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quarta-feira, 7 de maio de 2008

Publicação do UN-Habitat e Prêmio melhores práticas

Publicações Lançamento

O UN-Habitat lançou “Temas selectos del Habitat Latino-americano a través de Casos de Estudio”, uma publicação que apresenta quatro iniciativas bem sucedidas sobre gestão urbana na cidade de Neiva (Colômbia), desenvolvimento econômico local no município de Rio das Flores (Brasil), direito e cidadania em Mendoza (Argentina) e produção social do hábitat em Cali (Colômbia). Para ter esta publicação, escreva para manrique@habitat-lac.org e mande o seu endereço físico.
Prêmio para Melhores Práticas

As inscrições para a sétima edição do Prêmio Internacional de Dubai sobre Melhores Práticas encerram-se no dia 30 de junho de 2008.

Para mais informação visite:www.mejorespracticas.org Faça a sua inscrição e participe.

Universalizar o saneamento é o principal objetivo

Para o Presidente eleito da Associação Interamericana de Engenharia Sanitária (AIDIS por suas siglas em espanhol), Carlos Alberto Rosito, o Brasil pode alcançar parte da Meta 10 do Objetivo 7 dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

“É bastante provável que venhamos a alcançar em água, e muito difícil que atinjamos o alvo no que respeita aos esgotos sanitários”.

Rosito informou que o Ministério das Cidades está desenvolvendo um estudo para melhor conhecer as deficiências de acesso aos serviços de água, esgoto e resíduos sólidos atuais no país. “O estudo inclui uma avaliação das possibilidades de virmos a atingir a Meta 10 do Objetivo 7”, completou.


O futuro presidente da AIDIS

No que diz respeito à cobertura de água, partindo de uma população com cobertura em 1970 de 99 milhões, ou aproximadamente 70%, a meta 2015 seria atingir uma população de 172 milhões, ou seja, em torno de 85%. Pela PNAD - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2004, já estávamos pouco acima de 84% com 154 milhões de habitantes cobertos pelo serviço no ano de 2004. No que respeita à cobertura da coleta de esgotos, partimos em 1990 de uma cobertura a 56 milhões de habitantes que representavam 39% da população, e a meta 2015 é de estender a cobertura a 140 milhões de habitantes, representando 70% da população.

Pela PNAD 2004, estávamos com apenas 87 milhões de habitantes, ou 48% da população cobertos pela coleta de esgotos.
Não tenho dados tão atualizados quanto à América Latina, mas creio que, na média não devem diferir muito do nosso caso brasileiro. O maior desafio atual é o setor de esgotamento sanitário.
Fonte: UN-Habitat Informa - 30/04/2008 - Edição 01

Relatora Especial da ONU para Direito à Moradia é brasileira

A arquiteta e urbanista brasileira Raquel Rolnik é a nova Relatora Especial da ONU para Direito à Moradia. Ela substitui o indiano Miloon Kothari. A decisão foi tomada pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas e ratificada pelo seu Presidente, Doru Costea, e o Secretario Geral da ONU, Ban Ki Moon.

A missão da brasileira será visitar países e apresentar ao Secretário Geral das Nações Unidas avaliações sobre estes países. Para a ONU, a moradia é um direito universal que os Estados devem garantir à população. A relatora terá a missão de monitorar este direito.


Em 2004, Miloon Kothari visitou América Latina e criticou o governo do Brasil e sua política de moradia. No seu informe, Kothari indicou a existência de 6,5 milhões de pessoas morando em favelas, dos quais 40% estão na região Nordeste. Entre 2003 e 2006, Raquel Rolnik foi Secretária Nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades, estimulou a implementação do Estatuto da Cidade e os Planos Diretores Participativos em municípios brasileiros com mais de 20 mil habitantes.

Antes de participar do governo federal, Rolnik foi chefe do Departamento de Planejamento Urbano da cidade de São Paulo. Rolnik já prestou serviços na Argentina, Colômbia, Equador, Kosovo, México e Uruguai e para organismos internacionais como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Fonte: UN-Habitat Informa - 30/04/2008 - Edição 01

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Encontro debate áreas marinhas situadas além das juridições nacionais

