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quinta-feira, 3 de abril de 2008

Concana 2008

O II Congresso Internacional de Tecnologia na Cadeia Produtiva da Cana – CONCANA 2008, encerrado hoje em Uberaba, ganha um especial completo no próximo domingo.

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quarta-feira, 2 de abril de 2008

Depoimentos Concana 2008

II Congresso Internacional de Tecnologia na Cadeia Produtiva da Cana

Depoimento: Silvio de Castro Cunha Júnior
"Ao final do Concana 2007 produzimos um documento, com várias solicitações, e enviamos este documento aos governos do estado e federal e à Petrobrás. Uma das solicitações era resolver o problema da logística de Minas. Esse problema poderá ser amenizado com a construção do alcoolduto. A Petrobrás e o Ministério dos Transportes estão cuidando dessa área. Com o funcionamento do alcoolduto, estaremos com uma parte dos nossos problemas resolvidos. Isso quer dizer que o governo federal e a Petrobrás estão fazendo seu serviço. Já o governo do estado, até então, deu um pequeno passo com uma mínima redução do ICMS. Hoje, as diferenças de preços do álcool de Minas em relação a São Paulo fazem com que a gente, que mora perto da divisa dos dois estados, se sinta uns palhaços. Se atravessarmos a ponte do Rio Grande encontramos uma diferença ou uma redução de 30 a 40 centavos por litro, sendo que o produtor de Minas recebe menos pela cana em relação ao produtor de São Paulo e no final o produto em Minas é mais caro. O único culpado nisso tudo é o governador Aécio Neves com a sua política de receber mais e gastar menos. Essa política está crucificando o setor. Ao final deste Concana, vamos formatar um novo documento com todas as nossas demandas. Vamos encaminhar esse documento aos governos para tentar solucionar os problemas do setor. Não podemos reclamar do governo federal, que tem respondido as aspirações do setor. Já o governo de Minas tem se mostrado muito pouco interessado. Ele promete muito e cumpre pouco. Além disso, cria travas e mais travas econômicas. É grande a quantidade de indústrias que estamos perdendo para os estados de Goiás e Mato Grosso. E muitos que ainda estão aqui se arrependem de terem investido no estado, porque os seus processos não andam e as quantidades de travas não param de aparecer. Nas próprias leis governamentais especialmente o processo para conseguir uma licença ambiental em Minas demora de dois a três anos, enquanto os outros estados resolvem em oito ou nove meses. Por tudo isso, somos obrigados a dizer a verdade, que o governo de Minas não tem feito a sua parte".

Depoimento: Manuel Vicente Fernandes Bertoni - Secretário de Produção e Agroenergia - Representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
O interesse estrangeiro no país é grande. Vemos um volume de investimentos significativos sendo dirigido ao Brasil. Calculamos que, hoje, 12% da cana brasileira sejamos detidas pelo capital internacional. Não que o capital internacional tenha o controle de 12% da cana, pois em muitos momentos os estrangeiros participam com situações minoritárias. Este é um fato que demonstra a inegável sustentabilidade econômica do etanol brasileiro, ou seja, esse fato certamente nos proporcionará melhores condições de abertura de mercado. Não há duvida que o impacto ambiental de todas as culturas administradas no Ministério de Agricultura é sempre considerável. No caso da cana, especificamente, estamos preparando o zoneamento da expansão, visando justamente obter um melhor controle do governo federal sobre esta atividade. Sem dúvida nenhuma, a produção de agroenergia deve ser vista sobre um tripé completo de sustentabilidade econômica, social e ambiental. Para o país, o crescimento do setor é importante. Eu vejo com bons olhos que a cana seja reconhecida como uma fonte de energia altamente viável, limpa e que contribua com as normas ambientais internacionais. O álcool de cana-de-açúcar é perfeitamente sustentável. Ele não gera problemas ambientais. O Brasil ainda vai mostrar ao mundo que pode aumentar a produção de energia e, também, a produção de comida. O país tem as respostas que o mundo precisa nas suas duas necessidades básicas, a produção de energia e de alimentos. Por tudo isso, consideramos de vital importância iniciativas como este Congresso, tanto que o ministro Reinold Stephanes me designou para acompanhar esse evento que fortalece as atividades agropecuárias, inclusive a produção de energia. Estamos aqui para incentivar e reconhecer a importância desses trabalhos na evolução tecnológica brasileira para a consolidação do Brasil como o maior produtor de agroenergia do mundo.

Depoimento: Paulo Afonso Romano – Secretário Adjunto da Agricultura e Abastecimento de Minas Gerais e representante do governador Aécio Neves no Concana 2008
“O governo de Minas tem uma expectativa favorável à chegada da cana, não como um cultivo que substitua outro, mas que propicia a diversificação da agricultura mineira. Podemos dizer que, hoje, temos no estado apenas 0,5% de área ocupada com cana-de-açúcar. A cana é um alimento, um produto, uma matéria prima de energia nobre, renovável e moderna, que cumpre funções no campo ambiental, social e econômico. É um setor que oportuniza ao estado receber empresas, fomentar inteligência no meio acadêmico e realizar pesquisas. A cadeia produtiva é longa. Devemos entender que até chegar a sua produção final, o setor já gerou renda e emprego. E ainda, depois que produz, continua gerando renda e emprego em torno desse produto energético tão importante. Minas está preparada para aumentar esta produção. Como se trata de um negócio da iniciativa privada, o governo encara com tranqüilidade esse aumento, pois sabe que o preparo é paulatino. Os empresários que chegam aqui, encontram um mecanismo novo, que se chama parceria pública privada, em que o Governo mineiro possibilita o financiamento para pagamento como antecipação de ICMS, de infra-estrutura específica para a indústria ligada a qualquer produto agropecuário”.

Depoimento: Marcelo Palmério - Reitor da Universidade de Uberaba, parceira do Concana 2008.
“A gente percebe uma evolução no movimento do setor sucroalcooleiro. O que está ocorrendo na região do Triângulo Mineiro é um fenômeno. Não um fenômeno novo, pois esse movimento ocorreu décadas atrás com a vinda do zebu para Uberaba, aconteceu também há 20 anos com a introdução da agricultura tecnificada, para a soja e milho, e agora está acontecendo com a cana. E o que nos alegra é ver que em todos esses movimentos do agronegócio, existe uma competência empresarial, uma competência pessoal, uma competência empreendedora. Estamos numa região privilegiada. Temos a sorte de estarmos localizados no centro do país, ser cortados por rodovias importantes e ainda termos uma riqueza hídrica fantástica. Basta olhar no mapa de Minas Gerais ou no mapa do Brasil para ver a quantidade de água que temos. Tudo isso ajuda a desenvolver esse movimento. O Concana também dá dinamismo a esse movimento. E o desejo da Universidade de Uberaba, como parceira do Congresso, e de todas as faculdades de ensino superior como a Fazu, é a difusão do conhecimento para contribuir com o desenvolvimento do setor. É levar as informações a toda comunidade e qualificar as pessoas que atuam ou vão atuar nesse setor tão importante para agronegócio brasileiro”.

Depoimento: Vanderli Jangrossi - Presidente da Comissão de Agricultura da Assembléia Legislativa de Minas Gerais
“Aproveitamos esse momento de discussão, sobre o setor sucroalcooleiro, para trazer a Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial, com toda sua assessoria técnica e com a estrutura da Assembléia Legislativa de Minas para desenvolvermos um trabalho aqui em Uberaba, na região do Triângulo Mineiro, e mostrar o nosso trabalho e a nossa preocupação com a situação da cana-de-açúcar. Com certeza, é um setor que vale a pena apoiar e acompanhar seu crescimento. Percebemos um novo pró-álcool sendo desenvolvido aqui no estado, com novas usinas sendo construídas. Por isso, priorizamos o estudo do setor, para identificar a situação e os problemas que existem, visando encontrar as melhores soluções”.


Depoimento: Luis Custodio Cota Martins – Presidente dos sindicatos de açúcar e álcool de Minas Gerais (Sindaçúcar e Siamig)
"A produção de Minas Gerais é a que mais cresce no Brasil, tanto de açúcar quanto de álcool. E o Triângulo Mineiro representa mais de 70% dessa produção. Devemos iniciar quatro unidades de safra em Minas este ano, e três delas serão no Triângulo e Auto Paranaíba. Os problemas ambientais que ocorrem com o aumento da produção já estão sendo resolvidos. Para ter um produto ambientalmente correto, temos que ter práticas corretas. Por isso, algumas medidas estão sendo tomadas pelo governo de Minas. Ele está acabando com a queima da cana que será substituída pela mecanização. Mas é preciso pensar no meio ambiente, sem esquecer da questão social, afinal, uma máquina substitui 100 homens. Em relação à situação atual do mercado para o setor, esperamos que os preços melhorem para o produtor e para o fornecedor de cana. Aguardamos que a Petrobrás viabilize o alcoolduto, que passará por Uberaba, Uberlândia, vai até Tupaciguara, ou seja, praticamente cortará o Triângulo Mineiro. O alcoolduto dará condições de exportar o álcool produzido aqui na região".

