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domingo, 2 de março de 2008

Rádio UFSCar apresenta, a partir de março, oito novos programas

Nova programação tem início no dia 3, com apresentação de vários estilos musicais e informação cultural

A partir da próxima segunda-feira, dia 3 de março, a Rádio UFSCar 95,3 FM estréia uma nova programação. Vinhetas diferenciadas, promoções e oito novos programas especiais entrarão no ar com temáticas que vão dos clássicos da música brasileira às maiores novidades artísticas mundiais.
A maioria dos programas são propostas de membros da comunidade de São Carlos e região, que encontram na Rádio um espaço para divulgação de suas idéias e gostos musicais. Todas as propostas são analisadas pela Rádio e, após a definição da veiculação, as pessoas passam a produzir e apresentar semanalmente seus programas, sempre contando com o auxílio e supervisão dos funcionários da Rádio. Este é, aliás, um dos principais objetivos da Rádio UFSCar: ser um veículo voltado à democratização da comunicação e amplificar os gostos e predileções do maior número possível de ouvintes.Já no dia 3 de março (segunda-feira), entra no ar o programa "Caixa de Entrada", com apresentação de Ivan Moreira.
O programa traz os lançamentos recém-chegados à Rádio UFSCar e as novidades da programação, sempre às 18h.Além disso, todas as quintas e sextas, outros três programas vêm com novidades do universo musical. "Subsolo 2" estréia na quinta-feira dia 13, com apresentação de Maurício Martucci (Coordenador Musical da Rádio), trazendo as várias vertentes do rock mundial. "Subsolo 2" entrará no ar sempre às 21h.Outra temática original fica por conta de "Cotidiano", um programa que procura explorar a diversidade da cultura alternativa. A estréia acontece na sexta-feira, dia 7, às 20h, com apresentação de João Moura.
Por fim, encerrando os programas especiais da sexta, entra no ar, no dia 14, às 22h, "Ouvido Pop", para animar a entrada no final de semana, trazendo canções do rock à música eletrônica, junto à divulgação cultural e novidades do mundo pop. A apresentação é de Maithe Bertolini e Ricardo Rodrigues (Diretor Artístico da Rádio UFSCar).
Fim-de-semana musical
As outras quatro estréias da programação da Rádio UFSCar entram no ar semanalmente aos sábados. A intenção é trazer à grade do final-de-semana novas opções, com diferentes estilos e atendendo aos gostos variados da audiência de São Carlos e região. São eles os programas "Cordas e Acordeon" (9h), "Mulheres em Vanguarda" (11h), "O bom e velho Funk" (17h) e, fechando o ciclo de novidades, "Finest", com discotecagem das últimas novidades da vertente House Music da música eletrônica, às 22h.Junto a todas essas estréias, a Rádio já conta com vários outros programas musicais, de esporte, cultura e de jornalismo. A Rádio UFSCar pode ser sintonizada na cidade de São Carlos pela freqüência 95,3 FM, ou de qualquer parte do mundo pela Internet, em www.radio.ufscar.br .
Mais informações pelo telefone (16) 3351-8099.
Flávio Mesquita (16) 3351-8120
Informativo da Coordenadoria de Comunicação Social da Universidade Federal de São Carlos. Telefone/Fax: (16) 3351-8119.
E-mail:
ccs@ufscar.br

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Livro sobre Machado de Assis, de Alfredo Pujol, tem nova edição pela Imprensa Oficial de SP e ABL



O livro publicado em junho de 1917 voltou às livrarias em nova edição produzida pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e Academia Brasileira de Letras, justamente quando se comemora o centenário de Machado de Assis. Em sete conferências, Alfredo Pujol (1865/1930) conta fatos sobre adolescência, mocidade e primeiros escritos de Machado de Assis, além de comentar as principais obras e fases do autor.



Machado de Assis – Curso literário em sete conferências na Sociedade de Cultura Artística
Autor: Alfredo Pujol
Edição: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e Academia Brasileira de Letras
Páginas: 352
Preço: R$ 25,00


Durante os anos de 1915 e 1916, o professor, advogado e escritor Alfredo Pujol, falecido em 1930, fez sete conferências no curso literário da Sociedade de Cultura Artística de São Paulo sobre a vida e a obra de Machado de Assis. Em 1917, o autor resolveu transformá-las em livro, agora relançado em segunda edição pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e Academia Brasileira de Letras.

Pujol coletou vasta documentação obre Machado de Assis, em sua opinião o maior escritor do Brasil e um dos maiores da língua portuguesa: “Machado de Assis, com a extrema originalidade que o caracteriza, não sofreu a ação ambiental da sua época; superior ao seu tempo, viveu a vida interior do pensamento criando com carinho obra extraordinária, de rara unidade e de sedutora beleza, que é o momento mais perfeito e mais sólido das nossas letras”.

No prefácio da nova edição, Alberto Venâncio Filho, da comissão de publicações da ABL, destaca o trabalho de Pujol e a grande repercussão das conferências em São Paulo e no Rio de Janeiro. “Pujol foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 14 de novembro de 1917, após publicar o volume sobre Machado de Assis, para a cadeira que pertencera a Machado, que fora sucedido por Lafayette Rodrigues Pereira”, comenta.

Entre os temas das conferências, comentados no livro, estão fatos da adolescência e mocidade do escritor, seus contos e os romances da primeira fase, o meio político e literário da época, o lado de crítico e cronista, obras como Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e Dom Casmurro, além de seus últimos livros.

A leitura sempre foi presente na vida do escritor, como relembra Pujol, desde os tempos de tipógrafo de Machado na Imprensa Nacional, quando seu chefe reclamava que o serviço do rapaz não rendia porque estava sempre às voltas com livros. “Também não demonstrava interesse por política e em toda a sua obra não há vestígio de preferências ou inclinações no meio da luta dos partidos e das pessoas”, ressalta o autor.

Outro detalhe interessante da publicação é mostrar o deslumbramento de Machado quando conheceu o poeta maranhense Gonçalves Dias e José de Alencar ou, ainda, a paixão pelo teatro. “A primeira obra que publicou foi uma fantasia dramática, Desencantos, editada por Paula Brito em 1861”.

O lado pessoal também tem vez nas páginas da obra: “A condição inferior do seu nascimento não lhe permitiu, na infância e na adolescência, o gozo de qualquer conforto. Sua casa era asseada, mas sempre erma dos ornatos do luxo e da arte. No vestuário a mesma severidade, o mesmo recato”.

Quando comenta Dom Casmurro, Pujol se refere a ele como um livro cruel: “É um desses livros impossíveis de resumir, porque é na vida interior de Bento Santiago que reside todo o seu encanto, toda a sua força”.

O autor fez questão de incluir em suas conferências a paixão do escritor pelo Rio de Janeiro: “Foi um carioca apaixonado da sua cidade natal. Salvo uma viagem a Nova Friburgo e outra a Petrópolis, nunca saiu do Rio de Janeiro. Conhecia todos os recantos da cidade; amava todas as suas tradições; votava verdadeiro culto aos seus aspectos pitorescos e aos costumes peculiares à sua civilização”.

Ivani Cardoso/Maria Fernanda
Lu Fernandes Escritório de Comunicação
telefone (11) 3814-4600