segunda-feira, 31 de março de 2008

Programa Quinta Instrumental homenageia músicos sopristas com uma série de dez concertos no mês de abril

FORTALEZA, 31.03.2008 – O trabalho deles é soprar melodias e improvisos aos quatro ventos – expiração inspirada que faz do fôlego um dom. São os músicos que tocam instrumentos de sopro, também conhecidos como metais: saxofone, flauta, clarinete, trombone, trompete, trompa, flügelhorn, fagote, oboé...

Em atmosfera de homenagem à inventividade dos sopristas do Ceará, do Brasil e do mundo, o programa Quinta Instrumental, do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – Centro – fone: (85) 3464.3108), realiza neste mês uma série de dez concertos com artistas convidados, nas quatro quintas-feiras de abril (dias 3, 10, 17 e 24) e extraordinariamente numa quarta-feira (23, Dia Nacional do Choro), sempre às 12h e às 18h30.

A lista de artistas convidados para se apresentar na série Sopristas abrange: o noneto Dunas Jazz Band, interpretando obras-primas do repertório de Tom Jobim e Moacir Santos (dia 3); os saxofonistas e flautistas Márcio Resende (dia 10), Bob Mesquita (dia 17) e Ellis Mário (dia 24); e o Quinteto de Sopros Alberto Nepomuceno, com o concerto “Choro de Câmera”, no Dia Nacional do Choro (dia 23), contando com a participação especial da percussão do multiinstrumentista Luizinho Duarte.

Está no ar a série Sopristas, merecida homenagem do CCBNB-Fortaleza a esses músicos que não vivem de brisa nem na flauta, mas, ao contrário, trazem bons ventos e um sopro de renovação artística nesse enevoado terral cearense de inverno. Conheça a seguir a programação:

PROGRAMAÇÃO DA SÉRIE SOPRISTAS
PROGRAMA QUINTA INSTRUMENTAL
CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE-FORTALEZA
RUA FLORIANO PEIXOTO, 941 – CENTRO – FONE: (85) 3464.3108
DIAS 3, 10, 17, 23 E 24 DE ABRIL, SEMPRE ÀS 12H E 18H30


Dunas Jazz Band interpreta Tom Jobim e Moacir Santos (quinta-feira, dia 13 às 12h e 18h30)
A Dunas Jazz Band foi criada em fevereiro de 2007, por João Batista de Assis (sax tenor), Marcos Freitas (trompete) e Gilson Gomes (sax barítono). A proposta do grupo é a alta qualidade musical, capaz de produzir um som de big band, ainda que num formato compacto, ou seja, de “combo” americano.
Tal feito deve-se à competência, dedicação e experiência dos músicos, aos arranjos e ao repertório diferenciado. Essa formação mais “enxuta” permite uma maior flexibilidade na seleção das músicas, pois os quatro metais – um trombone tenor ou baixo, os saxofones barítono e tenor, reversíveis para sax alto ou soprano, um trompete ou flügelhorn – mais a base completa (bateria, percussão, baixo elétrico e guitarra semi-acústica elétrica) possibilitam essa performance.
O intuito é manter a forte característica instrumental, reverenciando as grandes orquestras e compositores dos anos 1940 e 50, como Glenn Miller, Tommy Dorsey, Benny Goodman, Count Basie, Harry James, Les Brown, Michel Legrand, passando pela bossa nova, MPB, salsa, bolero, cha-cha-chá, merengue e soul, entre outros ritmos e estilos, buscando sempre novas releituras e linguagens.

Aí está outro objetivo da banda: alcançar públicos diversos, desde os leigos até os profundos conhecedores ou críticos, dos amantes do jazz moderno ou free jazz aos tradicionais convictos, quase ou totalmente ortodoxos. Tem bom gosto para todos.

