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quinta-feira, 29 de maio de 2008

Como o cigarro passou de mocinho a vilão no Brasil

Livro com projeto da cardiologista Jaqueline Scholz Issa e reportagem da jornalista Madeleine Lacsko, que será lançado no Dia Mundial de Combate ao Tabaco, 31 de maio, conta os bastidores da saga brasileira no combate ao tabagismo.

Na década de 1980, o Brasil figurava nos cenários da indústria de tabaco como um dos mercados mais promissores do planeta no consumo de cigarros. Com essa perspectiva, a indústria se mobilizou fortemente nos mercados para dar destaque ao país e a seus consumidores. O sonho do Brasil como líder de consumo foi frustrado, porém, na década seguinte, quando forças importantes da sociedade – médicos, pesquisadores, políticos, imprensa, ONGs – se mobilizaram numa frente ampla de resistência.

Os resultados dessa batalha, entre outros, é que a incidência do tabagismo na população brasileira tem caído de forma continuada e consistente há mais de uma década, e que o Brasil mantém um programa de combate ao tabaco considerado modelo pela OMS – Organização Mundial de Saúde.

“Sem Filtro: ascensão e queda do cigarro no Brasil”, que será lançado neste sábado, 31 de maio, às 11h, na Livraria Cultura, em São Paulo, chega ao mercado para mostrar que há muito mais por trás do cigarro do que seu poder de gerar doenças do coração e dos vasos, além de um amplo leque de cânceres.

O livro, publicado pela Editora de Cultura, é resultado de projeto da cardiologista Jaqueline Scholz Issa, do InCor (Instituto do Coração), que trabalha em pesquisas e tratamentos do tabagismo (veja mais em www.deixardefumar.com.br).

A médica trouxe para o Brasil, em 1993, a iniciativa do Dia Mundial sem Tabaco, da OMS (Organização Mundial da Saúde), e fundou um dos primeiros programas de tratamento do tabagismo reconhecidos no país, o do InCor.

A reportagem ficou a cargo da jornalista Madeleine Lacsko, que pertenceu aos quadros da Rádio Jovem Pan, de São Paulo, e hoje atua em Brasília, como coordenadora geral da Rádio Justiça.

Depois de mais de uma década de campanhas e de divulgação intensa de informações de pesquisas pela imprensa, diz Jaqueline, a população brasileira está cada vez mais atenta aos malefícios do cigarro. “Faltavam-nos, contudo, informações organizadas, que dessem uma perspectiva histórica desse período e dos interesses e forças que estiveram e ainda estão atuando no cenário. ‘Sem filtro’ vem cobrir justamente essa lacuna. É uma obra que eu, como médica, acho fundamental para que a sociedade brasileira mantenha sua consciência de luta contra o tabagismo”.

Para montar essa história, foram pesquisados documentos oficiais de diversas procedências, inclusive os da Justiça norte-americana, mostrando o envolvimento da indústria do tabaco do Brasil com o contrabando de cigarros como estratégia de mercado. Figuras históricas do Brasil e do exterior deram depoimentos marcantes sobre os principais momentos da luta contra o tabaco, a começar pela mentora e ex-coordenadora do programa mundial da OMS de combate ao tabagismo, a médica suíça Claire Chollat-Traquet.

Dois antitabagistas históricos – o governador José Serra e o ex-ministro da Saúde Adib Jatene –, além do deputado Elias Murad, falaram sobre os principais lances do processo que levou o Brasil a ser pioneiro na instituição de leis restritivas ao cigarro.

Políticos, militantes de ONGs, médicos e pesquisadores de expressão – como os médicos Vera Luiza Costa e Silva, Marco de Moraes e Antônio Pedro Mirra – também figuram na galeria de depoimentos que fazem deste livro uma obra reveladora e uma publicação original em termos mundiais.

As autoras
Madeleine Lacsko é jornalista, com passagem pela Rádio Trianon e dez anos na Rádio Jovem Pan. Teve por quatro anos uma coluna diária, crítica e bem-humorada, sobre as atividades do Congresso Nacional. É coordenadora geral da Rádio Justiça, emissora pública do Poder Judiciário brasileiro administrada pelo Supremo Tribunal Federal.

Jaqueline Scholz Issa
é doutora em Cardiologia pela Faculdade de Medicina da USP, ocupa atualmente o cargo de diretora da Unidade de Atendimento ao Cliente dos Consultórios do InCor, onde coordena o ambulatório de tratamento do tabagismo e a pesquisa com novos medicamentos para tratamento do tabagismo. Foi médica colaboradora da Organização Mundial da Saúde no programa “Tabaco or Health” entre1993 e 1996. Tem vários artigos e trabalhos publicados no Brasil e no exterior.

DADOS DA OBRA
Brochura16 x 23 cm
176 páginas
R$ 30,00
ISBN: 978-85-293-0121-1
EDITORA DE CULTURA

SERVIÇO
“Sem Filtro: ascensão e queda do cigarro no Brasil”
Autoria: Madeleine Lacsko
Projeto: Dra. Jaqueline Scholz Issa
Lançamento: 31 de maio de 2008, às 11h
Local: Livraria Cultura, situada na Av. Paulista, 2073 – São Paulo/SP

Rita Amorim
Assessora de Imprensa
Incor-HCFMUSP

domingo, 23 de março de 2008

Tabagismo: uma ameaça global

A Organização Mundial da Saúde divulgou recentemente um novo relatório sobre os esforços no controle do tabagismo com um alerta: somente 5% da população mundial vive em países com adoção de medidas-chave que reduzem as taxas do tabagismo. Se não houver um esforço global para diminuir o número de fumantes, o tabagismo pode matar 1 bilhão de pessoas no século 21, nos países em desenvolvimento, grupo no qual está enquadrado o Brasil. Esta previsão significa 10 vezes mais mortes do que se previa no século passado. O cigarro mata 5,4 milhões por ano no mundo (mais do que a soma das vítimas de tuberculose, malária e Aids), número, aliás, que deve crescer para 8 milhões em 2030, de acordo com projeção da OMS.

O novo documento enfatiza o impacto do fumo nos países em desenvolvimento, já que 80% das mortes previstas para 2030 vão ocorrer nessas nações, de acordo com a organização. O consumo de tabaco está em queda nos países ricos, mas é crescente nos pobres e de renda média, segundo a OMS.

