“... incitar um inimigo contra o outro ... romper as hostes inimigas, evocando as piores suspeitas e pensamentos entre eles”. (Vladimir Ilich Lênin)
- Movimento de pinça
Os USA desenvolveram, nos últimos anos, um projeto para garantir total controle do mercado latino-americano através da instalação de bases militares como no caso de Manta - Equador, Três Esquinas e Letícia - Colômbia, Iquitos - Peru, Rainha Beatrix - Aruba e Hato Curaçao. Essas bases complementam o cerco dos USA no Continente, que também possui bases militares em Vieques - Porto Rico, Guantánamo - Cuba e Soto de Cano - Honduras. Os USA ainda negociam a construção de bases militares em El Salvador, Argentina e no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) - Brasil. O objetivo final da militarização dos países da região segue paralelo aos seus propósitos econômicos e comerciais que seriam, futuramente, a apropriação de recursos estratégicos, controle territorial, exploração da força de trabalho barata e a expansão do modelo econômico neoliberal. É o conhecido ‘movimento de pinça’ cujas tenazes são militar e a econômica. Para atingir esta última foram arquitetados uma série de programas de desnacionalização dos mercados latino-americanos, apropriação de recursos naturais e redução de custos trabalhistas.
- Planos de ocupação
Na Colômbia instalaram as bases de Três Esquinas, Larandia e Porto Leguízamo. Esses três pontos converteram-se em centros de logística, estratégia e de tropas de combate. No Equador dolarizaram a economia e instalaram a base de Manta, a poucos quilômetros da fronteira com a Colômbia. No Peru, estabeleceram as bases de Iquitos e Nanay, na Amazônia, ambas com participação de tropas dos Estados Unidos.
O Plano Puebla Panamá (PPP) é um projeto criado pelo presidente mexicano Vicente Fox, impulsionado e fomentado pelo governo americano, que envolve o México, Belize, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Panamá. Os USA pretende com isso abrir o mercado da América Central para as empresas multinacionais e concomitantemente incentivar o processo de privatização das empresas estatais.
A Tríplice Fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai é outro dos focos de cobiça, pois nessa região se localiza o aqüífero Guarani. Com a justificativa de combater o terrorismo islâmico internacional, os Estados Unidos vêm insistindo na instalação de uma base militar nesse território.
- Nação Camba
A Meia Lua é formada pelos quatro Estados mais ricos do país: Santa Cruz e Tarija, produtores de petróleo e Beni e Pando na Região Amazônica. A Meia Lua é a região onde estão concentrados todos os interesses brasileiros. É dela que se extrai o gás natural e se cultiva a soja, graças aos investimentos da PETROBRAS e ao pioneirismo dos agricultores brasileiros. Os governadores da Meia Lua anunciaram a intenção de se livrar das imposições de La Paz. Sua principal exigência é a liberdade de editar leis estaduais e aplicar o dinheiro dos impostos, na Bolívia todo esse poder está concentrado nas mãos do presidente.
Encoberto por matizes étnicos e econômicos notamos um ‘movimento de pinça’ que envolverá necessariamente o Brasil e que tem sem sombra de dúvida os USA por trás do processo. Os líderes do Movimento Nação Camba garantem que se não conseguirem a almejada autonomia o caminho será a separação e a luta armada. Contando com milícias de mais de 12 mil homens, treinados por paramilitares das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), e armamento de última geração negociado com Israel que chega à região pelo Paraguai. É conhecida a ligação dos paramilitares da AUC com o primeiro escalão do governo colombiano de Álvaro Uribe, maior aliado dos USA na América do Sul, e como o fornecedor de armas é Israel, maior aliado dos USA no mundo, se conclui, sem muito esforço, quem está por detrás do movimento separatista. Instalado o conflito, os USA intervirão diretamente, já que eles mesmos o fomentaram e nesta ocasião seremos envolvidos em um movimento de pinça cujos resultados serão bastante perigosos.
