quinta-feira, 27 de março de 2008

ONU edita relatório de jovens para jovens

Projeto prevê debate sobre RDH com textos ou vídeos a respeito de mudanças clímáticas; melhores trabalhos serão compilados em livro

Brasília, 26/03/2008
da PrimaPagina

O Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH), publicado em diversas línguas anualmente pelo PNUD, é um dos textos das Nações Unidas mais lidos no mundo. A linguagem que a questão exige, contudo, nem sempre é acessível às novas gerações. Pensando nisso, a ONU repete uma iniciativa bem-sucedida do ano passado e oferece a jovens de todas as partes do globo a possibilidade de produzir mensagens relacionadas com o conteúdo do relatório a outros jovens. Este ano o tema das mensagens deve seguir o tema do relatório 2007/2008 (Combater a Mudança do Clima: Solidariedade Humana em um Mundo Dividido). O tema de 2006 tratava do uso correto da água. Foi aberta, ainda, a possibilidade de retratar o assunto através de vídeos, que poderão entrar na compilação de um filme.
Os participantes podem contribuir com histórias, pinturas, fotos, poemas, e análises sobre as mudanças climáticas no mundo. Os brasileiros que quiserem participar precisarão produzir textos e mensagens em uma das seis línguas oficiais das Nações Unidas — inglês, francês, espanhol, russo, árabe ou chinês. Os melhores textos serão selecionados para serem publicados em um livro a ser editado em inglês, língua de preferência da organização para receber os trabalhos. Os vídeos precisam ter entre 30 e 90 segundos e podem ser produzidos em qualquer língua, desde que haja legendas traduzidas para o inglês.
Os autores dos melhores trabalhos serão convidados a editar o livro junto com um time de jovens da organização não-governamental Peace Child International e integrantes do PNUD, nas proximidades de Cambridge, Inglaterra. As despesas serão pagas pela ONU. O participante que produzir o melhor vídeo receberá uma viagem para a cerimônia de lançamento do projeto em Quebec, no Canadá, também com todas as despesas pagas.
As contribuições para o livro devem ser entregues por e-mail (publications@peacechild.org). Os vídeos editados podem ser publicados numa página especial dedicada ao projeto no YouTube — onde serão avaliados. Caso o interessado não tenha equipamentos para edição, a equipe responsável pela escolha dos projetos também avaliará material bruto que contenha o roteiro do que o autor imagina ser o produto final, em inglês, ou apenas o roteiro com as idéias, também na língua inglesa.
De acordo com o IPCC (Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas), os riscos que as alterações climáticas criam exigem ações urgentes. Os efeitos serão sentidos em todo o mundo e são ainda mais perigosos para as cerca de 2,6 bilhões de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza, sem ter suas necessidades básicas atendidas. Cessar ou atenuar os efeitos dessas mudanças é algo premente, uma vez que o equilíbrio do ecossistema é o que nos permite acesso à água e às práticas mais comuns da vida humana. É preciso atenuar o desperdício de energia e a poluição do meio ambiente, adaptar-se às novas condições do mundo, formar alianças globais para enfrentar o problema e, sobretudo, tomar ações imediatas.
Aqueles que quiserem participar do projeto precisam mostrar de maneira clara e criativa o tema "mudanças climáticas" nos textos, nas imagens ou nos vídeos. A abordagem pode ser pessoal — a experiência do jovem sobre essa questão — ou de modo geral ou analítico, discutindo as soluções ou as possibilidades de atuação das novas gerações. O prazo para entrega de material é 30 de maio, mas só concorrem a participar como editores do livro os textos enviados até 26 de abril.
Em relação ao vídeo, um dos critérios de escolha será a qualidade da gravação. Um vídeo feito pelo celular, por exemplo, pode aparecer perfeitamente no YouTube, mas não serve para entrar no filme de 30 minutos que será produzido e distribuído para transmissão mundial em 12 de agosto, quando é comemorado o Dia Internacional da Juventude. A organização pede, então, que eles sejam produzidos por câmeras que possibilitem qualidade mínima de edição.
A iniciativa em 2007 resultou no livro Water Rights and Wrongs (Água – Acertos e Erros, em tradução livre). Publicado e também disponibilizado na internet, o livro (imagem acima) reúne trabalhos de jovens de todo o mundo, numa linguagem acessível, sobre os problemas causados pelo uso incorreto da água.

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