COMO PREVENIR A CATÁSTROFE

O documento também revela que os governos, na maioria dos países, investem muito pouco em políticas de prevenção efetivas. Recomenda o aumento de preços e impostos como a estratégia mais efetiva para redução de consumo e prevenção da iniciação, além de fornecer uma fonte de fundos sustentáveis para implementar e reforçar a abordagem recomendada pela OMS. Os seis pontos que a entidade destaca são:
Monitorar o uso do tabaco e as políticas de prevenção.
Proteger as pessoas contra a fumaça do tabaco.
Oferecer ajuda para cessação.
Advertir sobre os riscos à saúde.
Reforçar a proibição de propaganda, promoção e patrocínio pelas empresas de tabaco.
O Brasil é uma das nações que precisa melhorar sua lição de casa. Para Paula Johns, presidente da Aliança do Controle ao Tabagismo (ACT), “o país foi pioneiro em algumas áreas, mas não segue uma medida básica de custo zero: o aumento dos preços e impostos, e com isso o cigarro brasileiro é o sexto mais barato do mundo”.

FAÇA SUA PARTE: É POSSÍVEL PARAR

De acordo com a dra. Nise Yamaguchi, médica oncologista e presidente da Associação Brasileira de Cuidados Paliativos, um passo importante para quem quer parar é buscar informações a respeito dos malefícios da dependência. Em seguida, um especialista deve ser procurado para uma avaliação geral e definição terapêutica. Vale frisar que, no início do tratamento, é real a chance de ganho de peso. Portanto, recomenda-se atividades físicas (caminhadas, natação, dança, mas sempre após a autorização de seu médico) e alimentação balanceada, evitando-se doces e alimentos gordurosos.

Tratamentos medicamentosos, como a reposição de nicotina (em adesivos ou gomas de mascar) associada ou não aos antidepressivos nortriptilina e bupropiona podem ser prescritos como suporte. Um tratamento para abandonar o fumo dura cerca de 12 semanas. Às vezes pode ser prorrogado por um total de 6 meses.

“O combate ao tabagismo é fundamental tanto individualmente, já que falamos de um bem muito precioso, a saúde do cidadão, e ainda para o coletivo. Neste particular, é essencial para reduzir os elevados custos sociais e financeiros relacionados ao vício, que, aliás, tendem a crescer no futuro próximo".

Assessoria de Imprensa
Acontece Comunicação e Notícias
Cíntia Gomes ou Monica Kulcsar
acontececom2@uol.com.br
www.acontecenoticias.com.br

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Município oferece seis farmácias básicas para usuários do SUS

O secretário de Saúde, João Franco, alerta os usuários do SUS (Sistema Único de Saúde), para o fato de que Uberaba oferece seis unidades de farmácias, onde medicamentos que compõem a farmácia básica podem ser retirados gratuitamente. “Estive visitando a UPA Abadia (Unidade de Pronto-Atendimento do Bairro Abadia – antigo Centro Médico), e detectei uma fila enorme sem nenhuma necessidade”, afirma o secretário.
De acordo com ele, o atendimento na farmácia daquela unidade está sobrecarregado, talvez por falta de informação das pessoas. “Fui até a fila, e observei que tinha moradores do bairro Boa Vista buscando medicamento no Abadia, sem nenhuma necessidade de atravessar a cidade e entrar em fila”, pontuou.
João Franco lembra que são seis farmácias atendendo para medicamentos básicos: UPA Abadia, que atende das 7h às 19h; UPA São Benedito, das 7h às 17h; Centro de Saúde Prof. Eurico Vilela, das 7h às 17h; Unidade Regional São Cristóvão, das 7h às 17h; Unidade Regional Boa Vista, das 7h às 17h; e da Unidade George Chirre (Alfredo Freire), das 7h30 às 16h30. “Temos farmácias distribuídas pela cidade toda. Então, não há necessidade de se deslocar para outro lado da cidade para ter os medicamentos”, avisa.
Segundo o secretário, são padronizados 78 medicamentos para dispensação nas Farmácias Básicas. “Todas as farmácias possuem os 78 medicamentos padronizados em estoque para atender aos usuários”, garante.

Farmácia Popular - A Secretaria de Saúde, em parceria com o Ministério da Saúde, ainda mantém a Farmácia Popular do Brasil, com preços de medicamentos subsidiados pelo governo federal. “O custo chega a 90% mais barato do que no comércio, e temos mais de 100 itens. A Farmácia Popular do Brasil fica bem no centro da cidade, na avenida Fidelis Reis”, diz.

Prefeitura Municipal de Uberaba
Thereza Cristina - Pituca
Departamento de Comunicação (27/02/2008)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Estudo comprova que comida de fast food faz mal à saúde

O Inbravisa - Instituto Brasileiro de Auditoria em Vigilância Sanitária alerta para os resultados de uma pesquisa realizada por estudiosos do Hospital Universitário de Linkoping, da Suécia (University Hospital of Linkoping) e que comprova que a comida servida em fast foods faz mal à sáude.
No estudo pessoas magras e saudáveis fizeram pelo menos duas refeições diárias com alimentos típicos de "fast food", como batatas fritas e hambúrguer, por quatro semanas, e também tiveram os exercícios físicos restritos.
Ao serem comparadas com pessoas de mesma idade e sexo que mantiveram uma alimentação normal, houve a revelação surpreendente: as pessoas que consumiram "fast food" tiveram aumento no peso de 6,5 kg, em média, com uma delas apresentando 12 kg a mais de peso.
Em amostras de sangue, os pesquisadores notaram maiores níveis de enzimas que indicam danos no fígado.
Esta pesquisa deixa claro que as pessoas devem manter uma dieta balanceada e não comer exclusivamente em fast foods explica o Dr. Rui Dammenhian, especialista em vigilância sanitária e diretor presidente do INBRAVISA.
Interessados em obter o resumo original da pesquisa, devem procurar o INBRAVISA, através do email inbravisa@inbravisa.com.br

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Saúde sob tensão

Pesquisadores discutem possíveis efeitos nocivos à saúde causados pela exposição a campos eletromagnéticos de linhas de transmissão de energia, entre os quais distúrbios neurodegenerativos, problemas cardíacos e câncer

19/02/2008

Por Thiago Romero


Agência FAPESP – Os efeitos à saúde humana da exposição a campos eletromagnéticos de linhas de transmissão de energia elétrica ainda não são totalmente conhecidos, uma vez que os resultados de estudos científicos sobre o assunto são conflitantes.

