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segunda-feira, 16 de junho de 2008

Leite de cabra transgênica pode ajudar pacientes com Aids e câncer

Os animais que receberam gene humano poderão produzir leite com a proteína hG-CSF, que auxilia o sistema imunológico

O leite de cabras geneticamente modificadas poderá ser usado no combate a doenças imunitárias como, a Aids, e em pacientes com câncer que são submetidos à radioterapia e quimioterapia.

A produção do leite de cabras, adicionado da proteína Fator de Estimulação de Colônias de Granulócitos humano (hG-CSF), é o principal objetivo da pesquisa "Caprinos Transgênicos como Biorreatores para Produção de Fármacos de Interesse em Saúde Humana". O trabalho é desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Fisiologia e Controle da Reprodução (LFCR), da Universidade Estadual do Ceará (Uece) em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Academia de Ciências da Rússia.

Na prática, o que se pretende é utilizar esses animais para a produção de vários tipos de medicamentos. O primeiro passo para a conclusão do projeto já foi dado. Este mês, um casal de cabras da raça Canindé, nativa da região nordestina, completa três meses. O que torna a fêmea Camilla e o macho Tinho animais tão especiais é o fato de eles terem sido os únicos, entre 23 nascidos em laboratório, a expressar a mudança genética introduzida pelos pesquisadores.

O nascimento desses animais transgênicos também coloca o Brasil como o único país da América Latina a dominar a técnica e a conseguir gerar caprinos geneticamente modificados. Os caprinos que nasceram em março deste ano no laboratório da Universidade receberam, ainda na fase embrionária, o gene humano que deve permitir que produzam em seu leite a proteína hG-CSF.

Essa proteína atua na prevenção da neutropenia, ou seja, na queda dos níveis de células brancas (neutrófilos), que fazem parte do sistema imunológico. A redução dessas células é comum em portadores de doenças como Aids ou em pacientes que são submetidos à quimioterapia ou radioterapia. Estudos recentes também apontam para a utilização do hG-CSF na regeneração de áreas pós-enfarte do miocárdio e em isquemia cerebral.

O coordenador do projeto e pesquisador do LFCR, Vicente José Freitas, comemora os primeiros resultados. De acordo com ele, a opção pela proteína hG-CSF se deve justamente à importância terapêutica dessa substância e à ampla possibilidade de produção de medicamentos para doenças graves. Freitas destaca que, se as expectativas se confirmarem, em breve, será possível produzir no Brasil medicamentos a base de hG-CSF a custo 50% menor do que existe no mercado.

Além do menor preço, o medicamento sintetizado a partir do leite de cabra, de acordo com Freitas, deve diminuir os efeitos colaterais nos pacientes. "A intenção é estabelecer parceiras com outros órgãos de governo, para que se possa produzir medicamento a baixo custo, o que beneficiaria diretamente a população mais carente", destaca.

O pesquisador explica que o próximo passo da pesquisa será a indução da lactação da cabra para que se possa analisar os níveis de expressão da proteína humana no leite. Caso os resultados se confirmem, Vicente Freitas acredita que será possível iniciar a fase de reprodução dos animais para a formação de um rebanho transgênico nos próximos meses. Esse processo, segundo Freitas, poderá ser acelerado, já que a transgene foi verificada em um macho e uma fêmea.

O pesquisador explica que o cruzamento natural do casal com as características alteradas eleva a possibilidade de obtenção de um filhote geneticamente modificado para 75%. Freitas explica que também serão adotados outros métodos, como a reprodução assistida, através da transferência de embriões fecundados para outras "mães", até a clonagem. Em sua avaliação, no máximo em três anos, será possível formar um rebanho de até 100 caprinos geneticamente modificados. "Através das matrizes e reprodutores, podemos, rapidamente, formar um rebanho transgênico produtor de leite. Esse leite será então beneficiado para isolamento da proteína e preparo do medicamento".

Após a produção do leite contendo a proteína humana, serão realizados testes pré-clínicos e clínicos. Nesta etapa, será necessária a obtenção de novas autorizações, que são concedidas pela Comissão Técnica Nacional de Biotecnologia (CTNbio) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A pesquisa "Caprinos Transgênicos como Biorreatores para Produção de Fármacos de Interesse em Saúde Humana" foi aprovada em edital da Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio). O projeto recebeu cerca de R$ 1,5 milhão em recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT). A previsão é de que até o final dos trabalhos sejam repassados mais recursos do MCT e de outras fontes de financiamento.

