24-03-2008 10:06:01
Londres, 24 mar (Lusa) - O Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (PAM) lançou “um apelo de extrema urgência”, com a sua responsável Josette Sheeran pedindo 325 milhões de euros (R$ 873,65 milhões) aos países doadores, revelou o Financial Times nesta segunda-feira.
A diretora-geral do PAM dirigiu-se aos países doadores durante o fim-de-semana através de uma carta, a que o Financial Times teve acesso, na qual adverte que se até abril essa soma não for entregue, a distribuição da ajuda alimentar será racionada, devido à alta dos preços dos produtos de primeira necessidade.
“Pedimos ao vosso governo que seja tão generoso quanto possível com o objetivo de reduzir o déficit, estabelecido em US$ 500 milhões a 25 de janeiro último e que não pára de progredir diariamente”, escreveu Sheeran.
A carta cita igualmente uma declaração do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmando que a “fome afeta cada vez mais comunidades, que até ao momento estavam protegidas”.
Os preços dos produtos alimentares de primeira necessidade subiram em grande parte devido ao aumento da população mundial, à forte procura dos países desenvolvidos, à utilização de certos produtos agrícolas como bio-carburantes, ao aumento da freqüência das chuvas torrenciais e dos períodos de seca.
O FT, citando responsáveis que pediram o anonimato, indicou que o déficit financeiro do PAM se situa entre os US$ 600 milhões e os US$ 700 milhões.
O PAM é agência humanitária mais importante do mundo e desempenha um papel essencial relativamente à segurança alimentar.
Esta agência garantiu ajuda alimentar a cerca de 88 milhões de pessoas em 78 países em 2006.
Copyright © 2003 Agencia Lusa. Todos os direitos reservados.www.lusa.pt
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