Depoimento: Rivaldo Machado Borges Júnior – presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Uberaba
"O setor sucroalcooleiro é de suma importância para o agronegócio por ser um setor produtivo que está trazendo uma rentabilidade diferenciada, principalmente para nossa região. O setor veio suprir as dificuldades que o produtor estava enfrentando. Ele se tornou mais uma alternativa de cultura e uma oportunidade para o produtor rural. Sabemos que em Uberaba serão instaladas três usinas de grande porte, movimentando uma área em torno de 120 mil hectares. Continuamos sendo a capital do zebu, mas com um potencial incrível para a cultura de cana-de-açúcar. Hoje, através do Concana, mostramos esse potencial para o Brasil e o para mundo. Já que buscamos tecnologia, conhecimentos e usinas de grande porte, fomentando uma oportunidade para o produtor rural. O Concana encaixou como uma luva para nós. É um evento que veio para ficar e colocar Uberaba como a capital do setor sucroalcooleiro"

Depoimento: Maurício Cecílio – diretor do Indi (Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais)
"Um dos setores que o Indi atua é o de Bioenergia. Como esse negócio está crescendo, trabalhamos em várias ações para o setor sucroalcooleiro. Primeiro, ordenamos a localização da cultura. Já fizemos um zoneamento ecológico e econômico para ver o impacto da cana-de-açúcar no meio ambiente e na economia regional para verificar os impactos em Minas Gerais. A primeira região onde realizamos esse trabalho foi o Triângulo Mineiro. O Concana é um reflexo de que o setor está pulsante na região. Esse trabalho também foi realizado no Alto Paranaíba e agora iniciamos nas outras regiões do estado. Com o zoneamento podemos ver onde a cana tem aptidão para se desenvolver com uma característica industrial. Declividade mínima, regime de chuvas, clima, temperatura são alguns aspectos identificados em cada região. Há dois anos, o governo do estado determina que uma empresa só se instale em determinada região se ela não causar nenhum desequilíbrio devido a presença de uma outra usina. Então verificamos a área para ver se não há interferência. Com isso, queremos dar sustentabilidade para as usinas e ao mesmo tempo manter outras culturas na região. Cuidamos para que uma excessiva concentração de cultura não desequilibre o meio ambiente. Minas é o Estado que mais cresce no Brasil de forma equilibrada, pois não temos aqui uma usina do lado da outra. Não temos monocultura. Ao mesmo tempo em que temos um crescimento na cultura da cana, aqui no Triângulo, temos crescimento nas culturas de eucalipto, soja e milho. Queremos respeitar isso para fazer com que em nosso município o impacto da usina seja positivo e não negativo. Desta forma estamos preparando as regiões para receber o crescimento do setor. Em parceria com o BDMG temos o suporte financeiro para as empresas. Em parceria com a CEMIG tratamos do incentivo a Co-geração de energia, o que pode representar muito para Minas, pois temos potencial de 1500 megawatts de energia a serem disponibilizadas pelas empresas. Não há dúvida de que o etanol é um grande negócio".


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Concana 2008

II Congresso Internacional de Tecnologia na Cadeia Produtiva da Cana

Depoimento: Prefeito Anderson Adauto – Prefeito de Uberaba

“Numa visão política, o setor sucroalcooleiro é visto no Triângulo Mineiro como um setor sem partido específico. Independente da linha de pensamento político, todos consideram importante investir na cana.


A cana é um setor que gera uma grande quantidade de empregos, porém não é uma cultura bem vista pela a sociedade em geral. Isso é um preconceito, pois o método de cultivo já não é o mesmo de anos passados.


As coisas mudaram e agora existe uma conscientização social e ambiental. Quando assumi o poder executivo em Uberaba, não tinha nenhuma usina de cana no município, agora estamos caminhando para três usinas. E todas elas são empresas absolutamente corretas no ponto de vista social. Uberaba merece ser centro de referência na discussão desta cultura”.


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Carlão da Publique ao lado de José Olavo, pres. da ABCZ
Depoimento: Carlos Alberto da Silva – Presidente do Grupo Publique

“É um orgulho trabalhar no Concana 2008. Ano passado, existiu o questionamento se deveríamos ou não fazer do Concana um evento anual. Votei a favor de o evento ser anual. Sei que nessa caminhada teremos anos bons e anos não tão bons. Isso faz parte da trajetória. Inspiro-me na Expozebu, que é promovida há mais de 70 anos. Nunca ouvi falar que ela deixou de ser realizada por alguma crise do setor da pecuária do zebu.


Se temos que firmar uma tradição, é preciso fazer esse trabalho todo ano. Mesmo na época de vacas magras devemos estar juntos e apoiar o setor sucroalcooleiro. Acredito que essa crise interna do setor faz com que os profissionais da área, empresários e produtores rurais busquem mais informações sobre mercado, tecnologias e legislações, enfim, sobre o futuro da cana.


Nesse sentido, o Concana tem que se posicionar como um fórum de discussão. O que for debatido aqui e as decisões que forem tomadas pelas lideranças e especialistas devem servir para balizar as políticas governamentais. Aqui se pensa o setor, realmente. Este é um momento para pensar no presente e alinhar o futuro do setor. Um ponto que não devemos abrir mão é produzir um resumo do que se discutiu aqui, das soluções levantadas. E isso será feito, sempre. Afinal, reunimos no Concana os melhores especialistas do setor e ninguém melhor do que eles para apontar o caminho a seguir”.


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Concana 2008 - II Congresso Internacional de Tecnologia na Cadeia Produtiva da Cana

Depoimento: José Olavo Borges Mendes - Presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ)

“Ano passado, quando eu ainda estava na presidência da Fundagri/Fazu (Fundação Educacional para o Desenvolvimento das Ciências Agrárias - Faculdades Associadas de Uberaba), tivemos a ousadia de realizar o I Concana ao lado da Prefeitura de Uberaba, Canacampo e Universidade de Uberaba.

Essa decisão foi muito importante, estávamos num período em que a região do Triângulo Mineiro se tornava o grande pólo do setor sucroalcooleiro. Havia uma corrida grande por terras e para construir novas usinas. Profissionais buscavam informações sobre o setor para conhecer as novas tecnologias e saber a realidade do mercado mundial.

Com isso, tivemos sucesso no Concana 2007. Sempre conectada ao agronegócio, a Fazu tem um ensino direcionado para as Ciências Agrárias, incluindo cursos de pós-graduação para o setor sucroalcooleiro. Então, ela não podia estar fora deste evento. Ela tinha que realizá-lo para participar desse processo e ficar mais íntima dos especialistas.

Ampliamos as relações com as empresas da cadeia produtiva da cana e passamos a contar com os empresários do setor, visando facilitar os estágios para os estudantes da Fazu. Apesar de ter relutado para o Concana não ser realizado este ano, pois acreditava que de um ano para outro pouca coisa muda no setor, meu voto foi vencido pela maioria dos parceiros durante essa decisão.

Hoje minha satisfação é grande. Fico surpreso e ao mesmo tempo feliz por ter feito uma previsão errada. Agora, vejo pelo alto nível dos palestrantes, pelo número de inscritos e de parceiros que o Concana 2008 superou o evento de 2007. Mas, não se chega sozinho a toda essa estrutura, atrás deste evento tem muito esforço, muito trabalho, muita dedicação de toda a equipe da Fazu”.