Tecnologia
O secretário de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped/MCT), Luiz Antonio Barreto de Castro, destaca que os resultados da pesquisa demonstram a viabilidade da rota tecnológica escolhida. Segundo ele, o caminho está aberto para outros projetos importantes. "É possível realizar outras expressões no leite de proteínas importantes como Fator 9 IX de coagulação, que é necessário para o hemofílico. Esse método já foi testado em camundongos e agora poderá ser usado em caprinos", disse.

Luiz Barreto ressalta ainda que, com a mesma técnica, será possível produzir leite para combater a diarréia neonatal. "A mesma rota tecnológica poderá ser usada para expressar no leite de caprinos substâncias que tenham a capacidade de neutralizar ação de patógenos que causam a diarréia neonatal, como as proteínas humanas lisozima e lactoferrina, que agem na parede celular e matam a bactéria", disse. Segundo Barreto, ao final da pesquisa, a intenção é possibilitar a industrialização do leite em embalagem longa vida, para que possa ser comercializado em outras partes do mundo, como no continente africano, onde também ocorrem casos de morte por diarréia neonatal. "Essa pesquisa permitirá combater a mortalidade infantil através da ingestão direta do leite geneticamente modificado", destaca.

Experiência

A construção do DNA que está sendo aplicada nas cabras foi inicialmente testada em camundongos na UFRJ. Nessa fase foram obtidas algumas fêmeas transgênicas, que expressaram a proteína no leite.

No caso da pesquisa realizada na Universidade Estadual do Ceará, as cabras foram superovuladas e tiveram os embriões colhidos, que depois foram microinjetados com uma construção gênica para o hG-CSF. Na seqüência, os embriões foram transferidos para cabras receptoras sem raça definida. Após o nascimento, as crias foram testadas para verificar a presença do gene.

O exame de DNA que fez a detecção dos transgênicos foi realizado no próprio laboratório da UECE em um termociclador. Para confirmação do resultado, as amostras das orelhas dos 23 cabritos nascidos entre os dias 10 e 20 de março foram enviadas para o Laboratório de Animais Transgênicos da UFRJ para realização da contraprova.

Raça
A experiência foi realizada com cabras das raças Saanen, de origem suíça, e Canindé, nativa do Nordeste. Dos 23 caprinos nascidos no laboratório, 13 são machos e 10 fêmeas; cinco da raça Saanen, e 18 Canindés. Desse total, três expressaram a mudança genética: o casal da raça Canindé, e um animal da raça Saanen, natimorto.

O coordenador da pesquisa, Vicente Freitas, considerou positiva a reação da raça Canindé ao experimento. A espécie, por produzir menos leite que as raças européias, acabou entrando em extinção. Agora com a pesquisa, esses animais, segundo Freitas, podem ser revalorizados devido às propriedades que poderão ser adicionadas ao leite. "Os caprinos da raça Canindé se mostraram mais saudáveis do que os da raça Saanen. Com isso, abrimos uma nova perspectiva para a criação desses animais", destaca.

Rafael Godoi
Assessoria de Comunicação do MCT
ascom@mct.gov.br

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Convênio instala Metrópole Digital em Natal (RN)

