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sexta-feira, 20 de junho de 2008

Poesia encantada do repentista Geraldo Amâncio é destaque em entrevista aberta no Nomes do Nordeste

FORTALEZA, 20.06.2008 – Ele é um dos maiores poetas, cantadores e repentistas da atualidade e um dos mais respeitados ícones da cultura popular brasileira.

O cearense Geraldo Amâncio conversará sobre a sua poesia encantada em entrevista ao vivo e aberta ao público, dentro do programa Nomes do Nordeste, no cineteatro do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – 2º andar – Centro – fone: (85) 3464.3108), na próxima terça-feira, 24, às 19 horas.

A entrevista será conduzida pela professora e pesquisadora especializada em estudos da Cantoria, Simone Oliveira de Castro, e pelo público presente ao Centro Cultural BNB, que poderá formular perguntas por escrito.

A poesia encantada
A cidade de Cedro, mais precisamente o sítio Malhada de Areia, deu ao Ceará, naquele 29 de abril de 1946, o menino de olhos azuis e penugem loira. Aos 62 anos, Geraldo Amâncio continua encantando os ouvintes da cantoria. No sertão nordestino, seu improviso deu os primeiros passos. Foi no solo árido da caatinga que aprendeu, com outros mestres, a encantar a palavra e trazer beleza aos ouvidos e sentidos de seu público. Do sertão, o poeta ganhou asas conquistando o Brasil e depois o mundo com sua poética e nisso já são 44 anos.

Geraldo Amâncio encanta a palavra com sua performance inigualável de comunicador. Sua poesia é feita para o público, razão de ser de sua arte. Para ele, o público é a fonte onde o cantador deve pescar a inspiração para a criar o improviso, que no seu caso, se traduz numa palavra cantada, ritmada, alegre e festiva.

Seus versos trazem o cheiro do sertão, a alegria das festas de padroeira, das pegas de boi, do forró tocado com o fole de oito baixos sob o luar, dos personagens do reisado, das chuvas de maio, mas também o desespero das secas, o descaso dos políticos, a indiferença dos mais abastados e a solidão das cidades.

Perfil da entrevistadora
Simone Oliveira de Castro é doutoranda em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC), onde está concluindo a tese “Memórias da cantoria: palavra, performance e público”, mestre em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com a dissertação “Na poética da cantoria: sertão e cidade no improviso de Ivanildo Vila Nova”, e graduada em História pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com a monografia “Cantoria: a seca no imaginário do cantador”. Membro da Comissão Cearense de Folclore, Simone Oliveira de Castro atualmente é professora contratada da Casa de Artes do Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará (CEFET-CE), onde leciona nos cursos de especialização em Arte e Educação e Cultura Folclórica Aplicada. Tem experiência nas áreas de História, Metodologia, Cultura Popular e Antropologia.

Luciano Sá
assessor de imprensa do
Centro Cultural Banco do Nordeste
lucianoms@bnb.gov.br

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Banco do Nordeste lança pré-edital do Programa BNB de Cultura 2009 e colhe sugestões pela Internet

Até o próximo dia 15, interessados poderão enviar para o e-mail cultura@bnb.gov.br idéias a serem incorporadas na redação final do edital de seleção pública de projetos artísticos

FORTALEZA, 06.06.2008 - O Banco do Nordeste do Brasil está convidando artistas, produtores, gestores, entidades culturais e demais interessados para, de forma compartilhada, estabelecerem as linhas de atuação, critérios de avaliação, segmentos contemplados e alocação de recursos que serão incorporados na redação final do edital do Programa BNB de Cultura - Edição 2009.

Até o próximo dia 15, os interessados poderão aproveitar a interatividade proporcionada pela Internet e enviar para o e-mail cultura@bnb.gov.br as suas sugestões, acréscimos e outras alternativas de redação no Pré-Edital do Programa BNB de Cultura 2009, disponível no portal do BNB www.bnb.gov.br

Com um total de 681 projetos patrocinados nas quatro edições anuais anteriores, o Programa BNB de Cultura, existente desde 2005, é uma linha de patrocínio direto do Banco do Nordeste, para apoio à produção e difusão da cultura do Nordeste e Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo (área de atuação do BNB), mediante seleção pública de projetos.

O Banco do Nordeste pretende destinar, no próximo ano, o montante de R$ 3 milhões para projetos a serem selecionados nas áreas de música, literatura, artes cênicas, artes visuais, audiovisual e artes integradas ou não-específicas.

A meta da instituição é realizar, até 28 de novembro deste ano, todo o processo de seleção da edição 2009 do Programa, compreendendo as seguintes fases: colheita de sugestões (até 15 de junho), lançamento da versão final do edital (1º de julho), realização de oficinas de elaboração de projetos (7 a 31 de julho), período de inscrições (1º a 22 de agosto), análise dos projetos (1º a 31 de outubro) e divulgação do resultado das propostas selecionadas (28 de novembro). A informação é do gerente de Gestão da Cultura do BNB, Henilton Menezes.

Objetivos, critérios, contrapartidas e prestação de contas
São objetivos do Programa BNB de Cultura: apoiar prioritariamente a realização de projetos culturais que estão fora da evidência do mercado e que contemplem a cultura do Nordeste e do Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo; promover a realização de projetos culturais nos municípios da área de atuação do BNB menos providos de atividades culturais; promover a democracia cultural mediante a participação da comunidade na produção e/ou fruição das ações culturais apoiadas pelo BNB; promover e proteger a diversidade das expressões culturais da Região Nordeste e do Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo; investir os recursos financeiros do BNB, disponíveis para a cultura, em atividades de interesse da região Nordeste e do Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo; e consolidar a imagem do BNB como empresa socialmente responsável, atuando no processo de patrocínio cultural de forma profissional e ética, visando ao desenvolvimento sustentável da cultura do Nordeste e do Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Para a seleção dos projetos culturais, deverão ser considerados os seguintes critérios: qualidade técnica e/ou artística; ineditismo da proposta; atendimento de interesse da comunidade; formação ou aperfeiçoamento profissional; condições de sustentabilidade; viabilidade físico-financeira; potencialidade de consolidação a imagem do BNB junto à sociedade; e ações e investimentos dos recursos financeiros voltados prioritariamente para municípios da área de atuação do BNB, menos providos de atividades culturais.

Todos os projetos culturais selecionados deverão oferecer ao BNB, no mínimo, as seguintes contrapartidas: inclusão das logomarcas institucionais do BNB e do Governo Federal, além de outros produtos/serviços associados, a critério exclusivo do Banco, em todos produtos gerados e peças de divulgação e de distribuição; inclusão das logomarcas institucionais do Banco e do Governo Federal, além de outros produtos/serviços associados, em espaços onde serão realizados os eventos; citação verbal do patrocínio do BNB em todas as entrevistas concedidas à imprensa sobre o projeto; doação de 20% de qualquer produto gerado pelo projeto (livro, disco, CD, DVD, catálogo, ingressos etc.) para uso a critério do BNB, no caso de patrocínio exclusivo (no caso de patrocínio parcial, esse percentual será proporcional ao valor investido pelo BNB); e disponibilidade para participar de eventos nos Centros Culturais Banco do Nordeste, sobre o projeto contemplado no Programa BNB de Cultura, quando convidado.

Todos os projetos contemplados deverão apresentar relatório final, no máximo em um período de 30 dias após a conclusão de todas as fases, contendo as seguintes informações: detalhamento das despesas realizadas; público atingido, classificado quantitativa e qualitativamente; número de profissionais envolvidos e funções desempenhadas; reprodução de todas as peças de divulgação; e cópias das matérias publicadas nas mídias impressa (jornais e revistas) e eletrônica (rádio, televisão e internet).

Luciano Sá
assessor de imprensa do
Centro Cultural Cultural Banco do Nordeste
lucianoms@bnb.gov.br

sábado, 24 de maio de 2008

Danilo Caymmi compartilha trajetória da Família Caymmi no Papo XXI

O artista concederá entrevista coletiva à imprensa na próxima segunda-feira, 26, às 16 horas, no mezanino do Hotel Luzeiros, na Beira-Mar, em Fortaleza - Foto: Lívio Campos

FORTALEZA, 22.05.2008 - Ele é filho de Dorival Caymmi e irmão de Nana e Dori. Co-autor de clássicos da MPB - como "Andança" (considerada a música mais pedida e tocada em serenatas no Brasil), "Casaco marrom", "O que é o amor" e "O bem e o mal" (estas duas, da antológica minissérie "Riacho Doce", da TV Globo) -, o cantor, compositor, flautista, violonista e arranjador Danilo Caymmi será a figura central da próxima edição do programa de debates Papo XXI.

A nova edição do programa acontecerá na próxima terça-feira, 27, às 19 horas, no cineteatro do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 - 2º andar - Centro - fone: (85) 3464.3108).

O artista debaterá o tema "Para Caymmi" com o jornalista Augusto César Costa, o professor e pesquisador musical Dilmar Miranda e a platéia presente ao Centro Cultural, que poderá formular perguntas por escrito.

Antes, na segunda-feira, 26, às 16 horas, Danilo Caymmi concederá entrevista coletiva à imprensa, no mezanino do Hotel Luzeiros (av. Beira-Mar, 2600 - Meireles), em Fortaleza.

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Luciano Sá
assessor de imprensa do
Centro Cultural Banco do Nordeste
lucianoms@bnb.gov.br

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Banda Coda apresenta o show "Via férrea" no CCBNB-Fortaleza, dentro do programa Cultura Musical

FORTALEZA, 12.05.2008 - A banda Coda apresenta o show "Via férrea" na próxima quarta-feira, 14, às 12h e 18h30, dentro do programa Cultura Musical, no cineteatro do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 - 2º andar - Centro - fone: (85) 3464.3108).

Fundada em 1996, pelo guitarrista e compositor Jorge Luís, a banda Coda surgiu no cenário local, conquistando o coração saudoso dos fãs. Nesse ano foi anunciado o fim da Legião Urbana, no dia 22 de outubro, pelos parceiros Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, acompanhados pelo empresário Rafael Borges, alguns dias após a morte de Renato Russo, que pouco antes havia lançado um CD solo e o último álbum da banda, "A Tempestade" - seguidos por lançamentos póstumos como a coletânea "Mais do Mesmo", "Acústico MTV" e o duplo ao vivo "Como é Que Se Diz Eu Te Amo", registrado na turnê de "O Descobrimento do Brasil", em 1994, no Rio de Janeiro.

Ainda hoje, o Legião Urbana é o terceiro maior grupo musical em venda de discos da gravadora Emi-Odeon por catálogo, no mundo, com uma média de 200 mil cópias por mês. A temática das músicas ainda é pauta para muitas discussões e inspiração.

Foi exatamente a extrema fidelidade da banda Coda, na execução das canções do grupo Legião Urbana, numa geração que experimentava a transição social, política e econômica, além do sentimento de "orfandade", que as portas se abriram, e cativaram um público que soube apreciar a qualidade e carisma dos integrantes.

As apresentações da banda Coda, cada vez mais constantes e extensivas a outros estados como a Bahia, Piauí, Paraíba, Rio Grande do Norte e São Paulo, confirmaram isso e paralelamente, a aceitação da crítica ao trabalho aprimorado e dedicação expressa nos shows.

Em 2007, a banda Coda entra em sua última turnê como "cover" do Legião Urbana, com o intuito de lançar em 2008 o seu primeiro CD com músicas autorais e encarar o desafio de entrar no mercado nacional com toda a bagagem e maturidade adquirida nesses 12 anos de existência e com a mesma formação original. Mais recentemente, a banda tem desenvolvido uma parceria com Marcelo Bonfá, baterista e ex-integrante do Legião Urbana, fazendo alguns shows com ele pelo Nordeste.