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terça-feira, 1 de abril de 2008

Impactos da produção de etanol levam deputados a Uberaba

Os impactos do crescimento da produção do etanol na região de Uberaba estão preocupando os deputados da Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da Assembléia Legislativa de Minas Gerais. A requerimento do deputado Vanderlei Jangrossi (PP), os parlamentares vão, nesta quarta-feira (02/04/08), à cidade para discutir o assunto em audiência pública. O encontro será às 18h30, no Centro de Eventos da ABCZ Rômulo Kardec de Camargos, no Bairro São Benedito.
Segundo a justificativa do requerimento, o aumento do número de usinas de álcool tem chamado atenção para problemas relativos ao meio ambiente, à monocultura e à qualidade de vida, daí a importância de se buscar mecanismos para minimizar o impacto deste crescimento.
O documento informa ainda que o momento para discutir o assunto é oportuno, visto que Uberaba vai ser a sede do II Congresso Internacional de Tecnologia na Cadeia Produtiva da Cana.
Entre os convidados estão o prefeito de Uberaba, Anderson Adauto; o presidente da Câmara Municipal, vereador Lourival dos Santos; o secretário de Estado de Agricultura, Gilman Viana Rodrigues; o vice-presidente da Faemg, Rivaldo Machado Borges, o diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto; o presidente da Emater-MG, José Silva Soares; o chefe regional da Epamig em Uberaba, Roberto Zito; e o assessor do Departamento de Assalariados Rurais da Fetaemg, Rômulo Luiz Campos.
Assessoria de Imprensa da ALMG
(31) 2108-7715
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segunda-feira, 31 de março de 2008

Uberaba no centro das atenções do setor sucroalcooleiro

Autoridades, pesquisadores, estudantes e profissionais de todo Brasil se reúnem, hoje, para avaliar os rumos do setor sucroalcooleiro no II Congresso Internacional de Tecnologia na Cadeia Produtiva da Cana – Concana 2008. A solenidade de abertura será a partir das 20 horas no Centro de Eventos da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), em Uberaba, MG. O evento só termina na quinta-feira, dia 03.

Realizado pela Fazu/Fundagri, Uniube e Canacampo, o Congresso tem o apoio institucional da Prefeitura de Uberaba, ABCZ e de mais 58 empresas públicas e privadas, além de 36 expositores e cinco grandes empresas que participam da I Feira de Equipamentos e Máquinas Agrícolas do Concana. Ao todo são 102 empresas envolvidas. Os organizadores esperam receber cerca de 1500 pessoas, todos os dias.

Para, discutir Mercado, Legislação Ambiental e Trabalhista, Tecnologia de Produção, foram escolhidos os melhores conferencistas do mundo no setor. Tanta seriedade e qualidade no debate sobre a cadeia da cana-de-açúcar atraíram deputados estaduais mineiros que integram a Comissão de Agricultura da Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Devido à importância do evento, eles transferiram para Uberaba a Audiência Pública que vai discutir os impactos e as oportunidades geradas com a expansão do setor sucroalcooleiro.

Não foi por acaso que Uberaba foi escolhida para sediar o Congresso mais importante do estado para o setor. Afinal o Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba possuem 26 usinas instaladas das 31 usinas de Minas Gerais. Outras 17 unidades estão em construção no estado. Minas possui também 14 unidades de biodíesel.

Uma das novidades do Concana, este ano, é a apresentação de trabalhos técnico-científicos sobre o setor. Os trabalhos pertencem a pesquisadores de várias partes do país. O Happy Hour também é considerando, pelos organizadores, um importante momento da programação, pois é ideal para gerar negócios e ou parcerias.

Fábio Melo Borges (foto), um dos organizadores do Concana e diretor financeiro da Fazu/Fundagri, diz que está otimista por vários aspectos: “o número grande de inscritos, a conquista da Feira de Máquinas, a apresentação dos trabalhos científicos, o alto nível dos palestrantes, a participação de três conferencistas internacionais”.

Segundo Fábio, a participação de 102 empresas públicas e privadas no evento está relacionada com o crescimento do setor e com o bom trabalho feito no I Concana. “Estamos enriquecendo o Congresso em todos os seus aspectos. Por exemplo, a escolha dos temas (Mercado, Legislação Trabalhista e Ambiental, Tecnologia de Produção) foi feita com o critério de atender a demanda de informações do setor. Um tema complementa o outro e faz com que o conteúdo do Congresso seja completo e tenha assuntos atuais”, comenta.

Em 2007, dos 1682 inscritos no I Concana, 78,5% dos participantes eram de Minas Gerais, 4,8% de São Paulo e o restante de Goiás (0,7%), Mato Grosso do Sul (0,5%), Distrito Federal (0,4%), Sergipe (0,2%), Rio Grande do Sul (0,2%), Rio de Janeiro (0,2%), Paraná (0,2%), Pará (0,2%), Mato Grosso (0,2%), Bahia (0,2%). O evento contou ainda com a presença de americanos, japoneses, paraguaios e venezuelanos.

Mais informações no www.concana.com.br


Isabela Avelar
Assessoria de Comunicação - imprensa@fazu.br

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sexta-feira, 28 de março de 2008

Concana 2008: o maior evento do setor sucroalcooleiro de Minas Gerais começa nesta segunda-feira

Avaliar os rumos do setor sucroalcooleiro, apresentar novas tecnologias e os avanços dos sistemas industriais, discutir aspectos referentes a custos e mercado e posicionar a Fazu (Faculdades Associadas de Uberaba) na vanguarda dos estudos e da pesquisa referentes a este importante complexo do agronegócio. Esses são alguns dos objetivos do II Congresso Internacional de Tecnologia na Cadeia Produtiva da Cana (Concana 2008). Quem afirma é o coordenador do evento, Marco Túlio Andrade Barbosa (foto) - presidente da Fazu.

O Concana vai reunir os melhores especialistas do setor do país e do mundo no Centro de Eventos da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), em Uberaba, MG. São esperados 1500 participantes e comitivas internacionais. A solenidade de abertura (31-03) vai reunir dezenas de autoridades interessadas no desenvolvimento da cadeia da cana-de-açúcar. No dia primeiro de abril o tema em destaque será Mercadologia. Legislação Ambiental e Trabalhista, Normatizações e Tecnologia de Processamento serão temas do dia 02 e Tecnologia de Produção é o tema central do dia 03.

A Fazu, a Universidade de Uberaba (Uniube) e a Associação de Produtores de Cana de Campo Florido (Canacampo) são as organizadoras do Concana e contam com o apoio institucional da Prefeitura de Uberaba, da ABCZ e de 58 empresas públicas e privadas. O evento vai reunir 36 expositores, nos estandes, e várias empresas na Feira de Máquinas e Equipamentos Agrícolas. Bons negócios deverão ser fechados durante os happy hours, que acontecem todos os dias após o Congresso.

Municípios se preparam para o crescimento do setor

Uma das preocupações dos organizadores é discutir os problemas sociais que surgem com o desenvolvimento do setor sucroalcooleiro. Por isso, prefeitos da região foram convidados a participar de discussões sobre o preparo da infra-estrutura de seus municípios, seja na área de habitação, saúde, educação, segurança, transporte, entre outras.

Segundo Marco Túlio, todos os segmentos precisam assumir suas responsabilidades para um desenvolvimento estruturado do setor. Ele informa que o estado de Minas Gerais recebeu, recentemente, novas indústrias: "Hoje estamos com 31 usinas, sendo que 26 delas estão no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba". Para ele, geograficamente, não existe uma posição melhor que a do Triângulo para o setor se desenvolver no Brasil.

De acordo com o coordenador do Concana, o fato de Minas receber usinas paulistas é positivo, pois elas já passaram por toda experiência e evolução industrial do setor. "Por outro lado, é preciso preparar a região, como um todo", salienta. Para isso, será lançado pelo Sebrae, durante o Congresso, o Projeto de Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro para o Triângulo Mineiro.

Governo de Minas apóia o Congresso

O governo estadual estará presente no Concana, com a participação do secretário de Agricultura e Pecuária, Gilman Viana. Vários deputados estaduais mineiros também confirmaram presença no evento. Eles vão participar da Audiência Pública "Discussão dos Impactos e as Oportunidades Geradas com a Expansão do Setor Sucroalcooleiro". A Audiência será coordenada pelo presidente da Comissão de Agricultura da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, deputado Vanderlei Jangrossi.

Concana recebe incentivo do governo federal

Preocupado com os impactos ambientais, o governo federal indicou a participação do gerente de Biocombustíveis e Agronegócios do Ministério do Meio Ambiente, Mário Augusto de Campos Cardoso, que vai ministrar a palestra "A Expansão da Área Cultivada de Cana-de-açúcar e seus Reflexos no Meio Ambiente". Segundo Marco Túlio, o governo federal também indicou um representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. "Lula deixou as portas abertas para discutir o processo de evolução da cana-de-açúcar", diz.