O governo do Rio Grande do Norte e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) assinam nesta sexta-feira (25), em Natal, convênio no valor de R$ 35 milhões para construção de um Centro Integrado de Vocação Tecnológica (CIVT) na região Metropolitana de Natal.
O evento para implantação da Metrópole Digital será às 11h na Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), com presença do ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e da governadora Wilma de Faria.
O objetivo da iniciativa é disponibilizar a capital de um centro de referência em qualificação de mão-de-obra que favoreça a instalação de empresas especializadas em tecnologia e informática, gerando empregos e divisas para o estado.A Metrópole Digital deve formar num período de dez anos cerca de 40 mil profissionais de acordo com as necessidades do mercado de trabalho.
O complexo terá 8.960 metros quadrados de área construída, dividida em cinco pavimentos. O prédio tem distrito digital, laboratórios de informática e línguas, estúdios de TV e rádio digitais, incubadora de negócios, espaço para locação de empresas de tecnologia, auditório para 600 pessoas, garagem para 130 automóveis e um centro de identificação de talentos. As obras tem início ainda este ano com previsão de conclusão em 2009.
Dos R$ 35 milhões necessários para implantação do CIVT, R$ 22 milhões são para a construção e compra dos equipamentos e R$ 13 milhões na oferta dos cursos de qualificação. A Metrópole Digital também oferecerá educação à distância para qualificação de professores e cursos de línguas estrangeiras para profissionais de turismo. O complexo disponibilizará ainda acesso gratuito à informática em todos os telecentros comunitários, escolas e outros espaços públicos para garantir a inclusão digital.
Além do convênio para a Metrópole Digital, o ministro Sergio Rezende assina com a governadora Wilma de Faria termo de cooperação para implantação de mais dez telecentros de inclusão digital, que serão instalados em escolas públicas e entidades sem fins lucrativos.
GigaNatal
Na visita a Natal Rezende também lança a Rede Giganatal, que tem 40 quilômetros de extensão de novo cabeamento ótico e 12 quilômetros de cabeamento, permitindo a interligação de oito instituições públicas e privadas, entre elas a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o Cefet e o Centro de Tecnologia do Gás (CTGás). Essa medida permite às instituições reduz custos e aumentar as possibilidades de comunicação entre si.
O ministro assina ainda atos de concessão de bolsas a 87 pesquisadores do estado.
Cledivânia Pereira – Ascom Governo do RN
(84) 8839.8772(84) 9991.1080
Ubirajara Jr – Ascom MCT(61) 9118.4842

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Brasil sedia lançamento do Ano Internacional do Planeta Terra

Evento tem a presença de cientistas da América Latina Brasília será palco do lançamento regional para América Latina e Caribe do Ano Internacional do Planeta Terra (AIPT).
A iniciativa, patrocinada pela Organização das Nações Unidas (ONU), objetiva divulgar, junto à sociedade, a importância das Ciências da Terra para o bem-estar comum e para um mundo sustentável, assegurando a utilização efetiva do conhecimento acumulado pelos milhares de geocientistas de todo o Planeta.
O evento, que será amanhã (23) e quinta-feira, na Câmara dos Deputados, consiste em uma exposição de fotos e desenho sobre a preservação da Terra e de dez painéis com debates entre cientistas e políticos brasileiros com estudiosos da América Latina. Participam dessa atividade os ministros da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, das Relações Exteriores, Celso Amorim, da Educação, Fernando Haddad, de Minas e Energia, Edison Lobão, e do Meio Ambiente, Marina Silva.
"O Brasil foi um dos primeiros países a aderir à iniciativa do AIPT, entre os 97 que a apoiaram inicialmente, e já tem atividades a ele relacionadas desde 25 de janeiro de 2007, com o lançamento público do Ano em São Paulo, na Estação Ciência da Universidade de São Paulo (USP), na inauguração da exposição sobre a Terra.
O evento teve a presença do secretário-executivo da Organização Internacional e idealizador da iniciativa, Eduardo de Mulder, ex-presidente da União Internacional de Ciências Geológicas (IUGS)", diz Carlos Oití, coordenador-geral das Unidades de Pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e conselheiro sênior da AIPT.
AIPT
O projeto do Ano Internacional do Planeta Terra foi apresentado conjuntamente pela IUGS e a Organização para a Educação, Ciência e Cultura da ONU (Unesco), e proclamado pela Assembléia Geral das Nações Unidas, em sua reunião de dezembro de 2005, em Nova York, para ocorrer em 2008, mas com atividades a serem desenvolvidas entre janeiro de 2007 e dezembro de 2009, sob a coordenação-geral das duas instituições, em colaboração com outras organizações e integrantes da ONU e sociedades e grupos científicos de todo o mundo.
A Assembléia da ONU ainda encorajou todos os Estados Membros do sistema das Nações Unidas a utilizarem o AIPT para intensificar a divulgação da importância das Ciências da Terra para o desenvolvimento sustentado e, nesse sentido, promoverem ações de caráter local, nacional, regional e internacional.
"Muitas decisões ficaram restritas à política e à diplomacia, sem que chegassem à população. Queremos agora divulgar o conhecimento da Ciência da Terra para que a responsabilidade sobre o nosso Planeta seja mais consistente em todos os níveis", afirma Carlos Oití.
A ONU escolheu dez temas prioritários para pesquisa e divulgação do AIPT: Água Subterrânea, Megacidades, Clima, Da Crosta ao Núcleo da Terra, Desastres Naturais, Oceanos, Recursos (Naturais e Energia), Solos, Terra e Saúde e Terra e Vida.
Serviço:
Lançamento do Ano Internacional do Planeta Terra
Dia: quarta-feira (23) e quinta-feira (24)
Local: Câmara dos Deputados
MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Assessoria de Comunicação do Ministério da Ciência e Tecnologia
Jornalista: Fábio Lino
Telefone: (061)33178175