Oficina para integrar políticas sobre água, florestas e solos
Representantes do Ministério do Meio Ambiente participam, desde a última segunda-feira (28), da reunião do Grupo Aberto Informal Ad-hoc sobre conservação e uso sustentável da biodiversidade marinhas nas áreas além das jurisdições nacionais, estabelecido pela Assembléia Geral das Nações Unidas.
A reunião, que ocorre nas dependências da ONU, será encerrada nesta sexta-feira (2). Integram também a delegação brasileira representantes do Itamaraty e dos ministérios da Defesa e de Minas e Energia.
O MMA está representado na reunião por meio da Assessoria de Assuntos Internacionais; da Secretaria de Biodiversidade e Florestas (Núcleo da Zona Costeira e Marinha e Departamento de Recursos Genéticos); e da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental (Gerência de Qualidade Costeira e do Ar).
O Grupo Aberto concentra o complexo debate acerca das possibilidades de cooperação internacionais nas áreas marinhas além das jurisdições nacionais; o estabelecimento de áreas marinhas protegidas; e a questão da regulação dos recursos genéticos marinhos nessas áreas. Esses mesmos assuntos - quando abordados no interior de cada jurisdição nacional - são tratados no âmbito da Convenção de Diversidade Biológica.
O grupo dos países em desenvolvimento tem se posicionado pelo reconhecimento dos recursos genéticos marinhos nas áreas além das jurisdições nacionais como "patrimônio comum da humanidade" - devendo, por isso, serem conservados e usados de modo sustentável em benefício de toda a humanidade. As discussões tratadas pelo Grupo serão consideradas na negociação da Resolução sobre Oceanos da Assembléia Geral da ONU.Oficina para integrar políticas sobre água, florestas e solos
O Ministério do Meio Ambiente está preparando a realização da Oficina Água, Floresta e Solos com o objetivo de integrar os conhecimentos relativos aos temas, demonstrar como a conservação ambiental contribui para promover os usos múltiplos da água, destacar a conservação dos recursos naturais como prerrogativa para o desenvolvimento econômico e gerar subsídios para uma proposta de resolução que pretende reunir as políticas de recursos hídricos, florestais e de uso dos solos.
O encontro está marcado para ocorrer nos dias 27 e 28 de maio próximo, no auditório do edifício Marie Prendi, na W3-Norte (505).Na abertura do encontro (27) será realizada a conferência "A inclusão do meio ambiente como variável do desenvolvimento econômico", com a participação do professor Carlos Eduardo Frickmann Young, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (CNPMA), Luciano Mansor de Mattos.
No primeiro dia de debates, a Mesa 1 discutirá o tema "Base Legal para a Integração das Políticas Públicas de Recursos Hídricos, Florestais e de Uso dos Solos". A discussão terá como eixo o questionamento sobre a possibilidade de integração das políticas e seus desafios e entraves do ponto de vista jurídico e institucional. O mediador da discussão será o diretor de Recursos Hídricos da SHRU, João Bosco Senra. Os palestrantes são Eldis Camargo, procuradora da Agência Nacional de Águas (ANA), Benny Schasberg, secretário nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades e Fernando Paiva Scardua, diretor do Departamento de Florestas da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMAS.
O segundo debate vai tratar sobre "O papel da floresta na conservação das bacias hidrográficas contribuindo para o uso múltiplo da água" e terá por objetivo discutir os impactos que as florestas têm nos corpos d água e como elas podem contribuir para que se efetive o uso múltiplo da água. O mediador da discussão será o professor Ricardo Braga, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O palestrante Henrique Leite Chaves, da UnB, fará a interface do tema com a agricultura; Ronaldo de Luca, gerente da Divisão de Recursos Hídricos da Companhia de Saneamento de Minas Gerais, fará a interface com o saneamento e Nelton Miguel Friedrich, diretor da Coordenação da Itaipu Binacional, fará interface com a geração de energia.
Na mesa 3 a discussão será sobre "Desafios e estratégias para a sustentabilidade do uso dos recursos naturais", cujo objetivo será discutir como fomentar o desenvolvimento sustentável através do uso racional dos recursos ambientais e da preservação dos serviços ambientais. O mediador será o professor da Universidade do Rio Grande do Sul (UFRS), Antônio Leão Lanna .
Daniela Mendes
Assessoria de Comunicação
Ministério do Meio Ambiente
Tel: 3317-1227/1754Fax: 3317-1997
daniela.mendes@mma.gov.br
imprensa.mma@mma.gov.br

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Brasil sedia lançamento do Ano Internacional do Planeta Terra

