segunda-feira, 19 de maio de 2008

Fazu cede instalações do NEEA para açougueiros produzirem dentro das normas sanitárias

Assinatura de convênio entre Fazu e Associação de Feirantes, na hoje segunda-feira (19/05) às 15 horas – Campus Fazu, conta com apoio da Prefeitura de Uberaba.

A Fazu e a Associação de Feirantes de Uberaba assinam um convênio de parceria que vai solucionar um problema enfrentado por vários açougueiros e feirantes de Uberaba. Aqueles que não possuem local apropriado, dentro das normas sanitárias, estão impedidos de manipular produtos como lingüiça, asinha temperada de frango, massa de quibe, almôndegas, entre outros. Quem informa é a coordenadora de Pós-graduação, Pesquisa e Extensão da Fazu, Beatriz Cordenonsi Lopes.

Segundo ela, a decisão ocorreu após a vistoria da Vigilância Sanitária Municipal, em parceria com a Vigilância Sanitária Estadual e Ministério Público, feita nos açougues e feiras de Uberaba. A ação, que identificou o comércio de carnes irregulares, resultou na apreensão de produtos em alguns estabelecimentos. Com isso, a Vigilância orientou os fabricantes a não produzirem enquanto não se adequarem à legislação. Para ajudar a resolver o problema a Fazu disponibilizou sua estrutura do Núcleo de Excelência em Engenharia de Alimentos (NEEA).

Com a cooperação entre a Fazu e a Associação de Feirantes, os açougueiros poderão utilizar as instalações do NEEA para a manipulação das carnes. Segundo a coordenadora, os açougueiros devem utilizar a estrutura do NEEA até a Prefeitura criar o selo Serviço de Inspeção Municipal (SIM). "Foi acordado que quem quiser fabricar deve seguir a legislação estadual. Aqueles que não estão de acordo com essa legislação precisam aguardar a criação da legislação municipal, ou seja, do selo SIM para a adequação da sua área de produção. Por meio do SIM, a Prefeitura vai vistoriar as instalações", explica.

Beatriz garante que a Fazu estará aberta para os açougueiros até que a Prefeitura crie o selo. "Já tivemos um primeiro encontro com integrantes da Associação de Feirantes para repassar informações sobre as normas do NEEA como as boas práticas de fabricação que devem ser seguidas, horário de funcionamento, entre outras", comenta.

De acordo com ela, a equipe do NEEA vai fiscalizar o material que chega nas suas instalações, embalar o produto a vácuo, colocar uma etiqueta de identificação com informações do produto e com o carimbo do fabricante. "Seguindo as normas do NEEA, que estão de acordo com a Vigilância Sanitária, os açougueiros poderão vender seus produtos até o selo ficar pronto. Mas a responsabilidade da qualidade do produto é de cada fabricante. Vamos respeitar a individualidade de fabricação de cada um. O fabricante terá a liberdade de processar o produto seguindo o segredo do seu tempero", acrescenta.
Isabela Avelar

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