segunda-feira, 17 de março de 2008

Brasil é citado como uma das maiores referências em estudos sobre endometriose no mundo

Da esq. para a dir.: Lucio Rossini, médico endoscopista da Santa Casa de SP; Eduardo Schor, Doutor em Ginecologia pelo Departamento de Ginecologia da UNIFESP e Secretário da SBE; Marco Antônio Bassi, cirurgião geral, pós-graduando pelo Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da FMUSP e membro da comissão de cirurgia geral da Sociedade Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE); Mauricio Simões Abrão, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, responsável pelo Setor de Endometriose do HC e presidente da SBE; João Antonio Dias Jr, pós-graduando pelo Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da FMUSP e membro da comissão de infertilidade da SBE; Sérgio Podgaec, tesoureiro da SBE e Doutor em Ginecologia pelo Depto de Obstetrícia e Ginecologia da FMUSP; e Giuliano Borrelli, sócio da SBE.

Especialistas no tratamento da doença que atinge cerca de 15% das brasileiras recebem prêmio em congresso internacional, na Austrália

Com o encerramento do 10º Congresso Mundial em Endometriose, na última sexta-feira, 14, em Melbourne, na Austrália, foi anunciado o melhor trabalho clínico apresentado durante todo o evento: “O tempo decorrido entre o início dos sintomas e o diagnóstico da endometriose profunda”, assinado pelos ginecologistas Sergio Podgaec, Mauricio Simões Abrão, João Antônio Dias Jr. e Carlos Alberto Petta e proctologistas Marcelo Averbach e Marco Bassi.

A equipe médica – composta por especialistas na doença caracterizada pelo depósito anormal do endométrio (tecido que recobre o útero e é liberado por meio da menstruação) na pelve, abdômen, ovário, bexiga e/ou intestinos – recebeu o Prêmio Rudolphe Maheux, criado esse ano no congresso tri anual e que leva o nome do ex-presidente da World Endometriosis Society.

Nenhuma surpresa para outros estudiosos do tema. Isso porque o Brasil é referência mundial no tratamento da enfermidade que atinge cerca de 15% das brasileiras em idade reprodutiva, e o Hospital das Clínicas (HC), em São Paulo, se destaca nesse cenário. “Ficamos satisfeitos com o resultado, principalmente por saber que, por meio dessa pesquisa, podemos melhorar a qualidade de vida de milhares de brasileiras”, agradeceu Mauricio Abrão, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, responsável pelo Setor de Endometriose do HC e presidente da Sociedade Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva.
Sob o comando de Dr. Abrão, a delegação brasileira (segunda maior em número de participantes, perdendo somente para a própria Austrália) ainda apresentou outros cinco trabalhos. Todos bastante elogiados.

Além da presença de nossos profissionais, foram destaques no encontro a valorização da utilização de exames especializados como o ultrasom, feito com preparo e com protocolos direcionados para a endometriose; e o descobrimento de substâncias inflamatórias e imunológicas que participam do desenvolvimento da doença e poderão, em breve, ser utilizadas no tratamento da doença.
Luciana Palmeira
Lado a Lado
luciana.palmeira@ladoalado.com

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