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segunda-feira, 9 de junho de 2008

Sejamos sempre como namorados

Paiva Netto

Doze de junho, Dia dos Namorados, se aproxima! Em virtude de data tão inspiradora, selecionei trechos de palestras que realizei, numa singela homenagem aos que se amam:
Quando a gente ama, as primaveras e alguns invernos (risos) vão passando, e até a aparência corporal não perde a graça. Falo de Amor, é claro! É como um bom vinho: sempre melhor com o decorrer dos anos, desde que não o deixemos azedar.
Amor é como o cinqüentenário que reuniu por tantos anos Zélia (1916-2008) e Jorge Amado (1912-2001):
“Tomo da mão de minha namorada, cúmplice da aventura há mais de meio século, co-piloto na navegação de cabotagem: vamos sair de férias, mulher, bem as merecemos após tanto dia e noite de trabalho na escrita e na invenção. Vamos de passeio, sem obrigações, sem compromissos, vamos vagabundear sem montra de relógio, sem roteiro, anônimos viandantes”.
Alziro Zarur (1914-1979), poeta, costumava dizer: “O Amor é todo o encanto da vida. A vida sem Amor não vale nada”.

A beleza do Espírito
Se você namorar e casar só por causa da formosura e do corpo sarado, poderá dar-se mal um dia, pois a fascinação exterior passará como o vento. Contudo, se for unir-se porque tem Amor, o encanto físico com o tempo poderá não ser o mesmo; porém, você amará como amou quando jovem, e com mais maturidade. O tempo ensina, ensina. Só não aprende quem não quer.
Senão, que amor é esse? Não terá passado de sentimento falso. Mas, se constituir matrimônio verdadeiramente motivado por forte bem-querer, a felicidade crescerá como as árvores seculares, porque o Amor será infinito.
A beleza é coisa primorosa. O Amor, todavia, é muito maior do que tudo isso. Ele estabelece a simpatia. E este é o atrativo que não morre, a graça eterna do Espírito. Nem a morte separa os que se amam.
Lembro-me de um instrutivo canto de Zarur, no seu poema “Aos Casais Legionários”: (...) “Não é o corpo que atrai: / É o Espírito que ama”. (...)

O princípio básico do Ser
O Amor provém da Alma. Do contrário, pode morrer na noite de núpcias... Mas, se tiver como alicerce o Espírito e o coração de ambos os amantes, aí a lua-de-mel se repetirá por toda a vida, apesar das rusgas que sempre ponteiam a convivência de um casal.

Eles serão eternamente namorados
Essas palavras podem parecer por demais românticas numa era de vale-tudo. Talvez... No entanto, trata-se de triste engano pensar que o sentido do Amor se tenha findado neste Planeta. É desastroso deixar-se levar pela moda do momento, porque você, passada a onda às vezes demorada, padecerá das dores da frustração que é ter rejeitado a sua própria natureza de criatura de Deus. Provavelmente, perceberá, então, que o pior sofrimento é a ausência de Amor, uma verdade rejeitada por gente de influência no mundo, cujo escarmento, lá na hora de se entender com o travesseiro, é a conclusão, aos outros às vezes bem negada, de que é igual a todos: carente de afeto, como o seu corpo de alimento. É evidente que lhes falo do Amor que não é fonte de desvarios, porquanto “princípio básico do Ser, fator gerador de vida, que está em toda parte e é tudo”. Logo, não devemos agir com banalidade, que qualquer dia poderá cair sobre nossas cabeças, geralmente sem que até o amigo mais próximo perceba. A isso também se dá o nome de remorso.