Painéis destacam Mercado, Legislação Ambiental e Trabalhista,Tecnologia de Produção

Toda a programação do segundo dia do Concana (01/04) é voltada para o tema Mercado. Um dos momentos mais esperados, segundo Marco Túlio, é a palestra do Britânico Andy Duff - "Situação Atual e Tendências do Mercado Mundial de Açúcar". Crédito de Carbono é outro assunto que deve chamar atenção dos participantes. Quem vai apresentar o tema é a italiana Franchesca Cerchia.

O assunto central do terceiro dia (02/04) é Legislação Ambiental e Trabalhista. Na opinião de Marco Túlio, a legislação ambiental brasileira atrapalha o setor em todo seu processo: "Pode ter até intenções de acertar, mas a legislação ambiental do país atrapalha nosso agronegocio". Nesse mesmo dia, pesquisadores de todo país apresentam seus trabalhos técnico-cientificos.

O último dia do Congresso (03/04) é dedicado a Tecnologia de Produção. Uma das palestras mais esperadas é "Otimização de Combustão e Redução de Poluentes". Ela será ministrada pelo indiano Vivek Pandit, que desenvolveu uma tecnologia para reduzir poluente. A inovação já foi patenteada e será lançada no evento.

Soluções para o setor surgem durante debates do Concana

Em todos os dias do Concana haverá um momento de debates para criar soluções para os problemas do setor. Marco Túlio comenta que, ao final do evento, os realizadores do Concana pretendem reunir essas soluções em um documento que será encaminhado aos governos (estadual, federal) ou órgãos competentes. "Queremos proporcionar um debate que terá como base informações disponibilizadas pelos melhores especialistas do país e do mundo. Ao invés de problemas, vamos levar para os governos as soluções que surgirão a partir do Congresso. Desta forma, podemos contribuir para que o processo de desenvolvimento do setor atinja seu objetivo", salienta.

Setor sucroalcooleiro no Brasil

Hoje, o Brasil é um dos grandes produtores de açúcar do mundo, o maior produtor de cachaça e está caminhando para ganhar o mercado internacional do etanol. "Temos um mercado aberto que tende muito a crescer. O Brasil está chamando a atenção do mundo. Recentemente assistimos os Estados Unidos interessados em amenizar as barreiras comerciais para baratear o custo de importação do etanol brasileiro", comenta Marco Túlio. Segundo ele, os japoneses também já sinalizaram interesse pelo etanol, pois querem adicionar 5% de álcool no combustível.

Para o coordenador, em breve o Brasil deve ganhar o mercado externo. Mas, na opinião de Marco Túlio, antes disso acontecer é preciso zelar do mercado interno. "Aqui, já adicionamos 25% de álcool no combustível. E ainda, contamos com um fator positivo nesse mercado do etanol, que é o crescimento da frota de carros flex. Sei que é importante ganhar mercado externo, mas temos que cuidar do consumidor interno também. Não podemos repetir o erro que ocorreu com o Pro-álcool", salienta.

Marco Túlio acrescenta que se for estabelecido o zoneamento, a atividade sucroalcooleira fica mais segura: "O zoneamento evita repetir o erro que produtores cometeram com a soja, ou seja, no 'boom' da soja muitos agropecuaristas de regiões que não tinha aptidão pra essa cultura, decidiram desmontar suas propriedades e investir no grão. Nesse período, a soja teve uma baixa de preço e com isso o agropecuarista teve prejuízo e ficou sem capital para retornar a sua atividade anterior". Ele afirma, ainda, que o Brasil já demonstrou que sua aptidão é o agronegócio, mas para ganhar o mercado internacional, os paises desenvolvidos devem acabar com os subsídios e principalmente com a barreira comercial.

Mais informações sobre o Concana no telefone 34 3315 4100 ou http://www.concana.com.br.

Isabela Avelar
Assessoria de Comunicação
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CONCANA - Congresso Internacional de Tecnologia na Cadeia Produtiva da Cana

quarta-feira, 19 de março de 2008

Concana 2008 movimenta o comércio de máquinas agrícolas

Colheita mecanizada da cana

A Feira de Máquinas, Implementos Agrícolas e Caminhões é uma das novidades do Concana 2008 – II Congresso Internacional de Tecnologia na Cadeia Produtiva. Ela será instalada na área externa do Centro de Eventos da ABCZ.
A expectativa de ótimos negócios é tão latente, que as empresas que confirmaram participação (Ford Automara, Gascom, Valtra-Borgato, Valley-Valmont, Maqnelson, entre outras) vão expor o que elas têm de melhor para oferecer ao produtor rural. As máquinas atendem desde o pequeno ao grande produtor e as necessidades mais básicas até as mais complexas.
O mercado de máquinas, implementos agrícolas e caminhões para o setor sucroalcooleiro está bastante aquecido devido ao aumento das áreas e/ou do número de unidades produtoras de cana em várias regiões brasileiras. A expansão da agroindústria canavieira, com a ampliação de unidades e a inauguração de outras, impulsionou este segmento automotivo, que já vinha aquecido em 2006 e 2007.
Em 2007, o balanço das empresas fabricantes de máquinas e implementos para a agroindústria canavieira teve um resultado jamais visto. Segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) a venda de máquinas agrícolas no País cresceu 50% no ano passado.
A perspectiva do mercado de colheitadeiras continua grande, principalmente por causa do programa de eliminação, até 2014, da queima da palha nos canaviais paulistas. E o desempenho dos fabricantes confirma esse diagnóstico. Os empresários do setor esperam manter o mesmo volume de vendas do ano passado.
Isabela Avelar
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CONCANA - Congresso Internacional de Tecnologia na Cadeia Produtiva da Cana

Concana reúne os melhores especialistas do país para discutir o setor sucroalcooleiro

Fábio, Marco Túlio, Dionir. Organizadores investem nos melhores especialistas do setor sucroalcooleiro

Não são apenas os conferencistas internacionais que atraem centenas de participantes ao Concana 2008 – II Congresso Internacional de Tecnologia na Cadeia Produtiva da Cana-de-açúcar. Este ano, o evento investe nos melhores conferencistas brasileiros para discutir e disponibilizar as novidades sobre o setor sucroalcooleiro.

Entraves para investidores

Uma das atrações do Concana, no dia 02 de abril, é Antônio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da União da Indústria de Cana de Açúcar (Única) - instituição que representa cerca de 50% da produção de álcool e 60% da produção de açúcar no Brasil. Sua experiência em assuntos que envolvem a cana faz dele um dos palestrantes mais esperados pelo público. Entre tantas funções exercidas, Pádua foi coordenador de administração e finanças do Programa Nacional de Melhoramento da Cana-de-Açúcar (Planalsucar) e supervisor administrativo financeiro dos projetos para o desenvolvimento do Proálcool. Ele também implantou, junto aos fornecedores de cana, o Sistema de Pagamento de Cana por Teor de Sacarose (SPCTS). O tema abordado pelo diretor durante a sua palestra é “Entraves para Novos Investidores do Agronegócio”.

Já o doutor em Biologia Vegetal pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), Ricardo Ribeiro Rodrigues, realiza a palestra “Normatização Ambiental: Dificuldades para Novos Investimentos”, também no dia 02. Há quatro anos, Rodrigues coordena o Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo (Biota), com 75 projetos e mais de 1200 pesquisadores. Ele também atua na área de ecologia, com ênfase em ecologia de ecossistemas (ecologia de florestas naturais, restauração ecológica de áreas degradadas), coordena o Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal (LERF/LCB/ESALQ/USP), o Programa de Adequação Ambiental de Propriedades Agrícolas e um projeto temático da Fundação de Amparo a Pesquisa de São Paulo (Fapesp), com 75 pesquisadores de instituições nacionais e internacionais.

Micronutrientes na cultura da cana

O doutor em solos e nutrição de plantas cultivadas da Esalq, Godofredo César Vitti, vai abordar um tema fundamental para a qualidade cana - “A Importância dos Micronutrientes na Cultura de Cana-de-açúcar”. Professor titular em adubos, adubação e fertilidade do solo, especialista em adubação fosfatada, hoje, Vitti ministra aulas nas disciplinas de ciência do solo, adubação e nutrição de plantas cultivadas. Coordenador nacional do Programa de Qualidade de Análise de Folha, ele desenvolve projetos de pesquisa e assessoria na área de plantio direto na cana-de-açúcar e em outras culturas. Sua palestra será dia primeiro de abril. Gaspar Henrique Korndorfer, mais um doutor que atua em solos e nutrição de plantas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), é uma das atrações do dia 02, com a palestra “Manejo da Produção de Cana-de-açúcar em Área do Cerrado”. Ele atua na área de agronomia, com ênfase em fertilidade do solo e adubação. Possui produção científica, tecnológica ou artístico-cultural em silício, cana-de-açúcar, arroz, silicato de cálcio, nitrogênio.