Algumas pesquisas apontam que tal exposição poderia causar doenças como distúrbios neurodegenerativos, problemas cardíacos e câncer. A leucemia em crianças é uma das fontes de preocupação, devido ao número de evidências que atribuem, como uma de suas causas, a proximidade das residências de pacientes com as linhas de transmissão.

A polêmica questão foi discutida por especialistas na quinta-feira (14/2) em São Paulo, durante o Workshop Avaliação de Riscos da Exposição a Campos Magnéticos 60 Hz, promovido pelo Projeto EMF-SP (Electromagnetic Fields, na sigla em inglês), desenvolvido pela Associação Brasileira de Compatibilidade Eletromagnética (Abricem) em conjunto com instituições acadêmicas de São Paulo. O evento ocorreu na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

“A exposição eletromagnética a 60 Hz, que é o espectro de freqüência utilizado para a transmissão de energia elétrica, gera campos que criam cargas elétricas na superfície do corpo humano, enquanto, ao mesmo tempo, os campos magnéticos penetram e criam correntes internas dentro do organismo”, disse Flavio Barbieri, coordenador do Projeto EMF-SP.

Segundo ele, o sistema elétrico do Estado de São Paulo atende aos limites de radiação eletromagnética adotados pela Comissão Internacional para a Proteção contra Radiação Não-Ionizante (ICNIRP) e recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Mas estudos conduzidos por pesquisadores vinculados ao Projeto EMF-SP, que é apoiado pelos ministérios da Saúde e de Minas e Energia, poderão subsidiar políticas públicas para a adoção de limites mais restritivos.

“O nosso maior desafio é estudar os tipos de efeitos que esses campos geram dentro do organismo humano, uma vez que seus mecanismos de ação ainda não são bem conhecidos”, afirmou Barbieri.

O problema é potencializado em grandes centros urbanos como São Paulo, que conta com cerca de 900 quilômetros de linhas de transmissão de alta voltagem, sendo que muitas passam a poucos metros das residências, sobretudo em habitações irregulares na periferia.

O professor titular do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP Victor Wünsch Filho apresentou durante o encontro um estudo epidemiológico que está avaliando a associação entre a exposição a campos magnéticos de 60 Hz, considerados de baixa freqüência, e a incidência de leucemia linfocítica aguda (LLA) em crianças.

“Cerca de 20 trabalhos dessa natureza foram realizados em outros países nos últimos 25 anos. O nosso é o primeiro na América do Sul. Precisamos elaborar nossas próprias referências e produzir dados científicos originais devido às particularidades do nosso país”, explicou. Questionário e medições locais

O estudo feito na Faculdade de Saúde Pública, que começou em fevereiro de 2006 e tem conclusão prevista para dezembro deste ano, analisa indivíduos, de até 9 anos de idade, atendidos em oito hospitais de quatro cidades paulistas: São Paulo, Ribeirão Preto, Barretos e Jaú, que, segundo Wünsch, reúnem cerca de 50% dos casos de LLA incidentes no Estado de São Paulo.

O trabalho envolve 200 crianças com a doença, comparadas com cerca de 800 crianças do grupo controle, sem a LLA. Os participantes do estudo respondem a um questionário eletrônico que coleta informações como história migratória da família, características socioeconômicas da criança, histórico de câncer na família e exposição a raio X ou radioterapia da mãe durante a gravidez.

As informações são cruzadas com dados sobre campos magnéticos, após os pesquisadores visitarem as casas dos pacientes para fazer a medição local por meio de dosímetros. As medições são feitas tanto na parte externa como na interna das casas, na qual o dosímetro é colocado debaixo da cama da criança com a doença e lá permanece por 24 horas.

“Quanto maior a exposição das crianças a campos elétricos e magnéticos iguais ou maiores a 0,3 microtesla, maior é a associação com a ocorrência de leucemia linfocítica aguda. Essa associação não é verificada em níveis mais baixos que 0,3 microtesla. Por isso esse é o nível de exposição que nos interessa avaliar no que se refere à prevalência de LLA em crianças”, explicou Wünsch.

“Após medições de três minutos, realizadas na parte externa das residências, dados preliminares indicam que cerca de 15% da amostra de indivíduos controles, até agora analisada, está exposta a campos magnéticos em níveis iguais ou maiores a 0,3 microtesla, nível assinalado como de risco. Mas, como o trabalho ainda está em andamento, essa porcentagem ainda está com seu rigor científico comprometido”, disse Wünsch à Agência FAPESP.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

UAI Roosevelt leva música para a sala de espera

A Unidade de Atendimento Integrado – UAI Roosevelt realizará amanhã, dia 15, a partir das 8h, o 2º Momento Cultural em Sala de Espera, projeto que segue o Plano Nacional de Humanização proposto pelo Ministério da Saúde. O projeto está sendo implantado nas UAIs e, posteriormente, será levado para as Unidades Básicas Saúde da Família – UBSFs. Seu principal objetivo é buscar a humanização do ambiente por meio de mudanças e inovações na cultura e nas atitudes que proporcionam cuidar e tratar o doente e não apenas a doença.

O 2º Momento Cultural em Sala de Espera contará com apresentações que exploram músicas do folclore local e regional, com a psicóloga e violinista Denise Decarlos, e participação especial do professor da Universidade Federal e Uberlândia, Guimes Rodrigues Filho. A proposta de ambos é promover uma interatividade entre os usuários da unidade com a música.


14/02/2008
Secretaria Municipal de Gestão Estratégica e Comunicação
Av. Anselmo Alves dos Santos, 600 – Uberlândia / MG
Fones: (34) 3239-2684 / 2441 / 2883

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Diagnóstico errado continua matando vítimas da pneumonia

Alerta é da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia

A pneumonia é uma doença infecciosa que agride o pulmão, mais especificamente, os alvéolos, local onde ocorrem as trocas gasosas. É causada por uma grande variedade de bactérias que penetram no pulmão, enchendo os alvéolos de pus e muco. Impede que o oxigênio alcance o sangue, fazendo com que as células do corpo não funcionem adequadamente. Por esse motivo, a pneumonia é muitas vezes fatal. Em todo o planeta, é uma das principais causas de morte de idosos e também de crianças - dois milhões a cada ano. No Brasil, atualmente está entre as cinco maiores causas de internação, são quase um milhão ao ano, e óbito.

Suas vítimas preferenciais, vale frisar outra vez, são crianças de até cinco anos e idosos acima de 60 anos. Além disso, pessoas com doenças que levam ao comprometimento do sistema imunológico, como o câncer, a AIDS e o diabetes, também estão mais expostas ao risco, assim como os fumantes.