Amor fica, desejo passa
Certa vez, perguntado, aconselhei alguém que não se apressasse no seu namorisco. Bem parecido com o que afirmei no Congresso Jovem LBV, realizado em 28 de junho de 2003, na capital paulista, e a turma gostou, pelo que fiquei sabendo. Em determinado momento, disse-lhes: Vocês que são jovens, cuidado quando lhes disserem: “Eu te amo! Dá-me um sinal, uma prova de amor...”. Prestem atenção se isso lhes for pedido, porque o outro, ou a outra, pode estar apenas ocultando: “Eu te desejo!” Depois que a atração se for, oh!, tudo acabará! E um dos dois poderá ficar machucado, como tantas vezes acontece. Não se precipitem, pois! Amor é diferente de desejo. Amor fica, desejo passa.
Quando o desafio aparecer no caminho dos casais, a reflexão mais apropriada seria: “Ora, nós nos unimos por quê?! Porque nos amávamos! Então, continuemo-nos amando e vençamos o mal que porventura nos queira separar”. E não deixem ninguém meter o bedelho em suas vidas.
Eis aí! Casal unido é aquele que vive integrado no Pai Supremo, cuja face é o Amor. Portanto, quanto mais amamos, mais Ele se manifesta em nós, porque o Amor não é velho nem novo. É eterno, porque é Deus.
E, se você não crê que exista um Poder Soberano atento às suas dificuldades, lembre-se de que os bons sentimentos são a sustentação de sua vida, de tal forma que esteja em paz consigo mesma ou consigo mesmo.
O essencial é que, passados os anos, criados os filhos, vencidas as dores e superados os empecilhos, vivamos sempre como namorados!
É difícil neste mundo? Mas não é impossível.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@uol.com.br

quarta-feira, 19 de março de 2008

A Mensagem do Túmulo Vazio

Paiva Netto

Por proposta de amigos, estou, na medida do possível, preparando uma obra intitulada “Liderar sob a proteção de Deus”. Nela encontram-se alguns escritos meus, que encaminhei aos que, ao longo dos anos, labutam comigo nas Instituições da Boa Vontade. Nesses textos, procuro realçar a imprescindível ferramenta da espiritualidade ecumênica para o sucesso nas empreitadas de nossas existências. Um deles, datado de 25/8/97, Rio de Janeiro, madrugada de segunda-feira, trata do mais destacado fato da Semana Santa. Como o documento é extenso, separei dos seus pontos:

O Ideal da Boa Vontade sempre sobreviverá, porque tem o seu corpo místico iluminado por uma inegável natureza realista que desce de Deus, tal qual a Nova Jerusalém, visto que incorpora em si mesmo novo Céu e nova Terra, consoante o anunciado no Apocalipse, 21:1 e 2. Em suas potentes mãos tremula o lábaro do Terceiro Milênio da Esperança.

Esse trabalho, que teve início com a pregação do Apocalipse, em 1949, surgiu clareado por um forte otimismo, porquanto não apresentou o Livro das Profecias Finais como o anúncio trágico de fim de mundo, mas, sim, como ele realmente é: o aviso renovado de uma grande transição, em que “a cada um será dado de acordo com as suas próprias obras” (Evangelho, segundo Mateus, 16:27, e Apocalipse de Jesus, 22:12). Não se trata, pois, do “fim da Terra”, porém do encerramento de uma era que não tinha mais como continuar. O desamor reinava em demasia.

Efemeridade das civilizações — Civilizações que se consideravam insubstituíveis tiveram a sua “eternidade” revelada como efêmera, à semelhança da curta duração das “rosas de Malherbe”.

Ora, somos Espírito e, como tal, infinitos. Assim sendo, não podemos temer fronteiras constrangedoras de tempo e espaço, como querem alguns, nem amesquinhar a mensagem profética de Deus, que, se nos mostra a razão transitória dos brilhos humanos, cuja transformação está exposta nos Selos, Trombetas e Flagelos do Apocalipse, demonstra-nos também a perenidade das construções do espírito do homem, quando reconhece, racional ou intuitivamente, receber de Deus, por intermédio do Cristo Ecumênico e dos Espíritos Santos, toda a luminosidade do pragmatismo deles, que historicamente se expressa na Ressurreição de Jesus. E ela nos oferece a certeza de que não ocorrerá a destruição total do planeta, segundo pregam certos pessimistas crônicos; todavia, um desabar da parte deteriorada de uma estrutura que apodreceu, como no findar dos reinados e impérios, de tal forma que o evangelista-profeta não mais enxerga nem o antigo céu (com seus terríveis umbrais ou purgatórios) nem a velha terra (com seus infernos de guerras, fomes, misérias, fanatismos, racismos, resumindo: ódios de todos os matizes que ofendem um Pai, que é Amor). De um pretenso término, ergue-se extraordinário princípio.

