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terça-feira, 13 de maio de 2008

Cresce o número de mortes por trauma torácico relacionadas aos acidentes automobilísticos

Estima-se que, a cada ano, cerca de 200.000 pessoas morram em acidentes de carro por causa da alta velocidade em todo o mundo. O trauma torácico responde por 25% destes óbitos, fica atrás apenas dos cranianos (32%) e das extremidades (34%).
Para médicos e autoridades do trânsito, a preocupação é grande quanto o contínuo crescimento do número de casos, especialmente nas pontes de feriados e férias. A faixa etária mais atingida é a do adulto jovem entre 20 a 40 anos. Nos acidentes automobilísticos os passageiros estão sujeitos aos seguintes tipos de lesões: colisão entre a vitima e o veículo - impactos diretos (lateral, frontal, traseiro e angular) e a colisão entre o órgão da vítima e sua estrutura corporal - lesões por compressão e lesões por desaceleração.
As lesões por compressão ocorrem quando a parte do tronco (tórax e abdome) interrompe o deslocamento para frente e a posterior continua se movendo para adiante. As vísceras ficam comprimidas entre a parede toracoabdominal posterior e as estruturas anteriores, sendo o exemplo mais comum a contusão do coração.
O diafragma também pode romper por este mecanismo. As lesões por desaceleração acontecem quando subitamente as estruturas de fixação dos órgãos se desaceleram, porém, continuam em movimento. No tórax, isto pode ocasionar lesões da aorta e da artéria subclávia. “São lesões potencialmente fatais que, se não tratadas a tempo e adequadamente, provocarão óbito da vítima”, afirma o dr. Roberto Saad, professor titular da FCMSCSP, Diretor da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT) e da Secretaria de Educação Superior (do Ministério da Educação e do Desporto).
As causas mais comuns de morte na infância são acidentes envolvendo veículos automotores. A mortalidade de crianças com traumatismos torácicos nesse grupo é de 15%. Os que têm menos de 12 anos de idade e altura inferior a 1,50m, quando transportados em automóveis equipados com cintos de segurança, devem ser seguros por sistema de retenção homologado e adaptado ao tamanho e peso.
O cinto adequado é o de três pontas – o que prende o ombro e a cintura. A bebida alcoólica é responsável por 75% dos acidentes automobilísticos com vítimas fatais. No Brasil, o Art. 276 do Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503, de 23 de setembro de 1997) prevê que “a concentração de seis decigramas de álcool por litro de sangue comprova que o condutor se acha impedido de dirigir veículo automotor”, alerta o dr. José Eduardo Delfini Cançado, Presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).
O álcool afeta a capacidade de condução de veículos, pois deprime os centros de controle do cérebro, levando à diminuição da capacidade de reação, ou seja, provoca um estado de relaxamento com retardamento dos reflexos. Também atua na redução de inibição e na debilitação do controle neuromuscular: o motorista não consegue dividir sua atenção satisfatoriamente depois de uma pequena dose.
Em suma, a habilidade de deslocar a atenção de um acontecimento para outro, ou de fazer duas coisas de uma só vez (que é exigida para uma direção segura), é reduzida. “O air bag e o cinto de segurança são os meios de contenção que, de fato, previnem as lesões. Em São Paulo, o uso obrigatório do cinto reduziu em 10,5% o número óbitos e em 10% o número de vítimas graves.
A utilização do air bag juntamente com o cinto de segurança reduz em média 61% a chance de lesões graves e em 33% a chance de hospitalização.
É imprescindível o uso do cinto, estejam os passageiros nos assentos dianteiros ou traseiros”.
Acontece Comunicação e Notícias
Cíntia Gomes ou Chico Damaso

terça-feira, 22 de abril de 2008

Bronquiolite é principal causa de internação de bebês com problemas respiratórios

Entre os meses de março e julho, a infecção foi responsável por 60% das internações em crianças menores de um ano com doença respiratória

Infecção respiratória causada por vírus, especialmente o sincicial respiratório (VSR), a bronquiolite é uma das principais causas de internação hospitalar de crianças no primeiro ano de vida.
Em São Paulo, o período de maior incidência da doença começa em meados de março e se estende até o fim de julho. “Nesta época, cerca de 60% dos bebês menores de um ano hospitalizados com problemas respiratórios apresentam bronquiolite por VSR”, adverte o dr. José Eduardo Delfini Cançado, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).

