Engineering, Procurement, Construction and Management) do setor de etanol e energias renováveis no Brasil.
Nesse modelo de transação a empresa contratada assume todas as responsabilidades pela obra: da execução do projeto de engenharia, passando pela compra de materiais e equipamentos, construção, ao gerenciamento de todas as fases. A produção está programada para começar em 2010 e a empresa terá capacidade de vender 70% da sua produção de energia, uma vez que novas tecnologias permitirão um menor consumo durante a produção de etanol/açúcar.
A partir da operação conjunta das duas unidades, a empresa estima alcançar os seguintes números:
· Produção de cana-de-açúcar própria: cerca de 7 Mtc/ano;
· Processamento e moagem de cana-de-açúcar: 10 Mtc/ano;
· Produção de açúcar: 700 mil ton/ano;
· Produção de etanol: 450 milhões litros/ano.
A Cerona
Com sede em Campo Grande (MS) e escritórios em São Paulo (SP), Nova Andradina e Batayporã, a CERONA é controlada pelo fundo norte-americano Brazilian Energy Partners (BEP LLC), com 95% de participação, e sócios locais, que respondem por 5% do capital da empresa. No comando da companhia está Klaus Behrens, que anteriormente foi presidente do Conselho do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e presidente da Henkel no Mercosul, onde atuou por quase 40 anos. Atualmente, conta com 250 profissionais e até a maturação do projeto, prevista para 2014, a estimativa é chegar a 3.000 postos de trabalho diretos para suas duas unidades industriais. Cerca de 75% da força de trabalho será destinada à atividade agrícola e 25% à área industrial.
Adriane Froldi
LVBA

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