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Minas Gerais inicia produção de radiofármacos para medicina nuclear

O Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN/Cnen) inaugura na quinta-feira (10), às 14h, no Campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte (MG), sua Unidade de Pesquisa e Produção de Radiofármacos (UPPR) para medicina nuclear.
A produção, antes restrita ao Rio de Janeiro e São Paulo, fornecerá matéria-prima para a realização, em Minas Gerais, de exames para diagnóstico precoce de vários tipos de câncer e outras doenças.

Resultado do investimento de R$ 13,2 milhões, oriundos de emenda ao orçamento da União proposta pela bancada federal mineira, a unidade introduz o que há de mais moderno na tecnologia cíclotron, acelerador de partículas da nova unidade.

Inicialmente, será produzido o Fluorodeoxiglicose (FDG), radiofármaco mais utilizado pela Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET), respondendo por mais de 95% da demanda mundial dessa técnica. As imagens obtidas pela câmara PET, acoplada a um tomógrafo, podem detectar lesões pequenas (5 a 10 mm) para alguns tipos de câncer, além de aplicações na cardiologia e neurologia.

Todo o processo de produção de radiofármacos obedece às normas de boas práticas de fabricação de medicamentos. Os técnicos do CDTN que irão operar a UPPR foram treinados em instalações similares, no Brasil e no exterior, e estão capacitados para iniciar a produção regular . Além da UPPR, o CDTN está investindo em laboratórios de pesquisa em radiobiologia e em física médica, um projeto integrado à produção local de radiofármacos que permitirá o desenvolvimento de outros radiofármacos e suas aplicações.

Infra-estrutura

Com cerca de 900 m² de área construída, a UPPR consta, basicamente, de um Cíclotron (acelerador de partículas), equipamento onde ocorre a reação nuclear que produz o material radioativo desejado; unidades de síntese de fármaco marcado com o material radioativo desejado, resultando no radiofármaco; equipamentos para manipulação, dosagem e fracionamento do radiofármaco; instalações para controle da qualidade químico, radioquímico e microbiológico. Além do ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e do presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen/MCT), Odair Gonçalves, comparecem a cerimônia parlamentares e ex-parlamentares que assinaram a emenda orçamentária.

Na ocasião, eles serão homenageados pelo diretor do CDTN, Sérgio Filgueiras.

Claudia Souza
Comunicação Social da Cnen

Ubirajara Jr
Ascom/MCT

quinta-feira, 20 de março de 2008

Novo presidente da AEB toma posse nesta terça-feira

A agência será presidida pelo economista Carlos Ganem, que na cerimônia apresentará as mudanças no Programa Espacial Brasileiro

Toma posse na tarde da próxima terça-feira (25) o novo presidente da Agência Espacial Brasileira(AEB/MCT), Carlos Ganem. Nomeado no último dia 18, Carlos Ganem é economista, advogado, administrador de empresas e servidor da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT).

A cerimônia de posse do novo presidente da AEB terá a presença do ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende. Durante o ato, Carlos Ganem anuncia os novos programas para a Agência e as alterações que serão introduzidas no Programa Espacial Brasileiro.

Carlos Ganem já ocupou vários postos na Finep. Entre outras funções, exerceu o cargo de superintendente de Articulação Institucional (Arti) e esteve à frente da Área de Inovação para o Desenvolvimento Regional (Adre).

