Mostrando postagens com marcador consumo consciente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador consumo consciente. Mostrar todas as postagens

sábado, 15 de março de 2008

Pesquisadora defende boicote para combater descaso das empresas com consumidor

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Os consumidores brasileiros ainda não estão acostumados a utilizar uma poderosa arma para fazer valer reivindicações a empresas: o boicote.
Essa é a avaliação da pesquisadora da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, Marta Caputo, mestranda em comunicação pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Segundo ela, o boicote a determinados produtos pode fazer com que as empresas prestem mais atenção às demandas dos consumidores.“Pode ser que o resultado de um boicote não seja imediatamente constatado nos caixas da empresa, mas a sua reputação sofre arranhões significativos.
Em um momento em que as empresas buscam ter uma imagem compatível com a responsabilidade social, os prejuízos podem ter um peso que comprometa a imagem no mercado”, avalia. Para Caputo, mesmo que em um primeiro momento possa parecer que essas ações sejam insignificantes, elas são cada vez mais necessárias diante do grande descaso das grandes empresas em relação ao consumidor.
Ela diz que, no Brasil, ainda não há uma consciência coletiva em relação aos direitos dos consumidores. “Nós saímos nus nas ruas durante o carnaval, mas somos incapazes de nos mobilizar para sair às ruas com as nossas reivindicações, com exceção de alguns movimentos bem organizados do Brasil”, lamenta.
Marta Caputo lembra que a história do boicote é antiga. Segundo ela, a primeira campanha de boicotes foi registrada em 1930, quando o líder indiano Mohandas "Mahatma" Ghandi organizou a Marcha do Sal. Ele conclamou as pessoas a boicotar o produto industrializado e extrair o próprio sal do mar, em vez de pagar os altos impostos que incidiam sobre o produto.
Caputo também registra como um dos primeiros atos de boicote organizado a luta do ativista negro norte-americano Martin Luther King, que liderou uma campanha de boicote aos ônibus em Montgomery (Alabama, Estados Unidos), contra o sistema de segregação racial no transporte público da cidade.
Segundo a pesquisadora, os boicotes se tornaram cada vez mais populares a partir da década de 90. “Principalmente após os ataques da Torres Gêmeas e a ofensiva militar dos EUA ao Iraque, a pratica dos boicotes às multinacionais que apoiaram a candidatura de George W. Bush se disseminou rapidamente por meio da internet. Especialmente contra as posturas assumidas por esse governo, com o pretexto de combater o terrorismo”, analisa.
extra tag: consumo consciente

Reciclar óleo de cozinha pode contribuir para diminuir aquecimento global

Irene Lôbo
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A simples atitude de não jogar o óleo de cozinha usado direto no lixo ou no ralo da pia pode contribuir para diminuir o aquecimento global. O professor do Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Alexandre D’Avignon, explica que a decomposição do óleo de cozinha emite metano na atmosfera. O metano é um dos principais gases que causam o efeito estufa, que contribui para o aquecimento da terra. Segundo ele, o óleo de cozinha que muitas vezes vai para o ralo pia acaba chegando no oceano pelas redes de esgoto.
Em contato com a água do mar, esse resíduo líquido passa por reações químicas que resultam em emissão de metano. “Você acaba tendo a decomposição e a geração de metano, através de uma ação anaeróbica [sem ar] de bactérias”.
Mas o que fazer com o óleo vegetal que não será mais usado? A maioria dos ambientalistas concorda que não existe um modelo de descarte ideal do produto. Uma das alternativas é reaproveitar o óleo de cozinha para fazer sabão. A receita é simples e está no final desta matéria.
D’Avignon defende que quanto mais o cidadão evitar o descarte do óleo no lixo comum, mais estará contribuindo para preservar o meio ambiente. Segundo ele, uma das soluções é entregar o óleo usado a um catador de material reciclável ou diretamente a associações que façam a reciclagem do produto.
“Se nós conseguirmos dar algum valor de compra desse óleo para o catador, para que ele seja usado na produção de biodiesel, a gente vai fazer com que haja um ciclo de vida desse produto, para que ele volte para o sistema produtivo e produza biodiesel e isso substitua o consumo de óleo diesel”, sugere o professor.
Receita para fazer sabão a partir do óleo de cozinha
Material
5 litros de óleo de cozinha usado
2 litros de água 200 mililitros de amaciante
1 quilo de soda cáustica em escama
Preparo
Coloque a soda em escamas no fundo de um balde cuidadosamente
Coloque, com cuidado, a água fervendo
Mexa até diluir todas as escamas da sodaAdicione o óleo e mexa
Adicione o amaciante e mexa novamente
Jogue a mistura numa fôrma e espere secar
Corte o sabão em barras
ATENÇÃO: A soda cáustica pode causar queimaduras na pele. O ideal é usar luvas e utensílios de madeira ou plástico para preparar a mistura.
extra tag: consumo consciente

