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segunda-feira, 31 de março de 2008

Sabesp adota PDAs em suas equipes de manutenção


Cerca de 1,6 milhão de ordens de serviços solicitadas anualmente passam a ser atendidas através de computadores de mão

As equipes de manutenção da Sabesp, na região metropolitana de São Paulo, agora vão para as ruas com PDAs, ou assistente pessoal digital. São mais de 1.400 computadores de mão (inclui mão-de-obra própria e contratada) – modelo iPAQs 6945, da HP – que incorporam funções GPS (sistema de posicionamento global), conexão wireless (GPRS), GIS (geographic information system) e câmera fotográfica. Os funcionários dessas equipes são responsáveis pelo atendimento de mais de 1,6 milhão de ordens de serviços solicitados pelos clientes anualmente. As chamadas envolvem problemas de vazamentos, ligações de água e de esgoto, trocas de hidrômetros entre outros. Responsável pela área de saneamento básico da Capital e de 368 municípios paulistas, onde atende 25 milhões de pessoas, a Sabesp adotou PDAs para facilitar o acesso, em tempo real, dos funcionários de campo à plantas e croquis.

A MC1, integradora de soluções de mobilidade, foi responsável pelo desenvolvimento do sistema que roda nos PDAs. Já a MGI – como revenda autorizada HP – atua no projeto não só como fornecedora dos equipamentos como também na implementação da solução e do projeto. A MGI também é responsável pelos serviços de assistência técnica e pela atualização tecnológica quando o cliente manifestar interesse na troca do parque de equipamentos.

Wagner Ribeiro Manzatto, coordenador do Projeto Siges na Sabesp, afirma que o projeto de capacitação técnica e comportamental da Sabesp para o uso de PDAs, envolveu (em uma versão parcial) 1.500 pessoas. Começou há dois anos com o front-office e o back-office, sistemas de interface com os usuários e clientes e sistemas de suporte e retaguarda, respectivamente, e demandou investimentos até o momento de quase R$ 3 milhões. Os treinamentos para a versão final se iniciarão em dezembro de 2007 e a implantação terá seu início em fevereiro de 2008.

Através dos recursos disponíveis nos novos PDAs é possível informar às equipes de campo o local da chamada, disponibilizar os mapas da área, o nome da rua, os horários de início e também o término do trabalho ao pessoal de retaguarda na central. Como são equipados com câmeras os PDAs fotografam o local antes, durante e após o serviço, controlam também os materiais que serão utilizados na obra e trafegam arquivos de texto, mapas e croquis entre a central e as equipes de campo. Além de mapas de cartografia, a solução permite visualizar ortofotos, redes de água, esgoto e gás e vincula às ordens de serviço, fotos com coordenadas de GPS.

Ao abolir totalmente o manuseio de papel no processo de automação das equipes, a Sabesp comemora outro feito. Com o uso dos PDAs a empresa deixará de ser responsável pela derrubada de 4.500 árvores por ano, que eram utilizadas na produção das Ordens de Campo, até então feitas em papel.

MAIS PRODUTIVIDADE E QUALIDADE
Manzatto ressalta que a mobilidade propicia maior produtividade e qualidade no oferecimento dos serviços. “O trafego de informações flui em tempo real entre o nosso pessoal de retaguarda, na Central de Atendimento, e as centenas de equipes de manutenção que estão nas ruas executando os serviços”, observa Manzatto.

O técnico, ao abrir uma vala para executar o serviço numa rede de água, por exemplo, dispõe de informações importantes na tela do PDA, como profundidade e largura da rede, a posição que ela está em relação ao imóvel e que para realizar os trabalhos, a equipe vai precisar de alguns materiais em tais quantidades. “O sistema oferece para o funcionário uma lista de materiais de uso padrão pela companhia e, caso necessite, pode fazer o pedido imediatamente para que a obra não sofra atrasos por falta de insumos”.

O computador de mão registra o horário de início do serviço, as pausas e a finalização e passa estas informações para a central via wireless para que esta coordene os trabalhos on line. Apenas as fotos do local, feitas antes, durante e depois do trabalho (é obrigatório que o funcionário faça três fotos) são enviadas via berço, no escritório, para o arquivo e uso posterior.

TREINAMENTO EXAUSTIVO
Todas as informações disponibilizadas na tela dos iPAQs estão centralizadas no Sistema de Gestão de Serviços de Campos – o SIGES como é conhecido dentro da Sabesp. A conexão instantânea entre o sistema de gestão e os PDAs é realizada por tecnologia GPRS (rede telefônica móvel).

Para viabilizar a baixa dos serviços no PDA, a área de TI da Sabesp amarrou determinadas palavras à composição do código de execução final dos serviços. “Nossas equipes de campo foram treinadas exaustivamente para manejar o equipamento, mas achamos por bem facilitar ao máximo a linguagem e o trafego das informações já que nem todos têm facilidade e intimidade com tecnologia”, ressalta Manzatto.