Evento tem a presença de cientistas da América Latina Brasília será palco do lançamento regional para América Latina e Caribe do Ano Internacional do Planeta Terra (AIPT).
A iniciativa, patrocinada pela Organização das Nações Unidas (ONU), objetiva divulgar, junto à sociedade, a importância das Ciências da Terra para o bem-estar comum e para um mundo sustentável, assegurando a utilização efetiva do conhecimento acumulado pelos milhares de geocientistas de todo o Planeta.
O evento, que será amanhã (23) e quinta-feira, na Câmara dos Deputados, consiste em uma exposição de fotos e desenho sobre a preservação da Terra e de dez painéis com debates entre cientistas e políticos brasileiros com estudiosos da América Latina. Participam dessa atividade os ministros da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, das Relações Exteriores, Celso Amorim, da Educação, Fernando Haddad, de Minas e Energia, Edison Lobão, e do Meio Ambiente, Marina Silva.
"O Brasil foi um dos primeiros países a aderir à iniciativa do AIPT, entre os 97 que a apoiaram inicialmente, e já tem atividades a ele relacionadas desde 25 de janeiro de 2007, com o lançamento público do Ano em São Paulo, na Estação Ciência da Universidade de São Paulo (USP), na inauguração da exposição sobre a Terra.
O evento teve a presença do secretário-executivo da Organização Internacional e idealizador da iniciativa, Eduardo de Mulder, ex-presidente da União Internacional de Ciências Geológicas (IUGS)", diz Carlos Oití, coordenador-geral das Unidades de Pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e conselheiro sênior da AIPT.
AIPT
O projeto do Ano Internacional do Planeta Terra foi apresentado conjuntamente pela IUGS e a Organização para a Educação, Ciência e Cultura da ONU (Unesco), e proclamado pela Assembléia Geral das Nações Unidas, em sua reunião de dezembro de 2005, em Nova York, para ocorrer em 2008, mas com atividades a serem desenvolvidas entre janeiro de 2007 e dezembro de 2009, sob a coordenação-geral das duas instituições, em colaboração com outras organizações e integrantes da ONU e sociedades e grupos científicos de todo o mundo.
A Assembléia da ONU ainda encorajou todos os Estados Membros do sistema das Nações Unidas a utilizarem o AIPT para intensificar a divulgação da importância das Ciências da Terra para o desenvolvimento sustentado e, nesse sentido, promoverem ações de caráter local, nacional, regional e internacional.
"Muitas decisões ficaram restritas à política e à diplomacia, sem que chegassem à população. Queremos agora divulgar o conhecimento da Ciência da Terra para que a responsabilidade sobre o nosso Planeta seja mais consistente em todos os níveis", afirma Carlos Oití.
A ONU escolheu dez temas prioritários para pesquisa e divulgação do AIPT: Água Subterrânea, Megacidades, Clima, Da Crosta ao Núcleo da Terra, Desastres Naturais, Oceanos, Recursos (Naturais e Energia), Solos, Terra e Saúde e Terra e Vida.
Serviço:
Lançamento do Ano Internacional do Planeta Terra
Dia: quarta-feira (23) e quinta-feira (24)
Local: Câmara dos Deputados
MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Assessoria de Comunicação do Ministério da Ciência e Tecnologia
Jornalista: Fábio Lino
Telefone: (061)33178175

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Etanol brasileiro não concorre com a produção alimentícia

“É necessário que os técnicos da instituição saibam qualificar qual combustível renovável está em questão, pois o etanol brasileiro não concorre com a produção alimentícia”, diz professor da Trevisan.

O relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU), Jean Ziegler, declarou hoje (14/04) que a produção em massa de biocombustíveis representa um crime contra a humanidade por seu impacto nos preços mundiais dos alimentos. Para o professor da Trevisan Escola de Negócios, José Alexandre Hage, é legítimo que as Nações Unidas tenham preocupações em relação à economia do etanol, afinal, o combustível é um bem agrícola, que envolve políticas agrárias de alimentação etc.
“Contudo, é necessário que os técnicos da instituição saibam qualificar qual combustível renovável está em questão, pois o etanol brasileiro não concorre com a produção alimentícia. Se há algum contratempo entre o etanol e a alimentação em massa, ele não se encontra no Brasil, mas sim nos Estados Unidos, cujo combustível é proveniente do milho.
No Brasil ainda há grande quantidade de área agricultável que pode muito bem ser direcionada ao etanol sem comprometer a produção de alimentos. A questão é que a grande dimensão da crítica exaltada pela ONU pode provocar equívocos na avaliação e má compreensão do projeto brasileiro de etanol”.