A bronquiolite atinge predominantemente as crianças menores de um ano. Os primeiros sintomas confundem-se com os de um resfriado, como coriza, obstrução nasal e eventual febre, seguida de tosse, ronqueira, chiado no peito e dificuldade para respirar. Pode evoluir para piora da tosse e vômitos posteriores, respiração rápida, dificuldade para alimentação e, nos casos ainda mais graves, as extremidades e a boca ganham coloração arroxeada.

“Nos quadros de grandes complicações, é preciso uma avaliação médica para certificar a necessidade da internação. Algumas crianças são mais propensas, como as prematuros, as portadoras de problemas pulmonares e de cardiopatias congênitas, entre outras”, explica a pesquisadora de infecções respiratórias virais profª. dra. Sandra Vieira, do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da USP.

Cerca de 30% das crianças desenvolvem sintomas típicos alguma vez na vida, mas os casos graves ocorrem em menos de 1% das crianças acometidas.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO

Como há diversos tipos de vírus que podem causar a bronquiolite, não existe vacina para todos. É preciso, então, redobrar a proteção em bebês antes dos três meses de vida. Os pais devem evitar o contato com adultos e crianças que apresentem sintomas de resfriado ou gripe e lavar as mãos antes de manusear os bebês.
Também é prudente evitar locais com aglomeração de pessoas, onde a exposição aos vírus é maior. O contato com fumantes também deve ser restrito, pois o tabagismo passivo é fator agravante.
Uma vez diagnosticado, o tratamento baseia-se em medidas de suporte, como oxigenoterapia, hidratação e inalação
. É recomendável oferecer líquidos sempre que possível, lavar o nariz com soro fisiológico e fazer nebulização para ajudar a fluidificar a secreção dos pulmões do bebê.

Alguns bebês podem necessitar de broncodilatadores por via inalatória e fisioterapia respiratória para auxiliar a respiração. Situações agravantes requerem que o doente permaneça no hospital.

Há crianças nas quais o chiado no peito pode permanecer de forma persistente ou recorrente após a bronquiolite viral aguda. Isto pode ocorrer durante semanas, meses ou até anos. Diversos fatores estão associados a esta evolução. A avaliação e acompanhamento por pneumologista pediátrico é indispensável.

Medicação reduz até 55% das internações em situações graves

O dr. Luiz Vicente Ribeiro Ferreira da Silva Filho, médico-assistente da Unidade de Pneumologia do Instituto da Criança (HCFMUSP) e pesquisador associado do Laboratório de Virologia do Instituto de Medicina Tropical da USP, comenta que existe um anticorpo desenvolvido em laboratório para impedir a infecção pelo VSR e atenuar os sintomas.


“Ele não tem efeito protetor para outros vírus respiratórios, mas é fundamental para os grupos especiais de pacientes com alto risco de bronquiolites graves. Existem regras bem definidas para seu emprego em cada uma destas situações, definidas pela Sociedade Brasileira de Pediatria”.

Capaz de evitar o agravamento da bronquiolite, e necessidade de internação em UTI, o remédio entrou recentemente na lista de medicamentos especiais do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado de São Paulo.

“Crianças com risco de agravamento serão beneficiadas com uma dose intramuscular mensal, no período de maior circulação do vírus – entre abril e agosto -, totalizando cinco doses anuais”, explica a dra. Fabíola Villac Adde, pneumologista pediátrica do Instituto da Crianças dos Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e membro da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).

Devido ao custo elevado da medicação, as indicações são para bebês prematuros que nasceram em até 28 semanas – cerca de sete meses – somente no primeiro ano de vida; crianças menores de dois anos com cardiopatia congênita que exija tratamento clínico e/ou cirúrgico; assim como para portadoras de doença pulmonar crônica da prematuridade (displasia broncopulmonar)¸ que necessitem de tratamento nos seis meses precedentes à estação do VSR.

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Apnéia pode aumentar o risco de morte se não diagnosticada corretamente

A apnéia obstrutiva do sono é uma doença com diferentes níveis de gravidade, sendo que nos casos graves está relacionada aos problemas cardiovasculares, podendo levar à mortalidade. Caracteriza-se principalmente por interrupções na respiração durante o sono, devido à obstrução das vias aéreas por alguns minutos. Normalmente vem acompanhada por um conjunto de sintomas, como a sonolência excessiva diurna, patologias cardiovasculares, neurológicas e alterações comportamentais.