Segundo o dr. Mauro Gomes, diretor da comissão de infecções respiratórias da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT) e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, muitas mortes seriam evitadas, se os casos fossem diagnosticados precocemente para que os pacientes recebessem o tratamento adequado. “As pneumonias são tratadas com o uso de antibióticos e, quanto mais rápido este for iniciado, menor o risco de complicações”.

Tratamento

Dependendo da gravidade, a pneumonia pode ser tratada em casa. O paciente deve permanecer em repouso, ingerir bastante líquido, além de tomar rigorosamente a medicação prescrita por um especialista. No entanto, as de maior risco devem ser tratadas em regime de internação hospitalar, em casos extremos em UTI.

A vacinação contra a gripe deveria ser adotada por todos, especialmente crianças e idosos, salvo quando contra-indicada pelo médico. Além de reduzir a incidência da própria gripe, também diminui os índices de pneumonias.

“Existe ainda a vacina contra o pneumococo, a principal bactéria causadora de pneumonia. Também deve ser indicada para os pacientes de risco. Convém lembrar que a proteção oferecida por estas vacinas não é de 100% pois elas não envolvem nas suas composições todos os vírus e bactérias que potencialmente tendem a levar a uma infecção respiratória. Por isso, determinadas pessoas, mesmo vacinadas, eventualmente são vítimas de infecção”.

De acordo com o dr. José Eduardo Cançado, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), há um grande problema no sistema público de saúde. “O Brasil dispõe e oferece, gratuitamente, os recursos necessários para o diagnóstico e tratamento da pneumonia. No entanto, por muitas vezes, o diagnóstico não é feito de maneira certa, o antibiótico prescrito não é o correto. E isso faz com que a criança, ou o infectado piore. Em situações de tratamento não efetivo, a pneumonia pode ser fatal”.

Dr . Cançado argumenta que o grande problema da rede pública é que as pessoas não são medicadas por um especialista em doenças respiratórias, o que seria ideal. Além do mais, é sabido que a abertura indiscriminada de faculdades médicas tem colocado no atendimento profissionais com formação insuficiente. Outra questão que deve ser considerada é a necessidade de atualização constante, que ainda não é uma prática generalizada.

“Por falta de atualização, às vezes, receita-se uma medicação antiga e que não possui tanta efetividade como outras já disponíveis. Por isso é essencial que sociedades médicas, como a nossa, façam campanhas, palestras para reciclar o médico. Porém, o governo deve ter comprometimento com a educação continuada, inclusive ajudando no financiamento, pois isso é um problema de saúde pública.”

Principais sintomas

• Febre e suor intenso
• Calafrios e tremores
• Falta de apetite
• Dor no peito que piora com a respiração, em crianças maiores
• Tosse com catarro esverdeado, marrom, ou com raias de sangue.
• Respiração ofegante, gemência e prostração
• Aceleração do pulso

Em casos graves, os lábios e unhas podem ficar roxos por falta de oxigênio no sangue e pode haver confusão mental. Em crianças muito pequenas ou já com outras doenças de base, a pneumonia pode ocorrer sem a presença dos sinais clássicos, o que muitas vezes dificulta o diagnóstico.

Informações adicionais à imprensa
Acontece Comunicação e Notícias
Chico Damaso ou Monica Kulcsar
(11) 3871-2331 / 3873-6083
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Cuidados no Carnaval

INBRAVISA INFORMA: O CARNAVAL ESTÁ CHEGANDO...CUIDADO PARA NÃO ESTRAGAR A SUA SAÚDE E A FESTA

O INBRAVISA - Instituto Brasileiro de Auditoria em Vigilância Sanitária, com a chegada do Carnaval neste sábado, aproveita para alertar sobre os cuidados para não estragar a sua saúde e a festa:

* Evite excessos nas bebidas alcoólicas e também não aceite bebidas de estranhos que podem conter entorpecentes

* Se beber não dirija....mas não dirija mesmo!

* Tome muita água natural ou água de côco para repor a perda de sais pelo suor, assim você evita dores musculares e desidratação.

* Evite comidas pesadas, como as frituras, dando preferência a saladas e legumes.

* Sexo só com camisinha e de boa qualidade comprada em farmácias ou supermercados para evitar adquirir produto falsificado.

* Se você for acompanhar algum trio elétrico de dia não se esqueça de passar protetor solar, usar chapéu e óculos escuros.

O INBRAVISA deseja a todos um ótimo Carnaval !

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Aproveite bem o verão sem deixar de manter a forma

No verão, o apelo é intenso. Corpos esculturais na praia e na cidade estimulam, principalmente as mulheres, a se preocupar ainda mais com a aparência. Começa então a busca incessante por receitas milagrosas que prometem emagrecimento rápido e eficiente. Não caia nessa. Fuja de dietas malucas e saiba que aliar uma alimentação saudável à prática regular de atividade física é o grande truque para emagrecer.

“Para quem deseja perder os quilinhos indesejados e manter a forma, o verão é uma estação excelente. Isso por que, teoricamente, você tem maior controle do apetite, ou seja, menos fome e conseqüentemente, menos vontade de comer alimentos pesados. Outro fator é que o clima é benéfico e dá mais disposição para a prática de atividade física”, explica Gabriela Pereira da Costa Oliveira, nutricionista do GANEP Nutrição Humana.

Bom é que em países como o Brasil, de clima quente e tropical, as opções de frutas e vegetais permitem uma renovação nos hábitos alimentares. Além de evitar a sonolência decorrente de uma alimentação desequilibrada, a ingestão desses alimentos hidrata o organismo. Como resultado, as refeições são mais leves, mais líquidas e com valor calórico baixo.

Enquanto no inverno, naturalmente se opta por pratos quentes, no verão, é mais fácil evitar frituras e à milanesa, por exemplo. Porém, busque se alimentar a cada 3 horas para não ficar em jejum. É que organismo pode pensar que precisa compensar na próxima refeição, o que acarreta ganho de peso.

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

A nutricionista Gabriela ensina alguns truques para se alimentar bem, de forma saudável e curtir bem o verão.