A morte não pode deter a ação do Espírito — Como houve a Ressurreição de Jesus, o Cristo Ecumênico, no simbolismo emblemático do Seu Túmulo Vazio, a nos advertir para o fato de que a morte não pode deter a ação do Espírito, perpetuamente haverá, para nós, a certeza de épocas mais auspiciosas, pois que a afirmação de Deus no Apocalipse, 21:5, de que fará, não obstante as dores provocadas pela insensatez humana, “novas todas as coisas”, é para valer. Necessário se faz, entretanto, que cooperemos em favor desse feliz desiderato (Segunda Epístola de Pedro, 3:12).

Jovens, de corpo e de Alma, outra não é a tarefa de vocês senão levar, em todas as línguas, a pregação da Política de Deus, isto é, o Evangelho-Apocalipse do Cristo, às nações, sempre em Espírito e Verdade, à luz do Novo Mandamento do Sublime Chefe da humanidade: “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos”.

É hora de banhar, com o Clarão Divino, todos os setores do pensamento do Espírito eterno da criatura, contribuindo com os esforços de tanta gente boa em ação pelo orbe. Por isso, a Super Rede Boa Vontade de Comunicação está aí para universalmente transmitir o notável recado de Deus aos homens e mulheres, jovens, crianças e Espíritos de Boa Vontade. Falem, portanto, ao mundo!

A morte não é mais o lúgubre ingresso para o Nada — Não foi sem forte razão que Zarur (1914-1979) afirmou: “Religião, Ciência, Filosofia e Política são quatro aspectos da mesma Verdade, que é Deus”.

Com a Ressurreição de Jesus, a morte deixou de ser o lúgubre ingresso para o Nada; porquanto, na verdade, é a esplendorosa revelação de que a felicidade em Deus, o Provedor de todas as carências, é eterna, como perenes serão as realizações do bem, na terra e no espaço.

Respeitemos a vida, e ela nos abençoará.

Quando o Celeste Amigo revelou o Túmulo Vazio, Ele acabou com os impossíveis, porque ressuscitou, conforme prometera, da morte para a eternidade. E nós com Ele! Graças a Deus!


José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor. paivanetto@uol.com.br

quarta-feira, 12 de março de 2008

Inovações para o desenvolvimento sustentável

Paiva Netto
A Legião da Boa Vontade cumprirá em 19 de março, em Porto Alegre, a última etapa do II Fórum–Feira de Inovações Rede Sociedade Solidária, que teve início no dia 4, no Rio de Janeiro/RJ. Os debates ocorrem nas cidades de Belo Horizonte/MG, Brasília/DF, Manaus/AM, São Paulo/SP, Salvador/BA, além de Buenos Aires, na Argentina. Trata-se de uma série de eventos que se propõe a discutir com a sociedade civil o tema “Desenvolvimento Sustentável”.

Presenças ilustres – No portal Boa Vontade () constam outras informações sobre essa vitoriosa parceria das Nações Unidas com a LBV: “Representações oficiais da ONU participam do II Fórum–Feira, a exemplo da chefe adjunta da Seção de ONGs do UN/Desa, dra. Michele Billant-Fedoroff, e do diretor do UNIC-Rio, ONU/Brasil, o jornalista dr. Giancarlo Summa. A dra. Michele, em entrevista à Super RBV de Comunicação, esclarece: ‘Buscaremos fazer o melhor para atender às necessidades das ONGs presentes nesses encontros, responder a suas perguntas e oferecer a assistência de que elas precisam, colaborando, desse modo, para o trabalho das Nações Unidas e o fortalecimento do vínculo da ONU com as organizações de base’. O evento conta ainda com a participação do palestrante internacional Richard Jordan. Ele, que atua há 22 anos nas Nações Unidas, exerceu várias funções na Congo (Conferência de ONGs com status consultivo na ONU) e presidiu, em 2007, na sede do Organismo em Nova York, a 60a Conferência Anual do DPI (Departamento de Informações Públicas)/Sociedade Civil sobre Mudanças Climáticas”.

