sexta-feira, 28 de março de 2008

Concana 2008: o maior evento do setor sucroalcooleiro de Minas Gerais começa nesta segunda-feira

Avaliar os rumos do setor sucroalcooleiro, apresentar novas tecnologias e os avanços dos sistemas industriais, discutir aspectos referentes a custos e mercado e posicionar a Fazu (Faculdades Associadas de Uberaba) na vanguarda dos estudos e da pesquisa referentes a este importante complexo do agronegócio. Esses são alguns dos objetivos do II Congresso Internacional de Tecnologia na Cadeia Produtiva da Cana (Concana 2008). Quem afirma é o coordenador do evento, Marco Túlio Andrade Barbosa (foto) - presidente da Fazu.

O Concana vai reunir os melhores especialistas do setor do país e do mundo no Centro de Eventos da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), em Uberaba, MG. São esperados 1500 participantes e comitivas internacionais. A solenidade de abertura (31-03) vai reunir dezenas de autoridades interessadas no desenvolvimento da cadeia da cana-de-açúcar. No dia primeiro de abril o tema em destaque será Mercadologia. Legislação Ambiental e Trabalhista, Normatizações e Tecnologia de Processamento serão temas do dia 02 e Tecnologia de Produção é o tema central do dia 03.

A Fazu, a Universidade de Uberaba (Uniube) e a Associação de Produtores de Cana de Campo Florido (Canacampo) são as organizadoras do Concana e contam com o apoio institucional da Prefeitura de Uberaba, da ABCZ e de 58 empresas públicas e privadas. O evento vai reunir 36 expositores, nos estandes, e várias empresas na Feira de Máquinas e Equipamentos Agrícolas. Bons negócios deverão ser fechados durante os happy hours, que acontecem todos os dias após o Congresso.

Municípios se preparam para o crescimento do setor

Uma das preocupações dos organizadores é discutir os problemas sociais que surgem com o desenvolvimento do setor sucroalcooleiro. Por isso, prefeitos da região foram convidados a participar de discussões sobre o preparo da infra-estrutura de seus municípios, seja na área de habitação, saúde, educação, segurança, transporte, entre outras.

Segundo Marco Túlio, todos os segmentos precisam assumir suas responsabilidades para um desenvolvimento estruturado do setor. Ele informa que o estado de Minas Gerais recebeu, recentemente, novas indústrias: "Hoje estamos com 31 usinas, sendo que 26 delas estão no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba". Para ele, geograficamente, não existe uma posição melhor que a do Triângulo para o setor se desenvolver no Brasil.

De acordo com o coordenador do Concana, o fato de Minas receber usinas paulistas é positivo, pois elas já passaram por toda experiência e evolução industrial do setor. "Por outro lado, é preciso preparar a região, como um todo", salienta. Para isso, será lançado pelo Sebrae, durante o Congresso, o Projeto de Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro para o Triângulo Mineiro.

Governo de Minas apóia o Congresso

O governo estadual estará presente no Concana, com a participação do secretário de Agricultura e Pecuária, Gilman Viana. Vários deputados estaduais mineiros também confirmaram presença no evento. Eles vão participar da Audiência Pública "Discussão dos Impactos e as Oportunidades Geradas com a Expansão do Setor Sucroalcooleiro". A Audiência será coordenada pelo presidente da Comissão de Agricultura da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, deputado Vanderlei Jangrossi.

Concana recebe incentivo do governo federal

Preocupado com os impactos ambientais, o governo federal indicou a participação do gerente de Biocombustíveis e Agronegócios do Ministério do Meio Ambiente, Mário Augusto de Campos Cardoso, que vai ministrar a palestra "A Expansão da Área Cultivada de Cana-de-açúcar e seus Reflexos no Meio Ambiente". Segundo Marco Túlio, o governo federal também indicou um representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. "Lula deixou as portas abertas para discutir o processo de evolução da cana-de-açúcar", diz.