- Beba muito líquido. Água pura, de coco, suco de frutas natural e chá gelado são as melhores opções

- Aumente o consumo de frutas e vegetais frescos. Dá mais disposição para enfrentar o calor

- Consuma alimentos integrais como arroz, cereais matinais, farelos de trigo e de aveia. São ricos em fibras que auxiliam no processo digestivo

- Prefira as carnes brancas que são de fácil digestão. Opte pelas preparações cozidas ou grelhadas que são mais saudáveis

- Escolha sobremesas à base de frutas, como frutas em calda e sorvete de frutas.

- Sorvete de massa ou picolé com chocolates e cremes possuem muito açúcar e gordura. Os picolés de frutas são boas alternativas, pois são mais refrescantes e de valor calórico baixo – a unidade tem cerca de 80 calorias

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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

PSFs promovem palestra sobre doenças sexualmente transmissíveis

Os Programas Saúde da Família – PSFs Granada I e II e São Jorge realizam nesta sexta-feira, dia 1º de fevereiro, a palestra “Carnaval Educativo”, que tem por intuito orientar os participantes em relação à prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez indesejada. A palestra será ministrada pela enfermeira Ana Paula de Figueiredo, na Escola Estadual Inácio Castilho (rua Professor Juci do Carmo, 65), das 15h às 17h. Haverá também distribuição de kits para os participantes, com preservativos e panfletos educativos.

A palestra tem, ainda, o propósito de esclarecer as dúvidas acerca do assunto e de incentivar – àqueles que já iniciaram a vida sexual – o uso de meios não apenas para eles se prevenirem contra as DST/Aids, mas também a gravidez indesejada. O conteúdo da palestra é centrado na explanação sobre as doenças sexualmente transmissíveis e Aids de uma forma geral, como elas podem ser contraídas e quais são as respectivas conseqüências.

30/01/2008
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Uberaba não tem nenhum caso de dengue

Apesar do período chuvoso, não foi registrado nos últimos meses nenhum caso de dengue na cidade

Ações para combater o Aedes aegypti não faltaram desde que o secretário de Saúde João Franco assumiu a pasta. Armadilhas para medir os níveis de infestação do mosquito, monitoramento de locais que apresentem risco com aplicação de larvicida, montagem do ecoponto para onde são levados pneus para serem direcionados à Anip (Associação Nacional das Indústrias de Pneumáticos), coleta de lixo através do Mutirão da Conservação, além de campanhas de conscientização da comunidade e atividades educativas para crianças e jovens da rede pública e particular de ensino. “Não fazemos nada sozinhos. Precisamos de todos e por isto o sucesso”, acredita João Franco.

Ele lembra do sucesso que está fazendo o trabalho, que serve de exemplo para todo o Brasil. O secretário afirma que tudo o que está sendo feito está chamando a atenção de outros municípios e estados, que buscam orientações junto à Secretaria de Saúde. “Para se ter uma idéia, o pesquisador da Fiocruz, Genilton José Vieira, esteve em Uberaba para um debate sobre o tema “Educação contra a Dengue – desafios e possibilidades”, e ficou encantado com o que fizemos. Na ocasião ele destacou que, no Brasil, desconhecia um trabalho como o daqui, tendo visto trabalho igual somente em Cuba. Isto nos orgulha muito”, observa.

João Franco alega que não há outra maneira de vencer o mosquito da dengue, a não ser unindo forças como está sendo feito em Uberaba. “Por isto, estamos em situação muito confortável. Estamos no período de chuva e não temos nenhum caso confirmado da doença”, diz.

Febre amarela – Na opinião do secretário de Saúde, isto deixa a situação do município confortável também em relação à febre amarela. “O mesmo transmissor da dengue, é o da febre amarela. Ele estando sob controle, temos uma situação de tranqüilidade”, pontua.

Ele faz mais uma vez uma observação quanto ao alarde feito com a incidência da doença no país. “Não precisa correria. Temos uma situação boa. De controle. Não há porque correr nos postos. Todos podem se vacinar, mas sem enfrentar grandes filas. Quem for viajar, deve se vacinar dez dias antes, pois a imunização só se concretiza neste prazo”, alerta.

Prefeitura Municipal de Uberaba
Thereza Cristina – Pituca
Departamento de Comunicação (28-01-2008)

sábado, 26 de janeiro de 2008

Saúde integral da mulher é o foco do IV Congresso Internacional de Clínica Médica

Entre 5 a 7 de junho de 2008, o Brasil será a sede do IV Congresso Internacional de Clínica Médica. Sob organização da Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM), o evento acontece no Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo, tendo como tema central a Saúde Integral da Mulher.

“Trataremos das principais doenças da mulher, de forma a propiciar aos clínicos informações relevantes e completas para ele interagir de maneira adequada durante o atendimento”, informa o professor dr. Antonio Carlos Lopes, presidente da SBCM. “Hoje o médico tem, por exemplo, a obrigação de entender as implicações clínicas de um tratamento da área ginecológica. Os métodos anticoncepção, a reposição hormonal são algumas questões para as quais necessita de uma sólida base científica para a prática diária e também para uma interface mais sintonizada com outros especialistas”.

Estarão em debate a anticoncepção, a reposição hormonal, menopausa, climatério, osteoporose, além dos temas tradicionais da clínica médica, como a síndrome metabólica, as arritmias, fibrilação atrial, medicina de urgência e cuidados paliativos, entre muitos outros.

Entre as atividades programadas, haverá mesas redondas, painéis, conferências, controvérsias em Clínica Médica, encontros com o professor, curso intracongresso, ACLS, temas livres e provas para título de especialista e certificado de área de atuação.

Os trabalhos para apresentação de Temas Livres já podem ser inscritos pelo site do evento. A comissão de avaliação e o processo de seleção dos trabalhos estão sob a responsabilidade dos professores Eros Antonio de Almeida, da Universidade de Campinas, e Valdir Golin, da Santa Casa de São Paulo.

O Congresso é voltado para médicos clínicos, residentes, estudantes de medicina e todas as especialidades envolvidas ou interessadas no assunto. Informações adicionais estão disponíveis no site do congresso (www.sbcm.org.br/internacional2008) e pelos telefones (11) 3849-8263 e 3849-0379.

Informações adicionais à imprensa
Acontece Comunicação e Notícias
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Fissura Labiopalatina

Malformação congênita tem tratamento simples, mas requer acompanhamento multidisciplinar até a adolescência

Médicos, fonoaudiólogos, dentista e psicólogo são alguns dos profissionais que devem avaliar periodicamente a criança

A fissura lábio-palatina é uma deformidade congênita bastante freqüente. É caracterizada por uma abertura no lábio, no palato (céu da boca), ou em ambos. A incidência é de um caso a cada 700 nascidos vivos, fazendo até seis mil novos pacientes ao ano somente no Brasil

O diagnóstico pode ocorrer ainda durante a gestação, mas a cirurgia para correção só acontece por volta do terceiro mês de vida. A fissura no lábio, popularmente conhecida por lábio leporino, é a primeira a ser corrigida. Já o palato é fechado cirurgicamente quando a criança atinge cerca de um ano de idade.