O show "Via Férrea" é um retrato vivo de todo esse percurso e apresenta o CD de mesmo título, ressaltando a semelhança com Renato Russo no timbre marcante do vocalista Alexandre Massimo, e o destaque também para as músicas "Via férrea", "Quanta coisa já mudou", "Destino das flores" e "Ao mestre com carinho".

PROGRAMA
1. Via férrea (Jorge Luís)
2. Quanta coisa já mudou (Jorge Luís)
3. Cinza (Jorge Luís)
4. Ao mestre com carinho (Jorge Luís)
5. O início do fim (Jorge Luís)
6. O destino das flores (Jorge Luís)
7. O fogo e a pólvora (Jorge Luís)
8. Chão de lôdo (Jorge Luís)
9. Lentes de aquário (Jorge Luís)
10. Antes do outono (Alexandre Massimo / Jason Loureiro)

FICHA TÉCNICA
Alexandre Massimo - Voz, violões e gaitas
Jorge Luís - Guitarras e vocais
Marcelo Couto - Baixo e vocais
Ivanildo Brasil - Bateria, Sampler e vocais

Luciano Sá
assessor de imprensa do
Centro Cultural Banco do Nordeste
lucianoms@bnb.gov.br

domingo, 6 de abril de 2008

Márcio Resende no CCBNB

Saxofonista e flautista Márcio Resende realiza dois concertos dentro da série Sopristas, no programa Quinta Instrumental

FORTALEZA, 06.04.2008 - Virtuoso saxofonista e flautista carioca radicado no Ceará há 17 anos, Márcio Resende realizará dois concertos dentro da série Sopristas, no programa Quinta Instrumental. As apresentações gratuitas acontecem na próxima quinta-feira, 10, às 12h e 18h30, no cineteatro do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 - 2º andar - Centro - fone: (85) 3464.3108)
Luciano Sá
assessor de imprensa do
Centro Cultural Banco do Nordeste
lucianoms@bnb.gov.br

Cantor e compositor Alan Mendonça faz shows no CCBNB-Fortaleza

Cantor e compositor Alan Mendonça apresenta o show "Enquanto a cidade dorme" no programa Cultura Musical

FORTALEZA, 05.04.2008 - O cantor e compositor Alan Mendonça apresentará o show "Enquanto a cidade dorme", dentro do programa Cultura Musical, no cineteatro do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 - 2º andar - Centro - fone: (85) 3464.3108), na próxima quarta-feira, 9, às 12h e 18h30.O show "Enquanto a cidade dorme" nasceu do CD homônimo, lançado em 2007, e mescla todas as vertentes artísticas pulsantes na sua obra, num espetáculo que reúne poesia e música, aliadas à "didática" que lhes é peculiar como instrumentos da transmissão da vivência artística adquirida com tantas experiências singulares. Quem disse que ele pára por aqui? Que nada... Ou melhor, tudo! Em parceria com Liduíno Pitombeira, Alan Mendonça anda escrevendo uma ópera cuja temática gira em torno do universo psicológico da saudade.

Trajetória artística
Alan Mendonça é poeta, compositor, contista, cronista, dramaturgo e produtor cultural. Formado em Letras pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), está cursando Psicologia na Universidade Federal do Ceará (UFC) e realiza a Oficina da Palavra, como arte-educador de Literatura, dentro no Projeto ENXAME, no Grande Mucuripe, em Fortaleza.

Contabiliza a autoria de 350 músicas, das quais 80 já gravadas, além de vários textos teatrais, trilhas sonoras, contos, crônicas e canções compostas em parceria com grandes músicos e intérpretes cearenses, tais como: Acauã, Calé Alencar, David Duarte, Descartes Gadelha, Edmar Gonçalves, Eudes Fraga, Fernando Rosa, Isaac Cândido, Jácio Cidade, Lenine Rodrigues, Liduíno Pitombeira, Mário Mesquita, Pingo de Fortaleza, Rogério Franco, Ronaldo Lopes, Tony Maranhão e Tarcísio José de Lima, e gravadas pelos intérpretes: Eugênio Leandro, Marcus Caffé, Mona Gadelha, Fhátima Santos, Glayrton Santiago, Cyda Olímpio, Téti, Marta Aurélia, Ayla Maria e Joana Angélica, além dos grupos vocais Cinco em Ponto e Silêncio & Som.

Alan Mendonça destacou-se pela participação de sua peça "Auto da repartição das almas", na 4a Bienal de Artes da União Nacional dos Estudantes (UNE), em São Paulo (2005), a co-produção do III Festival de Inverno da Serra da Meruoca (música, 2006); e a autoria, direção e produção do musical "A casa das mulheres da lua" (teatro, 2006/2007/2008), um dos espetáculos mais premiados do atual cenário teatral local.

Coleciona os prêmios: 1o lugar em poesia moderna no 10o Concurso Carioca de Poesias (2004); 2o lugar em poesia lírica no 10o Concurso Carioca de Poesias (2004); 3o lugar no V Prêmio Regional de Literatura da Casa de Cultura de Santo Amaro, Prêmio Paulo Eiró de Poesia (São Paulo/SP) (2004); 2o lugar no VI Festival de Música Junina da FUNCET (Fortaleza/CE) (2004); Concurso Amor Sem Fronteiras, da Editora Litteris (Rio de Janeiro/RJ) (antologia, 2005); 1o Prêmio Litteratu de Contos, Crônicas e Poesias, do Portal Litteratu (Porto Alegre/RS) (antologia, 2005); 2o lugar no II Festival de Inverno da Serra da Meruoca (música, 2005); Prêmio Martins Filho, da Academia Cearense de Letras (2005).Alan Mendonça publicou Varandas (poesias, 2004), [Des]caminhos da Arte-educação (artigos, 2006) e Angústias, álcool e cheiro de cigarro (poesias, 2006). Em julho de 2007, teve uma peça para orquestra e coro executados pela OSESP (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), parceria com Liduíno Pitombeira, na abertura do 38o Festival de Campos do Jordão (SP).

PROGRAMA
1. Vou chegando... (Paulo César Oliveira / Alan Mendonça).2. No futuro (Alan Mendonça)3. Repente pra Maria (Jácio Cidade / Zé Rodrigues / Alan Mendonça)4. Enquanto a cidade dorme (Rafael Torres / Alan Mendonça)5. Palavras (Alan Mendonça)6. Boi Estrela (Evaristo Filho / Edmar Gonçalves / Alan Mendonça)7. Cinema Carruagem (Paulo César Oliveira / Rogério Franco / Alan Mendonça) 8. Encontros (Edmar Gonçalves / Alan Mendonça)9. Coração cinzeiro (Alan Mendonça)10. Canto (Jácio Cidade / Alan Mendonça)11. Criador de estrelas (Paulo César Oliveira / Alan Mendonça)12. Brincadeira (Lenine Rodrigues / Alan Mendonça)13. Canto chão (Lenine Rodrigues / Alan Mendonça)14. Córregos (Alan Mendonça)15. O bonde (Karine Cunha / Alan Mendonça)

FICHA TÉCNICA
Alan Mendonça - Voz, Geórgia Alencar - Voz, Lenine Rodrigues - Voz, violão nylon, violão aço, viola de 12 cordas, guitarra, bandolim, Sândalo José Forte - Violão nylon, baixo, cavaquinho, Assis Oliveira - Percussão

Luciano Sá
assessor de imprensa do
Centro Cultural Banco do Nordeste
lucianoms@bnb.gov.br

segunda-feira, 31 de março de 2008

Programa Quinta Instrumental homenageia músicos sopristas com uma série de dez concertos no mês de abril

FORTALEZA, 31.03.2008 – O trabalho deles é soprar melodias e improvisos aos quatro ventos – expiração inspirada que faz do fôlego um dom. São os músicos que tocam instrumentos de sopro, também conhecidos como metais: saxofone, flauta, clarinete, trombone, trompete, trompa, flügelhorn, fagote, oboé...

Em atmosfera de homenagem à inventividade dos sopristas do Ceará, do Brasil e do mundo, o programa Quinta Instrumental, do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – Centro – fone: (85) 3464.3108), realiza neste mês uma série de dez concertos com artistas convidados, nas quatro quintas-feiras de abril (dias 3, 10, 17 e 24) e extraordinariamente numa quarta-feira (23, Dia Nacional do Choro), sempre às 12h e às 18h30.

A lista de artistas convidados para se apresentar na série Sopristas abrange: o noneto Dunas Jazz Band, interpretando obras-primas do repertório de Tom Jobim e Moacir Santos (dia 3); os saxofonistas e flautistas Márcio Resende (dia 10), Bob Mesquita (dia 17) e Ellis Mário (dia 24); e o Quinteto de Sopros Alberto Nepomuceno, com o concerto “Choro de Câmera”, no Dia Nacional do Choro (dia 23), contando com a participação especial da percussão do multiinstrumentista Luizinho Duarte.

Está no ar a série Sopristas, merecida homenagem do CCBNB-Fortaleza a esses músicos que não vivem de brisa nem na flauta, mas, ao contrário, trazem bons ventos e um sopro de renovação artística nesse enevoado terral cearense de inverno. Conheça a seguir a programação:

PROGRAMAÇÃO DA SÉRIE SOPRISTAS
PROGRAMA QUINTA INSTRUMENTAL
CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE-FORTALEZA
RUA FLORIANO PEIXOTO, 941 – CENTRO – FONE: (85) 3464.3108
DIAS 3, 10, 17, 23 E 24 DE ABRIL, SEMPRE ÀS 12H E 18H30


Dunas Jazz Band interpreta Tom Jobim e Moacir Santos (quinta-feira, dia 13 às 12h e 18h30)
A Dunas Jazz Band foi criada em fevereiro de 2007, por João Batista de Assis (sax tenor), Marcos Freitas (trompete) e Gilson Gomes (sax barítono). A proposta do grupo é a alta qualidade musical, capaz de produzir um som de big band, ainda que num formato compacto, ou seja, de “combo” americano.
Tal feito deve-se à competência, dedicação e experiência dos músicos, aos arranjos e ao repertório diferenciado. Essa formação mais “enxuta” permite uma maior flexibilidade na seleção das músicas, pois os quatro metais – um trombone tenor ou baixo, os saxofones barítono e tenor, reversíveis para sax alto ou soprano, um trompete ou flügelhorn – mais a base completa (bateria, percussão, baixo elétrico e guitarra semi-acústica elétrica) possibilitam essa performance.
O intuito é manter a forte característica instrumental, reverenciando as grandes orquestras e compositores dos anos 1940 e 50, como Glenn Miller, Tommy Dorsey, Benny Goodman, Count Basie, Harry James, Les Brown, Michel Legrand, passando pela bossa nova, MPB, salsa, bolero, cha-cha-chá, merengue e soul, entre outros ritmos e estilos, buscando sempre novas releituras e linguagens.

Aí está outro objetivo da banda: alcançar públicos diversos, desde os leigos até os profundos conhecedores ou críticos, dos amantes do jazz moderno ou free jazz aos tradicionais convictos, quase ou totalmente ortodoxos. Tem bom gosto para todos.