Consumo Consciente

Clique no link abaixo e assista o vídeo produzido pela Agência Brasil sobre consumo consciente
http://www.agenciabrasil.gov.br/grandes-reportagens/2007/04/20/grande_reportagem.2007-04-20.3395157567/view

segunda-feira, 10 de março de 2008

III Conferência de Meio Ambiente do Distrito Federal

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, abrirá nesta terça-feira (11), às 9h, no Museu Nacional da República, em Brasília, a III Conferência de Meio Ambiente do Distrito Federal.
Às 10h, Marina Silva fará abertura da 89ª Reunião Ordinária do Conama, no Auditório nº 1 do edifício-sede do Ibama, no Setor de Clubes Esportivos Norte, trecho 2. Na pauta, apreciação de três resoluções ligadas à água.
Às 15h30, a ministra fará o lançamento oficial da Campanha Consumo Consciente de Embalagem, na Praça Central do Pátio Brasil.
Ministério do Meio Ambiente - Assessoria de Comunicação Social 55-61 - 4009-1165 / 1227 - Fax - 55-61 - 4009-1997

Exposição em Brasília abre campanha para reduzir consumo de embalagens


Grace Perpetuo

Será aberta nesta segunda-feira (10), no Pátio Brasil Shopping, em Brasília, a exposição Boas Práticas e Inovações em Embalagens, que marca o lançamento da campanha Consumo Consciente de Embalagens, do Ministério do Meio Ambiente. Com a iniciativa, o ministério pretende fazer com que o consumidor reflita sobre os muitos invólucros dos produtos que consome no dia-a-dia. A exposição coincide com a Semana do Consumidor e será encerrada no sábado (15).
Durante a exposição, materiais reciclados e novas tecnologias serão apresentadas ao consumidor, que será instigado a prestigiar as empresas preocupadas com o meio ambiente e a demandar do mercado que novas alternativas e soluções sejam empregadas em larga escala. Haverá também distribuição de materiais informativos sobre o tema e apresentações de iniciativas que privilegiam o uso racional de embalagens, além do lançamento de um site sobre seu consumo consciente.

"A idéia é levar o consumidor a avaliar a quantidade de embalagens que ele leva ao comprar um produto e, assim, a decidir se, de fato, precisa de todas elas", diz a técnica em consumo sustentável do Departamento de Economia e Meio Ambiente do MMA, Fernanda Daltro. Ela ressalta que é preciso avaliar a embalagem tendo em mente alguns critérios: se é reciclável, se pode ser reutilizada, se é feita de material reciclado e qual o consumo de energia e matéria-prima empregados para fabricá-la, por exemplo.


"Para reduzir a quantidade de lixo gerado, é importante que o consumidor dê preferência a produtos com refil, com embalagens retornáveis; que use sacolas retornáveis, por exemplo; e que recuse as de plástico, quando desnecessárias", diz Fernanda. "É preciso entender que o volume de resíduos que geramos aumenta mais rapidamente que a taxa de resíduos reciclados", reitera.

No MMA, a campanha Consumo Consciente de Embalagens envolve, além do Dema, o Departamento de Ambiente Urbano e o Departamento de Qualidade Ambiental na Indústria, além de contar com parceiros do governo, da sociedade civil e do setor privado. Entre as empresas a participarem da exposição Boas Práticas e Inovações em Embalagens estão a Biocycle; a Biomater; a Coca-cola; a Nobelpack; a Novel; a Abividro; a Wal-Mart; a Surya; o Pão de Açúcar; e o Sistema Transvoll.

Ministério do Meio Ambiente
Assessoria de Comunicação Social
55-61 - 4009-1165 / 1227 - Fax - 55-61 - 4009-1997

domingo, 2 de março de 2008

MMA lança campanha para reduzir consumo de embalagens

22/02/2008
Grace Perpétuo
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) irá lançar, entre os dias 10 e 15 de março, a campanha Consumo Consciente de Embalagens. Na ocasião - que coincide com a Semana do Consumidor -, será realizada no Pátio Brasil Shopping, em Brasília, a Exposição de Boas Práticas e Inovações em Embalagens, com distribuição de materiais informativos e o lançamento de um site sobre consumo consciente de embalagens. Iniciativas de racionalização das embalagens, adoção de materiais reciclados e novas tecnologias serão apresentadas ao consumidor, que será instigado a prestigiar as empresas preocupadas com o meio ambiente e a demandar do mercado que estas soluções e alternativas sejam empregadas em larga escala, para o maior número de produtos possível.
A campanha pretende provocar o olhar crítico do consumidor sobre o que ele consome no dia-a-dia. "A idéia é levar o consumidor a olhar para aquilo que envolve o produto, para que avalie a quantidade de embalagens que está consumindo e decida se, enfim, precisa de todas elas", diz a técnica em consumo sustentável do Departamento de Economia e Meio Ambiente do MMA, Fernanda Daltro.
Ela ressalta que é preciso avaliar a embalagem tendo em mente alguns critérios: se é reciclável, se pode ser reutilizada, se é feita de material reciclado, e qual o consumo de energia e matéria prima empregados para fabricá-la, por exemplo. "Para reduzir a quantidade de lixo gerado, é importante que o consumidor dê preferência a produtos com refil, com embalagens retornáveis; que use sacolas retornáveis, por exemplo, e que recuse as de plástico, quando desnecessárias", diz Fernanda. "É preciso entender que o volume de resíduos que geramos aumenta mais rapidamente que a taxa de resíduos reciclados", reitera.
No MMA, a campanha Consumo Consciente de Embalagens envolve, além do DEMA, o Departamento de Ambiente Urbano (DAU) e o Departamento de Qualidade Ambiental na Indústria (DQAM), além de contar com parceiros do governo, da sociedade civil e do setor privado.