Concluídas as cirurgias, a criança deverá ser avaliada rotineiramente por diversos especialistas, que acompanharão seu crescimento. Novas cirurgias podem ser necessárias, bem como orientação específica para deglutição e fala.

“Talvez até mais importante do que a cirurgia para correção do problema é o acompanhamento durante o desenvolvimento da criança”, reforça o dr. Nivaldo Alonso, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Crânio-maxilo-facial (SBCC). Além do cirurgião, médico otorrinolaringologista, dentista, fonoaudiólogo e psicólogo são essenciais para garantir um correto e saudável desenvolvimento do paciente.

Sem este acompanhamento, explica o especialista, podem ocorrer distúrbios na fala, mastigação, deglutição, fonação, além de problemas emocionais pela eventual dificuldade de aceitação sociedade. “A falta de tratamento ou acompanhamento pode resultar em uma criança com distúrbios na fala, voz anasalada, dificuldade de mastigação e outros obstáculos que dificultarão sua integração com outros garotos na escola, por exemplo”

Prevenção e cuidados

A fissura lábio-palatina pode ser prevenida com uma série de cuidados na gestação e até mesmo antes dela. Por esse motivo, casais que pensam em aumentar a família devem procurar um especialista o quanto antes, para receber as primeiras recomendações. A suplementação de ácido fólico certamente será uma delas, para prevenir uma série de malformações congênitas, entre elas a fissura lábio-palatina.

O acompanhamento pré-natal também afastará outros complicadores, como as infecções, e proporcionará uma gestação muito mais tranqüila.

Além da questão nutricional e pré-natal, há também fatores genéticos e ambientais envolvidos no aparecimento do problema. “Casos anteriores na família, especialmente com o pai, mãe ou irmãos, são indicativos de maiores chances de isso se repetir”, afirma dr. Alonso.

Confirmado o diagnóstico, basta manter a calma e seguir corretamente as orientações dos médicos. Assim, a criança com fissura lábio-palatina terá vida tranqüila, podendo ser amamentada, alimentada e tendo seu desenvolvimento absolutamente normal.

Acontece Comunicação e Notícias
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

CTA promove atividade de conscientização na Feirarte

A Secretaria de Desenvolvimento Social, juntamente com o Programa do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) e a Coordenação da Feirarte, faz convite à população de Uberaba para mobilização quanto à prevenção das DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis).

Neste sábado (dia 26), a partir das 20h na Praça Jorge Frange, acontecerá mais um evento cultural da feira de artesanatos de Uberaba. Mas dessa vez a Feirarte terá um diferencial: uma tenda onde será feita a distribuição de preservativos, adereços informativos sobre sexualidade e telões com mensagens educativas. O evento também contará com a animação do grupo “Entre Amigos”.

Para o período de carnaval, a equipe do CTA continuará com atividades de conscientização da população.

Prefeitura Municipal de Uberaba
Departamento de Comunicação – 24/01/08

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Levantamento aponta índice de infestação larvária do mosquito da dengue em Araguari


Edilvo Mota lembra que não existe vacina contra a dengue e que a prevenção é o melhor cuidado - Foto: Assessoria de Imprensa

A Secretaria de Saúde de Araguari divulgou hoje (18), os números apresentados pelo Levantamento do Índice Rápido do aedes aegypti (LIRAa), que aponta índice médio de infestação predial de 1,32%, o que representa 0,32% acima do preconizado pelo Ministério da Saúde.

O levantamento realizado entre os dias 2 e 4 de janeiro, apontou os bairros com maior incidência de focos do mosquito transmissor da dengue. A região com maior índice é composta dos bairros Santiago, Panorama, Jóquei Clube, Miranda, Paraíso, Sibipiruna, Rosário e Alvorada, com 1,8% de infestação predial. Em seguida, com índice de 1,7%, está a região dos bairros Millennium, Aeroporto, Gutierrez, Santa Helena, Maria Eugênia, Brasília e Fátima. Os bairros do Bosque, Amorim, Novo Horizonte e Centro aparecem em terceiro lugar com índice de infestação predial de 1,4%. A região que puxou o índice médio para baixo, com 0,4% de infestação predial é composta pelos bairros dos Industriários, Goiás, Goiás Parte Alta, Alan Kardec, São Sebastião, São Judas, Vieno, São João e Independência.

De acordo com Edilvo Mota, a equipe de controle realiza um trabalho diário de vigilância e, periodicamente, executa o LIRAa para definir as ações que permitem controle mais eficaz do mosquito aedes aegipty. “O levantamento apresentou índice superior ao de segurança admitido pelo Ministério da Saúde. Não há motivos para pânico, entretanto, recomendamos que as pessoas dobrem os cuidados, mantendo vasos de plantas sob vigilância, caixas d’água tampadas, quintais livres de recipientes que possam acumular água. Converse com seus vizinhos para criar uma rede de conscientização sobre a importância da prevenção”, alertou o secretário.

Durante o período chuvoso a Secretaria de Saúde redobra a atenção para evitar aumento do número de criadouros do mosquito transmissor da dengue. “Os agentes fazem um trabalho rotineiro e cuidadoso, no entanto, precisamos da conscientização da população, que tem certa dificuldade em assimilar ou colocar em prática os cuidados necessários de prevenção. Tanto que os criadouros mais comuns são encontrados em frascos com água, tambores, pneus, caixas d’águas, bebedouros de animais e vasos de plantas, dentro dos domicílios. Nunca é demais lembrar dos riscos da dengue para a saúde da coletividade e que não existe vacina contra essa doença”, comentou Edilvo Mota.