Tantas apresentações no primeiro ano de existência, principalmente em espaços conhecidos e pontos da música instrumental em Fortaleza, fizeram o grupo saltar das dunas para a serra, literalmente.
O nome da banda veio de onde tudo começou, o bairro Dunas – amigos reunidos pelo prazer de tocar bem, lugar onde os ensaios acontecem ao ar livre, com vista para o mar e uma vizinhança camarada como público.
Daí, de um cume ao outro, veio o Festival Jazz & Blues de Guaramiranga 2008. Lá, arrancaram elogios efusivos da platéia ávida pela boa música. Crianças, jovens, adultos e idosos, todos ficaram satisfeitos com o que viram e ouviram. Não somente estes, mas também os jornais de grande circulação no Estado noticiaram e não fizeram economia nos adjetivos para a excelente apresentação na tarde-noite daquele domingo de carnaval.
O show “Dunas Jazz Band interpreta Tom Jobim e Moacir Santos” aproxima o público cearense de um repertório mais conhecido no exterior, especialmente escolhido por essa razão, contudo, sem deixar faltar os sucessos perenes como “Águas de março” e “Chovendo na roseira” e “Blue train (Trem azul)”.

Moacir Santos – breve biografia
Moacir Santos (Serra Talhada, então Vila Bela, Sertão de Pernambuco, 8 de abril de 1924 — Pasadena, Califórnia, EUA, 6 de agosto de 2006) foi um arranjador, compositor, maestro e multiinstrumentista brasileiro. Conhecido pelo seu virtuosismo, dominava o saxofone, o clarinete, o trompete, o banjo, o violão e a bateria. Iniciou-se como tocador de clarinete aos 11 anos. É tido como um dos maiores mestres da renovação harmônica da música popular brasileira. Foi parceiro de Vinícius de Moraes, e por ele foi homenageado na canção "Samba da Bênção", com Baden Powell: “Moacir Santos / tu que não és um só, és tantos / como este meu Brasil de todos os santos”. Foi assistente do compositor alemão Hans Joachim Koellreuter e professor de músicos como Baden Powell, Paulo Moura, João Donato, Nara Leão, Roberto Menescal, Sérgio Mendes e outros importantes nomes da música brasileira. Em julho de 2006, ganhou o Prêmio Shell de Música.

PROGRAMA
1. Surfboard – Tom Jobim
2. Águas de março – Tom Jobim
3. Chovendo na roseira – Tom Jobim
4. Paulo vôo livre – Tom Jobim
5. Domingo sincopado – Tom Jobim
6. Blue train (Trem azul) – (Lô Borges / Ronaldo Bastos / Tom Jobim)
7. Samba di amanti – Moacir Santos
8. Outra coisa – Moacir Santos
9. Coisa n° 10 – Moacir Santos
10. Coisa n° 06 – Moacir Santos
11. Rota infinito – Moacir Santos
12. Agora eu sei – Moacir Santos

FICHA TÉCNICA
Marcos Freitas – Trompete e flügelhorn
Gilson Gomes – Sax barítono e sax alto
Renato Vieira – Trombone baixo
Isaías Alexandre – Trombone tenor
Pádua Pires – Guitarra semi-acústica elétrica
Wanderley Freitas – Baixo elétrico
David Krebs – Bateria
Mestre Faysca – Percussão
João Assis – Sax tenor e sax soprano


Saxofonista e flautista Márcio Resende (quinta-feira, dia 10, às 12h e 18h30)
Márcio Resende nasceu na cidade do Rio de Janeiro, começou a tocar flauta aos sete anos de idade. Em 1980, trabalhou ao lado de Nana Caymmi, fazendo turnês por todo o Brasil. Jovem, mas muito determinado, apostou no seu talento e decidiu estudar numa das mais reconhecidas universidades – a Berklee College of Music, em Boston, Massachusetts (EUA), a maior instituição autônoma de ensino superior de música e o principal centro de música contemporânea do mundo.
Em 1982, transferiu-se para a renomada New England Conservatory of Music, onde adquiriu o título de mestre em 1987. Estudou com Jimmy Giuffre, Joe Allard, George Russel, Ran Blake e George Garzone, entre outros famosos mundialmente conhecidos.

Iniciou seu doutoramento em Jazz, no mesmo ano, na New Your University. Lá, permaneceu até 1991, onde estudou com outros grandes nomes, com destaque para Joe Lovano, que recebeu na década de 1990 dois Grammys de saxofonista e artista de jazz, além de sete vezes eleito o melhor sax do ano pela revista Downbeat.
Retornou ao Brasil em 1991. Desde então, é professor concursado de saxofone do Departamento de Música da Universidade Estadual do Ceará (Uece), em Fortaleza, onde desenvolve atividades pedagógicas, artísticas e de pesquisa nas áreas de extensão, graduação e pós-graduação.
Como saxofonista, professor e palestrante, Márcio Resende tem sido freqüentemente convidado para atuar em importantes festivais nacionais de música, orquestras e gravações. De 2000 a 2006, participou do Festival Jazz e Blues de Guaramiranga (CE). Apresentou-se também em São Paulo, na Avenida Paulista, para dois milhões de pessoas, no Reveillón 2007/2008. Viajou para a Europa diversas vezes e se apresentou ao lado do músico e compositor Cacau Brasil no Festival de Montreux, na Suíça.
Detentor de um dos mais exóticos sons de saxofone que se projetou no meio musical, depois de tantos trabalhos em parcerias com outros artistas, tais como Fagner, Fausto Nilo, Toninho Horta, Kátia Freitas, Adelson Viana, Tarcísio Sardinha, Carlinhos Patriolino e Pádua Pires, resolveu se dedicar à gravação de seu primeiro CD de músicas autorais, intitulado “New Bossa”, patrocinado pelo Banco do Nordeste, através do Programa BNB de Cultura.
Nesse CD, Márcio Resende se propõe a demonstrar toda a sua musicalidade, fruto de sua vivência e conhecimento de diversos ritmos, culturas e sons que traz em sua bagagem musical. Nós cearenses nos privilegiamos desse afeto, especialmente o público fiel do Centro Cultural BNB, espaço escolhido pelo artista para lançamento desse tão esperado trabalho fonográfico.
Com algumas excelentes participações em importantes eventos musicais, Márcio Resende vem conquistando ao longo desses anos o respeito da crítica especializada e consolidando cada vez mais o seu trabalho como uma grande revelação da música instrumental contemporânea.

Programa
01. Pra Zil (Márcio Resende)
02. Choro da vila (Márcio Resende e Adelson Viana)
03. I Love Lu (Márcio Resende)
04. Elegant fish (Márcio Resende)
05. Theme for Leny – Tema dedicado à cantora de jazz, bossa nova e samba Leny Andrade (Márcio Resende)
06. Coal train – Homenagem a John Coltrane (1926/1967), saxofonista e compositor estadunidense de Jazz (Márcio Resende)
07. New bossa (Márcio Resende e Tarcísio Sardinha)
08. Madrugada (Márcio Resende)
09. Daydreamer (Márcio Resende)
10. Manhã feliz (Márcio Resende)
11. Pantana (Márcio Resende)
12. Passeio de barco (Márcio Resende)

Ficha Técnica
Saxofone e flauta: Márcio Resende
Teclado: Adelson Viana
Baixo: Nélio Costa
Violão: Tarcísio Sardinha


Saxofonista e flautista Bob Mesquita (quinta-feira, dia 17, às 12h e 18h30)
Atuante na cena musical de Fortaleza, Bob Mesquita é conhecido como um dos mais talentosos instrumentistas cearenses da nova geração. Sua formação musical partiu da experiência em bandas de músicas, tendo como maior referência a tradicional banda do Colégio Piamarta, escola que revelou sua habilidade com o saxofone.
Em 1999, o músico foi selecionado para o 30º Festival de Campos do Jordão (SP), passagem obrigatória para todo jovem instrumentista que almeja uma carreira profissional. A experiência lhe rendeu o primeiro contato com o saxofonista americano David Richards, que o elegeu destaque do Festival.
Nos anos seguintes, trilhou novos caminhos tocando em casas noturnas especializadas em música instrumental, ao mesmo tempo conquistando espaço em importantes festivais e eventos musicais do Estado. Participou de três edições do Festival de Música Eleazar de Carvalho como professor do curso de improvisação, juntamente com o mestre Peter Woodart, do Hertford College (Inglaterra). Em 2004, obteve a oportunidade de estudar nos EUA, como bolsista selecionado da Berklee College of Music, mas optou em ficar em Fortaleza.
Ao longo de 12 anos de carreira, ganhou o reconhecimento do público e da crítica especializada por sua desenvoltura no sax e na flauta, tocando ao lado de nomes consagrados da música brasileira como Ednardo, Amelinha, Belchior e Rosa Passos, entre outros. Marcou presença em todas as edições do Festival Jazz & Blues de Guaramiranga, destacando-se em show solo na oitava e mais recente edição, compartilhando o palco com Ivan Lins.
Com o talento que lhe é peculiar, Bob Mesquita investe também na cena instrumental como compositor e arranjador, onde destila uma sonoridade própria do seu mosaico de influências que vai do Jazz à MPB. Com uma performance sempre efusiva, o músico atualmente compartilha com o público um repertório inédito e sinaliza o que vem por aí, com a gravação de seu primeiro disco.

Repertório
1. Valsa Nova (Rodrigo Gondim)
2. Latin #2 (Rodrigo Gondim)
3. Vegetal (Bob Mesquita)
4. Fale a verdade (Bob Mesquita)
5. Valsa para Francisca (Bob Mesquita)
6. Peixe “Beto” que se arma (Bob Mesquita)
7. Mr. Rod (Bob Mesquita)
8. Triste Manhã (Bob Mesquita)

Ficha Técnica
Sax tenor e flauta – Bob Mesquita
Guitarra – Rodrigo Gondim
Baixo – Miquéias do Santos
Bateria – Ricardo Pontes


Quinteto de Sopros Alberto Nepomuceno, com o concerto “Choro de Câmara”, em homenagem ao Dia Nacional do Choro – participação especial da percussão do multiinstrumentista Luizinho Duarte (quarta-feira, dia 23, às 12h e 18h30)
Choro de Câmera, espetáculo musical criado especialmente para comemorar o Dia do Nacional do Choro, pelo Quinteto de Sopros Alberto Nepomuceno, com sua formação peculiar de Música de Câmera (estilo de música destinado a pequenos espaços, e por isso, escrita para pequenas formações).
O choro pode ser considerado como a primeira música urbana tipicamente brasileira. Os primeiros grupos surgiram por volta de 1880, no Rio de Janeiro e dominou o País com o seu ritmo alegre e contagiante, característica do povo brasileiro.
Pixinguinha é o maior representante deste gênero musical que fascina há gerações. O poeta, romancista, crítico de arte, folclorista, musicólogo e ensaísta brasileiro Mário de Andrade enfatizava que Pixinguinha surgiu quando "a música popular tornou-se violentamente a criação mais forte e a caracterização mais bela da nossa raça, nos últimos dias do império e primeiros da República".
Outra importante contribuição que recebemos na propagação deste gênero é de Radamés Gnattali, que provocou uma grande abertura aos grupos regionais e uma grande revolução na linguagem musical do chorinho. Com o Quinteto Radamés, estabeleceu novos caminhos para a música instrumental brasileira, tanto na produção de grupos de câmera como também de vários artistas na época.
Músico, Instrumentista, compositor, arranjador e maestro, Radamés deixou sua marca em composições consagradas com destaque para “Retratos”, suíte que compôs para Jacob do Bandolim, escrita para bandolim e orquestra, descrita hoje como uma referência na comunhão do choro e a música erudita. Em cada parte da suíte, ele homenageou os decanos da música brasileira, como Anacleto de Medeiros, Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha e Ernesto Nazareth.
Em meados dos anos 1970, Joel Nascimento pediu para Radamés rearranjar a suíte “Retratos” para a regional do choro, desta vez com violão, cavaquinho, bandolim e percussão. Ele aceitou o desafio e a partir daí surgiu a Camerata Carioca, movimento que aproximou o choro da música de câmara.
Nos anos 1980, muitos discos foram gravados ligando a descontração do choro a uma linguagem instrumental mais contemporânea. Outros grupos foram beneficiados com as composições de Radamés: o Quinteto de Sopros Villa-Lobos foi um destes.
A grande preocupação do Quinteto era a de divulgar e expandir a música de câmera brasileira e o fazem até hoje, com mais de 40 anos atuando em grandes apresentações no mundo. Graças a esse pontapé inicial dado por Radamés Gnattali e Heitor Villa-Lobos, realizaram a primeira gravação dos Choros de Câmera, com interpretações que mesclam a música erudita com a popular de forma bastante original.
O Quinteto de Sopros Alberto Nepomuceno segue essa linha de pesquisa e faz releituras de trabalhos realizados por compositores cearenses e nordestinos. Foi o primeiro grupo com esta formação no Ceará: flauta, oboé, clarinete, fagote e trompa.
Com este nome o conjunto homenageia o grande compositor cearense, o maestro Alberto Nepomuceno, criador de uma linguagem brasileira na música erudita e grande lutador pela democratização dos concertos. Neste ano o Quinteto de Sopros completa 10 anos de atuação, despertando de forma altruísta o interesse de jovens nesses raros instrumentos e estimulando a apreciação desse gênero musical.