Trevisan Escola de Negócios
Assessoria de Imprensa: Ricardo Viveiros & Associados – Oficina de Comunicação
www.viveiros.com.br
Jornalista em posto avançado: Marília Ramires
Tel: (11) 3138-5346
Supervisor: Augusto Diniz (MTb. 14.453)
Abril/2008
Marco Passarelle
Estagiário

quinta-feira, 10 de abril de 2008

SEDH apresenta na próxima sexta-feira relatório sobre direitos humanos na ONU em Genebra, Suíça

O secretário adjunto, Rogério Sottili, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR), apresenta na próxima sexta-feira (11), em Genebra, na Suíça, o relatório brasileiro do Mecanismo de Revisão Periódica Universal do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), a reunião terá a participação de mais de 40 países. O Brasil participa do grupo de países que apresentará o relatório pela primeira vez.
O relatório, elaborado pelo Governo Federal com contribuições da sociedade civil, relata a situação dos direitos humanos em diversas áreas como Segurança Pública (tortura), Educação, Pessoas com Deficiência, Violência Contra Crianças e Adolescentes.
Sottili, que chefiará a delegação brasileira, apresentará o relatório (que está na página da SEDH) e depois responderá aos questionamentos dos participantes. “O relatório mostrará a visão do estado brasileiro sobre o cumprimento de suas obrigações em direitos humanos, suas conquistas e seus desafios”, ressalta Sottili. Segundo o ministro da SEDH, Paulo Vannuchi, no relatório brasileiro constam iniciativas importantes do governo para a redução das desigualdades no país como por exemplo o combate à pobreza.
“O Brasil considera a adoção do mecanismo uma conquista histórica na proteção dos direitos fundamentais”, afirma Vannuchi. Segundo ele, é a primeira vez na esfera internacional que todos os países membros serão examinados, ao longo de quatro anos, quanto ao tratamento adotado para a proteção dos Direitos Humanos.
O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas criou, em junho de 2007, o “Mecanismo de Revisão Periódica Universal”, um novo sistema para acompanhamento da implementação dos Direitos Humanos pelos estados-membros da ONU (Organização das Nações Unidas). O novo instrumento é composto, entre outros elementos, de relatórios concisos, onde os Estados avaliam o estágio atual de cumprimento das obrigações assumidas na matéria.

Assessoria de Comunicação Social
Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República
Telefones: (61) 3429-3498 / 3429-9205 / 3429-3732
www.sedh.gov.br

sábado, 1 de março de 2008

ONU tenta erradicar mutilação genital


Dez agências das Nações Unidas se comprometem a ajudar governos para reduzir a prática até 2015 e tentar eliminá-la em uma geração - Crédito: UN Photo / Divulgação


Nova York, 29/02/2008

da PrimaPagina

Dez agências da ONU se comprometeram a ajudar governos, comunidades, mulheres e crianças a, no espaço de tempo uma geração, erradicar a mutilação genital. O compromisso é promover uma redução em massa da prática de corte do clitóris até 2015, o que seria essencial para atingir alguns dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, principalmente o que diz respeito à igualdade de gêneros.

A ONU estima que, esse tipo de intervenção — que envolve a remoção total ou parcial dos órgãos genitais femininos — ameaça cerca de 3 milhões de meninas todos os anos, e que de 100 milhões a 140 milhões de mulheres já tenham passado pelo procedimento, principalmente na Ásia, África e Oriente Médio.

Em uma declaração conjunta, as agências demonstram preocupação com a “medicalização” da mutilação, feita em alguns lugares por profissionais de saúde, e com a crença de que ela aumenta a castidade das meninas, pois ajudaria a arrumar um bom casamento. Para as agências, a prática perpetua a discriminação de gênero.

O documento ressalta os efeitos prejudiciais da mutilação à saúde das mulheres. Sangramento excessivo e choque são algumas das conseqüências imediatas que, no longo prazo, podem incluir dores crônicas, infecções e traumas.

"Para esse objetivo [de fazer a prática desaparecer em uma geração] precisamos de mais recursos e de uma maior cooperação", disse a vice-secretária-geral da ONU, a tanzaniana Asha-Rose Migiro. As agências destacam que, como a prática é uma convenção social em muitos lugares, a melhor forma de fazê-la desaparecer é reforçar o contato mais próximo com as comunidades e desenvolver um trabalho de conscientização conjunto, aproveitando experiências em andamento.

Dentro dessas comunidades, a decisão de abandonar a prática tem de ser coletiva, explícita e bem divulgada, para trazer uma mudança positiva e acabar com a mutilação genital em uma geração, segundo a ONU. De acordo com a declaração conjunta, há um número crescente de exemplos bem-sucedidos pelo mundo que a iniciativa deve ampliar e usar como base para ação em outros lugares.

