27-03-2008 15:44:15
Lisboa, 27 mar (Lusa) - Portugal não tem dinheiro disponível para apoiar a iniciativa das autoridades venezuelanas de inclusão, a partir de outubro, da língua portuguesa no currículo oficial de ensino, disse à Agência Lusa o vice-ministro português das Relações Exteriores, João Gomes Cravinho.
Contatado pela Agência Lusa, Gomes Cravinho destacou que Portugal "vive uma conjuntura de enormes oportunidades no que toca ao ensino da língua portuguesa e à promoção da língua portuguesa no exterior conjugada com exigüidade de recursos".
O governo venezuelano decidiu incluir a língua portuguesa como disciplina opcional no currículo oficial do próximo ano letivo, começando com um projeto-piloto em 14 escolas do estado de Carabobo.
Contudo, a falta de professores pode condicionar o desenvolvimento da iniciativa, disseram à Agência Lusa, em Caracas, fontes relacionadas ao processo.
Portugal tem que, "nos próximos dois ou três meses, saber responder a este desafio", destacou João Gomes Cravinho, alertando que o país não pode "deixar fugir estas oportunidades"."É evidente que, se falharmos nesta fase do projeto-piloto, se a língua portuguesa falhar, não por qualquer desinteresse por parte dos venezuelanos na língua portuguesa, mas por incapacidade do Estado português, não estaremos respondendo à altura das nossas necessidades", frisou.
"Não deixaremos que isso aconteça e encontraremos as soluções", garantiu. Questionado se a solução sairia do Ministério da Educação de Portugal ou do Instituto Camões, João Gomes Cravinho defendeu que cabe ao Estado português como um todo resolver a situação, após "encontrar novos mecanismos de financiamento, novos mecanismos de apoio a algo que é imprescindível para a projeção externa de Portugal".
Em declarações à Lusa, em Caracas, a responsável para a educação média venezuelana, Sarina Cascone, lamentou antecipadamente os efeitos que a falta de professores pode ter no projeto-piloto.
O primeiro-ministro português, José Sócrates, tem programada uma visita oficial à Venezuela para os próximos meses.
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