Tantas apresentações no primeiro ano de existência, principalmente em espaços conhecidos e pontos da música instrumental em Fortaleza, fizeram o grupo saltar das dunas para a serra, literalmente.
O nome da banda veio de onde tudo começou, o bairro Dunas – amigos reunidos pelo prazer de tocar bem, lugar onde os ensaios acontecem ao ar livre, com vista para o mar e uma vizinhança camarada como público.
Daí, de um cume ao outro, veio o Festival Jazz & Blues de Guaramiranga 2008. Lá, arrancaram elogios efusivos da platéia ávida pela boa música. Crianças, jovens, adultos e idosos, todos ficaram satisfeitos com o que viram e ouviram. Não somente estes, mas também os jornais de grande circulação no Estado noticiaram e não fizeram economia nos adjetivos para a excelente apresentação na tarde-noite daquele domingo de carnaval.
O show “Dunas Jazz Band interpreta Tom Jobim e Moacir Santos” aproxima o público cearense de um repertório mais conhecido no exterior, especialmente escolhido por essa razão, contudo, sem deixar faltar os sucessos perenes como “Águas de março” e “Chovendo na roseira” e “Blue train (Trem azul)”.

Moacir Santos – breve biografia
Moacir Santos (Serra Talhada, então Vila Bela, Sertão de Pernambuco, 8 de abril de 1924 — Pasadena, Califórnia, EUA, 6 de agosto de 2006) foi um arranjador, compositor, maestro e multiinstrumentista brasileiro. Conhecido pelo seu virtuosismo, dominava o saxofone, o clarinete, o trompete, o banjo, o violão e a bateria. Iniciou-se como tocador de clarinete aos 11 anos. É tido como um dos maiores mestres da renovação harmônica da música popular brasileira. Foi parceiro de Vinícius de Moraes, e por ele foi homenageado na canção "Samba da Bênção", com Baden Powell: “Moacir Santos / tu que não és um só, és tantos / como este meu Brasil de todos os santos”. Foi assistente do compositor alemão Hans Joachim Koellreuter e professor de músicos como Baden Powell, Paulo Moura, João Donato, Nara Leão, Roberto Menescal, Sérgio Mendes e outros importantes nomes da música brasileira. Em julho de 2006, ganhou o Prêmio Shell de Música.

PROGRAMA
1. Surfboard – Tom Jobim
2. Águas de março – Tom Jobim
3. Chovendo na roseira – Tom Jobim
4. Paulo vôo livre – Tom Jobim
5. Domingo sincopado – Tom Jobim
6. Blue train (Trem azul) – (Lô Borges / Ronaldo Bastos / Tom Jobim)
7. Samba di amanti – Moacir Santos
8. Outra coisa – Moacir Santos
9. Coisa n° 10 – Moacir Santos
10. Coisa n° 06 – Moacir Santos
11. Rota infinito – Moacir Santos
12. Agora eu sei – Moacir Santos

FICHA TÉCNICA
Marcos Freitas – Trompete e flügelhorn
Gilson Gomes – Sax barítono e sax alto
Renato Vieira – Trombone baixo
Isaías Alexandre – Trombone tenor
Pádua Pires – Guitarra semi-acústica elétrica
Wanderley Freitas – Baixo elétrico
David Krebs – Bateria
Mestre Faysca – Percussão
João Assis – Sax tenor e sax soprano


Saxofonista e flautista Márcio Resende (quinta-feira, dia 10, às 12h e 18h30)
Márcio Resende nasceu na cidade do Rio de Janeiro, começou a tocar flauta aos sete anos de idade. Em 1980, trabalhou ao lado de Nana Caymmi, fazendo turnês por todo o Brasil. Jovem, mas muito determinado, apostou no seu talento e decidiu estudar numa das mais reconhecidas universidades – a Berklee College of Music, em Boston, Massachusetts (EUA), a maior instituição autônoma de ensino superior de música e o principal centro de música contemporânea do mundo.
Em 1982, transferiu-se para a renomada New England Conservatory of Music, onde adquiriu o título de mestre em 1987. Estudou com Jimmy Giuffre, Joe Allard, George Russel, Ran Blake e George Garzone, entre outros famosos mundialmente conhecidos.

