quinta-feira, 13 de março de 2008

Lotação da cadeia de Frutal está quatro vezes acima da capacidade

Com capacidade para abrigar 32 detentos, a cadeia pública de Frutal, no Triângulo Mineiro, tem hoje 156 presos distribuídos em seis celas, numa média de 25 para cada espaço de 4mx4m.
A superlotação, que obriga os prisioneiros a se revezarem para dormir, foi constatada nesta quarta-feira (12/3/08) pelo presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembléia Legislativa de Minas Gerias, deputado Sargento Rodrigues (PDT), que foi conferir as condições denunciadas pelos próprios policiais. A cadeia pública tem ainda uma cela com 11 mulheres e outra com quatro adolescentes.
A visita da comissão foi acompanhada pelo delegado regional da Polícia Civil, Hélio Lisse Júnior, pela juíza Andreia de Oliveira Dias Souza, pelos promotores Vinícius de Souza Chaves, Carolina Andrade e Alan José, pelo representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG), John Kennedy Mendonça, e pelo diretor da cadeia, Dimer de Toledo Ribeiro.
A unidade conta com dois policiais civis e oito militares, todos em desvio de função para a guarda de presos.
Para o deputado Sargento Rodrigues, o quadro resulta em três situações preocupantes: "Primeiro, a apreensão da sociedade, com a perspectiva de rebeliões; segundo, a situação irregular de presos já sentenciados que deveriam estar em uma penitenciária; e em terceiro lugar, as condições desumanas de trabalho dos policiais".
O deputado afirmou que vai fazer um relatório ao secretário de Defesa Social, Maurício Campos Júnior, e pedir a transferência de prisioneiros já condenados. "De imediato, nossa visita já resultou no pedido do delegado regional à Secretaria de Defesa Social para o envio de colchões. E depois, a presença do coordenador do Núcleo de Gestão Prisional da Polícia Civil, delegado Mário José Correa Santos", destacou.
Assessoria de Imprensa da ALMG
(31) 2108-7715

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