Painéis destacam Mercado, Legislação Ambiental e Trabalhista,Tecnologia de Produção

Toda a programação do segundo dia do Concana (01/04) é voltada para o tema Mercado. Um dos momentos mais esperados, segundo Marco Túlio, é a palestra do Britânico Andy Duff - "Situação Atual e Tendências do Mercado Mundial de Açúcar". Crédito de Carbono é outro assunto que deve chamar atenção dos participantes. Quem vai apresentar o tema é a italiana Franchesca Cerchia.

O assunto central do terceiro dia (02/04) é Legislação Ambiental e Trabalhista. Na opinião de Marco Túlio, a legislação ambiental brasileira atrapalha o setor em todo seu processo: "Pode ter até intenções de acertar, mas a legislação ambiental do país atrapalha nosso agronegocio". Nesse mesmo dia, pesquisadores de todo país apresentam seus trabalhos técnico-cientificos.

O último dia do Congresso (03/04) é dedicado a Tecnologia de Produção. Uma das palestras mais esperadas é "Otimização de Combustão e Redução de Poluentes". Ela será ministrada pelo indiano Vivek Pandit, que desenvolveu uma tecnologia para reduzir poluente. A inovação já foi patenteada e será lançada no evento.

Soluções para o setor surgem durante debates do Concana

Em todos os dias do Concana haverá um momento de debates para criar soluções para os problemas do setor. Marco Túlio comenta que, ao final do evento, os realizadores do Concana pretendem reunir essas soluções em um documento que será encaminhado aos governos (estadual, federal) ou órgãos competentes. "Queremos proporcionar um debate que terá como base informações disponibilizadas pelos melhores especialistas do país e do mundo. Ao invés de problemas, vamos levar para os governos as soluções que surgirão a partir do Congresso. Desta forma, podemos contribuir para que o processo de desenvolvimento do setor atinja seu objetivo", salienta.

Setor sucroalcooleiro no Brasil

Hoje, o Brasil é um dos grandes produtores de açúcar do mundo, o maior produtor de cachaça e está caminhando para ganhar o mercado internacional do etanol. "Temos um mercado aberto que tende muito a crescer. O Brasil está chamando a atenção do mundo. Recentemente assistimos os Estados Unidos interessados em amenizar as barreiras comerciais para baratear o custo de importação do etanol brasileiro", comenta Marco Túlio. Segundo ele, os japoneses também já sinalizaram interesse pelo etanol, pois querem adicionar 5% de álcool no combustível.

Para o coordenador, em breve o Brasil deve ganhar o mercado externo. Mas, na opinião de Marco Túlio, antes disso acontecer é preciso zelar do mercado interno. "Aqui, já adicionamos 25% de álcool no combustível. E ainda, contamos com um fator positivo nesse mercado do etanol, que é o crescimento da frota de carros flex. Sei que é importante ganhar mercado externo, mas temos que cuidar do consumidor interno também. Não podemos repetir o erro que ocorreu com o Pro-álcool", salienta.

Marco Túlio acrescenta que se for estabelecido o zoneamento, a atividade sucroalcooleira fica mais segura: "O zoneamento evita repetir o erro que produtores cometeram com a soja, ou seja, no 'boom' da soja muitos agropecuaristas de regiões que não tinha aptidão pra essa cultura, decidiram desmontar suas propriedades e investir no grão. Nesse período, a soja teve uma baixa de preço e com isso o agropecuarista teve prejuízo e ficou sem capital para retornar a sua atividade anterior". Ele afirma, ainda, que o Brasil já demonstrou que sua aptidão é o agronegócio, mas para ganhar o mercado internacional, os paises desenvolvidos devem acabar com os subsídios e principalmente com a barreira comercial.

Mais informações sobre o Concana no telefone 34 3315 4100 ou http://www.concana.com.br.

Isabela Avelar
Assessoria de Comunicação
imprensa@fazu.br

FAZU - Faculdades Associadas de Uberaba
http://www.fazu.br

CONCANA - Congresso Internacional de Tecnologia na Cadeia Produtiva da Cana

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