Nova York, 24/03/2008
da PrimaPagina
Por ocasião do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, a ONU divulgou uma nota na qual diz estimar um retorno de US$ 66 bilhões em benefícios econômicos se a proporção de pessoas sem acesso adequado a saneamento cair pela metade no mundo até 2015. Esta é uma das principais metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, uma série de metas socioeconômicas que os países da ONU se comprometeram a atingir até 2015.
Os ganhos econômicos, de acordo com as Nações Unidas, poderiam ser gerados por meio de aumento de produtividade no trabalho e nas escolas, menos gastos médicos, menos dias sem produzir por causa de doenças e mortes relacionadas à falta de condições de saneamento. A entidade pediu mais ação política para combater o que chama de crise de saneamento no mundo. O ano de 2008 e foi escolhido pela ONU como o Ano Internacional de Saneamento como um alerta à falta de banheiros decentes e às conseqüências do problema na contaminação da água. A entidade afirma que mais de 2,6 bilhões de pessoas, ou 41% da população mundial, não têm acesso a serviços de saneamento adequados.
"São 5 mil crianças menores de cinco anos que morrem todos os dias de diarréia causada por falta de um banheiro decente e de higiene", afirma Olav Kjorven, Diretor de Políticas para o PNUD internacional. De acordo com ele, em alguns países, meninas são forçadas a ficar em casa e não ir para a escola por medo de serem assediadas sexualmente nas latrinas públicas. Dessas latrinas, o esgoto flui diretamente para córregos, rios e lagos, poluindo o meio ambiente e expondo muitos a doenças.
Um simples banheiro pode mudar muita coisa, de acordo com a ONU. Em nota, a entidade afirma que mais acesso a banheiros limpos e seguros e educação de higiene (combinada com simples mudanças de hábitos como, por exemplo, lavar as mãos) poderiam diminuir em dois terços as mortes de crianças por diarréia. No Peru, por exemplo, a instalação de vasos sanitários com descargas na casa faz crescer em quase 60% a chance de uma criança sobreviver ao primeiro aniversário.
A nota da entidade também afirma que o simples ato de prover latrinas privadas e separadas por sexo em escolas pode fazer crescer as matrículas de meninas em até 11%, lembrando que para cada um por cento de crescimento na alfabetização de mulheres a economia de um país cresce em 0,3%.
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