Programa
01. Choro (Benny Walkof)
02. Doce de Coco (Jacob do Bandolim / arranjo do Maestro Duda)
03. Não me apresse (Wilson Fonseca)
04. Choro (da suíte para Quinteto de Sopros – Radamés Gnattali)
05. Escovado (Ernesto Nazareth / arranjo de Gustavo Nápoli)
06. Lamento (Pixinguinha / arranjo do Maestro Duda)
07. André de sapato novo (André Corrêa / arranjo do Maestro Duda)
08. Tico-tico (Zequinha Abreu)

Ficha Técnica
Flauta: Heriberto Porto
Oboé: Ewerton Castro
Clarineta: Almir do Vale
Fagote: Francisco de Souza
Trompa: Humberto Apolinário
Participação especial da percussão do multiinstrumentista Luizinho Duarte.


Ellis Mário (quinta-feira, 24, às 12h e 18h30)
O saxofonista e flautista Ellis Mário é graduado em Música pela Universidade Estadual do Ceará, com extensão no Rio de Janeiro e Brasília em projetos da Funarte (Fundação Nacional de Artes).
Com dois CDs lançados – “Quitandas do Brasil” e “You are the one”, foi vencedor do Prêmio NelSons de melhor CD de música instrumental (“You are the one”) da música cearense em 2004, concedido pelo site musical
http://www.nelsons.com.br/, webeditado pelo jornalista Nelson Augusto.
Músico de formação erudita, bebeu da fonte dos grandes mestres clássicos, tais como Mozart, Bach e Beethoven, mas consolidou suas pesquisas com o nacionalista Villa-Lobos e passou a enveredar pela Música Popular Brasileira e sua riqueza de ritmo e sons. Ellis Mário soma, em sua trajetória artística, uma série de apresentações em diversos festivais de música instrumental, com destaque para o Festival Jazz e Blues de Guaramiranga.
O artista dedica-se hoje a formação musical de adolescentes e jovens carentes, atuando como regente na Orquestra de Música Nordestina do Instituto Pão de Açúcar. A ONG atende a mais de 200 crianças, com aulas de teoria e de prática musical em todos os dias da semana, no turno complementar ao da escola, estimulando os participantes a exercitarem uma nova forma de cidadania por meio da linguagem universal da música.
Nesse espetáculo, pretende relembrar algumas de suas composições já conhecidas e elogiadas pela crítica e público, como também composições inéditas, frutos de suas atuais pesquisas, preliminares de seu próximo trabalho fonográfico.

Programa
01. Canto de Ossanha (Baden Powell e Vinícius de Moraes)
02. Amazonas (João Donato)
03. Brisa do mar (João Donato e Abel Silva)
04. Só danço samba (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes)
05. O pato (João Gilberto)
06. A little tear (Sarah Vaughan)
07. Samba do Carioca (Carlos Lyra e Vinícius de Moraes)
08. Arrastão (Edu Lobo e Vinícius de Moraes)
09. You Are The One (Ellis Mário)
10. Quitanda (Moacir Bedê)

Ficha Técnica
Saxofone e flauta: Ellis Mário
Baixo: Nélio Costa
Teclado: Robinho
Bateria: Denilson Lopes

Luciano Sá
assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste
(85) 3464.3196 / 8736.9232
lucianoms@bnb.gov.br

domingo, 30 de março de 2008

Cultura Musical apresenta Consiglia Latorre


Cantora e instrumentista paulista Consiglia Latorre realizará dois shows no programa Cultura Musical, do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza, na próxima quarta-feira, 2, às 12h e 18h30

FORTALEZA, 30.03.2008 – A cantora e instrumentista paulista Consiglia Latorre realizará dois shows, dentro do programa Cultura Musical, na próxima quarta-feira, 2, às 12h e 18h30, no cineteatro do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – 2º andar – Centro – fone: (85) 3464.3108).
Consiglia Latorre iniciou sua carreira atuando como vocalista de Toquinho e Chico Buarque. Reside em Fortaleza desde 2002, lecionando no curso de Música da Universidade Estadual do Ceará (Uece). Entre outros trabalhos artístico-pedagógicos, é autora da concepção do Festival de Musica da Ibiapaba (CE). Em 2005, lançou o CD “Tempo da Delicadeza”. A cantora apresentará no palco do CCBNB-Fortaleza as canções deste CD e composições de Tom Jobim, homenageando os 50 anos da Bossa Nova.

Trajetória artística
Cantora e instrumentista, Consiglia Latorre, iniciou sua carreira no movimento Virada Paulista, no Teatro Lira Paulistana, em São Paulo, na década de 1980. Vocalista dos compositores Toquinho e Chico Buarque, de 1984 a 1990, excursionou pelo Brasil e exterior. Nesses entremeios, iniciou sua carreira solo apresentando o show Em Torno do Tom, resultado de pesquisa sobre a obra de Tom Jobim.
Como solista na década de 1990 podemos destacar, entre vários, o espetáculo multimídia Máquinas e Motores do artista plástico Guto Lacaz. Além da carreira artística, Consiglia dá grande contribuição didática no campo da MPB, com especial destaque para o ensino do canto popular. É mestre pela UNESP em Metodologia do Ensino do Canto Popular.
Reside em Fortaleza desde 2002. Coordenou o Núcleo de Música do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. É professora do curso de Música da Uece e do curso de Artes Cênicas do Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET-CE), além de ser responsável pela concepção e direção artístico-pedagógica do Festival Música da Ibiapaba (CE).

Tempo da delicadeza
Em maio de 2005, Consiglia lançou o CD “Tempo da Delicadeza” pelo selo SESC–SP, um trabalho que, segundo a cantora, transcende lugares e épocas, buscando revelar uma linha de tempo que tem entretecido o imaginário de nossos artistas, liberando um fluxo inventivo renovador de nossa sensibilidade musical.
O sentimento de delicadeza encontra-se, na escolha do repertório, fundindo tradição e contemporaneidade, contendo a inventividade de autores consagrados como Chiquinha Gonzaga, Tom Jobim e Chico Buarque e novos compositores como Renato Motha e Juliana Caymmi.
Este sentimento também está presente nos arranjos originais para uma formação musical diferenciada expressa pela aliança dos timbres da voz, com uma camerata de cordas, piano, violão, instrumentos de sopro e percussão, adequando-os às nuances melódicas, rítmicas e harmônicas do repertório escolhido.
Mais uma vez Consiglia Latorre irá brilhar no palco, agora no CCBNB-Fortaleza, apresentando o show Tempo da Delicadeza, acompanhada pelo violonista Dudu Holanda, onde apresentará músicas deste CD e canções de outros compositores, como Tom Jobim, em homenagem aos 50 anos da Bossa Nova.

Programa
01. Todo o Sentimento (Cristóvão Bastos e Chico Buarque)
02. Imagina (Tom Jobim e Chico Buarque)
03. Januária (Chico Buarque)
04. Requebre que eu dou um doce (Dorival Caymmi)
05. Água de vintém (Chiquinha Gonzaga e Paulo César Pinheiro)
06. Baião barroco (Juarez Moreira e Simone Guimarães)
07. Nada de novo (Paulinho da Viola)
08. Flor de mim (Renato Motha)
09. Outra vez (Tom Jobim)
10. Brigas nunca mais (Tom Jobim e Vinicius de Moraes)
11. Futuros amantes (Chico Buarque)
12. Dindi (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira)
13. Chovendo na Roseira (Tom Jobim)
14. Eu te amo (Tom Jobim e Chico Buarque)
15. Labareda (Baden Powell e Vinícius de Moraes)
16. Tempo de amor (Baden Powell e Vinícius de Moraes)

Ficha Técnica
Voz – Consiglia Latorre
Violão – Dudu Holanda

Luciano Sá
assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste
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Exposição "Livros..." reúne obras multissensoriais de oito artistas no CCBNB-Fortaleza

Exposição coletiva "Livros...", organizada pelo artista visual Murilo Maia, reúne obras multissensoriais de oito artistas no Centro Cultural Banco do Nordeste-FortalezaFORTALEZA, 29.03.2008 - Artistas, poetas e escritores exploram o livro como objeto de arte, recriando-o enquanto objeto, fazendo inúmeras experimentações com suas formas, funções e materiais, extrapolando o conceito comumente atribuído aos livros de leitura, criando os chamados "livros de artista" ou "livros-objetos" - que são obras de arte raras, com tiragens reduzidas, muitas vezes únicas.
Leia mais e veja as imagens

sábado, 29 de março de 2008

Migrações: o exílio da infância



CCBNB-Fortaleza realiza seminário "Migrações: o exílio da infância" (de terça-feira, 1º, a quinta-feira, 3) mostrar detalhes

SEMINÁRIO AVANÇADO DE ARTE "MIGRAÇÕES: O EXÍLIO DA INFÂNCIA"


Local: Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza

Rua Floriano Peixoto, 941 - Centro

fone: (85) 3464.3108

Datas:

1º (18h às 20h30), 2 (17h30 às 20h) e 3 de abril (17h30 às 20h) - de terça a quinta-feira.

Público-alvo: professores, educadores em geral, profissionais que trabalham com a infância, alunos de Letras, Psicologia, Biblioteconomia e Pedagogia, entre outros.


Apresentação:


A infância é um dos momentos mais singulares que atravessa as nossas vidas. Ela revela muito do que somos e é sempre um enigma que tentamos desvendar para nos conhecermos melhor.


Tematizada freqüentemente pela Literatura, ficcionalmente ou através da memória dos escritores, a infância nutre o narrador como uma espécie de chave para chegar ao leitor infantil.


Assim, narrar uma imagem, uma emoção, cheiros e sabores vividos na infância nos dá a sensação de que eternizamos este momento que irá se repetir transformado em nossas ações e palavras escritas.


