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sexta-feira, 9 de maio de 2008

Dmae é classificado para o Premio Conip 2008

Projeto concorreu em âmbito nacional, dando destaque na valorização do servidor como forma de gerar benefícios á sociedade.
A Prefeitura de Uberlândia através do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) foi classificada como finalista do 11º Prêmio Conip de Excelência em Inovação na Gestão Pública, com o Projeto “Blog Inclusão Digital”.
O Dmae concorreu em âmbito nacional com projetos da categoria “Cidade Digital” e fará a apresentação do seu trabalho técnico na Semana Conip de Governo Eletrônico, a ser realizada no período de 2 a 5 de junho, no Centro Fecomércio de Eventos, em São Paulo (SP).
No concurso foram inscritos 158 trabalhos, dos quais 129 foram aprovados e 15 classificados para concorrer ao melhor trabalho entre todos, e ao melhor da categoria. Os trabalhos selecionados já são reconhecidos como os melhores do Conip 2008.
No dia 05 de junho, em São Paulo, todos receberão um certificado e um selo de qualidade e, ainda, farão parte do Observatório, uma espécie de biblioteca virtual que recebe consulta do mundo inteiro por meio do endereço eletrônico www.observe.org.br.
A inovação do projeto é maior na metodologia do que na tecnologia em si. O projeto feito pelo Dmae, que agora concorre ao Prêmio Conip de Excelência 2008, explora a utilização de uma das ferramentas mais populares da Internet, o blog, como estratégia de incentivo à colaboração entre os servidores, para resultar em melhoria do atendimento à comunidade.
O Dmae é uma Autarquia Municipal de médio porte que opera através de 37 unidades descentralizadas para prover um serviço essencial à população, 24 horas por dia. Porém, a informatização de suas operações é um processo recente e grande parte de suas atividades ocorre de maneira segmentada, interferindo negativamente na qualidade da prestação de serviços, afirma o Diretor Geral do Dmae, Rubens de Freitas Filho.
Em função dessa simplicidade, o projeto de inclusão digital tem o potencial de promover a documentação de informações que estão só na cabeça das pessoas. Sendo de natureza comunitária, o processo de criação dos blogs (coletivos) aproveita a colaboração entre as pessoas, para formar um conhecimento mais completo sob a perspectiva das várias habilidades e setores envolvidos.
A inclusão digital proposta pelo Dmae parte de dentro da organização para fora. Na etapa inicial do projeto, a inclusão é dirigida exclusivamente aos funcionários da Autarquia. O seu desenvolvimento acontecerá no ambiente de trabalho, com serviços de rede e equipamentos (computadores e impressoras) instalados em todos os refeitórios e unidades de maior fluxo de pessoal.
A participação de funcionários oriundos do programa de alfabetização de adultos entre os inscritos no projeto de inclusão digital promete ser outro aspecto de ineditismo. Em meados de 2005, estes profissionais começaram a ser alfabetizados dentro do ambiente de trabalho. A intenção agora é oferecer a eles a oportunidade de se alfabetizarem digitalmente e enriquecerem o seu processo de aprendizagem com o uso de uma ferramenta como o blog.
Informações: Ruth Rossi – 34 3233 4605 ou 9971 3414
Secretaria Municipal de Gestão Estratégica e Comunicação
Uberlândia / MG

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Rede Municipal de Uberaba tem um computador para cada 19 alunos

Essa relação é semelhante aos níveis da Europa onde são 12 alunos por máquina. No Brasil são mais de dois mil por computador

Relação computador-aluno nas escolas públicas de Uberaba alcança números semelhantes aos europeus com um total de 19 alunos por máquina. Revelação foi feita pelo Prefeito Anderson Adauto durante evento de assinatura de repasse de Telecentros para 30 municípios da região presidida pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa na última sexta-feira em Uberaba. Na ocasião, foi assinado também Termo de Cooperação com a Companhia de Telecomunicações do Brasil Central (CTBC) garantindo a instalação de Internet banda larga nas escolas da Zona Rural.
Em janeiro de 2005 em Uberaba eram 592 alunos por máquina, em 2007 esse número chegou a 19 alunos por máquina. O prefeito salientou que das 34 escolas municipais existentes no município apenas duas não estão informatizadas, o que acontece ainda no primeiro semestre deste ano. Todas as escolas contempladas possuem Internet Banda Larga, exceto as rurais que terão o benefício até junho conforme o Termo de cooperação assinado na sexta-feira. No total, são nove escolas rurais que já receberam seus laboratórios de informática e que ainda não têm à disposição do serviço de internet.
De acordo com o Censo Escolar 2007, o Brasil possui 52 milhões 962mil alunos matriculados na rede pública. De acordo com o Ministério da Educação, são exatos 26.083 computadores nas escolas públicas rurais e urbanas de todo o país. Portanto a média nacional é de cerca de 2.037 alunos por computador.
Na Europa, de acordo com a Pisa Internacional, instituto que apura indicadores em todo continente, a relação computador-aluno é de 12 estudantes para cada máquina.
O prefeito Anderson Adauto disse que inclusão de Uberaba na era digital é uma de suas propostas de Governo que está alcançando suas metas. Ele comenta que no inicio de 2005 a prefeitura tinha 15 professores de informática, o que hoje chega a 90. Além disto, o município está promovendo cursos na área de tecnologia para todo o seu corpo docente.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Ministro das Comunicações assina em Uberaba repasse de telecentros para 30 cidades

