segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Potencial de luminosidade do céu paulista é pouco explorado

Estudo realizado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP indica que cerca de 30 a 40% da energia elétrica consumida pelos edifícios comerciais da cidade de São Paulo são para geração de luz artificial enquanto nas capitais da Europa não ultrapassam 14%.
Segundo os mesmos levantamentos, enquanto o céu de Londres emite 7.000 lux, o céu nublado de São Paulo emite mais de 14.000 lux, sendo que os paulistas consomem mais que o dobro de energia elétrica.
Potencializar a luz natural em residências e, principalmente, escritórios é fundamental, não só para a economia energética, mas para a saúde dos usuários. Por isso, é fundamental o trabalho do profissional da construção que precisa elaborar, ainda durante a concepção do projet o, estratégias para melhor aproveitamento da luz natural e a adoção de novos modelos de construção, envolvendo, inclusive, incentivos governamentais.
Distribuição adequada de janelas e paredes da fachada, forros côncavos e dutos de luz são algumas das soluções que podem ser utilizadas para que todos os ambientes da casa sejam contemplados com a luz natural e eliminem os agentes patogênicos causadores da síndrome do edifício doente.
Há uma extensa literatura que mostra que doenças como depressão ou stress podem estar ligadas a falta de contato com a luz do sol. A luz artificial não tem o mesmo espectro da luz natural, então, ela não produz o mesmo efeito sobre as pessoas. Se uma pessoa passa o dia inteiro dentro do escritório e só sai à noite, o relógio biológico dela não funciona como deveria e isso prejudica o chamado regulamento do sono e vigília, conseqüentemente, a qualidade de vida.
“O horário de verão, desenvolvido com o propósito de economizar energia, nos dá uma hora a mais de contato com a luz solar. Isso é muito bom. Mas, se os prédios adotarem soluções para captação e distribuição da luz natural isso trará muito mais benefícios para o bem-estar e saúde dos ocupantes” afirma Leonardo Monteiro, doutor em arquitetura e professor da ANAB-Brasil. - Associação Nacional Arquitetura Bioecológica.
Arquitetos, engenheiros, técnicos e profissionais envolvidos em projetos devem conhecer técnicas e ferramentas para dimensionar e avaliar o conforto luminoso e a eficiência energética de seus projetos.
Em São Paulo, já existe um curso voltado aos profissionais da área da Construção que desejam conhecer mais sobre recursos para aproveitamento máximo da luz natural nas suas obras. (www.anabbrasil.org).
Com a crescente procura por especialistas em construção sustentável, surgem novas oportunidades de trabalho para esses profissionais, mas as vagas não são preenchidas por falta de mão-de-obra qualificada.
Sobre a ANAB-Brasil
Criada há três anos, a ANAB-Brasil, além de propor a discussão sobre as novas tecnologias e tendências do mercado da construção sustentável, tem como missão alertar e conscientizar não só os profissionais da área, mas as autoridades e opinião pública sobre a urgente questão da mudança de hábitos quanto à sustentabilidade. Para tanto, a ANAB-Brasil oferece palestras, cursos de capacitação profissional, assessoria de projetos entre outros serviços e já realizou dois eventos de grande porte, um deles, o EcoBuilding, fórum internacional realizado em 2008 com participantes de 20 estados brasileiros, 15 países representados, 10 palestrantes internacionais convidados e apresentação de cerca de 80 trabalhos técnicos.
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