quinta-feira, 20 de março de 2008

A arte de investir

José Arthur Assunção*

Dinheiro não foi feito para ficar parado ou esquecido debaixo do colchão como fazia a vovó, a não ser que os compromissos diários, ao longo do mês, exijam tal postura. Por isso, qualquer dinheiro extra deve ser aplicado.

É imprescindível, no entanto, seguir algumas regras básicas, como definir metas e verificar em qual perfil você se enquadra. Em seguida, deve-se medir qual a propensão ao risco. Quanto maior a aptidão, mais agressiva poderá ser a aplicação e vice-versa.

Para os pequenos investidores, é aconselhável aplicar em modalidades menos agressivas, com menor grau de vulnerabilidade. Recomenda-se a boa e velha caderneta de poupança, que oferece um rendimento sagrado, chova ou faça sol, de 0,5% ao mês mais TR.

Outra opção é um fundo de renda fixa em que, no momento do investimento, você já sabe o quanto terá de rendimento. É importante ressaltar que tanto a caderneta quanto o fundo de renda fixa obrigam que o investidor deixe o dinheiro parado por, no mínimo, 30 dias. Tem fundo até em que esse tempo é maior.

Então, cuidado! Se você precisar do dinheiro antes e for sacar, pode até ter a desagradável surpresa de resgatar menos do que o valor que tenha sido efetivamente aplicado, devido aos IOFs da vida.

Para o médio e o grande investidor, o mercado de ações (Bolsas de Valores), apesar de muito volátil, é bastante atrativo, já que permite ganhos superiores, proporcionais ao risco. É importante também diversificar a carteira e, de acordo com o montante que se tem em mãos, uma parte deve ir para os fundos de renda fixa e o restante para fundos de ações ou mesmo para a própria bolsa.

Dependendo do nível de agressividade da carteira e do montante de capital do investidor, aconselha-se a contratação de um especialista em investimentos, como, por exemplo, um corretor.

Uma regra básica que vale para todos os investidores é diversificar os investimentos. Ao mesmo tempo em que se dilui o risco, pode-se alcançar rendimentos mais altos.

Alcançar o sucesso financeiro é o desejo de todos. Mas para tanto se faz necessário manter-se bem informado sobre as oscilações do mundo financeiro. Ter visão de mercado é fundamental, já que as mudanças de humor desse mundo globalizado acontecem a cada segundo e o ativo que, há uma hora, parecia um péssimo investimento pode passar a ser a galinha dos ovos de ouro do momento.

É aconselhável também ao decidir investir que seja analisado, além dos itens anteriores, o prazo em que se pretende colher os frutos da empreitada para que sejam evitados contratempos futuros, como ser obrigado a manter a aplicação por um prazo maior do que o desejado.

De qualquer modo, mesmo com todos esses cuidados, corre-se o risco de que o resultado efetivo, mesmo quando bastante planejado, venha num tempo superior ao que era esperado anteriormente, dependendo da modalidade praticada. E, muitas vezes, “micar”, como se diz no jargão do mercado, o que significa ser obrigado a resgatar menos do que o aplicado até para não se perder mais, quando um papel de uma empresa, por exemplo, passa a ir ladeira abaixo.

Uma última recomendação para evitar surpresas desagradáveis: estejam atentos ao risco, à rentabilidade, à liquidez e principalmente à tributação. Um bom investimento para todos!

* diretor da ASB Financeira

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