Evento será no Centro Administrativo a partir das 9h da próxima sexta-feira

O Ministro de Estado das Comunicações, Senador Hélio Costa, estará presidindo no dia 22 de fevereiro, na cidade de Uberaba, a solenidade de assinatura dos Termos de Doação com Encargos para implantação de Telecentros Comunitários em cerca de 30 cidades da região do TriânguloMineiro.
Dezenas de prefeitos e lideranças políticas e comunitárias estão sendo convidados para o encontro com o Ministro Hélio Costa, que acontecerá no anfiteatro do Centro Administrativo de Uberaba, a partir das 9:00 horas. No mesmo dia, na parte da tarde, haverá solenidade também em Uberlândia.
A meta do Ministério das Comunicações é implantar Telecentros Comunitários em todas as cidades brasileiras ainda no primeiro semestre deste ano, no âmbito do Programa de Inclusão Digital do Governo Federal, com acesso gratuito para a população de baixa renda.
Cada Telecentro é dotado de dez computadores, impressora a laser, câmera de vídeo para monitoramento remoto, televisão de 29 polegadas, aparelho de DVD, roteador e acesso à Internet em alta velocidade, além de todo mobiliário necessário ao seu funcionamento.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Inclusão duvidosa


Estudo realizado na Unicamp aponta que uso intenso de computadores para trabalhos escolares está relacionado a pior desempenho na escola. Efeito negativo é agravado entre alunos mais pobres e mais jovens


13/02/2008


Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – As políticas de inclusão digital, que estimulam o uso de computadores nas escolas, podem estar gravemente equivocadas, de acordo com um estudo realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A pesquisa mostra que o uso de computadores para fazer tarefas escolares está relacionado ao pior desempenho dos alunos – principalmente entre os mais pobres e mais jovens.
O trabalho, publicado na revista Educação e Sociedade, foi coordenado por Jacques Wainer, do Instituto de Computação, e por Tom Dwyer, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. A equipe utilizou dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2004.
“Existe hoje uma posição dominante favorável ao uso do computador nas escolas, como se ele estivesse associado a uma melhoria uniforme no desempenho do aluno. Mas constatamos que ocorre o contrário: entre alunos da mesma classe social os que sempre usam têm pior desempenho”, disse Wainer à Agência FAPESP.
Do ponto de vista de políticas públicas, o estudo aponta que é preciso entender melhor o fenômeno do impacto dos computadores nas notas dos alunos antes de defender a inclusão digital baseada na distribuição de tais equipamentos.
“Idéias como a de dar um laptop para cada criança parecem péssima opção, principalmente considerando que ele piora o desempenho escolar entre as crianças mais pobres. Corremos o risco de transformar a inclusão digital em uma exclusão educacional”, afirmou Wainer.
Segundo ele, a pesquisa foi derivada do Mapa da Exclusão Digital, publicado pela Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro em 2003. O documento apontava um melhor desempenho no Saeb entre os estudantes que tinham computador em casa.
“O documento dava um argumento favorável às políticas de inclusão digital. Mas havia problemas metodológicos: em geral quem tem computador em casa são os alunos mais ricos, que normalmente têm melhor desempenho. Para eliminar esse viés resolvemos considerar a classe social e focar no uso para tarefas escolares”, explicou.
O Saeb de 2004, segundo Wainer, prestava-se ao propósito, uma vez que incluía uma pergunta sobre a freqüência com que os alunos utilizavam o computador para tarefas escolares: nunca, raramente, de vez em quando e sempre.
“Usamos esses dados sobre alunos de 4ª e 8ª série do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio e pudemos avaliar a variação do desempenho nas provas de matemática e português de acordo com a classe econômica, dividida em sete estratos”, explicou o professor do Instituto de Computação da Unicamp.
Sem solução mágica

Os resultados mostraram que, na 4ª série, os estudantes de classe alta que usaram raramente o computador para as tarefas tiveram, em média, 15 pontos a menos do que os que nunca o fizeram – tanto em português quanto em matemática.
Dentre os mais pobres os que usaram o computador, mesmo raramente, tiveram nota pior do que os que nunca usaram, com uma diferença média de 25 pontos em português e 15 pontos em matemática. “O resultado mais importante, no entanto, surgiu quando os estudantes disseram sempre usar o computador. Entre esses, não importou a classe social ou disciplina, o desempenho foi sempre pior do que entre os que nunca usaram”, disse Wainer.
Entre os alunos da 8ª série, o quadro foi semelhante, mas houve uma melhora na prova de português entre os alunos que usaram raramente o computador. Em matemática, a diferença não foi significativa. “Mesmo assim, na 8ª série os mais pobres que usaram raramente ainda se saíram pior do que os que nunca usaram. Entre os mais ricos, os alunos que usaram raramente estiveram um pouco melhor do que os que não usaram”, contou.
Em matemática, para a maioria das classes sociais da 8ª série, os alunos que usaram raramente o computador se saíram melhor do que os que nunca o fizeram. “Por outro lado, quem usou sempre teve desempenho pior do que os que nunca usaram, em todos os casos”, destacou Wainer. Todos os dados passaram por teste de significância estatística, para eliminar o chamado ruído estatístico.
Segundo Wainer, a pesquisa constata apenas estatisticamente que os alunos que sempre usam o computador para suas tarefas têm pior desempenho. Mas não há dados para explicar por que o uso intenso piora as notas e por que o efeito é mais grave entre crianças de classes sociais mais baixas.
“Só podemos especular sobre os motivos. Para conhecê-los será preciso que outros especialistas utilizem ferramentas diferentes para realizar estudos qualitativos. O importante é destacar que os resultados são coerentes com outros estudos internacionais”, afirmou.
O pesquisador destaca que a avaliação de que o computador é uma ferramenta neutra é equivocada. “Como o computador é bom para nós, professores, por exemplo, tendemos a achar que ele é útil para todos. Mas ele não é uma solução mágica para a educação”, disse.
Para ler o artigo Desvendando mitos: os computadores e o desempenho no sistema escolar, de Jacques Wainer e outros, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.