“De 2 a 4% da população sofre de apnéia do sono”, comenta a dra. Sonia Maria Togeiro, presidente da Comissão de Distúrbios Respiratórios do Sono da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT). “O portador possui ronco alto e constante, com alguns engasgos. É um sono de má qualidade, que ainda pode provocar sérios riscos à memória e à concentração”.

A apnéia é mais freqüente nos homens, a partir dos 30 anos, e em indivíduos com excesso de peso. Muito comum também em pessoas que possuem o hábito de beber frequentemente. A gravidade está relacionada à quantidade de interrupções ocorridas durante cada hora do sono.

Há pessoas que convivem anos com os sintomas, a ponto de se habituarem. Nem percebem que estão doentes, portanto não procuram um especialista. O problema é que o diagnóstico tardio pode trazer resquícios à saúde, como complicações cardíacas, acidentes durante o trânsito ou trabalho pela má qualidade do sono, ou até mesmo a morte enquanto se dorme.

Como a apnéia se manifesta enquanto durante o sono, muitas vezes é difícil perceber sua existência. “Em geral, o paciente não percebe que possui o distúrbio. A menos que tenha sintomas diurnos ou durma ao lado de alguém que o alerte”, explica a dra. Sonia Maria.

Trata-se de uma doença que não cura espontaneamente, é apenas controlada. “Caso tenha como principal fator a obesidade, pode melhorar significativamente ou até curar”.

Nos casos moderados e graves de apnéia, o tratamento utilizado se baseia em um equipamento chamado CPAP (pressão positiva contínua na via aérea). Funciona como um inalador e depende que o portador use uma máscara noturna, acoplada a um aparelho de pressão positiva.

O CPAP gera e envia fluxo de ar, abrindo a faringe e normalizando a respiração. Porém, a perda de peso é essencial para os obesos”, adverte a dra. Sonia Maria.

Fatores de Risco

Sempre que o individuo apresentar um fator de risco para a apnéia, deve procurar um especialista. No caso, pneumologistas, neurologistas ou otorrinolaringologistas. De acordo com o dr. José Eduardo Cançado, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), os fatores considerados de risco são: hipertensão; obesidade; ronco muito alto e habitual, pescoço grosso, queixo pequeno e ou posicionado para trás, amídalas e adenóides volumosas (em crianças); sonolência; alteração de memória; sono de má qualidade.


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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia alerta: qualidade do ar em aviões está sob suspeita

Diversos estudos realizados em todo o mundo apontam que a qualidade do ar nos aviões e preocupante e gera riscos à saúde. Aliás, essa má qualidade é considerada a principal causa problemas respiratórios e outros tipos de distúrbios para os passageiros.

Um dos vilões é a baixa umidade relativa do ar, pois em grandes altitudes o clima é muito seco. Além disso, em sua passagem pela turbina, o ar é aquecido a altas temperaturas e desidratado ainda mais.

“O grau de umidade relativa varia de acordo com o tipo de aeronave, duração do vôo, número de passageiros a bordo e com a posição ao longo da cabine de passageiros, sendo mais alto próximo aos lavatórios e cozinhas de bordo. Tipicamente, a umidade do ar se situa entre 15% a 30%, um estado de atenção, nos grandes vôos intercontinentais”, explica a presidente da Comissão de Asma da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), a dra. Lilian Serrasqueiro Ballini Caetano.

A conseqüência é o ressecamento das mucosas, levando a irritação e inflamação local. Os passageiros podem apresentar sintomas como sede, irritação ocular e nasal.

Outro problema nas aeronaves é a baixa temperatura na cabine, já que o ar externo, em grandes altitudes, é muito frio - chega a –80oC. A baixa temperatura associada à baixa umidade relativa do ar diminui a imunidade, facilitando infecções locais como faringite, amigdalite, sinusite e pneumonia e, nas pessoas portadoras de doenças respiratórias, aumenta o risco de crises de asma, rinite e doença pulmonar obstrutiva crônica”, alerta o dr. José Eduardo Delfini Cançado, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia. “Portanto não devem ser utilizados diuréticos e bebidas alcoólicas, pois podem potencializar este efeito”.