O seminário avançado Migrações: o Exílio da Infância, em sua segunda edição, privilegia este ano, portanto, as configurações da Infância - literária, pedagógica, existencial - no que ela oferece de multiplicidades de leitura e abordagens.


Da produção de textos para crianças, às premências do mercado editorial, até a importância fundamental da leitura na formação dos pequenos leitores, o evento busca debater esse processo migratório da idade infantil à idade adulta como uma tarefa das mais sedutoras e desafiantes da contemporaneidade.


No primeiro dia do evento (terça-feira, 1º), poesia e infância dão o tom com a presença do Grupo Remix, formado por alunos de escolas públicas que, através de um repertório variado, enlaçam vida e voz na leitura de textos poéticos.Depois, a presença igualmente poética de Bartolomeu Campos Queirós, um dos maiores escritores brasileiros da atualidade, que conversará com o público sobre as suas experiências de escrita mediadas pela infância.

No encontro seguinte (quarta-feira, 2), a palavra-mágica é experiência de troca entre saberes e agentes diversos. Assim, o público será convidado neste dia a fazer uma troca amorosa de livros que foram marcantes em suas vidas e depois a compor um painel onde deixarão impressas suas lembranças.


Dando seqüência a essa solidariedade livresca, escritores e professores cearenses darão depoimentos sobre sua trajetória entre palavras, alunos, escolas, num percurso de letras, gentes, amores.


No último dia (quinta-feira, 3), encenam-se essas experiências com a apresentação do Grupo Paidéia, formado por uma roda de amigas que, por meio de uma "simples tarefa escolar", montaram um espetáculo em que a criatividade e a inovação renovaram um clássico da mitologia: "Eros e psiquê".


Em seguida entra em cena a professora Marly Amarilha, grande estudiosa das formas do infantil na literatura e autora do livro "Estão mortas as fadas?". Assim, entre poetas, professores, fadas, afetos, a infância deixa de ser exílio e torna-se porto para todos nós.


PROGRAMAÇÃO

Dia 1º de abril (terça-feira)Infância - as portas da memória

Abertura:

17h30min - Grupo Remix (Quintais poéticos)

18h30min: Conversa com o escritor mineiro Bartolomeu Campos Queirós


Mediadora: Solange Kate Araújo


Dia 2 (quarta-feira)A infância são ânsias

17h30min: Amor em papel (troca de livros e painel de leitura)

18h30min: Livro - experiências de solidariedade, tema apresentado por Geórgia Zaranza (Arte-educadora / Ilustradora), Jorge Pieiro (Escritor / Professor) e Tânia Lima (Escritora / Professora).


Dia 3 (quinta-feira)Nos reinos da infância

17h30min - Grupo Paidéia (Apresentação da peça "Eros e psiquê" - Teatro de fantoches)18h30min: Palestra da Profª Marly Amarilha ("Literatura e oralidade: o aprendizado da escuta")

Mediadora: Sarah Diva Ipiranga


BREVE PERFIL DA PROFª MARLY AMARILHA

Marly Amarilha - Ph.D. em Literatura Comparada pela Universidade de Londres (1990). Mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal de Santa Catarina (1981). É professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, no Programa de Pós-Graduação e no Departamento de Educação. Coordena o grupo de pesquisa "Ensino e Linguagem". Atua na interface das áreas de Educação e Letras, com ênfase em Teoria da Leitura e Ensino de Literatura. Pesquisa, principalmente, os seguintes temas: leitura; linguagens; literatura; literatura infantil; educação fundamental; e formação do leitor. É membro da International Reading Association. Membro convidado da Associação Nacional de Pesquisa em Letras e Lingüística-ANPOLL, GT Leitura, Literatura Infantil e Juvenil. Membro da Comissão Editorial da Revista "Leitura: Teoria e Prática", da Associação de Leitura do Brasil (ALB). Pesquisadora do Grupo Interinstitucional de Leitura - Cátedra UNESCO de Leitura - PUC-Rio. É pesquisadora do Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq. Tem artigos publicados na Inglaterra, França e Espanha. É autora dos livros "Estão mortas as fadas? Literatura Infantil e prática pedagógica" e "Alice que não foi ao país das maravilhas: leitura crítica na sala de aula".


Luciano Sá

assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste

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terça-feira, 18 de março de 2008

Dramaturga e diretora teatral Lourdes Ramalho conta história de vida e descreve trajetória artística no programa Nomes do Nordeste

FORTALEZA, 18.03.2008 - Autora de extensa obra publicada, celebrada como grande dama da dramaturgia nordestina, premiada no Brasil, em Portugal e na Espanha em inúmeros concursos de dramaturgia e festivais de teatro, Lourdes Ramalho tem seu lugar assegurado - mas ainda não plenamente reconhecido - entre os grandes nomes do teatro brasileiro.
Potiguar radicada na Paraíba, ela é uma das expressões mais significativas da nossa dramaturgia contemporânea de autoria feminina.
A artista de 84 anos contará sua história de vida e descreverá sua trajetória artística, em entrevista aberta ao público, no programa Nomes do Nordeste, dentro da programação do II Festival BNB das Artes Cênicas, na próxima terça-feira, 25, às 19 horas, no cineteatro do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 - 2º andar - Centro - fone: (85) 3464.3108). Lourdes Ramalho será entrevistada pelo ator, dramaturgo e diretor teatral Ricardo Guilherme, e pela platéia presente ao CCBNB-Fortaleza, que poderá formular perguntas por escrito. O Nomes do Nordeste tem entrada franca.
QUEM É LOURDES RAMALHO (texto de Valéria Andrade)
Maria de Lourdes Nunes Ramalho, ou Lourdes Ramalho, como é conhecida literariamente, é uma escritora nascida no início da década de 1920 (23 de agosto de 1923), no sertão de Jardim do Seridó, fronteira do Rio Grande do Norte com a Paraíba, numa família de artistas e educadores: bisavô violeiro e repentista, mãe professora e dramaturga, tios atores, cordelistas e violeiros. Na infância, enquanto recebia o que havia de melhor em termos de educação formal no sertão, Lourdes Ramalho cresceu ouvindo cantorias de viola e histórias contadas por vendedores de folhetos e assim aprendeu, desde cedo, a amar sua terra e a cultura do seu povo.
Essa relação, de natureza atávica, da autora com a poesia popular, na realidade, se confunde com a história de seu bisavô, Hugolino Nunes da Costa, um dos expoentes da primeira geração de cantadores surgida no sertão paraibano em meados do século XIX, dando seqüência a uma linhagem iniciada por Agostinho Nunes da Costa, considerado o pai da poesia sertaneja nordestina. É deste contato com cantadores, cordelistas e contadores de história que vem o aprendizado dos procedimentos próprios da literatura popular, mais tarde assimilados em sua dramaturgia.
O QUE LOURDES RAMALHO ESCREVE
A maior parte da produção literária de Lourdes Ramalho é de textos para teatro. Seu fazer literário passa, entretanto e desde sempre, pela poesia e, ultimamente, contempla, ainda, a área da genealogia - revelando-se também aí a pesquisadora de fontes históricas, interessada em descobrir as raízes judaicas da cultura nordestina e, por extensão, da sua própria família.
Suas primeiras peças foram escritas por volta dos seus 10/12 anos de idade, quando brincar de teatro era sua diversão favorita. Incentivada pelos tios e, sobretudo, pela mãe, a menina Lourdes colocava no papel as falas e as ações das personagens que re/inventava. Em seguida, comandava os 'ensaios' para as apresentações, de que também participava e que aconteciam em reuniões familiares e escolares.
Datam desse tempo as primeiras versões de alguns dos seus muitos textos teatrais infantis.Quando escreveu o primeiro texto teatral propriamente dito, em 1939, Lourdes era ainda uma adolescente. Aluna de um colégio interno, no Recife, indignada com a precariedade de condições da escola, põe no papel, em forma de comédia, seus protestos contra a falta de professores qualificados, a má qualidade da alimentação e as medidas disciplinares abusivas.
Transformado em cena pela própria autora, o texto foi apresentado na festa de encerramento do ano letivo do colégio, detonando um embate entre pais e mestres, que resultou na expulsão da aluna-escritora.
Nos 30 anos seguintes, ou seja, entre as décadas de 1940 e 1970, é na sala de aula e em grêmios artísticos estudantis que Lourdes, conciliando seu o ofício de dramaturga e poeta com o de professora, encontra espaço para suas atividades de animação cultural, voltadas especialmente para a cena teatral e já então anunciadas como projeto de vida.
De 1975 em diante, após a primeira montagem teatral do seu texto As velhas, seus textos começam a ser montados fora de Campina Grande, na Paraíba, onde reside até hoje, ganhando a estrada rumo a outras partes do País através de festivais de teatro amador.
LOURDES RAMALHO, O TEATRO BRASILEIRO E O NORDESTINO
Situar a dramaturgia de Lourdes Ramalho no contexto do teatro nordestino e, mais amplamente, no quadro do teatro brasileiro contemporâneo, demanda um flash-back, feito aqui muito brevemente, aos idos de 1959, em Recife, onde um grupo de atores, intelectuais e poetas se forma em torno da idéia de redemocratizar o teatro. Herdeiros de um ideário estético ligado à tradição regionalista do romance de 1930, os integrantes deste grupo, entre eles Hermilo Borba Filho e Ariano Suassuna, tomam a si a tarefa de renovar a cena teatral local.Adaptando as propostas que o Teatro de Arena de São Paulo vinha divulgando Brasil afora, o grupo se mobiliza para escrever e levar ao palco textos que mostrassem a cara do nordestino, colocando em cena experiências, conflitos e sonhos do povo da região.
O Teatro Popular do Nordeste, como foi batizado esse grupo, defendia o conceito de um teatro popular, apoiando-se, sobretudo, no trabalho de recriação das narrativas do imaginário popular, traduzindo a intenção de levar a população local a reconhecer a si mesma e à sua cultura. Logo surgem pela região outros grupos afinados com esta proposta e buscando assimilar as tendências em curso no Sudeste.Em meio a esta efervescência, surge o Teatro do Estudante da Paraíba, também com o propósito de renovar a cena local via cultura popular.
Na década seguinte, cresce um movimento em torno do Teatro Santa Roza, em João Pessoa, e do recém-construído Teatro Severino Cabral, em Campina Grande. Já na primeira metade dos anos 1970, entre outros nomes da dramaturgia local, como Altimar Pimentel e Paulo Pontes, começa a ganhar projeção o de Lourdes Ramalho.São desta época, peças como Fogo-fátuo, As velhas, A feira, Os mal-amados e A eleição, com as quais Lourdes Ramalho desponta no cenário teatral do País, com a proposta de reinventar no palco o universo nordestino, valorizando sua herança cultural. Nestes textos, que formam o primeiro ciclo desta dramaturgia, estão em discussão a seca, o êxodo rural e os abusos de poder político local, lado a lado com questões relacionadas a vinganças familiares e amores impossíveis que acabam tragicamente.
Opõe-se, outra hora, o rural e o urbano, o ingênuo e o esperto, o privilegiado e o discriminado, o opressor e o oprimido. Joga-se, formalmente, com o sério e o burlesco, o trágico e o cômico, o sublime e o vulgar, a indicar os contrastes tão próprios da vida humana.
Revelava-se, ainda, a dramaturga engajada, pronta a denunciar a poluição cultural que invade o sertão nordestino na época do segundo pós-guerra com a presença norte-americana, em busca das jazidas de minério ali existentes, e a prática corrupta dos políticos na corrida pelo voto e, por extensão, pelo poder, como também as conseqüências trágicas provocadas por práticas socioculturais fincadas na assimetria das relações de gênero.
Outra linha de força da dramaturgia de Lourdes Ramalho toma corpo a partir dos anos 1990, quando ela passa a dar mais ênfase a uma dramaturgia em cordel. Romance do conquistador, por exemplo, escrito em 1991, nasce precisamente de uma encomenda dentro do Projeto de Incentivo à Dramaturgia de Cordel, desenvolvido em Campina Grande, sob a coordenação do diretor ibero-brasileiro Moncho Rodriguez, a partir do Centro Cultural Paschoal Carlos Magno. Encenado em terras brasileiras nesse mesmo ano, Romance do conquistador saiu em turnê pela Espanha em 1992, como representante do Brasil nos festejos dos 500 anos da chegada dos espanhóis à América.
Compõem este segundo ciclo da dramaturgia de Lourdes Ramalho vários outros textos, como O trovador encantado, Charivari, Presépio mambembe e Guiomar filha da mãe, nos quais se privilegia uma proposta estética voltada para o desvendamento e a ressignificação das raízes étnico-culturais do universo popular nordestino, especialmente as que remontam à cultura ibérica do século XVI. Deste modo, sem deixar de lado o propósito de discutir e dar visibilidade a práticas culturais e experiências de mundo da gente do sertão nordestino, Lourdes Ramalho busca situá-las num contexto que traz à tona traços de uma ancestralidade ibérica.
Dentre os quase cem textos teatrais escritos por Lourdes Ramalho até hoje, grande parte deles em prosa, mas muitos também em verso, que vão da farsa à tragédia, há um vasto repertório dedicado ao público infantil. Em suas incursões no universo do teatro para crianças, a autora revisita personagens, fábulas e procedimentos estéticos da literatura popular em verso e de contos de fadas, além de provérbios e danças dramáticas, realizando uma mistura de versos e ritmos - tudo envolto num clima de magia, brincadeira e festa, próprio da cultura popular e, igualmente, do teatro infantil.
Textos como Novas aventuras de João Grilo, Dom Ratinho e Dom Gatão, O diabo religioso, Maria Roupa de Palha e Anjos de Caramelada, além de muitos outros, instituem este mundo de fantasia, recriado a partir do teatro popular de rua, do circo, das histórias de folheto de cordel, a que não falta, porém, a crítica social incisiva característica da produção da autora.
FONTE:
Texto de autoria de Valéria Andrade,
doutora em Letras pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB),
extraído do site da dramaturga Lourdes Ramalho www.lourdesramalho.com.br/vida/index.htm
Luciano Sá (assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste)
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terça-feira, 11 de março de 2008

