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quinta-feira, 15 de maio de 2008

Família: compromisso para toda a vida

José Eduardo Moura

Nesta quinta-feira, 15 de maio, comemoramos o Dia da Família. A idéia do compromisso eterno costuma provocar calafrios. Não se pode medir o ‘infindável’ se nossa percepção de tempo é restrita a um calendário elaborado por homens, com 365 dias, 12 meses, 52 semanas; dias com 24 horas, cada hora com 60 minutos, cada minuto com 60 segundos. É surpreendente conhecer casais que comemoram bodas de ouro ou diamantes, ainda que sua saúde não permita extravagâncias.

Quando nos deparamos com a vulnerabilidade da nossa natureza humana, fica difícil acreditar que nossos relacionamentos durarão por toda uma vida. Conscientes de nossa fragilidade, sabemos que jamais poderíamos por nós mesmos atingir esse objetivo, ainda que ele seja regido por um contrato. É necessário pedir ajuda a Deus.

Muitas pessoas se casam na expectativa de nunca viverem crises conjugais. Acreditam que estão acima da média, imunes a problemas com filhos ou amigos. O problema é que atritos – nem sempre leves – acontecerão tanto na vida em família, como em todos os outros relacionamentos.

E o desejo de “rescindir” o compromisso assumido será bastante recorrente em meio a tensões e dificuldades.É mais que certo que vamos nos deparar com situações de convivência que exigirão de nós empenho e coragem para continuarmos a viver o propósito assumido, especialmente quando a situação parecer insustentável.

Nessas ocasiões, há quem se decida por apenas tolerar o outro para manter as coisas como estão. Mas, isso está longe de um vínculo verdadeiro, digno daqueles que realmente se esforçam para ser melhores.

Quando uma cozinheira percebe que a comida está sem gosto, não hesita em acrescentar um condimento especial, seguindo sua intuição em querer fazer o melhor por aquela receita. Em nossas vidas, de maneira semelhante, devemos estar sempre prontos a realizar algo diferente do que a maioria normalmente tende a fazer.

Acreditar que poderá surgir um novo sabor na relação a dois, mesmo depois de desgastada por atritos, é o tal condimento especial – da eterna reconciliação – que deveríamos acrescentar na receita da boa convivência. É fundamental, para a preservação de uma família harmoniosa e feliz, que as pessoas se esforcem em se manter fiéis a esse compromisso por toda a vida.

Quando nos empenhamos em ser melhores e depositamos confiança em Deus, somos capacitados a superar as situações mais adversas e permanecer firmes em nossos propósitos. Se todo casal depositar sua fé em Deus, simplesmente viverá essa união por toda a vida, sem precisar contar os dias, meses ou anos de união.

*Missionário da Comunidade Canção Nova
http://www.cancaonova.com/
Ex-Libris Comunicação Integrada
Luiz Pattoli
Heloísa Paiva