O novo presidente da Finepe também tem experiência como consultor, tendo trabalhado para agências internacionais, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em várias países da América Latina, Caribe e África.

Serviço
Posse do presidente da AEB
Dia: 25 de março de 2008
Horário: 13h30
Local: Agência Espacial Brasileira - Setor Policial Sul – Área 05 –
Quadra 03 – Bloco A
MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Assessoria de Comunicação

sexta-feira, 14 de março de 2008

Nuclep entrega dois novos geradores de vapor para Angra 1

Ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, participa da cerimônia nesta terça-feira(18)
A Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. – NUCLEP entrega, nesta terça-feira (18), em Itaguaí, no Rio de Janeiro, dois novos geradores de vapor produzidos para a usina nuclear Angra 1. Essa é a primeira vez que equipamentos como esses são fabricados no Brasil.
A iniciativa proporcionou uma economia de oito milhões de euros ao País. Os equipamentos entrarão em operação no início de 2009, em substituição aos que estão em uso atualmente em Angra 1. A função desses geradores na usina nuclear é fornecer vapor superaquecido sob pressão para movimentar as turbinas geradoras de energia elétrica.
Os novos equipamentos vão melhorar o desempenho e prolongar a vida útil da usina. Por serem mais modernos e eficientes, os geradores de vapor proporcionarão 6% de aumento na capacidade de geração elétrica da usina Angra 1.
A instalação das duas novas unidades na usina em Angra 1 está prevista para outubro deste ano,e representa a reinserção da Nuclep no mercado de equipamentos nucleares.
A entrega dos equipamentos contará com a presença do ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende.
Serviço
Local: Nuclep - Avenida General Euclydes de Oliveira Figueiredo, 200, Itaguaí (próximo ao porto de Sepetiba/RJ)
Dia: 18/3/2008
Hora: 15h
Maria Lúcia
assessora do Ministro - (061) 9161-1882
Andréa Dunningham – (21) 9978-6486
Cláudia Moreira – (21) 9613-6740

terça-feira, 11 de março de 2008

Ano da Ciência e Inovação no MCT


Brasil e do Reino Unido fazem balanço do Ano da Ciência e Inovação no MCT, com presença de John Beddington, Conselheiro- Chefe para Assuntos Científicos do Governo Britânico, e do Ministro Sérgio Resende

Data: 12 de Março de 2008, em Brasília
Horário: às 11h30
Local: Ministério da Ciência e Tecnologia

O professor John Beddington, Conselheiro-Chefe para Assuntos Científicos do Governo Britânico, e Sérgio Rezende, Ministro da Ciência e Tecnologia, participam de encontro para a apresentação de resultados do Ano Brasileiro-Britânico da Ciência & Inovação, parceria inédita firmada entre os governos do Brasil e do Reino Unido.

Em sua primeira visita internacional desde a nomeação em 1º de janeiro deste ano, John Beddington está no Brasil participando de uma série de audiências com autoridades brasileiras e workshops com comunidades científicas. O principal objetivo de sua visita é divulgar os resultados obtidos através do projeto de cooperação entre Brasil e Reino Unido, iniciado em março de 2007, e fortalecer o apoio britânico à continuidade e crescente desenvolvimento da colaboração científica entre os dois países.

O Ano Brasileiro-Britânico da Ciência e Inovação já resultou em oito acordos de cooperação entre institutos de pesquisas dos dois países, visando a colaboração científica nas mais diversas áreas do conhecimento. Foram realizados mais de 40 eventos, que contaram com a participação de aproximadamente 1600 pesquisadores, além de 130 especialistas britânicos que vieram ao Brasil através do projeto.


O Prof. John Beddington é a autoridade máxima do Gabinete de Ciência e Tecnologia do Reino Unido com a responsabilidade em assessorar e aconselhar o governo britânico em questões relacionadas à ciência, tecnologia e inovação. Anteriormente, esse cargo era ocupado por Sir David King, que esteve no Brasil em março de 2007 para o lançamento do Ano da Ciência.