Jovem universitária vence primeira bateria de gincana cultural na Internet

Henilton Menezes, Richelly Barbosa, sua mãe, Francismeiry Gomes e Carmen Paula

Teia do saber: bateria sobre carnaval brasileiro contou com 1.108 participantes no programa Cultura na Rede


FORTALEZA, 11.03.2008 - A jovem universitária Richelly Barbosa de Medeiros, 21 anos, cearense de Fortaleza, moradora do bairro Bonsucesso, venceu a primeira bateria do programa Cultura na Rede - uma gincana cultural na Internet, promovida pelo Ambiente de Gestão da Cultura do Banco do Nordeste, no portal do BNB (www.bnb.gov.br/cultura).


Com 1.108 participantes respondendo sobre o tema "Cultura Popular - Carnaval", a primeira bateria contou com um total de 155 perguntas, no período de 21 de janeiro a 10 de fevereiro deste ano.Boa aluna do curso de Serviço Social da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Richelly afirma gostar muito de ler.


Sobre sua vitoriosa participação no jogo cognitivo virtual, ela revela: "estava com um tempinho livre, porque a universidade estava em greve, então eu sempre ficava no computador dando uma olhadinha; foi muito bom aprimorar o conhecimento sobre a história do carnaval e da arte brasileira".


E aproveita para parabenizar o BNB: "a iniciativa é muito boa; que as próximas baterias permaneçam nesse alto nível". Richelly inclusive criou uma comunidade no Orkut, denominada "Programa Cultura na Rede", onde os participantes "podem se conhecer, trocar idéias sobre os temas das baterias, as perguntas e muito mais".


Prêmios


Como prêmio pela primeira colocação no certame internético, a jovem ganhou um Mp4 player (tocador e armazenador de arquivos multimídias), que lhe foi entregue pelo gerente de Gestão da Cultura do BNB, Henilton Menezes.


Para vencer a gincana, Richelly Barbosa acertou 86% dos pontos colocados em jogo. Em segundo lugar ficou Rodrigo Weyll, de Lauro de Freitas (BA), e em terceiro, Ivana Sardinha, de Bento Gonçalves (RS), ambos com 22 anos.


Outro participante gaúcho, Iuri Guilherme, residente em Veranópolis (RS), declarou via e-mail que "o maior prêmio foi o conhecimento adquirido; vou divulgar o programa e continuar participando". Também receberam prêmios, remetidos pelo correio postal, os classificados até 20º lugar e outros que responderam a uma pesquisa de opinião sobre a gincana.


Estatísticas


Dos 1.108 participantes, 910 (82,2%) tinham entre 18 e 40 anos de idade, sendo 516 (46,2%) entre 18 e 25 anos, e 394 (36,0%) entre 26 e 40 anos. 137 (12%) dos inscritos tinham mais de 40 anos.


Participaram brasileiros residentes em 26 dos 27 estados, oriundos das cinco regiões do País (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul) - com destaque para o Nordeste, com 601 (54%) inscritos, Sudeste, com 336 (30%), e Sul, com 109 (10%).


Os dez estados com maior número de participantes foram: Ceará (294), São Paulo (196), Pernambuco (77), Bahia (70), Minas Gerais (64), Rio de Janeiro (63), Paraíba (54), Paraná (46), Rio Grande do Sul (34) e Santa Catarina (29).


Iniciada no último dia 18, a segunda bateria versa sobre o teatro brasileiro e sua inserção no contexto internacional. Já conta com 2.062 participantes (86,10% a mais que a primeira), prosseguindo até 30 de março.


Neste ano, os temas das baterias seguintes serão: música, sites culturais, festas juninas, cinema, artes visuais, literatura (Machado de Assis), 50 anos de Bossa Nova, consciência negra e The Beatles.


Luciano Sá

assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste
lucianoms@bnb.gov.br

domingo, 2 de março de 2008

Livro-Livre

Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza abre exposição “Livro Livre”, organizada por Alexandre Veras, na próxima terça-feira, 4, às 19 horas


Abertura da exposição: dia 04 de março, terça-feira, às 19 horas.
Período: 04 de março a 27 de abril de 2008. Entrada franca.
Organizador: Alexandre Veras.
Artistas: Grupo Alumbramento (Thais Alberto e Ivo Lopes).
Local: Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – 2º andar – Centro – fone: (85) 3464.3108).


Veja vídeo sobre o projeto Livro Livre no You Tube: http://youtube.com/watch?v=6OBYC_eruBs.


Produzido pelo grupo Alumbramento, o vídeo tem trilha sonora de Fernando Catatau, da banda Cidadão Instigado (“Lá fora tem / um lugar que me faz bem / e eu / vou lá”).


Livro livre – processo de criação da exposição
O Livro Livre 001 foi abandonado na feira de Messejana.
O número 039 fez uma viagem de trem, partindo do Mondubim.
O 021 ficou nas novas ruínas da ponte Praia do Futuro – Sabiaguaba.
Uma charrete passa em frente a um ponto de ônibus em Floresta, onde também podemos ver o livro 033.
Enquanto isso, o 076 é discretamente depositado em um balneário na Granja Portugal.
Agora, depois de 100 dias, esperamos que esses e os outros 95 livros que foram espalhados por toda a Fortaleza sejam reunidos na abertura da exposição Livro Livre.

O projeto Livro Livre propõe uma forma de comunicação poética, coletiva e anônima que busca envolver as pessoas em uma atmosfera misteriosa, lúdica, brincando com a curiosidade e convidando-as a participar de algo que está além do controle de suas vidas.
Trata-se de um jogo que envolve pessoas e coisas que se deseja dizer. Um jogo que só acontece se alguém acredita, pois propõe uma reflexão acerca da crença no destino, nas coincidências banais e nas possibilidades de se conhecer pessoas com as quais se divide o espaço e o tempo.

Primeira parte
Espalhar, por diversos locais da cidade, cem livros de cem páginas brancas, confeccionados artesanalmente, encadernados em capa dura branca e numerados de um a cem, em cuja primeira página será escrito o seguinte texto:

Este é um livro livre que deve viajar por muitos caminhos. Faz parte de um jogo que envolve pessoas e o que elas têm a dizer. Ele foi parar em suas mãos simplesmente pelo acaso e você agora está sendo convidado a jogar.

Regra 1: você decide se quer jogar ou não. Caso não queira brincar abandone este livro no mesmo lugar onde o encontrou e continue a viver sua vida como se nada tivesse acontecido. Se deseja seguir adiante, passe à segunda regra do jogo.

Regra 2: você pode tudo. Aqui você deve escrever algo que acha importante dizer ao mundo, pode ser uma estória, real ou inventada, uma poesia, uma canção, um desenho, fotografia etc.
O importante é que traduza a sua verdade ou o seu sentimento com relação ao mundo, à cidade, às pessoas ou a você mesmo.

Regra 3: após ter feito a sua parte você deve abandonar este livro em algum lugar onde ele possa ser encontrado por outra pessoa para que ela possa ler e decidir se vai entrar na brincadeira ou não, contribuindo com a obra. Pronto, a partir de agora uma parte de você vai circular e fazer parte da vida de outras pessoas. Por favor não guarde este livro somente para si, ele deve passar pelas mãos de muitas outras pessoas para que possa ser lido e preenchido com as mais criativas linhas. Você é o responsável pelo destino dessas estórias e agora peço-lhe que as torne livres novamente.

Regra 4: no dia 04 de março do ano de 2008, esse livro deverá ser entregue na rua Floriano Peixoto nº 941, Centro, Fortaleza – CE, a partir das 10 horas da manhã. Nesse dia, quem estiver com o livro nas mãos, por favor leve-o ao local na hora marcada para que todos que contribuíram com o seu destino possam contemplá-lo finalizando o jogo e permitindo que os livros completem seu ciclo.

Quem começa
Escolheremos cem pessoas diferentes para escrever as primeiras páginas no intuito de estimular os que encontrarão os livros depois, visto que, para muitos, saber que alguém já entrou na brincadeira antes é, na verdade, um estímulo fundamental e também por que a diversidade dessas pessoas também irá contribuir para que eles vejam que vale expressar o que a imaginação desejar.
Entre eles:
gra, euzébio, fred, ná filho, enrico, tio ali, miguel, armando, ivo, thais, salomão, maurizio, zé albano, bia furtado, rubia, zá araujo, glaucia, barbalho, solon, eduardo jorge, uirá, mimi, valeria, helano, akel, andré dias, danilo, luis, ricardo, livia pacoty, regina, themis, eri, ythallo, jaqueline, laia, narcelio, david da paz, naná, marisol, luciana, paulo, chico, umberto, wan, lia, abreu, iara, lucinha, pedrinho, guto, thaís, marquinho, junã, morena cristal, lívia, pedro domingues, vaikunta, ticiano, ramon…

A cidade
Os livros serão deixados em locais específicos da cidade seguindo uma cartografia criada para possibilitar que eles circulem por lugares diferentes. A idéia é desenhar uma espiral sobre o mapa de Fortaleza, começando pela periferia e terminando no centro da cidade, e marcar os pontos, seguindo esse desenho, para que esses livros sejam deixados na ordem numérica crescente terminando com o livro de número cem que estará no Centro Cultural Banco do Nordeste a partir da data de abertura da exposição para que os visitantes também participem da obra.

