domingo, 18 de maio de 2008

Pará arrecada R$ 1,28 milhão em leilão de madeira ilegal

O governo do Pará realizou na quinta-feira (15/5), em Santarém, o primeiro leilão de madeira ilegal do Brasil.
Dois lotes foram arrematados por duas empresas madeireiras, uma do Rio de Janeiro e outra do Pará, e o montante arrecadado chega a R$ 1,28 milhão. A madeira leiloada foi apreendida em ações de fiscalização do Instituto Brasileiro dos Recursos Naturais e Renováveis (Ibama).

As espécies são variadas, entre elas ipê, maçaranduba, tauari, angelim, jatobá e jatuarana. Os arrematantes recolheram ao término do leilão R$ 220.897,32, correspondentes ao Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), em favor da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa ).
Outros 10% serão pagos ao leiloeiro licitado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Pará (Sema). O primeiro lote, com 3.585 metros cúbicos (m3) de madeira em tora teve lance inicial de R$ 300,00 por metro cúbico e foi arrematado com lance final de R$ 350,00 o metro cúbico. O segundo lote, por possuir um volume pequeno de madeira, não chegou a ter proposta de lance e será incorporado ao próximo leilão, previsto para o dia 10 junho, no município de Anapu, Região do Xingu. O terceiro lote, com 62,85 m3 de madeira serrada foi bastante disputado. O lance inicial foi de R$ 500,00 e chegou a R$ 550,00 por metro.

Para a diretora administrativa e financeira da Sema, Leila Elias, o leilão foi um sucesso, superando as expectativas. “Trabalhamos inicialmente com valor mínimo de mercado das espécies, estipulado pela Sefa, mas conseguimos ultrapassar esse valor”, informou ela.

O dinheiro arrecadado com o leilão será destinado ao aparelhamento e à infra-estrutura da Sema e do Ibama, visando fortalecer as ações de recomposição florestal e combate ao desmatamento no Estado.

“O dinheiro será investido no programa de restauração florestal e em órgãos de gestão ambiental”, acrescentou. O prazo para retirada da madeira do pátio do Ibama é de sete dias, conforme estabelece o edital, mas pode ser dilatado, caso a empresa compradora solicite. O terreno está alagado devido às fortes chuvas que caem sobre Santarém e à enchente do rio Tapajós, o que pode dificultar o transporte.

Assessoria de Imprensa do Governo do Pará
Ex-Libris Comunicação Integrada
Célia Moreno

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