sábado, 26 de janeiro de 2008

Fissura Labiopalatina

Malformação congênita tem tratamento simples, mas requer acompanhamento multidisciplinar até a adolescência

Médicos, fonoaudiólogos, dentista e psicólogo são alguns dos profissionais que devem avaliar periodicamente a criança

A fissura lábio-palatina é uma deformidade congênita bastante freqüente. É caracterizada por uma abertura no lábio, no palato (céu da boca), ou em ambos. A incidência é de um caso a cada 700 nascidos vivos, fazendo até seis mil novos pacientes ao ano somente no Brasil

O diagnóstico pode ocorrer ainda durante a gestação, mas a cirurgia para correção só acontece por volta do terceiro mês de vida. A fissura no lábio, popularmente conhecida por lábio leporino, é a primeira a ser corrigida. Já o palato é fechado cirurgicamente quando a criança atinge cerca de um ano de idade.

Concluídas as cirurgias, a criança deverá ser avaliada rotineiramente por diversos especialistas, que acompanharão seu crescimento. Novas cirurgias podem ser necessárias, bem como orientação específica para deglutição e fala.

“Talvez até mais importante do que a cirurgia para correção do problema é o acompanhamento durante o desenvolvimento da criança”, reforça o dr. Nivaldo Alonso, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Crânio-maxilo-facial (SBCC). Além do cirurgião, médico otorrinolaringologista, dentista, fonoaudiólogo e psicólogo são essenciais para garantir um correto e saudável desenvolvimento do paciente.

Sem este acompanhamento, explica o especialista, podem ocorrer distúrbios na fala, mastigação, deglutição, fonação, além de problemas emocionais pela eventual dificuldade de aceitação sociedade. “A falta de tratamento ou acompanhamento pode resultar em uma criança com distúrbios na fala, voz anasalada, dificuldade de mastigação e outros obstáculos que dificultarão sua integração com outros garotos na escola, por exemplo”

Prevenção e cuidados

A fissura lábio-palatina pode ser prevenida com uma série de cuidados na gestação e até mesmo antes dela. Por esse motivo, casais que pensam em aumentar a família devem procurar um especialista o quanto antes, para receber as primeiras recomendações. A suplementação de ácido fólico certamente será uma delas, para prevenir uma série de malformações congênitas, entre elas a fissura lábio-palatina.

O acompanhamento pré-natal também afastará outros complicadores, como as infecções, e proporcionará uma gestação muito mais tranqüila.

Além da questão nutricional e pré-natal, há também fatores genéticos e ambientais envolvidos no aparecimento do problema. “Casos anteriores na família, especialmente com o pai, mãe ou irmãos, são indicativos de maiores chances de isso se repetir”, afirma dr. Alonso.

Confirmado o diagnóstico, basta manter a calma e seguir corretamente as orientações dos médicos. Assim, a criança com fissura lábio-palatina terá vida tranqüila, podendo ser amamentada, alimentada e tendo seu desenvolvimento absolutamente normal.

Acontece Comunicação e Notícias
Kelly Silva ou Monica Kulcsar
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