Cultura da cana e viabilidade da irrigação

A palestra “Cultura da Cana-de-açúcar no 3º Milênio” ministrada pelo engenheiro agrônomo, Cícero Augusto Bastos de Almeida, é esperada pelos participantes que querem conhecer o panorama do setor. Almeida, hoje, gerente agrícola da Usina Coruripe de Alagoas (AL), apresenta sua palestra no dia 03 de abril. Nesse mesmo dia, o coordenador do Departamento Agrícola da Usina Coruripe, Pedro José Pontes Carnaúba profere a palestra “Viabilidade da Irrigação na Cana-de-açúcar”. Engenheiro Agrônomo, especialista em cana-de-açúcar, irrigação e drenagem, e ainda em gestão empresarial, Carnaúba foi secretário executivo do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Coruripe. Na usina Coruripe ele administra uma área sob irrigação de 22.000 hectares.

Biotecnologia na evolução da cana

Dia 03 de abril os participantes do Concana assistem à palestra “A Biotecnologia na Evolução da Cultura da Cana-de-açúcar”, ministrada pelo doutor Walter Maccheroni Júnior, biólogo e gerente de Biotecnologia da Canavialis S.A. Hoje, ele é responsável pelo Laboratório que fornece suporte ao Programa de Melhoramento Genético de Cana-de-açúcar e a Biofábrica (produz mudas de cana-de-açúcar). Dentre as realizações do laboratório estão o desenvolvimento de um sistema de identificação genética de variedades de cana-de-açúcar, métodos de diagnóstico para o raquitismo-da-soqueira e o desenvolvimento de novas tecnologias para a produção de mudas de cana-de-açúcar isentas de doenças e com maior vigor e produtividade.

Concana

Além desses conferencistas, muitos outros são esperados no Concana 2008, de 31 de março a 03 de abril, no Centro de Eventos da ABCZ, em Uberaba, MG. O evento é realizado pelos parceiros: Faculdades Associadas de Uberaba (Fazu) e sua mantenedora Fundação Educacional para o Desenvolvimento das Ciências Agrárias (Fundagri), a Universidade de Uberaba (Uniube) e a Associação de Produtores de Cana de Campo Florido (Canacampo).

Os organizadores do Concana contam com o apoio das instituições e empresas: Prefeitura de Uberaba, Sindicato dos Produtores Rurais de Uberaba, Sebrae, Certrim, ABCZ, Câmara Municipal de Uberaba, Valley Valmont, Ford Automara, Agronelli, Sicoob, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Governo de Minas, Cemig, Indi, Fertigran, Assembléia de Minas, CTBC, Syngenta, Televale, Usina Coruripe, Usina Santo Ângelo, Usina Uberaba, Usina Caeté, Petrobrás, Ubyfol, Cachaça 51, Aciu, Copervale, MA Shou Tao, CTC, Copercana, Maqnelson, Mitsubishi Motors, Prodoeste.

Isabela Avelar

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sexta-feira, 14 de março de 2008

Bambambans internacionais no Concana 2008


Os melhores especialistas do setor sucroalcooleiro do país e do mundo se reúnem no Concana 2008 – II Congresso Internacional de Tecnologia na Cadeia Produtiva da Cana, entre os dias 31 de março a 03 de abril, no Centro de Eventos da ABCZ, em Uberaba, MG.

Entre os conferencistas internacionais mais esperados pelos participantes estão: o inglês Andy Duff, especialista global no setor de açúcar e álcool do Departamento de Pesquisas e Análise Setorial do Rabobank; a francesa Francesca Maria Cerchia, diretora da Energia Brasil e especialista em mercado de carbono; o indiano Vivek Pandit, engenheiro mecânico, especialista em combustão de automotores e MBA internacional em marketing.

Andy aborda o tema Situação Atual e Tendências do Mercado Mundial de Açúcar e Etanol na palestra III do dia 01 de abril. O assunto chama atenção, principalmente, dos produtores rurais que investiram no setor sucroalcooleiro e, agora, contam com abertura do mercado internacional para melhorar seus negócios.

Francesca apresenta o tema Crédito de Carbono na Palestra V, do mesmo dia. Como funciona o mercado de compra e venda de créditos de carbono? Como é feita a quantificação do carbono?
Onde posso procurar apoio financeiro para o desenvolvimento de projetos? Perguntas como estas serão esclarecidas durante a apresentação da francesa.

Já Vivek fala sobre a Otimizaçao de Combustão e Redução de Poluentes, na Palestra VII do dia 03 de abril. Este é um assunto que está em evidencia no setor industrial sucroalcooleiro, diante da preocupação com o ambiente e a emissão de gases poluentes na atmosfera. A sociedade cobra ações e soluções para reduzir a emissão de poluentes nas chaminés das usinas de açúcar e álcool.

As Faculdades Associadas de Uberaba - Fazu e sua mantenedora Fundação Educacional para o Desenvolvimento das Ciências Agrárias (Fundagri), a Universidade de Uberaba - Uniube e a Associação de Produtores de Cana de Campo Florido - Canacampo realizam o Concana.
Os organizadores do Concana contam com o apoio dos parceiros: Prefeitura de Uberaba, Sindicato dos Produtores Rurais de Uberaba, Sebrae, Certrim, ABCZ, Câmara Municipal de Uberaba, Valley Valmont, Ford Automara, Agronelli, Sicoob, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Governo de Minas, Cemig, Indi, Fertigran, Assembléia de Minas, CTBC, Syngenta, Televale, Usina Coruripe, Usina Santo Ângelo, Usina Uberaba, Usina Caeté, Petrobrás, Ubyfol, Cachaça 51, Aciu, Copervale, MA Shou Tao, CTC, Copercana, Maqnelson, Mitsubishi Motors, Prodoeste – Mercedes Benz, Gascom, Tracan, Móveis Medalha Milagrosa, Mac, Golé.
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Ministro da Agricultura e deputados se aliam aos organizadores do Concana em prol do desenvolvimento do setor sucroalcooleiro

Marco Túlio, Abelardo Lupion, Dionir Andrade, Reinhold Stephanes, Marcos Montes
Durante o encontro com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Reinhold Stephanes, no Distrito Federal, os organizadores do Concana, Marco Túlio Barbosa (presidente da Fundagri) e Dionir Andrade (diretora acadêmica da Fazu), foram acompanhados pelos deputados federais Marcos Montes e Abelardo Lupion. Na audiência com Reinhold Stephanes, eles abordaram vários assuntos que envolvem a cadeia da cana-de-açúcar, tanto no Triângulo Mineiro quanto no país. O tema em destaque foi o Concana 2008 – II Congresso Internacional de Tecnologia na Cadeia Produtiva da Cana.

O apoio demonstrado ao Concana revelou o grande interesse que o ministro e as autoridades têm no desenvolvimento do setor sucroalcooleiro.

Muitas lideranças acreditam que a cana-de-açúcar pode fornecer ao Brasil o passaporte para o mundo dos países desenvolvidos. Por ser versátil, a cana produz açúcar, álcool, energia elétrica a partir da biomassa e até mesmo plástico biodegradável. Por isso, ela tende a ser um dos produtos agrícolas de maior retorno para a economia brasileira.

Não é à toa que em todos os foros internacionais a agroindústria da cana-de-açúcar do Brasil é retratada com seus contornos de modernidade e possibilidades concretas de ajudar o país a pavimentar seu desenvolvimento. As oportunidades são grandes, especialmente no que diz respeito a um de seus derivados, o álcool combustível, que tem tudo para se tornar uma commodity ambiental.

O Brasil produz mais de 13 bilhões de litros de álcool por ano para alimentar uma frota de mais de 3 milhões de veículos a álcool e para adicionar 25% à gasolina de cerca de 15 milhões de veículos. As perspectivas são animadoras porque muitos países demonstram interesse na mistura de álcool à gasolina.
É rotina na indústria de álcool do Brasil receber a visita de comitivas da China, Índia, Estados Unidos, Japão, preocupados não só com a poluição urbana como com a dependência crescente do petróleo importado. Isso ficou evidente durante o Concana 2007, que recebeu comitivas do Japão, Estados Unidos, Paraguai e Venezuela.

