Para o professor do curso de Relações Internacionais da Trevisan Escola de Negócios, José Alexandre Hage, o ano de 2008 deverá exigir vultosos investimentos brasileiros no campo da energia. “Isto valerá tanto para a hidroelétrica quanto para a termelétrica. O Brasil terá de concentrar esforços políticos e econômicos para viabilizar o desenvolvimento da grande bacia de Tupi/Santos e das usinas hidrelétricas do rio Madeira. Poderá haver também necessidade de pensar em Angra III, mesmo com os contratempos que o tema possa ter para o País”.
Hage diz que a situação de fundo é que a economia brasileira tende a crescer a índices bastante parecidos com a China e a Índia — ambos países vem tendo crescimento em torno de 8% há alguns anos. “Mas no caso nacional, um crescimento regular já na faixa de 5% ou 5,5% deverá surtir fortes efeitos de teor positivo, visto que há mais de dez anos a economia brasileira não se expande mais que 4% ao ano”.
“E a questão premente é que um índice de crescimento econômico perto de 5% deverá exigir grande quantidade de energia, sobretudo, na parte hidroelétrica. Aqui há uma situação séria. A quantidade de energia elétrica obtida do regime das águas já está no gargalo desde 1996. O suporte proveniente das termelétricas é custoso economicamente e antipático do ponto de vista ambiental pelo fato de essa energia liberar maior quantidade de poluentes, como o CO2”, comenta Hage.
Embora o teor do debate possa ser contraproducente para uma linha da atividade política, o professor da Trevisan Escola de Negócios acredita que a questão é que o poder público não poderá se furtar de engendrar planos e ações que tenham alcance nacional. “Caberá ao governo formular planos de médio e de longo prazo para fazer com que o Brasil tenha condições de continuar seu processo de crescimento sem ter de passar por crises de energia”.
Trevisan Escola de Negócios
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