Iniciou seu doutoramento em Jazz, no mesmo ano, na New Your University. Lá, permaneceu até 1991, onde estudou com outros grandes nomes, com destaque para Joe Lovano, que recebeu na década de 1990 dois Grammys de saxofonista e artista de jazz, além de sete vezes eleito o melhor sax do ano pela revista Downbeat.
Retornou ao Brasil em 1991. Desde então, é professor concursado de saxofone do Departamento de Música da Universidade Estadual do Ceará (Uece), em Fortaleza, onde desenvolve atividades pedagógicas, artísticas e de pesquisa nas áreas de extensão, graduação e pós-graduação.
Como saxofonista, professor e palestrante, Márcio Resende tem sido freqüentemente convidado para atuar em importantes festivais nacionais de música, orquestras e gravações. De 2000 a 2006, participou do Festival Jazz e Blues de Guaramiranga (CE). Apresentou-se também em São Paulo, na Avenida Paulista, para dois milhões de pessoas, no Reveillón 2007/2008. Viajou para a Europa diversas vezes e se apresentou ao lado do músico e compositor Cacau Brasil no Festival de Montreux, na Suíça.
Detentor de um dos mais exóticos sons de saxofone que se projetou no meio musical, depois de tantos trabalhos em parcerias com outros artistas, tais como Fagner, Fausto Nilo, Toninho Horta, Kátia Freitas, Adelson Viana, Tarcísio Sardinha, Carlinhos Patriolino e Pádua Pires, resolveu se dedicar à gravação de seu primeiro CD de músicas autorais, intitulado “New Bossa”, patrocinado pelo Banco do Nordeste, através do Programa BNB de Cultura.
Nesse CD, Márcio Resende se propõe a demonstrar toda a sua musicalidade, fruto de sua vivência e conhecimento de diversos ritmos, culturas e sons que traz em sua bagagem musical. Nós cearenses nos privilegiamos desse afeto, especialmente o público fiel do Centro Cultural BNB, espaço escolhido pelo artista para lançamento desse tão esperado trabalho fonográfico.
Com algumas excelentes participações em importantes eventos musicais, Márcio Resende vem conquistando ao longo desses anos o respeito da crítica especializada e consolidando cada vez mais o seu trabalho como uma grande revelação da música instrumental contemporânea.

Programa
01. Pra Zil (Márcio Resende)
02. Choro da vila (Márcio Resende e Adelson Viana)
03. I Love Lu (Márcio Resende)
04. Elegant fish (Márcio Resende)
05. Theme for Leny – Tema dedicado à cantora de jazz, bossa nova e samba Leny Andrade (Márcio Resende)
06. Coal train – Homenagem a John Coltrane (1926/1967), saxofonista e compositor estadunidense de Jazz (Márcio Resende)
07. New bossa (Márcio Resende e Tarcísio Sardinha)
08. Madrugada (Márcio Resende)
09. Daydreamer (Márcio Resende)
10. Manhã feliz (Márcio Resende)
11. Pantana (Márcio Resende)
12. Passeio de barco (Márcio Resende)

Ficha Técnica
Saxofone e flauta: Márcio Resende
Teclado: Adelson Viana
Baixo: Nélio Costa
Violão: Tarcísio Sardinha


Saxofonista e flautista Bob Mesquita (quinta-feira, dia 17, às 12h e 18h30)
Atuante na cena musical de Fortaleza, Bob Mesquita é conhecido como um dos mais talentosos instrumentistas cearenses da nova geração. Sua formação musical partiu da experiência em bandas de músicas, tendo como maior referência a tradicional banda do Colégio Piamarta, escola que revelou sua habilidade com o saxofone.
Em 1999, o músico foi selecionado para o 30º Festival de Campos do Jordão (SP), passagem obrigatória para todo jovem instrumentista que almeja uma carreira profissional. A experiência lhe rendeu o primeiro contato com o saxofonista americano David Richards, que o elegeu destaque do Festival.
Nos anos seguintes, trilhou novos caminhos tocando em casas noturnas especializadas em música instrumental, ao mesmo tempo conquistando espaço em importantes festivais e eventos musicais do Estado. Participou de três edições do Festival de Música Eleazar de Carvalho como professor do curso de improvisação, juntamente com o mestre Peter Woodart, do Hertford College (Inglaterra). Em 2004, obteve a oportunidade de estudar nos EUA, como bolsista selecionado da Berklee College of Music, mas optou em ficar em Fortaleza.
Ao longo de 12 anos de carreira, ganhou o reconhecimento do público e da crítica especializada por sua desenvoltura no sax e na flauta, tocando ao lado de nomes consagrados da música brasileira como Ednardo, Amelinha, Belchior e Rosa Passos, entre outros. Marcou presença em todas as edições do Festival Jazz & Blues de Guaramiranga, destacando-se em show solo na oitava e mais recente edição, compartilhando o palco com Ivan Lins.
Com o talento que lhe é peculiar, Bob Mesquita investe também na cena instrumental como compositor e arranjador, onde destila uma sonoridade própria do seu mosaico de influências que vai do Jazz à MPB. Com uma performance sempre efusiva, o músico atualmente compartilha com o público um repertório inédito e sinaliza o que vem por aí, com a gravação de seu primeiro disco.