O vídeo
Todo o processo dos livros será registrado em vídeo, fotografias, e captação de áudio, desde a confecção, o desenho sobre o mapa, o acompanhamento das pessoas convidadas a escrever as primeiras estórias, os momentos de abandono dos livros nos respectivos lugares, bem como todos os acontecimentos decorrentes. O resultado será um vídeo livremente baseado nos quatro meses do processo Livro Livre e será parte integrante da exposição.

A exposição
Ocupará dois salões da galeria, uma sala escura com uma parede branca, onde será projetado o vídeo, e na outra sala, bem iluminada, ficará um sofá branco ou cadeiras brancas e a estante branca contendo o livro de nº 100 com as páginas em branco para que os visitantes possam escrever e onde serão colocados os outros livros que chegarem a partir do dia da abertura.

Texto de Alexandre Veras, organizador da exposição
Abrir o mapa da cidade, conhecer seus nomes, medir distâncias, escolher pontos, juntar os cúmplices, dividir equipes, definir estratégias, traçar uma rede, marcar datas, concentrar as forças e só aí, lançar o corpo por entre a cidade, ir de um ponto a outro atualizando as linhas de estratégia, num mesmo movimento, invisível, com gestos mínimos. O artista como cartógrafo.
Cem livros brancos, com cem páginas em branco, distribuídos em cem pontos da cidade, por dez pessoas divididas em cinco equipes. Para cada movimento um pequeno registro, cem vídeos de um minuto, em cada um, um livro deixado. Em cada livro uma mensagem, continue o livro, escreva, desenhe, deixe algo na superfície branca e depois deixe o livro, escolha um lugar e abandone-o.
Continue o movimento do livro. Cem dias se passarão e cem pessoas poderão encontrá-lo e depois abandoná-lo novamente. Dez mil encontros e desencontros, dos quais só saberemos pelos vestígios deixados nas páginas em branco. Para o último encontro, um pedido, abandone-o neste endereço, não se diz o que é o lugar, apenas uma rua, um número e uma data. O artista como sismógrafo.
Esse é o movimento do livro-livre. Mas há outro. O movimento dos cúmplices. O que fazer nesses cem dias? Esperar? É preciso continuar o movimento do livro numa outra série, criar um duplo do movimento das páginas preenchidas dia-a-dia. Para cada dia passado, um minuto de vídeo. Dez pessoas, produzindo a cada dia um vídeo de um minuto, durante cem dias. Dez vídeos de cem minutos. O artista como arquivista.
Há algo de profundamente romântico nesse gesto. Arremessar algo ao mundo e esperar pelo eco, provocar uma variação, arriscar perder-se nessa variação, apostar que um gesto mínimo pode alterar a ordem do mundo, acreditar “que a vida é a arte dos encontros, embora haja tantos desencontros na vida”. Mas há também o prazer de um puro gesto e o encantamento com a possibilidade desse gesto, um arremesso.
Sim, é preciso atravessar a cidade, distribuir os pontos. E de cada ponto achar a ponte para o arremesso. Mas qual o sentido do arremesso? Arremesso em direção ao “outro”, porque o outro é o próprio sentido desse arremesso. Um arremesso que começa sempre antes e só finda depois, uma prolongação do gesto, uma garrafa ao mar, um livro livre cuja única mensagem é o convite a um novo arremesso.
Arremesso acrescido de uma nova dobra, pois todo livro é um livro de dobras que se desdobram em cada arremesso-livro. Um livro-arremesso que se desdobra em duas linhas. Uma que segue sempre e não sabemos nunca se volta, outra que já segue voltando, como se cada arremesso comportasse dois sentidos. Um que vai em direção ao “outro” e outro que volta em direção a quem fica.
O arremesso aciona duas séries. A primeira, uma série louca, imprevisível, regida por Aion, senhor das intensidades e das bifurcações; a outra, com as marcas de Cronos, senhor das distribuições temporais, deixadas como vestígios em cada vídeo realizado por cada um do grupo, dia-a-dia, durante cem dias.
Da primeira série, que segue as derivas do livro, talvez nunca haja retorno, e talvez seja melhor assim, pois pesará, sempre sobre quem volta, a dúvida se a viagem foi longe o suficiente, chegando àquele ponto em que voltar é não ter arriscado ir mais. Aqui a perversão seria achar que o trabalho só se resolve se os livros voltarem.
Cada livro arremessado rompe o Fio de Ariadne, e quando se rompe o fio, perder-se volta a ser a razão do labirinto. Teseu-livro não mata mais o Minotauro e sai glorioso, mas desaparece como o capitão Ahab, que nunca pôde evitar ir mais além, e ser devorado por Moby Dick, a imensa baleia branca.
A questão aqui é se teremos uma narrativa possível a partir dessa viagem de onde não há regresso. Esse foi sempre o dilema da narrativa: quem poderá narrar quando a viagem é sem volta. A narrativa da própria experiência sempre estará sobre suspeita, pois quem volta para narrar talvez não tenha ido o suficiente, mas como converter a experiência em narrativa se não há volta?
Da segunda série, ou dos que ficaram no cais, é sempre possível dizer que a viagem nunca é apenas dos que partiram, pois quem fica, continua, e quem aposta no arremesso, aposta na volta do arremesso sobre si, como se a linha que volta nos levasse a continuar a história. A exposição que encontramos aqui traz a produção realizada nas variações dessa segunda série. Livro-dispositivo, que aciona linhas de fuga, de ruptura, de expressão.
No entanto há um convite que marca o início desta viagem, uma data marcada para a volta. Um desejo de ter nas mãos o livro-narrativa com os vestígios da viagem. Um jogo com o acaso, um desejo de aproximar as séries. Esta exposição celebra isso: o encontro com o imponderável, a alegria de inventar relações, de inventar a si e ao mundo. A vida como Livro Livre.
- Não deixe a peteca cair! Diz o livro-arremesso-dobra-vestígio-dispositivo-livre.


Luciano Sá

assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste

(85) 3464.3196 / 8736.9232 – lucianoms@bnb.gov.br

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

II Festival BNB das Artes Cênicas reunirá 249 eventos e apresentará 85 espetáculos em 12 mostras


FORTALEZA, 22.02.2008 - O Banco do Nordeste do Brasil realiza o II Festival BNB das Artes Cênicas, nos Centros Culturais Banco do Nordeste-Fortaleza, Cariri (em Juazeiro do Norte, região sul do Ceará) e Sousa (no alto sertão paraibano), no período de 1º a 30 de março, para marcar o Dia Mundial do Teatro (27 de março).

Gratuita ao público, a programação do Festival abrange um total de 249 eventos, durante 30 dias. O II Festival BNB das Artes Cênicas abraça um diversificado elenco de atividades voltadas ao exercício teatral, a saber: um debate com Lourdes Ramalho, dramaturga potiguar radicada na Paraíba e grande nome do teatro brasileiro, uma das expressões mais significativas da nossa dramaturgia contemporânea de autoria feminina; e a realização de doze mostras cênicas (Brasil, Nordeste, Teatro de Rua, Infantil, de Dança, Ceará, Paraíba, Cariri, Alto Sertão, Primeiro Ato, de Esquetes e de Contos), compreendendo um total de 85 espetáculos.

No final da última sessão de cada espetáculo das mostras Brasil, Nordeste, Ceará, Cariri, Alto Sertão e Primeiro Ato, o público poderá dialogar com os artistas sobre as peças apresentadas, o processo de criação e o fazer teatral. Novidade na programação deste ano, a Mostra Brasil traz espetáculos de Porto Alegre e Arapiraca (AL).

Também foram inseridas no roteiro do Festival, a partir deste ano, as Mostras de Contos (com quatro espetáculos), de Dança (com três), Paraíba (dois) e Alto Sertão (três). Para marcar o Dia Internacional da Mulher, o internacionalmente reconhecido contador de histórias Zé Bocca, de Votorantim (SP), apresentará contos que têm a mulher como personagem central.

Por sua vez, já incluídas na primeira edição em 2007, prosseguem na programação do Festival as Mostras Nordeste, Teatro de Rua, de Esquetes, Infantil, Ceará, Cariri e Primeiro Ato - esta última destacando novos talentos, porém já com notável traquejo de linguagem e encenação teatral.

Neste ano, a Mostra Nordeste envolve 15 peças teatrais de cinco estados da Região (Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Bahia). A Mostra Teatro de Rua abrange 16 grupos cearenses, potiguares e paraibanos, que se apresentam em praças, colégios, centros culturais e associações comunitárias de nove cidades do Ceará e três municípios da Paraíba. E a Mostra de Esquetes traz 21 encenações rápidas no decorrer do mês.

Multimídia e educativa, a programação do II Festival abrangerá ainda a realização de dois cursos de apreciação de arte e seis oficinas de formação artística; exibição de curtas-metragens e filmes, com a série "Teatro na Tela"; atividades destacando a intertextualidade do teatro com outras artes, como a fotografia, a literatura, a música e a cultura popular; e passeios temáticos em ônibus urbanos, trenzinho e a pé, visitando o Theatro José de Alencar e o Centro Histórico de Fortaleza.

Promotor do Festival, o BNB cumpre seu papel como principal órgão do Governo Federal para o desenvolvimento da Região Nordeste, na medida em que estimula toda a cadeia produtiva das artes cênicas, gerando emprego e renda no setor, criando novas oportunidades e promovendo a formação profissional de todos os que se dedicam à atividade teatral, além de oferecer visibilidade para novos artistas e possibilidade de acesso a outros eventos de caráter nacional.


Programação completa do II Festival BNB das Artes Cênicas (clique aqui).

Luciano Sá (assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste)
(85) 3464.3196 / 8736.9232
lucianoms@bnb.gov.br

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Moraes Moreira compartilha vida e obra no programa Nomes do Nordeste (CCBNB-Fortaleza, terça, 19, às 19h)


Cantor e compositor baiano Moraes Moreira conta história de vida e descreve trajetória artística em entrevista aberta ao público no programa Nomes do Nordeste


FORTALEZA, 13.02.2008 - Autor de sucessos como "Bloco do prazer", "Festa do interior", "Pão e poesia", "Meninas do Brasil", "Preta pretinha" e "Pombo correio", o cantor e compositor baiano Moraes Moreira concederá entrevista aberta ao público, dentro do programa Nomes do Nordeste, no Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 - Centro - fone: (85) 3464.3108), na próxima terça-feira, 19, às 19 horas.


Na entrevista, que será conduzida pelo jornalista Augusto César Costa, com a participação da platéia presente ao Centro Cultural, o artista compartilhará sua história de vida e descreverá sua trajetória artística. O programa Nomes do Nordeste tem entrada franca.


Na ocasião, Moraes Moreira também lançará e autografará o livro "A história dos Novos Baianos e outros versos". Escrito em forma de literatura de cordel, com 966 versos em redondilhas, e acompanhado de um CD, o livro registra sua voz narrativa, a leitura de poemas inéditos e letras de sua autoria, tendo como pano-de-fundo uma bela trilha sonora, que traz os melhores momentos do grupo, em formato instrumental.