SOBRE A MGI
Fundado há 17 anos, o grupo MGI iniciou suas atividades como Revendedor e Assistência Técnica de produtos HP. Através de parcerias com grandes fabricantes, conquistou a liderança no mercado de soluções móveis com comunicações Wireless, GPS, Impressão e outros serviços de valor agregado. Responde por mais de 50% das vendas desse tipo de equipamento da HP no Brasil. A MGI está capacitada a fazer manutenção em toda a linha iPAQ durante o período de garantia destes equipamentos.
Além de vender, a MGI também oferece infra-estrutura de suporte com certificação ISO 9001, conquistada por todas as unidades do Grupo. Em alguns projetos de mobilidade, a MGI também é responsável pela definição da estrutura de hardware e suporte técnico durante a fase de implantação da solução pelos seus parceiros de software, bem como suporte pós-venda e atualização tecnológica dos projetos.
Mais informações MGI: (11) 4746-7700;
www.mgi.com.br


ABCE Comunicação
Alexandre Augusto
aaugusto@theiaservice.com.br
(11) 3862-0110 ou (11) 3869-6010

sexta-feira, 28 de março de 2008

Sabesp e EMTU fecham acordo de fornecimento de água

SABESP SOLUÇÕES AMBIENTAIS ACORDO ENTRE SABESP E EMTU É MAIS UM PASSO NO COMPROMISSO DE PROMOVER A SUSTENTABILIDADE SOCIAL, ECONÔMICA E AMBIENTAL EM SÃO PAULO
A Sabesp e Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos - EMTU assinaram um contrato de demanda firme de água - em verdade um pacote de ações em que ambos os lados firmam uma série de compromissos com resultados positivos para todos os envolvidos, inclusive para o interesse público. No documento assinado em 26 de março, a EMTU se compromete a adquirir mensalmente o total de 3.006 m³ de água, tendo como contrapartida uma redução tarifária. Esse é o 18º contrato de demanda firme, uma modalidade jurídica vencedora, criada pela Sabesp para fidelizar clientes de grande porte.
Para o meio ambiente, a medida representa um avanço, pois inclui uma redução no consumo de água e, portanto, implica numa preservação dos recursos hídricos. Para a empresa participante também é positivo, uma vez ela passa a ter água da melhor qualidade por um custo mais baixo. E a Sabesp estreita ainda mais o relacionamento comercial, uma vez que tem a garantia de que o cliente não mais vai recorrer a fontes alternativas de fornecimento, como caminhões-pipa.
Este é o primeiro contrato assinado com uma empresa de economia mista e outros mais deverão se somar nos próximos meses. No total, levando-se em conta todos os contratos, a Sabesp fornece, hoje, 415 milhões de litros de água por mês, o que garante um faturamento de R$ 4,6 milhões mensais. “Não poderíamos estar mais satisfeitos, sem dúvida o contrato de demanda firme representa avanços em vários aspectos. Do ponto de vista ambiental, é a vitória dos que lutam pela preservação dos recursos hoje escassos. Pelo lado comercial temos um cliente fidelizado, recebendo o melhor atendimento e nos remunerando com uma receita garantida, sem contar quer o cliente tem ainda a vantagem de estar dentro de uma estrutura tarifária diferenciada, com custos mais baixos”, afirmou Gesner Oliveira, presidente da Sabesp, ao receber os dirigentes da EMTU.

Já o presidente da EMTU, José Ignácio Sequeira, reforçou a importância da água para as pessoas: “Passamos a vida inteira ouvindo falar que a água é um precioso líquido, mas nem sempre damos a esse produto tão nobre o devido valor. Com a demanda firme, contribuiremos com a preservação de um recurso sem o qual não vivemos. Temos orgulho de ser a primeira empresa de economia mista a participar do programa e temos certeza que outros seguirão nosso exemplo."
“Teremos a redução tarifária pelo contrato de demanda firme e queremos também alcançar outra redução depois de encarar o desafio de participar do Programa de Uso Racional da Água - PURA”, disse José Eduardo Cupertino, diretor da EMTU, para quem a economia de água tem um importante peso.
Meta: 39 contratos serão assinados até dezembro de 2008
Na verdade, a Sabesp está em plena expansão dos contratos de demanda firme. Outras empresas de grande porte, sediadas em municípios operados pela empresa, estão em fase adiantada de negociação para também aderirem ao contrato. A meta é chegar ao final do ano com um total de 39 contratos de clientes corporativos. O primeiro de todos foi firmado em 2002 com a Companhia Brasileira de Distribuição, o grupo Pão de Açúcar, que prossegue até hoje como um cliente diferenciado da Sabesp.
A política de contatos de demanda firme para fidelização existe desde 2002, porém, no lançamento do programa de soluções ambientais, passou-se a admitir contratos também com gasto mensal de 3 mil metros cúbicos. Antes, só eram admitidas empresas com volume de gasto igual ou superior a 5 mil m³/mês.