Com posição equivalente à de Ministro da Ciência e Tecnologia no Brasil, Prof. Beddington poderá falar, também, de temas como os desafios de equacionar, com segurança, a produção agrícola voltada para alimentação e energia, no contexto do crescimento populacional e das mudanças climáticas. Poderá ainda dar mais detalhes as parcerias estabelecidas entre institutos de pesquisas dos dois países


Ano Brasileiro-Britânico da Ciência e Inovação
O Ano Brasileiro-Britânico da Ciência e Inovação, oficialmente lançado em março de 2007, consolidou o relacionamento entre as comunidades científicas brasileira e britânica. Entre os vários parceiros das ações desenvolvidas ao longo desse período estão FAPESP, Embrapa, Agência USP de Inovação, CAPES, LNLS - Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Centro de Estudos do Genoma Humano e, também, os britânicos BBSRC - Biotechnology and Biological Sciences Research Council, Universidade de Cambridge, Imperial College, Rothamsted Research e Universidade de Oxford.

O Ano Brasileiro-Britânico da Ciência e Inovação é fruto da visita oficial do presidente Luís Inácio Lula da Silva ao Reino Unido em 2006 e já promoveu a realização de mais de 40 eventos e celebrou, até o momento, oito acordos de colaboração entre instituições brasileiras e britânicas.

Serviço: Cerimônia com prof. John Beddington, Conselheiro-Chefe para Assuntos Científicos do Governo Britânico
Data: 12 de Março de 2008
Horário: das 11h30
Local: MCT – Brasília
Endereço: Esplanada dos Ministérios, Bloco E
Tel: 61-3317-7500 – Brasília


Priscilla Ferreira

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Minas Gerais tem tricampeões em Ouro na 3ª Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas

Três dos oito tricampeões em medalha de ouro da 3ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) são de Minas Gerais. Um deles é Andrey Alves Cabral Júnior, da Escola Municipal José Cabral Vieira, de Monte Alegre de Minas, cidade do Triângulo Mineiro com cerca de 20 mil habitantes.
Os outros mineiros tricampeões são José Francisco da Costa Antunes, de Capitólio, e Oraldo Gonçalves da Silva Neto, de Pará de Minas. Ambos são estudantes da 8ª série de escolas estaduais.
A terceira edição da OBMEP teve mais de 17 milhões de estudantes disputando três mil medalhas no total. Os números da Olimpíada de Matemática neste ano foram recordes em participação de alunos, de escolas e de municípios. A cerimônia de premiação ocorrerá na próxima terça-feira (26), no Rio de Janeiro, com a presença do Presidente Lula.
O diretor do Departamento de Popularização e Difusão de Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Ildeu Moreira, destaca a mobilização de alunos e professores gerada pelas Olimpíadas.
“O fato de ter 98% dos municípios e atingir milhares de escolas mostra uma capacidade de mobilização que a gente não imaginava que os professores e as escolas tinham. Isso extrapolou as expectativas”, avaliou. O que é a OBMEPO objetivo das Olimpíadas de Matemática nas Escolas Públicas é melhorar o ensino de matemática e promover a inclusão social, além de estimular o interesse de crianças e jovens pela disciplina e identificar novos talentos para a ciência e a tecnologia.
A OBMEP é promovida pelos Ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e Educação e executada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa/MCT) e pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).As metas da OBMEP vêm sendo superadas desde a primeira edição, realizada em 2005, quando se esperava envolver cinco milhões de estudantes e se inscreveram 10,5 milhões de alunos de 5ª e 6ª séries (Nível 1), 7ª e 8ª séries (Nível 2) e Ensino Médio (Nível 3).
Foram mais de 31 mil escolas de 5.197 municípios. Em 2006, a 2ª OBMEP teve 14 milhões de inscritos de 32,6 mil escolas federais, estaduais e municipais. Já na 3ª OBMEP, os números surpreenderam a organização do evento e comprovaram que há uma grande mobilização por parte dos professores e seus alunos para participar da competição. Participaram nesta edição 17,3 milhões de alunos, de 38,5 mil escolas.
Cerca de 120.000 professores colaboraram voluntariamente com a iniciativa que, em 2007, atingiu 98% dos municípios. O sucesso do evento como forma de induzir o interesse pela ciência em crianças e jovens fez com que as Olimpíadas fossem citadas no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal da área de Ciência, Tecnologia e Inovação. Pelo Plano, que define as ações previstas para os próximos três anos, a meta de crescimento da participação no evento é de 40%.
Ildeu Moreira ressalta que a Olimpíada de Matemática estimula a melhoria do ensino da disciplina e, certamente, pode estar gerando futuros cientistas. “Uma vez que a proposta educacional da escola for bem feita, esses alunos terão como ser cientistas e engenheiros. O quanto a Olimpíada está significando de estímulo para a área científica só vai dar para avaliar a longo prazo. Mas logo ficará claro o quanto está atraindo jovens para as áreas de ciência e tecnologia”, disse.
“As Olimpíadas têm o papel de estimular a melhoria do ensino de matemática e mostram que o ensino pode ser muito interessante. Ela tem um aspecto parecido como as feiras de ciências, de química, de física...”, concluiu.
Cerimônia de entrega da premiação da 3ª OBMEPA cerimônia de premiação ocorrere na próxima terça-feira (26), no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, às 16h00. Participam do evento o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, os ministros da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e da Educação, Fernando Haddad, e o governador do Rio, Sérgio Cabral.
No mesmo dia, às 9h30, no auditório do Impa, o ministro da Educação tem um encontro com 320 medalhistas. A premiação é para estudantes, professores, escolas e municípios. Os alunos recebem medalhas de ouro (300), prata (600) e bronze (2,1 mil).
Todos os medalhistas recebem bolsas da modalidade Iniciação Científica Jr, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT). Além da ajuda financeira, a bolsa implica em acompanhar um programa especial de matemática com professores da SBM e pesquisadores do Impa, com temas não abordados no currículo escolar.
O professor premiado é aquele que está em sala de aula, trabalhando diretamente com os alunos. Neste ano, 115 professores de matemática foram premiados com um curso de aperfeiçoamento ministrado no Impa. Eles passaram uma semana em janeiro passado, na sede do instituto, onde a programação foi composta por temas como “Geometria do Globo Terrestre” e a “Matemática do Código de Barras”. Já a premiação das escolas é dividida por dois critérios, maior pontuação nas unidades da federação e maior pontuação entre as escolas, independentemente da unidade da federação, num total de 100.
As 27 que alcançam maior pontuação no seu estado recebem um notebook com Kit de projeção móvel e livros para composição de uma biblioteca básica em Matemática. E as 73 restantes que obtêm a maior pontuação nacional dentre as municipais e estaduais, independentemente da unidade da federação, receberão livros de matemática para sua biblioteca. Para os 50 municípios com maior pontuação, serão entregues troféus. Melhoria do Ensino Os resultados da mobilização nacional empreendida pela OBMEP estão diretamente relacionados com a valorização da escola pública, com a melhoria da educação científica e com a atração, identificação e construção de talentos para as áreas científicas e tecnológicas, conforme destaca a vice-presidente da SBM, Sueli Druck, também pesquisadora do Impa.
Para ela, o envolvimento cada vez maior de alunos e professores mostra que todos clamam por um ensino de melhor qualidade. “Eles estão mostrando uma demanda por ensino qualificado, porque afinal quem inscreve os alunos são os professores e os alunos fazem a prova. Esse projeto é uma demonstração de que os professores querem mudar a realidade do ensino brasileiro”, disse.Além disso, segundo Sueli, as Olimpíadas têm promovido um interesse maior pela matemática. “Repare que, na primeira fase, as escolas não competem entre si. A primeira fase serve de parâmetro para que as escolas selecionem 5% dos alunos com melhor desempenho. E, mesmo assim, eles praticamente nos exigiram que elaborássemos material de estudo para seus alunos. Os professores fizeram mutirões aos sábados e domingos para treiná-los. É uma participação, um esforço desses professores, que merece o reconhecimento de todos nós”, completou.
ANDREY ANTONIO ALVES CABRAL JUNIOR
Escola Municipal José Cabral Vieira – Monte Alegre
Responsável: Elessandre Quirino Pequi Alves
ANDRE MACIEIRA BRAGA COSTA
Colégio Militar de Belo Horizonte
Responsável: Geralda Célia Macieira Costa
Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Ciência e Tecnologia
Telefone : (061)33177515