terça-feira, 8 de abril de 2008

Diferenças pessoais: uma prova de revezamento

José Eduardo Moura*
Numa competição de revezamento, em que um grupo de atletas se alterna para cumprir um propósito, a confiança no esforço de cada membro da equipe é imprescindível. É necessário empreender esforços e cultivar a dedicação e a perseverança para se alcançar a vitória. Com os casais é a mesma coisa. Em qualquer relacionamento, a credibilidade no esforço do outro, no sentido de melhorar a qualidade de vida do casal, é fundamental.
Muitas vezes, para que as amizades sejam duradouras, há necessidade de se contornar os impasses e as diferenças casuais com inteligência e afeto. No convívio entre duas pessoas que dividem o mesmo teto e a mesma cama, então, não há o que discutir. Muitos casais, que convivem há algumas dezenas de anos, reconhecem as inúmeras vezes em que foram necessários os "revezamentos" com o parceiro na paciência, na perseverança e no amor – de forma a se acolherem, conhecerem e aprenderem mutuamente por meio das diferenças.
Falar dessas diferenças como riquezas pode parecer uma utopia. Afinal, o convívio com alguém que se parece ou que pensa como a gente é aparentemente o mais lógico. Por outro lado, pessoas que convivem por muito tempo com sua “cara metade”, ainda que tenham comportamentos completamente distintos, percebem ter avançado no crescimento de suas similaridades como casal, sem perder sua própria identidade, a partir da convivência.
Enquanto não dividíamos nosso dia com alguém, o tempo estava inteiramente à nossa disposição. Podíamos fazer de tudo. A partir do momento em que desejamos partilhar nossa vida com alguém, experimentamos a necessidade de abrir mão de algumas coisas, iniciando o exercício de uma vida em comum. No entanto, deixar de lado aquilo que nos parece ser de direito nem sempre é fácil. Muitas vezes, essa renúncia não parece tão necessária para um dos cônjuges, especialmente para aquele que precisa se adequar.
A evolução de nosso relacionamento é o resultado desse exercício. Só assim conseguiremos ultrapassar os aparentes obstáculos da vida a dois nesse revezamento de quem tem maior capacidade para amar. Se os dois se negarem a dar o primeiro passo em direção a esse “revezamento” nas atitudes, a vida poderá se transformar numa competição de “vale-tudo” em que todos perdem.
*Missionário da Comunidade Canção Nova (http://www.cancaonova.com/)
Ex-Libris Comunicação Integrada
Luiz Pattoli (11) 3266.6088 ramal 234
Heloísa Paiva (11) 3266.8783

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Folia de Carnaval ainda pode ter moral



* José Eduardo de Moura

O Brasil tem o privilégio de promover uma das mais importantes festas do mundo todo: o Carnaval. Não só pela beleza dos desfiles e alegria contagiante, o evento chama atenção pela grande quantidade de pessoas emprega e pelos milhares de turistas que atrai. Ao ritmo de percursionistas, grupos de passistas marcam a cadência e a harmonia de suas evoluções. Os integrantes empenhados defendem a bandeira de sua escola, contagiando o público com sua alegria em pouco mais de uma hora de desfile. Um espetáculo grandioso.

Não podemos negar, entretanto, que essa festa se tornou também um modo de extravasar outros desejos, que vêm sendo encarados cada vez mais com certa naturalidade pela sociedade. Muitos de nós, querendo viver momentos de alegria e prazer, lançamos mão das justificativas de uma liberdade provisória – na tentativa, talvez, de anestesiar frustrações ou carências – e avançamos decididos, passando por cima das barreiras do pudor.

“Pierrôs” e “Colombinas” se rendem aos apelos eróticos do momento e acabam se expondo aos riscos das drogas, bebidas alcoólicas e sexo desregrado – muitos deles auxiliados pelo Estado, que disponibiliza dispositivos de contracepção para o público. Depois de cada noite de folia, pessoas amanhecem jogadas pelas ruas, impossibilitadas de voltar para casa por conta da embriaguez. Outras, conscientes do descompromisso, acabam se envolvendo deliberadamente com alguém que mal conheceram durante a festa.

Adultos e adolescentes, derrotados pelos atrativos, acabam perdendo o sentido de responsabilidade e se lançando nas corredeiras do “vale tudo”. Como não temos “sete vidas” nem possuímos uma “tecla de retrocesso”, para voltar atrás e corrigir nosso atos impensados, acabamos arcando com essas ações desmedidas.

Acreditar que vale tudo pela emoção do sonho realizado pode levar muitos a desfazerem o “castelo” que tinham idealizado. De alguma maneira, as conseqüências de nossas opções certamente nos atingem, assim como também atingem as pessoas mais próximas. Estar conscientes dessa realidade nos ajuda a nos empenharmos em favorecer somente a comunhão de nossas alegrias com os demais.

Buscar oportunidades de realizar os sonhos e desejos é direito de todos. Entretanto, descobrir como vivenciar esses sonhos de maneira saudável e duradoura é a atitude que precisa ser observada. Não apenas nos dias de grandes celebrações, mas a cada dia de nossa existência. Acredite: é possível cair na folia de Carnaval sem perder a moral.

*José Eduardo de Moura é Missionário da Comunidade Canção Nova e trabalha na Fundação João Paulo II (www.cancaonova.com)

Ex-Libris Comunicação Integrada
Jornalistas: Ricardo Abel e Heloísa Paiva
Telefone: (11) 3266.6088 ramais 233/206