terça-feira, 5 de agosto de 2008

Romaria: prova de fé e religiosidade

Peregrinação exige várias cuidados com o corpo para que o objetivo seja alcançado Já é tradição no mês de agosto a peregrinação de romeiros em direção ao Santuário de Nossa Senhora da Abadia.

Milhares de fiéis movidos pela fé seguem, em peregrinação, para Romaria (MG), para pagar promessas feitas ao longo do ano, agradecer as bênçãos recebidas e participarem da festa religiosa que acontece no dia 15.

O sacrifício da peregrinação exige muita fé e preparo físico para enfrentar o cansaço. Caso, os romeiros não estejam bem condicionados, podem correr o risco de não conseguirem completar o trajeto que propuseram.

Segundo o ortopedista do Hospital Orthomed Center, Leandro Gomide, os hospitais ficam repletos de pessoas com tendinites de tornozelo, na época de Romaria. “Apesar de não serem as únicas conseqüências da longa caminhada, as tendinites estão em primeiro lugar no ranking das lesões ocasionadas durante as peregrinações religiosas”, diz o médico.

O que fazer
O ortopedista afirma que para prevenir lesões, a primeira atitude antes de partir para a peregrinação é escolher um tênis adequado. “O calçado deve ser usado e possuir a forma do pé do caminhante e amortecedores. Já a meia precisa ser nova e grossa para uma maior absorção do suor”, orienta Gomide.

Outra preocupação do romeiro deve ser com o calor. E imprescindível o uso de protetor solar e bonés. Beber muita água é fundamental, principalmente, nessa época do ano em que umidade do ar está muito baixa.Muito cuidado também com o peso da mochila, onde serão guardados os mantimentos necessários para o percurso.

O ortopedista explica que nos primeiros quilômetros, uma mochila cheia parece ajudar, pois ali contém tudo o que se precisa, mas, depois de passado 30 quilômetros, cada cem gramas parecem pesar um quilo.

“A mochila precisa conter estritamente o necessário para a subsistência. Barras de cereal é uma boa opção, pois ocupam pouco espaço na mochila e são ótimas fontes de energia”, orienta o médico.

Outra dica muito importante é a que se refere à postura durante a caminhada. Muitos romeiros andam de cabeça baixa para não cair em buracos na estrada. Segundo o ortopedista, essa postura causa sérias dores no pescoço.

“O peregrino deve tentar caminhar com o corpo ereto e, de preferência, olhando para o horizonte”, explica Gomide.

Em relação às bolhas que podem surgir nos pés, devido à longa caminhada, elas devem ser estouradas nos postos de assistência que se encontram ao longo do caminho.

É bom lembrar que cada romeiro possui um limite e esse deve ser respeitado. “Os romeiros devem seguir de forma rigorosa todas essas recomendações para que nada estrague essa bonita tradição de fé e religiosidade”, finaliza o médico.

Valeriana Medrado
Assessoria de Imprensa
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