Diplomatas da ONU — Prossegue o portal Boa Vontade: “O dr. Richard esteve na segunda-feira, 3 de março, no Centro Educacional, Cultural e Comunitário da LBV, na capital fluminense. Ele foi recebido calorosamente pelo Coral Ecumênico Infantil LBV e, em seguida, visitou os diversos ambientes da escola da Obra, começando pela Sala Ecumênica de Orações, espaço destinado à meditação e aos momentos de prece dos alunos e de seus familiares. ‘Meu Deus!, por mais que a gente ouça falar na LBV, nada como conhecê-la pessoalmente, estar junto dessas crianças’, afirmou, visivelmente emocionado. O representante da ONU ficou encantado com o carinho dos pequenos acolhidos pela LBV. ‘Todas as coisas que as Nações Unidas estão tentando fazer pelo mundo afora são demonstradas pela LBV aqui.’ Outro ponto salientado pelo visitante foi o ensino de excelência, fundamentado na Pedagogia do Cidadão Ecumênico, linha educacional preconizada por Paiva Netto e aplicada, com sucesso, nas unidades socioeducacionais da Instituição pelo Brasil e nas do Exterior: ‘A importância da Espiritualidade que a LBV utiliza em seus programas percebe-se pelo olhar da criança. Isso diz tudo. Nem preciso conhecer o restante dos andares para entender a beleza e a profundidade do trabalho da LBV. Parabéns ao seu diretor-presidente, por manter uma estrutura de tão boa qualidade para atender às populações carentes do Rio de Janeiro. Já viajei por mais de 50 países e o que encontrei aqui é o que se pode chamar do que seria o mais próximo do Reino de Deus, conforme ensina Jesus no Seu Evangelho’, comentou. Acerca da atuação social, o representante das Nações Unidas afiançou: ‘Se morasse aqui no Rio de Janeiro, certamente, seria um voluntário da Legião da Boa Vontade, todos os dias. Quem não gostaria de ser um voluntário da LBV?’. Mais adiante, reforçou: ‘As crianças da LBV deveriam ser os diplomatas da ONU’”.

Pronunciamento de abertura — Ainda no portal Boa Vontade, podemos ler: “Já no último dia 4, o dr. Giancarlo Summa, diretor do UNIC-Rio, igualmente conheceu as atividades da LBV, do Rio de Janeiro. ‘O trabalho de vocês é fundamental para que as mães possam trabalhar. Desta forma, elas têm a possibilidade de mudar a realidade onde vivem’, destacou, depois de percorrer todos os ambientes. O representante da ONU no Brasil, aceitando o convite da LBV, fez o pronunciamento de abertura do II Fórum–Feira de Inovações Rede Sociedade Solidária: ‘Se não acabar com a fome e com a miséria, o 1o Objetivo do Milênio, os outros não poderão ser implementados. Quem defende os Direitos Humanos e não proporciona segurança viola a segurança da população e não faz o correto. Paiva Netto está corretíssimo quando afirma que ‘se queres a Paz, prepara-te para a Paz’. Dignidade e Justiça para todos é o lema para comemorar os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que perdura e diz respeito a toda a humanidade’. O dr. Summa ressaltou a iniciativa do encontro. ‘São muito importantes ações de Instituições como a LBV, que estão ativas para tentar reverter essa situação de pobreza’, complementou”.

Solidariedade e esperança — Desejo a todos os participantes do II Fórum–Feira de Inovações pleno êxito e farto aprendizado, pois esse evento exemplifica bem a solidariedade de nosso povo, dando-nos a esperança de viver num mundo melhor.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@uol.com.br