18/01/2008
Enivaldo Silva
Assessoria de Comunicação e Imprensa
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terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Higiene na hora da alimentação

TERMOPRATOS COM PROTEÇÃO ANTIBACTERIANA OFERECEM SEGURANÇA E HIGIENE NA HORA DA ALIMENTAÇÃO

Marmitas e Potes plásticos possuem condições ideais para o crescimento de microorganismos (temperatura, umidade e alimento) e exigem cuidado especial com higienização. Os termopratos da Soprano com proteção Microban® evitam a fixação e proliferação de bactérias e fungos ao longo de toda a vida útil do produto

Utensílios práticos e fundamentais na economia com alimentação, os termopratos da Soprano agora também oferecem qualidade e segurança alimentar. Utilizados por diversos segmentos profissionais no fornecimento de refeições (operários da construção civil, trabalhadores rurais e limpeza urbana) ou mesmo no dia-a-dia doméstico, as linhas Plus e Tekcor de termopratos da Soprano possuem a proteção antimicrobiana Microban®, que evita o crescimento de bactérias e fungos nas superfícies dos termopratos.

Muitas vezes, o local de trabalho, ou mesmo de passeio, não oferece as condições ideais para limpeza após as refeições, fazendo com que restos de alimentos permaneçam por horas dentro de um recipiente que possui as condições ideais para o crescimento de microorganismos (temperatura, umidade e alimento). Estes microorganismos fixam-se em fissuras microscópicas do recipiente, que posteriormente irá armazenar novos alimentos, correndo o grande risco de contaminação, além de mau cheiro e alteração de sabor.

Incorporada no momento da fabricação dos termopratos, a proteção Microban® permanece ativa ao longo de toda vida útil do produto, mantendo a superfície do termoprato continuamente mais higiênica e segura. A proteção antibacteriana não dispensa hábitos normais de limpeza, mas é um importante complemento às boas práticas de higiene.

Cuidado especial contra proliferação de bactérias e fungos

Potes plásticos e marmitas são soluções práticas e econômicas, mas que exigem uma atenção especial com a higienização. Durante a refeição ou no momento da lavagem, podem ocorrer pequenos arranhões na superfície, que certamente serão pontos de fixação e proliferação de bactérias e fungos. Estes arranhões podem abrigar microorganismos responsáveis pela eventual contaminação de alimentos que posteriormente serão colocados no recipiente.

Nos termopratos da Soprano com a proteção Microban®, estas bactérias e fungos não conseguem se fixar e nem se proliferar na superfície do recipiente.

Trata-se de um diferencial importante para consumidores em geral, além de construtoras, empresas de serviços e agronegócio que operam com trabalhadores que realizam suas refeições no local de trabalho, sem refeitório, mas que preocupam com a saúde e a segurança de seus funcionários.

Sobre a Proteção Antibacteriana Microban
A tecnologia antibacteriana da Microban® está aplicada em diversos produtos do Mercado, divididos nos segmentos Arquitetura e Construção ( rejuntamentos, assentos sanitários e pisos laminados); Consumo (potes para alimentos, facas profissionais, alicates para cutículas, termopratos, inaladores e umidificadores, filtros e purificadores de água); e Indústria de Alimentos (laminados de fibra de vidro para salas de processamento e baús/carrocerias de caminhões, sistemas de armazenamento e transporte, entre outros).


Aprovada pela SFC (Comitê Científico para Alimentos da União Européia), a tecnologia antibacteriana Microban é totalmente segura para o contato com alimentos, além de ser a única no mundo com fórmulas aprovadas pela NSF (National Sanitation Foundation) e NSF do Brasil, com produtos registrados na EPA (Agência de Proteção Ambiental) e ingredientes aprovados pela FDA (Food and Drug Administration – EUA). Possui testes de eficácia feitos por laboratórios independentes ao redor do mundo, sendo totalmente segura para seres humanos e animais.

Microban
Atitude Assessoria em Comunicação
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Secretário avisa que Uberaba não tem epidemia de febre amarela

O secretário de Saúde, João Franco, está preocupado com a atitude do cidadão uberabense em relação à febre amarela. “As pessoas estão alarmadas e não é necessidade disto. Não há risco eminente. O mosquito transmissor da dengue e também da febre amarela está controlado no município, e isto nos dá tranqüilidade”, adverte.
De acordo com ele, a procura nas unidades de saúde está maior que a prevista, sendo que mesmo pessoas que já se imunizaram, acabam tomando a vacina de novo sem necessidade. “A validade dela é de dez anos. Guarde o cartão de vacinação, pois ele é fundamental nesta hora”, justifica.

João Franco lembra que em 2006 foi feita uma grande mobilização e houve uma campanha grande de vacinação contra a febre amarela, principalmente na zona rural. “Isto quer dizer que muita gente que foi vacinada, está vacinando agora sem necessidade. A vacina deve ser tomada por pessoas que vão sempre visitar a zona rural, ou que vão viajar para locais de risco”, avisa.

O secretário explica que devido a grande procura, no final da tarde de ontem a vacina começou a faltar em alguns postos, mas que a partir de hoje, às 12h, estará tudo regularizado, já que o Estado irá mandar nova remessa nesta madrugada. “Não há motivo de alarme”, frisa.

Prefeitura Municipal de Uberaba
Thereza Cristina – Pituca
Departamento de Comunicação (14-01-2008)

Use o ar-condicionado com sabedoria

No verão, um item quase que indispensável em locais fechados é o ar-condicionado. Ele proporciona ao ambiente uma temperatura agradável e refrescante. Mas para garantir o conforto - principalmente para quem trabalha em prédios e escritórios muito quentes -, é importante que seja utilizado de forma correta, além de uma manutenção freqüente.

Gripes e resfriados em geral atacam os organismos mais suscetíveis, especialmente quando expostos repetidas vezes ao ar-condicionado. Isso por que o ar resseca o muco protetor que reveste as mucosas das vias aéreas, tornando-as vulneráveis. Para aqueles que já possuem um problema respiratório, como asma ou doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), o risco é o desenvolvimento de crises graves. De acordo com dr. Rafael Stelmach, da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), a palavra de ordem aqui é a prevenção.

“O ideal é que a temperatura esteja entre 20º e 22ºC. Abaixo disso, o individuo precisará de agasalhos, o que gera um desconforto, particularmente no trabalho. Outra coisa é que o ar frio favorece a proliferação de vírus que causam os resfriados e as gripes. Portanto, a primeira atenção é com o clima no ambiente”.

MANUTENÇÃO DO APARELHO: PARTÍCULAS E BACTÉRIAS À SOLTA

Os grandes vilões do ar-condicionado são os fungos, as bactérias e os ácaros que se acumulam nos ductos do aparelho e se proliferam no ar. Eles podem invadir as vias aéreas criando lesões inflamatórias/infecciosas, como as pneumonias.