Coronel de engenharia
- Movimento de pinça
Os USA desenvolveram, nos últimos anos, um projeto para garantir total controle do mercado latino-americano através da instalação de bases militares como no caso de Manta - Equador, Três Esquinas e Letícia - Colômbia, Iquitos - Peru, Rainha Beatrix - Aruba e Hato Curaçao. Essas bases complementam o cerco dos USA no Continente, que também possui bases militares em Vieques - Porto Rico, Guantánamo - Cuba e Soto de Cano - Honduras. Os USA ainda negociam a construção de bases militares em El Salvador, Argentina e no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) - Brasil. O objetivo final da militarização dos países da região segue paralelo aos seus propósitos econômicos e comerciais que seriam, futuramente, a apropriação de recursos estratégicos, controle territorial, exploração da força de trabalho barata e a expansão do modelo econômico neoliberal. É o conhecido ‘movimento de pinça’ cujas tenazes são militar e a econômica. Para atingir esta última foram arquitetados uma série de programas de desnacionalização dos mercados latino-americanos, apropriação de recursos naturais e redução de custos trabalhistas.
- Planos de ocupação
Na Colômbia instalaram as bases de Três Esquinas, Larandia e Porto Leguízamo. Esses três pontos converteram-se em centros de logística, estratégia e de tropas de combate. No Equador dolarizaram a economia e instalaram a base de Manta, a poucos quilômetros da fronteira com a Colômbia. No Peru, estabeleceram as bases de Iquitos e Nanay, na Amazônia, ambas com participação de tropas dos Estados Unidos.
O Plano Puebla Panamá (PPP) é um projeto criado pelo presidente mexicano Vicente Fox, impulsionado e fomentado pelo governo americano, que envolve o México, Belize, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Panamá. Os USA pretende com isso abrir o mercado da América Central para as empresas multinacionais e concomitantemente incentivar o processo de privatização das empresas estatais.
A Tríplice Fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai é outro dos focos de cobiça, pois nessa região se localiza o aqüífero Guarani. Com a justificativa de combater o terrorismo islâmico internacional, os Estados Unidos vêm insistindo na instalação de uma base militar nesse território.
- Nação Camba
A Meia Lua é formada pelos quatro Estados mais ricos do país: Santa Cruz e Tarija, produtores de petróleo e Beni e Pando na Região Amazônica. A Meia Lua é a região onde estão concentrados todos os interesses brasileiros. É dela que se extrai o gás natural e se cultiva a soja, graças aos investimentos da PETROBRAS e ao pioneirismo dos agricultores brasileiros. Os governadores da Meia Lua anunciaram a intenção de se livrar das imposições de La Paz. Sua principal exigência é a liberdade de editar leis estaduais e aplicar o dinheiro dos impostos, na Bolívia todo esse poder está concentrado nas mãos do presidente.
Encoberto por matizes étnicos e econômicos notamos um ‘movimento de pinça’ que envolverá necessariamente o Brasil e que tem sem sombra de dúvida os USA por trás do processo. Os líderes do Movimento Nação Camba garantem que se não conseguirem a almejada autonomia o caminho será a separação e a luta armada. Contando com milícias de mais de 12 mil homens, treinados por paramilitares das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), e armamento de última geração negociado com Israel que chega à região pelo Paraguai. É conhecida a ligação dos paramilitares da AUC com o primeiro escalão do governo colombiano de Álvaro Uribe, maior aliado dos USA na América do Sul, e como o fornecedor de armas é Israel, maior aliado dos USA no mundo, se conclui, sem muito esforço, quem está por detrás do movimento separatista. Instalado o conflito, os USA intervirão diretamente, já que eles mesmos o fomentaram e nesta ocasião seremos envolvidos em um movimento de pinça cujos resultados serão bastante perigosos.
Coronel de engenharia
Hiram Reis e Silva
(professor do Colégio Militar de Porto Alegre)
http://www.amazoniaenossaselva.com.br/
hiramrs@terra.com.br
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