História de vida e trajetória artística


Moraes Moreira, nome artístico de Antônio Carlos Moreira Pires, nasceu em Ituaçu (BA), em 8 de julho de 1947.


Seu primeiro instrumento foi a sanfona. Logo depois, passou a tocar violão e guitarra. Em 1966, transferiu-se para a cidade de Salvador e foi morar em uma pensão. Por essa época trabalhava como bancário.


Em 1968, juntamente com Paulinho Boca de Cantor, Luís Galvão, Pepeu Gomes e Baby Consuelo (hoje Baby do Brasil), formou o grupo Os Novos Baianos, que fez sua estréia com o show "Desembarque dos bichos depois do dilúvio", em Salvador.


No ano seguinte, participou com o grupo do V Festival da Música Popular Brasileira, da TV Record, de São Paulo, com sua canção "De Vera" (de parceria com Galvão). A composição foi registrada no primeiro LP do conjunto, lançado nesse mesmo ano, ao lado de outras da mesma dupla de parceiros, como "É ferro na boneca" e "A casca de banana que pisei".


Em 1970, Baby Consuelo lançou um compacto simples, pela gravadora RGE, contendo outra música de sua autoria, intitulada "Curto de véu e grinalda" (com Galvão). Ainda no início dos anos 1970, transferiu-se com os outros integrantes do grupo Os Novos Baianos para o Rio de Janeiro, vivendo - todos juntos - inicialmente num apartamento no bairro de Botafogo e, mais tarde, num sítio em Vargem Grande.


Em 1972, o grupo incorporou o baixista carioca Dadi e os percussionistas Jorginho Gomes, Baixinho e Luís Bolacha. Redirecionado musicalmente pela influência de João Gilberto, amigo de infância de Luís Galvão, o grupo gravou, pela Som Livre, o LP "Acabou Chorare", contendo, entre outras, canções de sua parceria com Galvão, como a faixa-título, além de "Mistério do planeta", "A menina dança", "Um bilhete pra Didi", "Tinindo trincando" e "Preta, Pretinha" - esta última vindo a se tornar um dos maiores sucessos do grupo, que também ficaria conhecido pela releitura de "Brasil Pandeiro", de Assis Valente, incluída nesse mesmo LP. (Em outubro de 2007, "Acabou Chorare" foi eleito, numa votação sem precedentes na imprensa nacional, realizada pela edição brasileira da conceituada revista Rolling Stone, como o MELHOR entre os 100 melhores discos de música brasileira de todos os tempos).Em 1973, lançou o LP "Novos Baianos Futebol Clube".


Neste disco, foram registrados outros sucessos de sua autoria, como "Besta é tu" (com Pepeu e Galvão), "Sorrir e cantar como Bahia" e "Só se não for brasileiro nessa hora", ambas em parceria com Galvão, entre outras.


O disco incluiu também uma releitura de "Samba da minha terra", de Dorival Caymmi, que se tornaria outro grande sucesso do conjunto.Em 1974, ainda com o grupo, lançou pela gravadora Continental o LP "Linguagem do alunte", no qual foram incluídas, de sua parceria com Galvão, a faixa-título, além de "Ao poeta", "Reis da bola", "Ladeira da praça" e "Fala tamborim", entre outras.


Com a dissolução do conjunto, partir para a carreira solo. Nesse mesmo ano, participou da trilha sonora da novela "Gabriela", da TV Globo, na qual interpretou sua música "Guitarra baiana".Em 1975, lançou seu primeiro disco solo, "Moraes Moreira".


No ano seguinte, iniciou uma parceria com o letrista cearense Fausto Nilo, com quem compôs "Santa fé", tema de abertura da novela "Roque Santeiro", da TV Globo. Ainda em 1976, participou, como cantor, do Trio Elétrico de Dodô e Osmar. Lançou em 1977 o LP "Cara e coração".


Em 1978, lançou o LP "Alto falante". Nesse mesmo ano, Zezé Motta interpretou sua música "Crioula", em disco lançado pela gravadora Atlantic.Em 1979, lançou o LP "Lá vem o Brasil descendo a ladeira".


Nesse mesmo ano, Terezinha de Jesus incluiu no repertório do LP "Vento Nordeste", gravado pela CBS, sua composição "Fogo fátuo" (com Chacal). Também em 1979, Zizi Possi e o grupo A Cor do Som interpretaram "Fruto maduro", de sua autoria.


Ainda nesse ano, Paulinho Boca de Cantor, ex-integrante dos Novos Baianos e também seguindo carreira solo, incluiu diversas canções de autoria de Moraes Moreira, em disco lançado pela gravadora Epic, como "Nossa trajetória" (com Paulinho e Galvão), "Mambeando à beira-mar" (com Jorginho, Paulinho e Galvão"), "Leva o vento" (com Galvão) e "Eu sou um padeiro".Em 1980, lançou o LP "Bazar brasileiro". Nesse mesmo ano, Terezinha de Jesus registrou, no LP "Caso de amor", sua música "Tua sedução" (com Fausto Nilo).


Em 1981, lançou o LP "Moraes Moreira". Elza Maria incluiu, no disco "Entra na Rosa" (Polygram), lançado nesse mesmo ano, sua canção "Pelo microfone" (com Fausto Nilo). A música seria regravada mais tarde, também com sucesso, por Elba Ramalho.Ainda em 1981, a dupla Bendegó, formada por Capenga e Gereba, gravou "Do I Ching ao Xingu", de sua parceria com Capenga e Antônio Risério.


Moraes Moreira lançou, em 1982, o LP "Coisa acesa". Nesse mesmo ano, com direção e roteiro de Fred Góes, montou o show "Pintando o oito", apresentado no Anhembi, em São Paulo. Também em 1982, Ângela Maria gravou sua canção "Sempre Ângela" (com Fred Góes e Paulo Leminski).No ano seguinte, lançou o LP "Pintando o oito".


Em 1984, gravou o LP "Mancha de dendê não sai". Também nesse ano, Zezé Motta incluiu, no LP "Frágil força", sua música "Nega Dina" (com Capinan), e Zizi Possi regravou "Dê um rolê" (com Galvão), sucesso dos anos 1970 na voz de Gal Costa.Em 1985, Beth Carvalho interpretou "O encanto do Gantois", de sua parceria com Edil Pacheco. Ainda nesse ano, compôs com Fausto Nilo "Olhos de Xangô", incluída na minissérie "Tenda dos Milagres", da Rede Globo, baseada em livro de Jorge Amado. Também em 1985, Luiz Gonzaga gravou "Instrumento bom", de sua parceria com Fred Góes. Em 1986, lançou o LP "Tocando a vida".


Nesse ano, sua composição "Dança do amor" (com João Donato) foi interpretada por Tânia Alves, no LP "Dona de mim", gravado pela CBS.Em 1987, gravou o LP "Mestiço é isso?". Nesse ano, Fausto Nilo lançou o LP "12 Letras de Sucesso", no qual o letrista compilou algumas de suas músicas mais conhecidas, em gravações de grandes artistas da MPB, algumas de autoria da dupla, como "Bloco do Prazer", com Gal Costa, e "De noite e de dia", com Maria Bethânia, além de sua própria gravação de "Meninas do Brasil" e "Santa Fé".Em 1988, lançou os LPs "Bahiano fala cantando" e "República da música".


Também nesse ano, apresentou-se ao lado do instrumentista, cantor e compositor Armandinho, em turnê de shows pelos EUA. Em 1989, Elba Ramalho interpretou "Popular brasileira", de sua parceria com Fred Góes, faixa que deu título ao disco da cantora paraibana. Nesse mesmo ano, Fred Góes fez o roteiro de seu especial para a TV Manchete. Ainda em 1989, participou do disco de Armandinho.Em 1990, fez dupla com Pepeu Gomes, com quem lançou o disco "Moraes e Pepeu".


No ano seguinte, o disco foi lançado no Japão. Em 1991, gravou o disco "Cidadão", no qual registrou, entre outras "Leda" (com Paulo Leminski) e a faixa-título, de sua parceria com Capinan.Um ano depois, convidado pelo produtor Almir Chediak, participou do songbook de Gilberto Gil, interpretando, ao lado de seu filho Davi Moraes, a música "Procissão".


Gravou, no ano seguinte, o CD "O Brasil tem conserto". Em 1995, lançou o CD "Acústico Moraes Moreira", interpretando 15 sucessos de sua carreira, entre os quais "Lá vem o Brasil descendo a ladeira" (com Pepeu), "Festa do interior" (com Abel Silva), "Coisa acesa" (com Fausto Nilo), "Acabou chorare" e "Preta Pretinha", ambas com Galvão.Em 1996, lançou o CD "Estados".


No ano seguinte, juntamente com Baby do Brasil, Paulinho Boca de Cantor, Luís Galvão e Pepeu Gomes, entre outros componentes do grupo Novos Baianos, apresentou o show "Infinito Circular", no Metropolitan, no Rio de Janeiro. O espetáculo foi gravado e deu origem ao disco homônimo, lançado no mesmo ano. Ainda em 1997, gravou o CD "50 Carnavais", contendo sete músicas inéditas e cinco regravações de antigos sucessos.Em 1999, lançou o CD "500 Sambas".


Em 2001, participou do festival Rock in Rio, apresentando-se, com seu trio elétrico, no Palco Mundo. Lançou em 2003, o CD "Meu nome é Brasil", contendo suas canções "Violão cidadão" e "Mais que palavras", ambas com Fred Góes, "Minha pérola", "Choro novo" (com Armandinho), "Indagações de um analfabeto" (com Zé Walter), "Rainha da cocada preta" (com Tavinho Paes), "Me azara meu amor" (com Abel Silva), "Eu sou o caso deles" (com Galvão) e "Tô fazendo" (com Fred Góes e Maria Vasco), além de "Gente Humilde" (Garoto, Chico Buarque e Vinícius de Moraes), "Respeita Januário" (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira), "Aos pés da cruz" (Marino Pinto e Zé da Zilda) e "Trem das Onze" (Adoniran Barbosa).


Fez show de lançamento do disco no Teatro Rival BR, no Rio de Janeiro.Em 2005, gravou o CD "De repente", contendo suas canções "Povo brasileiro" (com Armandinho), "Pra vida inteira", "Baião D2", "Palavra de poeta" (com Fred Góes) e "Na glória do samba", entre outras. Fez shows de lançamento do disco na loja Modern Sound e na Feira de São Cristóvão, ponto de encontro do povo nordestino no Rio de Janeiro.


Constam da relação de intérpretes das suas canções, além dos já citados, Daniela Mercury ("Monumento vivo", com Davi Moraes), Ney Motogrosso, Luís Melodia ("Mistério do planeta", com Luís Galvão), Fagner, Simone ("Pão e poesia", com Fausto Nilo), Marisa Monte ("Dê um rolê", com Galvão) e Gal Costa ("Bloco do Prazer", com Fausto Nilo, e "Festa do interior", com Abel Silva, música mais tocada nas rádios brasileiras em 1982), entre vários outros.Em linguagem de cordel, lançou, em 2007, o livro "A história dos Novos Baianos e outros versos", pela Língua Geral Editora, acompanhado de um CD que registra sua voz na leitura do cordel e também de poemas inéditos e letras de sua autoria.


O lançamento foi celebrado na loja Modern Sound, com leitura de trechos do livro e performance musical, ao lado do seu filho, o guitarrista e compositor Davi Moraes.


(Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira - http://www.dicionariompb.com.br/ http://www.dicionariompb.com.br/.


Mais informações sobre o artista no site http://www2.uol.com.br/moraesmoreira.


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