Os organizadores do Concana 2008 se preparam para receber as autoridades brasileiras do setor e representantes de outros países. O evento será realizado entre os dias 31 de março e 3 de abril de 2008, no Centro de Eventos da Associação Brasileira de Criadores de Zebu - ABCZ, em Uberaba, Minas Gerais. As Faculdades Associadas de Uberaba - Fazu e sua mantenedora Fundação Educacional para o Desenvolvimento das Ciências Agrárias (Fundagri), a Universidade de Uberaba - Uniube e a Associação de Produtores de Cana de Campo Florido - Canacampo realizam o Concana com o apoio de dezenas de parceiros. Mais informações no http://www.concana.com.br/.


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terça-feira, 11 de março de 2008

Embrapa Agroenergia apresenta suas novidades tecnológicas no Concana 2008

A Unidade Embrapa Agroenergia viabiliza soluções tecnológicas inovadoras para o desenvolvimento sustentável e eqüitativo do negócio da agroenergia do Brasil, em benefício da sociedade. Suas pesquisas e novidades tecnológicas serão apresentadas no II Congresso Internacional de Tecnologia na Cadeia Produtiva da Cana - Concana 2008, pelo seu pesquisador-científico Frederico Ozanan Machado Durães.

Engenheiro Agrônomo com especialização em Heveicultura: Manejo e Sistemas de Produção de Seringueira pela Faculdade de Ciências Agrárias do Pará, mestre em Extensão Rural pela Universidade Federal de Viçosa, doutor em Agronomia Fitotecnia pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz e pós-doutor em Fisiologia Vegetal/Relação Solo-Água-Planta pela University of Nebraska, nos Estados Unidos, hoje Durães é pesquisador-científico III da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa.

De acordo com ele, a Embrapa Agroenergia possui seis objetivos estratégicos: “O primeiro deles é o de coordenar a plataforma de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em agroenergia, gerar e transferir tecnologia para a sociedade. O segundo objetivo é promover o desenvolvimento sustentável do negócio agroenergia do Brasil, para atender demandas nacional e internacional de biocombustíveis e biomaterias”, informa.

Tornar a Embrapa e o país referência mundial em soluções tecnológicas inovadoras e competitivas na área de agroenergia é o terceiro objetivo estratégico estabelecido.
Completam a lista de objetivos estratégicos da Unidade: Implementar o sistema de inteligência competitiva para subsidiar o desenvolvimento tecnológico e econômico do negócio da agroenergia no país; promover a formação e o aperfeiçoamento contínuo dos agentes das cadeias produtivas do negócio agroenergia; contribuir para a formulação de políticas em agroenergia e de ciência e tecnologia

Durães será responsável pela Palestra IV, do dia 02 de abril, a partir das 14 horas. O tema central da palestra é “Novidades Tecnológicas, Pesquisas de Aplicações da Embrapa”.

Investimento em projetos – A Embrapa Agroenergia teve um orçamento inicial de R$ 10 milhões, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e hoje conta também com R$ 40 milhões alocados pelo Tesouro Nacional e a possibilidade de mais R$ 50 milhões da própria Embrapa. Outra fonte de recursos da Unidade é a recente ampliação da parceria que a Empresa mantém com a Petrobras. “O convênio que acertamos prevê R$ 7,2 milhões para a realização de projetos em parceria com a Petrobras”, comenta Durães. De acordo com informações do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento (DPD) os projetos em agroenergia inicialmente estarão focados em oleaginosas e etanol.

Concana - O Concana 2008 é o primeiro evento de Minas Gerais a reunir um grupo seleto de conferencistas respeitados nos cenários nacional e internacional do setor sucroalcooleiro. O Congresso será entre os dias 31 de março e 3 de abril de 2008, no Centro de Eventos da Associação Brasileira de Criadores de Zebu - ABCZ, em Uberaba, Minas Gerais.
As Faculdades Associadas de Uberaba - Fazu e sua mantenedora Fundação Educacional para o Desenvolvimento das Ciências Agrárias (Fundagri), a Universidade de Uberaba - Uniube e a Associação de Produtores de Cana de Campo Florido - Canacampo realizam o Concana. A Publique é a empresa de marketing responsável pelo evento.

Os organizadores do Concana contam com o apoio dos parceiros: Prefeitura de Uberaba, Sindicato dos Produtores Rurais de Uberaba, Sebrae, Certrim, ABCZ, Câmara Municipal de Uberaba, Valley Valmont, Ford Automara, Agronelli, Sicoob, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Governo de Minas, Cemig, Indi, Fertigran, Assembléia de Minas, CTBC, Syngenta, Televale, Usina Coruripe, Usina Santo Ângelo, Usina Uberaba, Usina Caeté, Petrobrás, Ubyfol, Cachaça 51, Aciu, Copervale, MA Shou Tao, CTC, Copercana, Maqnelson, Mitsubishi Motors, Prodoeste – Mercedes Benz, Gascom, Tracan, Móveis Medalha Milagrosa, Mac, Golé.
Também apóiam a realização do Concana 2008 os meios de comunicação: Jornal de Uberaba, Canamix, Ponto Nobre, TV Globo, Canal Rural, Zebu para o mundo, Canal do Boi, Jornal da Manhã, Udop, Idéianews, JM Magazini, Energia Brasileira, Rádio Sete Colinas, Super Som FM.
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segunda-feira, 10 de março de 2008

Andy Duff é um dos conferencistas mais esperados no Concana 2008

O especialista global do setor de açúcar e etanol, gerente do Departamento de Pesquisa e Análise Setorial do Rabobank, Andy Duff fala sobre a situação atual e tendências do mercado mundial de açúcar e etanol na palestra III do Concana 2008 – II Congresso Internacional de Tecnologia na Cadeia Produtiva da Cana.
Andy Duff é analista de commodity e atua no Rabobank desde 2001. Trabalhou por seis anos na sede do banco na Holanda, fornecendo análises e auxiliando nos negócios do Rabobank com clientes do setor de açúcar ao redor do mundo.
Antes de integrar a equipe do Rabobank, Andy trabalhou para uma consultoria inglesa especializada em análise econômica para os mercados de produtos agrícolas. Ele é graduado em Biologia Aplicada pela Cambridge University e possui mestrado em Agricultural Economics pela University of Reading
Segundo Andy, o setor de etanol do Brasil tem atraído investimentos estrangeiros consideráveis nos últimos anos: "Investidores estão cada vez mais confortáveis com o Brasil e outros mercados emergentes", comenta.

Concana - O Concana 2008 é o primeiro evento de Minas Gerais a reunir um grupo seleto de conferencistas respeitados nos cenários nacional e internacional do setor sucroalcooleiro. O Congresso será entre os dias 31 de março e 3 de abril de 2008, no Centro de Eventos da Associação Brasileira de Criadores de Zebu - ABCZ, em Uberaba, Minas Gerais.
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quinta-feira, 6 de março de 2008

O mercado do açúcar dita o preço do álcool


Depois de um período de euforia no setor sucroalcooleiro, entre o final de 2.005 e começo de 2.006, o momento atual é de preços baixos que assustam a grande maioria dos produtores de cana-de-açúcar e os industriais. Quem afirma é o consultor Cleber Moraes, um dos conferencistas do Concana 2008 – II Congresso Internacional de Tecnologia na Cadeia Produtiva da Cana. Ele apresenta a palestra I “Mau Momento do ATR. Até quando?”.

Cleber é consultor da Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo (Canaoste) e atua numa empresa especializada no pagamento de cana, em projetos agrícolas para novas unidades e em custos de produção.

O consultor explica que é possível perceber no setor um ciclo de sete anos que vem se repetindo há pelo menos 14 anos: “Ele inicia-se com dois anos de acréscimos significativos nos estoques mundiais de açúcar e termina sete anos após com o mesmo cenário. No meio do ciclo há um ano com acréscimo significativo nos estoques mundiais de açúcar que dá equilíbrio ao processo de recuperação de preços do setor”.

Durante o Congresso Cleber vai demonstrar as variações de preços e valores acumulados de safra do ATR (em reais por Kg). Segundo ele, para se ter uma idéia, os preços do ATR na safra
2.000/2.001 começam baixos e iniciam um processo de recuperação, que segue até o início da safra 2.006/2.007. “No meio do percurso, como ocorrido no ciclo anterior (da safra 1.991/1.992 à safra 1998/1999), há um ano com acréscimo significativo nos estoques mundiais de açúcar, que no primeiro ciclo ocorreu na safra 1.995/1.996 e no segundo ciclo na safra 2.002/2.003”, comenta.

