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terça-feira, 20 de maio de 2008

Trevisan Editora lança nova edição de livro sobre crédito de carbono

A Trevisan Editora Universitária lança a 6ª edição do livro “Como comercializar crédito de carbono”, de autoria de Antonio Carlos Porto Araujo, consultor da Trevisan Consultoria e especialista no assunto. O livro é um guia que reúne as principais dúvidas, vantagens, e explica como comercializar créditos de carbono e participar desse comércio mundial, que movimenta bilhões de dólares, além de reduzir a poluição e o efeito estufa.

A comercialização de créditos de carbono foi uma alternativa apresentada pelo Protocolo de Kyoto para diminuir os efeitos danosos causados pela emissão de gases poluentes.

O autor, que é advogado, ambientalista e trabalha há mais de dez anos em projetos de planejamento estratégico de grandes empresas nacionais de diversas áreas, informa que o acordo de redução de emissão de gases oferece oportunidades para que vários países possam lucrar com os mercados globais de crédito de carbono, investindo em países em desenvolvimento, como o Brasil.

Como Comercializar Créditos de Carbono
Autor: Antonio Carlos Porto Araujo
Nº páginas: 48
Editora: Trevisan Editora Universitária
Valor: R$ 18,00

Trevisan Editora Universitária
Assessoria de Imprensa
Ricardo Viveiros & Associados – Oficina de Comunicação
Jornalistas em posto avançado: Marília Ramires e Reinaldo Gomes
Supervisor: Augusto Diniz (MTb. 14.453)
Maio/2008

terça-feira, 29 de abril de 2008

Apesar dos obstáculos, os biocombustíveis continuam avançando

Antonio Carlos Porto Araujo *

A produção dos biocombustíveis no mundo cresceu cerca de 20%, atingindo a marca de 54 bilhões de litros em 2007. Isso significa que este produto alcançou um share de 1,5% da fonte global de combustíveis líquidos, representando um acréscimo de 0,25% sobre 2006. Esse número deverá crescer exponencialmente, já que 50% da energia consumida nos Estados Unidos vêm do carvão, altamente emissor de gases de efeito estufa.
A produção global do etanol é basicamente derivada da cana-de-açúcar, que em 2007 cresceu 18%, atingindo 46 bilhões de litros, confirmando seguida alta nos últimos cinco anos.
No caso do biodiesel no Brasil, a soja ainda é predominantemente a principal oleaginosa utilizada como matéria-prima. O país já tem tecnologia desenvolvida para produção de biodiesel a partir de outras fontes, como a palma (dendê), mas ainda investe em inovação para aproveitar essa capacidade em ganho de escala comercial do ponto de vista energético.
Os Estados Unidos, que produz o etanol a partir do milho, aumentou em 2007 a destinação para produção do biocombustível, ampliando de 15 para 90 milhões de toneladas anualmente, ocasionando alta generalizada dos preços das commotidies alimentícias. De acordo com projeções, o consumo de biocombustíveis nos EUA em 2020 será de cerca de 140 bilhões de litros anuais, movimentando algo em torno de US$ 50 bilhões.
Ao mesmo tempo, várias manifestações, sobretudo de organizações européias, têm eclodido, condenando o uso do etanol na Europa com argumentos sobre a insuficiente eficiência ambiental. Essas manifestações contrárias baseiam-se na eventual substituição de área agricultável de produção de alimentos para plantação de culturas para biocombustíveis, sobretudo palma.
Como resposta, a comunidade européia recentemente propôs um acordo inicial em questão de padrões de sustentabilidade para os biocombustíveis: em geral, que produzam emissões de gases de efeito estufa no mínimo 35% menos do que os combustíveis fósseis até 2015; e um mínimo de 50% menos a partir de 2015.
A questão é polêmica, mas não pode ser alijada de um fato concreto: os biocombustíveis são um caminho sem volta na ocupação de espaço cada vez maior na matriz energética mundial.

* Ambientalista, consultor da Trevisan Consultoria e professor da Trevisan Escola de Negócios.