“Independentemente de existir a alergia, a exposição aos elementos desencadeadores, como ácaros, fungos, mofo, poeira de local fechado e bactérias gera maior sensibilidade e, por conseqüência, o desenvolvimento de sintomas alérgicos”, explica dr. Rafael.

Somente a manutenção periódica e a limpeza podem evitar a proliferação destes “inimigos” da saúde respiratória.

DICAS SAUDÁVEIS PARA O ANO TODO

Confira algumas dicas para conviver bem com ou sem o ar-condicionado:

- Evite locais fechados. Grande concentração de pessoas, por tempo prolongado, facilita a contaminação

- Caso não seja possível, não permaneça muito tempo nestes ambientes insalubres

- Trate a alergia tão logo as crises começarem a surgir

- Tome banho morno, na temperatura ambiente, para evitar o choque térmico

- Pratique exercícios físicos regularmente, ajudam a melhorar a respiração e a saúde

Acontece Comunicação e Notícias
Kelly Silva ou Monica Kulcsar
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Febre Amarela



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Zumbido fantasma


Estudo realizado na USP mostra que, em ambiente silencioso, atenção aos estímulos auditivos leva pessoas saudáveis a ouvir ruídos-fantasma que podem ser confundidos com o zumbido no ouvido – um problema que afeta 17% da população

14/01/2008

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – Uma pesquisa realizada na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) indica que, dependendo do nível de silêncio e do grau de atenção, pessoas com audição normal podem ouvir ruídos fantasma passíveis de ser confundidos com o zumbido, um problema que afeta cerca de 17% da população mundial.

O estudo, resultado da tese de doutorado da fonoaudióloga Keila Knobel e orientada por Tanit Sanchez, teve parte de seus resultados publicados na revista Otolaryngology – Head and Neck Surgery, editada pela Academia Norte-Americana de Otorrinolaringologia.

De acordo com Keila, o estudo avaliou 66 pessoas com audição normal, que não sofrem com nenhum tipo de zumbido. Os participantes foram isolados numa câmara silenciosa onde nenhum ruído foi emitido.

Recebendo orientação de focar a atenção nos estímulos auditivos, 68% deles ouviram zumbidos e outros ruídos, mesmo com a cabine em completo silêncio. Quando a atenção era orientada para estímulos visuais, 45,5% ouviram os ruídos. Quando os participantes se dedicaram a uma tarefa, apenas 19,7% ouviram ruídos.

“Foi muito visível o efeito da atenção sobre a percepção do zumbido no silêncio. Hoje, a principal orientação dada aos pacientes que sofrem com o problema é que evitem o ambiente silencioso. Mas agora vemos que pode ser importante também mudar o foco da atenção. Essa constatação pode levar a uma aplicação clínica”, disse Keila à Agência FAPESP.

Segundo a pesquisadora, um conhecido estudo realizado em 1953 constatou que 94% das pessoas colocadas numa câmara silenciosa relataram algum tipo de ruído. Desde então, acredita-se que quase todo mundo tem algum tipo de zumbido, mas que a maioria não percebe graças ao som ambiental que encobre os ruídos.

“Foi um estudo marcante, mas tinha falhas metodológicas, pois eles não chegaram a avaliar previamente a audição dos participantes. Nosso estudo mostra que o zumbido ocorre em pessoas totalmente saudáveis, mas em proporção bem menor do que se acreditava. Por outro lado, constatamos que a atenção da pessoa influencia decisivamente”, afirmou a cientista.

O teste foi dividido em três etapas. Na primeira, antes de os participantes entrarem na cabine acústica, os pesquisadores avisaram que poderiam ouvir um ruído ou não. A grande maioria (68%) ouviu algum tipo de zumbido ou outros ruídos.

Na segunda etapa, os participantes foram informados de que poderiam perceber alguma alteração na iluminação da cabine. “Com a atenção na via visual, 45% das pessoas disseram que não viram mudança na luz, mas que ouviram ruídos, que na verdade eram percepções auditivas fantasma, já que não correspondiam a sons no ambiente”, disse.

Na última etapa, os voluntários foram orientados a montar um quebra-cabeça conhecido como Torre de Hanói, que consiste em organizar discos de madeira de diferentes tamanhos em três pinos, freqüentemente usado como procedimento para avaliação da capacidade de memória de trabalho.

“A pessoa sempre era induzida a pensar que estava fazendo um experimento de atenção. Com a concentração na tarefa, o número de participantes que relatou ter ouvido o ruído fantasma diminuiu para 19,7%”, declarou Keila.

Alucinações auditivas

Um fator que chamou a atenção dos pesquisadores foi a qualidade dos sons relatados pelos participantes. A maior parte deles (58%) ouviu sons que não são característicos de quem sofre de zumbido no ouvido e sim de típicas alucinações auditivas.

“Geralmente, quem tem zumbido no ouvido em ambiente silencioso descreve o ruído como um apito, uma cachoeira, uma cigarra, um grilo e outros sons contínuos. Nesses casos, as pessoas ouviram vozes de pessoas, bebês chorando e latidos de cachorros.”

Apenas 20% dos que relataram zumbidos disseram acreditar que o som era proveniente de seus próprios ouvidos. “Os outros acharam que ouviam realmente um som no ambiente. Algumas pessoas relataram, por exemplo, que me ouviram andar de salto alto fora da cabine. Mas eu permaneci sentada todo o tempo.”

De acordo com Keila, os relatos indicam que, assim como o zumbido pode estar presente em pessoas saudáveis, o modo de funcionamento normal do cérebro parece fornecer em si mesmo um substrato para as alucinações auditivas.

“É possível que o cérebro normal tenha mecanismos de geração de alucinações auditivas quando se encontra em presença de silêncio e com a atenção voltada para a audição. Provavelmente a atenção ativa o córtex auditivo mesmo no ambiente silencioso”, explicou.

A pesquisadora destaca que o zumbido no ouvido não é uma doença. Apenas 25% das pessoas que ouvem o zumbido o vêem como um problema e procuram ajuda médica. Um zumbido da mesma intensidade pode gerar diferentes reações.

“Uma pessoa pode ignorá-lo e conviver com ele sem dificuldade, enquanto outra pode sofrer profundamente. O efeito vai depender das associações que se vá fazer com o ruído."

O artigo Influence of silence and attention on tinnitus perception, de Keila Knobel e Tanit Sanchez, pode ser lido por assinantes do Otolaryngology – Head and Neck Surgery em www.otojournal.org.