O consultor explica que “observando melhor a safra 2.002/2.003, seria natural que, com um acréscimo nos estoques mundiais de açúcar, houvesse uma queda nos preços médios acumulados do Kg de ATR. Entretanto, no mercado mundial de açúcar, houve uma queda seguida de recuperação de preços e no cenário nacional, uma maxidesvalorização do real ocasionada pela fragilidade da economia brasileira com forte dependência do fluxo de dólar do mercado externo e pela proximidade das eleições daquele ano.

De acordo com ele, estas condições combinadas proporcionaram um grande e rápido aumento nos preços do ATR. Porém, todos os ganhos conseguidos pelo setor na safra 2.002/2.003, foram perdidos na safra seguinte, onde uma recuperação do valor do real e o ajuste do mercado de açúcar levaram o mercado ao caminho natural de sua recuperação de preços no início da safra 2.004/2.005.

Cleber informa ainda que nas safras 2.004/2.005 e 2.005/2.006 houve grandes recuperações dos preços do açúcar e por conseqüência do ATR que, apoiados na euforia do crescimento do mercado de álcool, alcançou seu pico no início da safra 2.006/2007: “Segundo nossas considerações, este panorama marca um novo ciclo de sete anos do setor com acréscimos significativos nos estoques com a produção desta safra e da safra que se iniciava (
2.007/2.008)”.

Reflexo do álcool - Para ele, a entrada do álcool no cenário internacional pode e deve trazer mudanças importantes neste ciclo do setor, visto que a maioria das novas unidades contempla a produção de açúcar num mercado já bastante explorado e fortemente subsidiado. Cleber afirma que o preço do ATR é fortemente ancorado no preço do açúcar. “É o mercado de açúcar que dita o preço do álcool. Mas esta situação poderá modificar-se caso haja aumentos significativos da participação do álcool no mix de produção e principalmente volumes de comercialização mundiais mais expressivos”, ressalta.

De acordo com Cleber, o setor atravessa uma fase de baixa de um ciclo de 7 anos que vem se repetindo há pelo menos duas vezes, ou seja, 14 anos. Na opinião do consultor, não é possível prever se este cenário vai se repetir pelos próximos sete anos, devido à entrada do álcool no cenário internacional, mas é possível entender perfeitamente a razão da atual queda de preço para preparar e ficar atento para o cenário que se avizinha.

Palestra – O tema “ATR” será debatido dia 01 de abril, a partir das 08 horas. Os organizadores do Concana acham fundamental o produtor estar atento aos acontecimentos do mercado e preparado para as transformações que ocorrerão nos próximos anos no setor. Por isso, eles consideram de extrema importância a participação de produtores da região na palestra para que tomem medidas acertadas na condução da lavoura.

Concana - O Concana 2008 é o primeiro evento de Minas Gerais a reunir um grupo seleto de conferencistas respeitados nos cenários nacionais e internacionais do setor sucroalcooleiro. O Congresso será entre os dias 31 de março e 3 de abril de 2008, no Centro de Eventos da Associação Brasileira de Criadores de Zebu - ABCZ, em Uberaba, Minas Gerais. As Faculdades Associadas de Uberaba - Fazu e sua mantenedora Fundagri, a Universidade de Uberaba - Uniube e a Associação de Produtores de Cana de Campo Florido - Canacampo realizam o Concana com o apoio de dezenas de parceiros. Entre eles destacam-se: Prefeitura de Uberaba, Sindicato dos Produtores Rurais de Uberaba, Sebrae, Cooperativa de Produtores Rurais do Triângulo Mineiro - Certrim, ABCZ, Câmara Municipal de Uberaba, Valley Valmont, Ford Automara, Agronelli, Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil - Sicoob. Mais informações no www.concana.com.br.

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quarta-feira, 5 de março de 2008

Gerente de Agronegócio do Sebrae lança projeto sucroalcooleiro no Triângulo

Priscilla Magalhães Lins, gerente de Agronegócio do Sebrae, apresenta a palestra III “Projeto de Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro no Triângulo Mineiro”, dia 03 de abril, no Concana 2008 – II Congresso Internacional de Tecnologia na Cadeia Produtiva da Cana. Economista com MBA em Marketing, Priscilla Magalhães é especialista em Agribusiness, Administração Rural, Análise de Projetos e Gestão de Negócios Internacionais. Ela também já atuou na área de Economia da Georgetown, nos Estados Unidos.

Cidades que serão incluídas no Projeto, ações previstas para cada município e parceiros serão apresentados durante o Concana. O Triângulo é a primeira região de Minas a receber um projeto piloto para o setor sucroalcooleiro.

Capacitação - A capacitação é uma das principais ações desse projeto de desenvolvimento. Segundo a técnica do Sebrae e gestora na região, Rosemeiri Rocca Ravena, “o conhecimento é o caminho para o acesso ao desenvolvimento”.

Para ela, esta ação de capacitação será grande aliada do Educampocana, outro projeto do Sebrae que capacita produtores para o plantio da cana-de-açúcar nas comunidades rurais. Na região de Uberaba, ele é desenvolvido em parceria com Sindicato Rural e Coopervale. “O conhecimento repassado aos produtores garante que eles façam um bom plantio e colham bons resultados”, diz Rosimeiri.

Na opinião da técnica, a cada ano, o Concana deve ser repensado para abordar novos temas. “O Congresso assume um papel fundamental para as decisões do setor. Este é um momento em que a comunidade está recebendo o crescimento da cadeia da cana como algo novo na região. Muitos produtores investiram na cultura e vários profissionais buscam informações para se atualizarem. Então, todos precisam de conhecimento”, afirma.

De acordo com Rosemeiri, tão importante quanto capacitar os produtores é preparar a sociedade e fortalece os negócios que existem e os que vão surgir em torno do setor.

Novos negócios - O Projeto de Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro vai fortalecer o agronegócio regional. Para a técnica, esse desenvolvimento pode despertar a comunidade para novas formas de prestação de serviços e, com isso, aparecer oportunidades de negócios. “Vamos fazer o mapeamento da oferta de negócios na região para conhecer quais os setores serão trabalhados. As características e as demandas de cada município serão identificadas”, informa. Rosemeire acrescenta, ainda, que essas ações promovem a conscientização da comunidade, que começa a participar do projeto: “As pessoas descobrem que há negócios a serem organizados, melhorados, trabalhados”.

O crescimento de um setor pode atrair investidores. A técnica acredita na possibilidade de empresas especializadas, de outras regiões, investirem no Triângulo Mineiro. “No setor sucroalcooleiro, de forma específica, ocorre o seguinte: na entressafra, quando a usina não está funcionando, é feita a manutenção preventiva. A maioria das empresas que presta esse serviço, aqui na região, é das regiões de Sertãozinho e Ribeirão Preto, SP”, explica. Todas as 11 cidades em que a técnica atua possuem usinas instaladas ou em fase de implantação.

Para gerar mais emprego e renda na região já existe um trabalho de aproximação entre investidores e o setor. Esse trabalho começou em 2006/2007, pela Fiemg de Ituiutaba. Trata-se do Programa de Fornecedores para o Setor Sucroalcooleiro.

Concana
O Concana 2008 é o primeiro evento de Minas Gerais a reunir um grupo seleto de conferencistas respeitados nos cenários nacionais e internacionais do setor sucroalcooleiro. O Congresso será entre os dias 31 de março e 3 de abril de 2008, no Centro de Eventos da Associação Brasileira de Criadores de Zebu - ABCZ, em Uberaba, Minas Gerais. As Faculdades Associadas de Uberaba - Fazu e sua mantenedora Fundagri, a Universidade de Uberaba - Uniube e a Associação de Produtores de Cana de Campo Florido - Canacampo realizam o Concana com o apoio de dezenas de parceiros. Entre eles destacam-se: Prefeitura de Uberaba, Sindicato dos Produtores Rurais de Uberaba, Sebrae, Cooperativa de Produtores Rurais do Triângulo Mineiro - Certrim, ABCZ, Câmara Municipal de Uberaba, Valley Valmont, Ford Automara, Agronelli, Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil - Sicoob.


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sábado, 1 de março de 2008

Ministro da Agricultura confirma presença no Concana 2008


O Concana 2008 vai receber dezenas de autoridades brasileiras e, ainda, terá a participação de profissionais de vários países. Com o número de inscritos cada vez maior os organizadores acreditam no sucesso do Congresso. O Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes já confirmou presença.