A Hipoxemia

O principal problema relacionado, em vôos, ao doente pulmonar é a Hipoxemia, o baixo teor de oxigênio no sangue. A pressão em uma cabine de avião simula níveis de oxigênio muito parecidos aos encontrados em altitudes que variam de 2.000 a 2.700 metros acima do nível do mar e, ou seja, a oferta do gás é baixa, o ar é rarefeito.

Desse modo, é de extrema importância medir a oxigenação do paciente quando for exposto a baixos níveis de oxigênio. Além disto, existe a característica do ar na cabine da aeronave ser mais seco ou mais frio e, das alterações de pressurização e despressurização nas aterrissagens e decolagens. “Então temos menos oxigênio por ml do ar inalado. Os indivíduos com hipoxemia crônica hiperventilam ou têm de conviver com menor oferta de oxigênio e a conseqüente doença”, pondera a dra Lilian Serrasqueiro.

Ainda segundo a especialista, existe também o problema de distensão dos gases. “Expandem-se os gases quando diminui a pressão atmosférica, e então podemos ter distensão dentro do intestino e estômago, aumentando o volume abdominal e dificultando a expansão torácica e mobilidade diafragmática”.

Não existe razão para que os indivíduos portadores de doenças respiratórias, como a asma, sejam desencorajados a viajar de avião. O mais relevante é a prevenção, tratando-se adequadamente o paciente para diminuir riscos.

“Em caso de viagens aéreas, deve-se sempre levar a medicação de manutenção e aquela orientada para uso em emergência. Para as pessoas portadoras de doenças respiratórias crônicas é fundamental a orientação de um pneumologista, pois durante o vôo os sintomas podem se agravar devido à baixa temperatura, à baixa umidade relativa do ar, e à oxigenação na altitude”, completa a dra. Lilian Serrasqueiro.


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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Verão: saiba como vencer as alterações climáticas e as doenças respiratórias

As férias, as viagens mais longas e conseqüentes alterações climáticas podem provocar no organismo mudanças bruscas de temperatura. Com isso, a imunidade do individuo é reduzida, provocando ou acentuando distúrbios no sistema respiratório.

Atravessamos um período de temperaturas bastante elevadas e umidade relativa do ar razoavelmente baixa. Dr. José Eduardo Delfini Cançado, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), esclarece que é importante se alimentar bem, com comidas leves como frutas e verduras, além de ingerir diariamente aproximadamente três litros de água.

Mas se planeja uma visita à Europa, Estados Unidos, ou outros países do Hemisfério Norte, onde é inverno e as temperaturas são baixíssimas? “É importante se agasalhar bem e evitar aglomerações em lugares fechados, que facilitam a disseminação de vírus e bactérias, aumentando o risco de infecções”, alerta Cançado.

O organismo do ser humano mantém uma temperatura interna de cerca de 37°C, independentemente do meio externo. Segundo o presidente da SPPT, quando o indivíduo é exposto ao frio, o metabolismo aumenta com o intuito de produzir mais energia e manter a temperatura corporal.

“Esse gasto exagerado de energia e o próprio clima diminuem a imunidade da pessoa e aumentam o risco de infecções, como resfriado, gripe, faringite, sinusite e pneumonia. Já no calor extremo, o organismo perde muita água pela transpiração e o ressecamento das mucosas facilita o aparecimento de alergias respiratórias, como a rinite e a asma”.

Os problemas aumentam quando o indivíduo já é portador de rinite, asma ou qualquer outra doença causada pela respiração. Nesse caso, é indicado que procure um médico pneumologista para ser avaliado e orientado, para estar preparado e bem informado para uma eventual crise.

Não se esqueça!

O Dr. José Eduardo aconselha alguns hábitos preventivos para a realização antes da viagem:

- Lavar diariamente as narinas com soro fisiológico 0,9%, três vezes ao dia

- Caso já seja portador de alguma doença respiratória, procure um pneumologista antes de sair de férias

- Leve sempre a medicação de manutenção e aquela orientada para o uso em casos de crise

- Para pessoas portadoras de doenças respiratórias crônicas, em casos de viagens aéreas, é fundamental a orientação de um pneumologista, pois, durante o vôo, pode piorar, devido à baixa temperatura, À umidade relativa do ar e à oxigenação na altitude.

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