Medidas preventivas e manobras para desobstrução aérea são os métodos aplicados para impedir o engasgo
Aspirar corpo estranho para a traquéia e para os brônquios é um fato comum entre crianças de um a três anos. Nos Estados Unidos, trata-se da 5º causa de morte acidental nesta faixa etária.
O objeto aspirado fica nas vias aéreas - canais que o ar deve atravessar até chegar aos pulmões, que são a faringe, a laringe, e a traquéia - e pode levar à obstrução total.
“Existem duas possibilidades de obstrução: a parcial, que resulta em dor de garganta, tosse com secreção, dificuldades em falar, som respiratório diferente e chiado no peito; e a total que, além de dificultar a respiração e a fala, provoca sinais como choro sem som, palidez e depois coloração roxa, perda da consciência. Se não identificada a tempo, ela pode levar à parada respiratória”, explica a dra. Renata Waksman, presidente do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria.
O fato é que, com o passar do tempo, mudam os objetos aspirados. Crianças menores de três anos de idade que se encontram na fase pré-escolar, aspiram e se engasgam com grãos – milho, feijão e amendoim são responsáveis por 80% das ocorrências. Acima dessa faixa e entre os adolescentes, a aspiração foge à regra dos alimentos: são objetos do material escolar e fragmentos metálicos ou plásticos (agulhas, parafusos, tampinhas de caneta, tachinhas de parede, brinco, brinquedos).
“No Serviço de Endoscopia Respiratória do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, atendemos um grande número de crianças com corpo estranho aspirado. Destas, 47% estão na faixa etária entre um e três anos e 13% são menores de um ano. A maioria engasga com amendoim e sementes (41%) ou pedaços de brinquedos que poderiam ser evitados”, comenta a dra. Viviane Rossi Figueiredo, broncoscopista, membro do Departamento de Endoscopia Respiratória da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).
“Muitas vezes, os pais ou responsáveis acompanham o engasgo, o que facilita o diagnóstico e o tratamento precoce. No entanto, alguns casos passam despercebidos e são diagnosticados posteriormente, quando surgem quadros de pneumonias de repetição. O ideal é evitar o livre contato das crianças com objetos pequenos ou alimentos passíveis de aspiração para prevenção de acidentes e minimizar os riscos”, adverte o Dr. José Eduardo Delfini Cançado, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).
MEDIDAS PREVENTIVAS
A seguir, as especialistas orientam com algumas dicas para evitar o engasgamento:
* Evite que a criança ande, corra, jogue e chore com pedaços de alimento ou objetos na boca;
* Mantenha objetos pequenos, como moedas, tampas de caneta, partes de brinquedos e bexigas fora do alcance, principalmente dos menores de cinco anos;
* Sirva alimentos apropriados para a idade e o tamanho da criança. Antes dos quatro anos, evite alimentos como amendoim, pipoca e balas duras;
* Corte os alimentos moles como carnes e salsichas em pedaços pequenos;
* Ensine a criança a mastigar lentamente, a não dar risadas nem falar durante as refeições;
E SE NÃO PUDER EVITAR...
Educadores, pais, responsáveis e profissionais que trabalham com crianças devem aprender manobras de ressuscitação e de desobstrução das vias aéreas. Essas técnicas fazem parte do conteúdo de cursos e treinamentos como o Suporte Básico de Vida (BLS).
Em crianças menores de um ano, a desobstrução da via aérea é realizada com cinco golpes nas costas seguidos de cinco golpes no osso do peito, respeitando a seqüência:
- A pessoa que presta o socorro deve segurar a criança em seu braço, com a face voltada para baixo, apoiando a cabeça e a mandíbula com a mão; o ideal é que o socorrista, treinado adequadamente, fique na posição sentada ou de joelhos para que o braço esteja apoiado na perna;
- A seguir, deve aplicar cinco golpes nas costas. Algumas vezes, o objeto é eliminado rapidamente e não é necessário completar a seqüência. Mas se isso não ocorrer, o socorrista deve virar a criança, manter o seu braço apoiado na perna, segurar a cabeça dela e aplicar cinco golpes no osso do peito usando dois a três dedos. Os movimentos devem ser interrompidos assim que o objeto sair;
- Se a via aérea continuar obstruída, prossiga com a seqüência de cinco golpes nas costas e cinco no peito, até que a criança volte a respirar ou até que o socorro especializado esteja presente.
Em crianças mais velhas, o procedimento é feito com a manobra de Heimlich. Neste caso, o socorrista, adequadamente treinado, se posiciona atrás da criança até que a mesma volte a ficar com as vias aéreas aliviadas.
- Nesta posição, a pessoa envolve a criança com seus braços e coloca uma das mãos em punho sobre o seu abdome, logo acima do umbigo, e a outra mão aberta sobre a primeira, aplica golpes no abdome; devem ser firmes até que o objeto seja expelido.
Se não surtir efeito e a via aérea continuar obstruída, a criança poderá perder a consciência. Somente pessoas treinadas devem executar os procedimentos de socorro até que a equipe de resgate ou médica esteja presente. Quando profissionais treinados chegarem, eles devem assumir a responsabilidade e dar continuidade ao atendimento.