Repertório
1. Valsa Nova (Rodrigo Gondim)
2. Latin #2 (Rodrigo Gondim)
3. Vegetal (Bob Mesquita)
4. Fale a verdade (Bob Mesquita)
5. Valsa para Francisca (Bob Mesquita)
6. Peixe “Beto” que se arma (Bob Mesquita)
7. Mr. Rod (Bob Mesquita)
8. Triste Manhã (Bob Mesquita)

Ficha Técnica
Sax tenor e flauta – Bob Mesquita
Guitarra – Rodrigo Gondim
Baixo – Miquéias do Santos
Bateria – Ricardo Pontes


Quinteto de Sopros Alberto Nepomuceno, com o concerto “Choro de Câmara”, em homenagem ao Dia Nacional do Choro – participação especial da percussão do multiinstrumentista Luizinho Duarte (quarta-feira, dia 23, às 12h e 18h30)
Choro de Câmera, espetáculo musical criado especialmente para comemorar o Dia do Nacional do Choro, pelo Quinteto de Sopros Alberto Nepomuceno, com sua formação peculiar de Música de Câmera (estilo de música destinado a pequenos espaços, e por isso, escrita para pequenas formações).
O choro pode ser considerado como a primeira música urbana tipicamente brasileira. Os primeiros grupos surgiram por volta de 1880, no Rio de Janeiro e dominou o País com o seu ritmo alegre e contagiante, característica do povo brasileiro.
Pixinguinha é o maior representante deste gênero musical que fascina há gerações. O poeta, romancista, crítico de arte, folclorista, musicólogo e ensaísta brasileiro Mário de Andrade enfatizava que Pixinguinha surgiu quando "a música popular tornou-se violentamente a criação mais forte e a caracterização mais bela da nossa raça, nos últimos dias do império e primeiros da República".
Outra importante contribuição que recebemos na propagação deste gênero é de Radamés Gnattali, que provocou uma grande abertura aos grupos regionais e uma grande revolução na linguagem musical do chorinho. Com o Quinteto Radamés, estabeleceu novos caminhos para a música instrumental brasileira, tanto na produção de grupos de câmera como também de vários artistas na época.
Músico, Instrumentista, compositor, arranjador e maestro, Radamés deixou sua marca em composições consagradas com destaque para “Retratos”, suíte que compôs para Jacob do Bandolim, escrita para bandolim e orquestra, descrita hoje como uma referência na comunhão do choro e a música erudita. Em cada parte da suíte, ele homenageou os decanos da música brasileira, como Anacleto de Medeiros, Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha e Ernesto Nazareth.
Em meados dos anos 1970, Joel Nascimento pediu para Radamés rearranjar a suíte “Retratos” para a regional do choro, desta vez com violão, cavaquinho, bandolim e percussão. Ele aceitou o desafio e a partir daí surgiu a Camerata Carioca, movimento que aproximou o choro da música de câmara.
Nos anos 1980, muitos discos foram gravados ligando a descontração do choro a uma linguagem instrumental mais contemporânea. Outros grupos foram beneficiados com as composições de Radamés: o Quinteto de Sopros Villa-Lobos foi um destes.
A grande preocupação do Quinteto era a de divulgar e expandir a música de câmera brasileira e o fazem até hoje, com mais de 40 anos atuando em grandes apresentações no mundo. Graças a esse pontapé inicial dado por Radamés Gnattali e Heitor Villa-Lobos, realizaram a primeira gravação dos Choros de Câmera, com interpretações que mesclam a música erudita com a popular de forma bastante original.
O Quinteto de Sopros Alberto Nepomuceno segue essa linha de pesquisa e faz releituras de trabalhos realizados por compositores cearenses e nordestinos. Foi o primeiro grupo com esta formação no Ceará: flauta, oboé, clarinete, fagote e trompa.
Com este nome o conjunto homenageia o grande compositor cearense, o maestro Alberto Nepomuceno, criador de uma linguagem brasileira na música erudita e grande lutador pela democratização dos concertos. Neste ano o Quinteto de Sopros completa 10 anos de atuação, despertando de forma altruísta o interesse de jovens nesses raros instrumentos e estimulando a apreciação desse gênero musical.