O presidente da Fundagri, Marco Túlio Barbosa, informou que o deputado federal Marcos Montes teve uma audiência com o ministro para fazer o convite: “Marcos Montes se colocou a disposição do Concana. Ele fez o contato e convidou o ministro para o Congresso”. Reinhold Stephanes participa da solenidade de abertura, dia 31 de março no Centro de Eventos Rômulo Kardec de Camargos da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ).

Quando assumiu o cargo de ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em 27 de março de 2007, o deputado federal Reinhold Stephanes (PMDB-PR) definiu sua posse como uma volta às origens. Economista, Stephanes iniciou a carreira profissional, justamente, na área agrícola, tendo ocupado diversos cargos diretivos no próprio Ministério. Ainda no setor, foi secretário da Agricultura do Estado do Paraná e presidente da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober).

Especializado em Administração Pública, na Alemanha, e em Desenvolvimento Econômico, pela Cepal/ONU, Stephanes foi diretor do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), após presidir a Comissão da fusão do Inda e Ibra e criação do Instituto. A experiência na administração pública federal o credenciou a assumir cargos em outras áreas do governo, como a Previdência. Reinhold Stephanes presidiu o antigo Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) e o extinto Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps). Foi também, em duas oportunidades, ministro do Trabalho e Previdência Social e da Previdência e Assistência Social.

Stephanes se elegeu por seis vezes deputado federal pelo Estado do Paraná. Na Câmara dos Deputados, presidiu a Comissão de Economia, Indústria e Comércio; Comissão de Finanças e Tributação; Comissão de Previdência e Assistência Social; Comissão Especial para Análise das Medidas do Plano Real. Foi membro titular da Comissão de Agricultura e Política Rural.

Concana 2008: o sucesso está de volta!

A Fazu – Faculdades Associadas de Uberaba e sua mantenedora Fundagri - Fundação Educacional para o Desenvolvimento das Ciências Agrárias, a Uniube - Universidade de Uberaba e a Canacampo - Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Campo Florido/MG realizam o “II Congresso Internacional de Tecnologia na Cadeia Produtiva da Cana – Concana 2008”, de 31 de março a 03 de abril no Centro de Eventos da ABCZ, em Uberaba, MG.

O Concana tornou-se referência no Brasil pela eficiência com que trata os temas do setor sucroalcooleiro. Profissionais de várias partes do mundo reconhecem o Congresso como um importante evento na tomada de decisões sobre a cadeia produtiva da cana. Em 2007 o evento recebeu comitivas dos Estados Unidos, Japão, Venezuela e Paraguai. Teve a participação de 1.682 pessoas inscritas, além dos convidados.

Para manter o alto nível e garantir o sucesso do Concana 2008, os organizadores contam com dezenas parceiros, incluindo Prefeitura de Uberaba, Sindicato dos Produtores Rurais de Uberaba, Sebrae, Certrim - Cooperativa de Produtores Rurais do Triângulo Mineiro, ABCZ - Associação Brasileira de Criadores de Zebu, Câmara Municipal de Uberaba, Valley Valmont, Ford Automara, Agronelli, Sicoob - Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil.
Na sua segunda edição, o Concana vai reunir os melhores especialistas do setor para discutir mercado, meio ambiente, legislação trabalhista e fiscal, tecnologia, logística e inovação. O evento oportuniza a geração de negócios a partir da exposição de produtos e serviços em estandes e demonstrações de equipamentos e maquinários. O Congresso também é preparado para integrar a comunidade empresarial, acadêmica, técnica e científica do país ao Triângulo Mineiro - região propícia para essa discussão e que se tornou um importante pólo do agronegócio com a implantação de novas usinas.
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Mais informações no www.concana.com.br

Isabela Avelar

Assessoria de Comunicação
imprensa@fazu.br
FAZU - Faculdades Associadas de Uberaba
www.fazu.br
CONCANA - Congresso Internacional de Tecnologia na Cadeia Produtiva da Cana

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Cana possui um mercado infinito e o Triângulo está na rota desse mercado

Luis Custódio concede entrevista a Marcelo Lara, repórter do Canal Rural, na Fazu

“O Brasil é o país que tem o menor custo para produzir álcool. Também tem um mercado em expansão. E esse mercado deve se abrir ainda mais. Além do aumento na fabricação de carros flex, a gasolina terá 10% de álcool na sua mistura”. Quem afirma é o presidente dos sindicatos mineiros da indústria do açúcar e do álcool (Sindaçúcar/Siamig) Luis Custódio, que esteve em Uberaba e concedeu entrevista ao Canal Rural nas Faculdades Associadas de Uberaba (Fazu).

Segundo ele, a cana-de-açúcar possui um mercado infinito e a região do Triângulo Mineiro está na rota dos bons negócios desse mercado devido a implantação do alcoolduto na região. “O alcoolduto de Paulínia, SP, está ligado ao Rio de Janeiro. Esse terminal será ligado a Ribeirão Preto, SP e depois a Uberaba, MG. Daqui ele vai seguir até Senador Canedo, GO. O governo está pensando em levá-lo até São Paulo. Com essa estrutura será possível escoar o álcool produzido no Triângulo Mineiro, em condições mais baratas, para o exterior. O custo deverá ter uma redução de mais de 30%”, esclarece Custódio.

Para ele, o II Concana – Congresso Internacional de Tecnologia na Cadeia Produtiva da Cana, será fundamental para envolver mais a sociedade nas discussões sobre setor. Na opinião do presidente, é preciso esclarecer os mitos. Um deles é o problema da monocultura. “Se quantificarmos toda cana produzida em Minas vamos ver que ela ocupa 500 mil hectares, ou seja, o tamanho do município de Uberlândia. A soja, por exemplo, possui 10 vezes mais área plantada do que a cana. A pecuária bovina é ainda 30, 40% maior em área. Quer dizer que ainda temos muito espaço para produzir cana”, enfatiza o presidente. Ele acrescenta ainda: “o Brasil fechou 2007 com a maior safra de soja, milho e cana. Portanto, não existem problemas de monocultura”.

O setor sucroalcooleiro também é importante na geração de energia elétrica. Segundo Custódio, este é o novo filão do governo que diz ser o único setor com condições de dar resposta rápida para não ter apagão no país. Ele explica que num curto espaço de tempo é possível mudar as caldeiras e utilizar o bagaço da cana para fornecer energia na rede elétrica. O setor deverá fornecer energia na época da safra, mesma época da seca, quando as barragens estão com um nível baixo de água. “Sem dúvida, a partir de 2009 o setor já estará fornecendo energia pra rede”, afirma o presidente.

Na entrevista ao Canal Rural, ele também fala sobre a crise interna que o setor passa. “Há uma oferta maior do que a demanda. Por isso, os preços estão deprimidos. Estão até menores do que os custos de produção. Por outro lado, não há problema em relação ao consumo interno do produto. Em 2007 foram produzidos dois milhões de veículos flex, ou seja, é cada dia maior o número de consumidores que pode escolher o combustível do seu carro. Se o álcool é 30% mais barato que a gasolina, então o consumidor vai usar o álcool”, ressalta. Dados do Siamig comprovam que o consumo de álcool do Centro Sul do Brasil passou de um bilhão de litro para um bilhão e seiscentos.

Segundo o presidente, o mercado vai abrir em 2010: “Até lá o produto já se tornou uma commodities. Ele estará na Bolsa e outros países também estarão produzindo. Com isso, os países começarão a mudar sua matriz energética, pois terão a garantia de fornecimento do produto”, diz. Na opinião de Custódio, esse é um processo demorado para quem quer investir. “Se uma empresa optar em abrir uma usina de álcool ela só começará a funcionar efetivamente a partir de 2010”, comenta.

Para ele, os profissionais do setor têm consciência que para exportar o álcool brasileiro (um produto ambientalmente correto, limpo e não poluente) é preciso desenvolver boas práticas. “Para exportar, é necessário o certificado ambiental e social”, informa.
Todas essas informações destacadas pelo presidente do Siamig/Sindaçúcar, serão abordadas durante o Concana 2008, de 31 de março a 03 de abril no Centro de Eventos Rômulo Kardec de Camargos (ABCZ), em Uberaba, MG. As Faculdades Associadas de Uberaba (Fazu) e sua mantenedora Fundagri, a Universidade de Uberaba (Uniube) e a Associação de Fornecedores de Cana de Campo Florido (Canacampo) garantem o alto nível do Concana 2008, ao lado de dezenas de parceiros. Entre os parceiros do evento estão Prefeitura, Sindicato dos Produtores Rurais de Uberaba e Sebrae Minas.


Mais informações no http://www.concana.com.br/.

Isabela Avelar
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