Assessoria de Imprensa
Aspirar corpo estranho para a traquéia e para os brônquios é um fato comum entre crianças de um a três anos. Nos Estados Unidos, trata-se da 5º causa de morte acidental nesta faixa etária.
O objeto aspirado fica nas vias aéreas - canais que o ar deve atravessar até chegar aos pulmões, que são a faringe, a laringe, e a traquéia - e pode levar à obstrução total.
“Existem duas possibilidades de obstrução: a parcial, que resulta em dor de garganta, tosse com secreção, dificuldades em falar, som respiratório diferente e chiado no peito; e a total que, além de dificultar a respiração e a fala, provoca sinais como choro sem som, palidez e depois coloração roxa, perda da consciência. Se não identificada a tempo, ela pode levar à parada respiratória”, explica a dra. Renata Waksman, presidente do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria.
O fato é que, com o passar do tempo, mudam os objetos aspirados. Crianças menores de três anos de idade que se encontram na fase pré-escolar, aspiram e se engasgam com grãos – milho, feijão e amendoim são responsáveis por 80% das ocorrências. Acima dessa faixa e entre os adolescentes, a aspiração foge à regra dos alimentos: são objetos do material escolar e fragmentos metálicos ou plásticos (agulhas, parafusos, tampinhas de caneta, tachinhas de parede, brinco, brinquedos).
“No Serviço de Endoscopia Respiratória do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, atendemos um grande número de crianças com corpo estranho aspirado. Destas, 47% estão na faixa etária entre um e três anos e 13% são menores de um ano. A maioria engasga com amendoim e sementes (41%) ou pedaços de brinquedos que poderiam ser evitados”, comenta a dra. Viviane Rossi Figueiredo, broncoscopista, membro do Departamento de Endoscopia Respiratória da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).
“Muitas vezes, os pais ou responsáveis acompanham o engasgo, o que facilita o diagnóstico e o tratamento precoce. No entanto, alguns casos passam despercebidos e são diagnosticados posteriormente, quando surgem quadros de pneumonias de repetição. O ideal é evitar o livre contato das crianças com objetos pequenos ou alimentos passíveis de aspiração para prevenção de acidentes e minimizar os riscos”, adverte o Dr. José Eduardo Delfini Cançado, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).
MEDIDAS PREVENTIVAS
A seguir, as especialistas orientam com algumas dicas para evitar o engasgamento:
* Evite que a criança ande, corra, jogue e chore com pedaços de alimento ou objetos na boca;
* Mantenha objetos pequenos, como moedas, tampas de caneta, partes de brinquedos e bexigas fora do alcance, principalmente dos menores de cinco anos;
* Sirva alimentos apropriados para a idade e o tamanho da criança. Antes dos quatro anos, evite alimentos como amendoim, pipoca e balas duras;
* Corte os alimentos moles como carnes e salsichas em pedaços pequenos;
* Ensine a criança a mastigar lentamente, a não dar risadas nem falar durante as refeições;
E SE NÃO PUDER EVITAR...
Educadores, pais, responsáveis e profissionais que trabalham com crianças devem aprender manobras de ressuscitação e de desobstrução das vias aéreas. Essas técnicas fazem parte do conteúdo de cursos e treinamentos como o Suporte Básico de Vida (BLS).
Em crianças menores de um ano, a desobstrução da via aérea é realizada com cinco golpes nas costas seguidos de cinco golpes no osso do peito, respeitando a seqüência:
- A pessoa que presta o socorro deve segurar a criança em seu braço, com a face voltada para baixo, apoiando a cabeça e a mandíbula com a mão; o ideal é que o socorrista, treinado adequadamente, fique na posição sentada ou de joelhos para que o braço esteja apoiado na perna;
- A seguir, deve aplicar cinco golpes nas costas. Algumas vezes, o objeto é eliminado rapidamente e não é necessário completar a seqüência. Mas se isso não ocorrer, o socorrista deve virar a criança, manter o seu braço apoiado na perna, segurar a cabeça dela e aplicar cinco golpes no osso do peito usando dois a três dedos. Os movimentos devem ser interrompidos assim que o objeto sair;
- Se a via aérea continuar obstruída, prossiga com a seqüência de cinco golpes nas costas e cinco no peito, até que a criança volte a respirar ou até que o socorro especializado esteja presente.
Em crianças mais velhas, o procedimento é feito com a manobra de Heimlich. Neste caso, o socorrista, adequadamente treinado, se posiciona atrás da criança até que a mesma volte a ficar com as vias aéreas aliviadas.
- Nesta posição, a pessoa envolve a criança com seus braços e coloca uma das mãos em punho sobre o seu abdome, logo acima do umbigo, e a outra mão aberta sobre a primeira, aplica golpes no abdome; devem ser firmes até que o objeto seja expelido.
Se não surtir efeito e a via aérea continuar obstruída, a criança poderá perder a consciência. Somente pessoas treinadas devem executar os procedimentos de socorro até que a equipe de resgate ou médica esteja presente. Quando profissionais treinados chegarem, eles devem assumir a responsabilidade e dar continuidade ao atendimento.
Assessoria de Imprensa
Acontece Comunicação e Notícias
Cíntia Gomes ou Monica Kulcsar
acontececom2@uol.com.br
www.acontecenoticias.com.br
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