Programa
01. Choro (Benny Walkof)
02. Doce de Coco (Jacob do Bandolim / arranjo do Maestro Duda)
03. Não me apresse (Wilson Fonseca)
04. Choro (da suíte para Quinteto de Sopros – Radamés Gnattali)
05. Escovado (Ernesto Nazareth / arranjo de Gustavo Nápoli)
06. Lamento (Pixinguinha / arranjo do Maestro Duda)
07. André de sapato novo (André Corrêa / arranjo do Maestro Duda)
08. Tico-tico (Zequinha Abreu)

Ficha Técnica
Flauta: Heriberto Porto
Oboé: Ewerton Castro
Clarineta: Almir do Vale
Fagote: Francisco de Souza
Trompa: Humberto Apolinário
Participação especial da percussão do multiinstrumentista Luizinho Duarte.


Ellis Mário (quinta-feira, 24, às 12h e 18h30)
O saxofonista e flautista Ellis Mário é graduado em Música pela Universidade Estadual do Ceará, com extensão no Rio de Janeiro e Brasília em projetos da Funarte (Fundação Nacional de Artes).
Com dois CDs lançados – “Quitandas do Brasil” e “You are the one”, foi vencedor do Prêmio NelSons de melhor CD de música instrumental (“You are the one”) da música cearense em 2004, concedido pelo site musical
http://www.nelsons.com.br/, webeditado pelo jornalista Nelson Augusto.
Músico de formação erudita, bebeu da fonte dos grandes mestres clássicos, tais como Mozart, Bach e Beethoven, mas consolidou suas pesquisas com o nacionalista Villa-Lobos e passou a enveredar pela Música Popular Brasileira e sua riqueza de ritmo e sons. Ellis Mário soma, em sua trajetória artística, uma série de apresentações em diversos festivais de música instrumental, com destaque para o Festival Jazz e Blues de Guaramiranga.
O artista dedica-se hoje a formação musical de adolescentes e jovens carentes, atuando como regente na Orquestra de Música Nordestina do Instituto Pão de Açúcar. A ONG atende a mais de 200 crianças, com aulas de teoria e de prática musical em todos os dias da semana, no turno complementar ao da escola, estimulando os participantes a exercitarem uma nova forma de cidadania por meio da linguagem universal da música.
Nesse espetáculo, pretende relembrar algumas de suas composições já conhecidas e elogiadas pela crítica e público, como também composições inéditas, frutos de suas atuais pesquisas, preliminares de seu próximo trabalho fonográfico.

Programa
01. Canto de Ossanha (Baden Powell e Vinícius de Moraes)
02. Amazonas (João Donato)
03. Brisa do mar (João Donato e Abel Silva)
04. Só danço samba (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes)
05. O pato (João Gilberto)
06. A little tear (Sarah Vaughan)
07. Samba do Carioca (Carlos Lyra e Vinícius de Moraes)
08. Arrastão (Edu Lobo e Vinícius de Moraes)
09. You Are The One (Ellis Mário)
10. Quitanda (Moacir Bedê)

Ficha Técnica
Saxofone e flauta: Ellis Mário
Baixo: Nélio Costa
Teclado: Robinho
Bateria: Denilson Lopes

Luciano Sá
assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste
(85) 3464.3196 / 8736.9232
lucianoms@bnb.gov.br

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