As dez agências que se uniram na proposta são: PNUD, UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids), UNECA (Comissão Econômica da ONU para a África), UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas), ACNUR (Alto Comissário da ONU para Refugiados), UNHCHR (Escritório do Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos), UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para Mulheres) e OMS (Organização Mundial de Saúde).



Conheça o compromisso das agências
Leia a declaração conjunta na íntegra.


Fonte: PNUD

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

ONU aponta que 80 toneladas de cocaína passam pelo Brasil a cada ano

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil



Brasília - Das 80 toneladas de cocaína que passam pelo Brasil a cada ano, 40 toneladas permanecem no país para consumo interno, enquanto outras 40 são traficadas, via países africanos, com destino à Europa. A estimativa é do representante regional do Escritório das Nações Unidas Contra Drogas e Crimes (UNODC), Giovanni Quaglia, ao lembrar que em termos globais o Brasil consome 15% do que é produzido no mundo. "O tráfico não é só de cocaína, é também de drogas sintéticas e pessoas. Hoje falamos sempre mais em crime organizado e menos em tráfico de drogas. Sem contar o problema da corrupção, presente em todas as ações do crime organizado para que ele funcione", disse.
Quaglia participou hoje (25) da cerimônia de abertura do treinamento de agentes e peritos criminais da América do Sul e de países africanos de língua portuguesa. O objetivo é reduzir a rota do tráfico de drogas que saem do continente. “Parte dessa cocaína passa pelo Brasil, vai à África e sobe para a Europa. Com esta novidade, é preciso fortalecer os laços com os países africanos e latino-americanos, para criar uma rede de peritos e agentes policias amigos que possam ajudar a melhorar o combate ao crime organizado”, reiterou.
Ele lembrou que a cocaína movimenta, atualmente, cerca de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) de todo o mundo. Em países como Bolívia, Colômbia e Peru, o índice pode chegar a 3% do PIB local. Segundo Quaglia, os números caem para 0,1% nos países europeus, apenas porque o valor das economias no continente é mais elevado: “Quando deduzimos tudo que a polícia apreende – 600 toneladas para o consumo mundial – isso representa em torno de US$ 80 bilhões no mundo”.
Ao tratar especificamente do tráfico de cocaína, ele reforçou que Europa e Estados Unidos registraram pequeno crescimento nos últimos cinco anos, enquanto o Brasil elevou em 30% o consumo da droga e está entre os países onde o tráfico mais cresceu na América Latina, ao lado de Argentina e Uruguai.
O consumo de drogas, segundo Quaglia, “acompanha” o desenvolvimento dos países. Ele citou como exemplo a Espanha, que nos últimos 20 anos apresentou grande expansão econômica e, atualmente, tem prevalência anual no consumo de cocaína superior à dos Estados Unidos – três espanhóis usaram cocaína pelo menos uma vez no ano passado, enquanto 2,8 americanos consumiram a droga no mesmo período.
Agentes e peritos de países africanos como Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, além de nações sul-americanas como Bolívia, Chile, Colômbia, Paraguai, Peru e Uruguai começaram a ser treinados hoje pela Polícia Federal brasileira, em parceria com o UNODC.
O Relatório Mundial sobre Drogas, publicado pelo UNODC em 2007, aponta Brasil, Peru e Venezuela como os países mais citados na rota da cocaína que sai da América do Sul para a Europa e que passa pela África. E revela que um quarto de toda a cocaína consumida na Europa chega ao continente por meio de países africanos.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Levar esgoto para todos requer US$ 200 bi


Foto: Thomas Reyes/Projeto Barraco Cor

Nova York, 24/01/2008
ONU escolhe 2008 como Ano Internacional do Saneamento para acelerar avanço nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio

RAFAEL SAMPAIO
da PrimaPagina

A ONU, que elegeu 2008 como Ano Internacional do Saneamento para acelerar o cumprimento do Objetivo do Desenvolvimento do Milênio (ODM) ligado ao setor, aponta que universalizar o acesso a esgoto no planeta requer US$ 10 bilhões por ano ao longo de duas décadas. Se esse mesmo valor for aplicado até 2015, será possível cumprir a meta de reduzir pela metade a proporção de pessoas que não contam com o benefício.

O valor de US$ 10 bilhões, segundo as Nações Unidas, equivale ao gasto anual dos europeus com sorvete, a um terço do dispêndio com água mineral no mundo e a menos de 1% dos gastos militares globais em 2005. “Apesar de os recursos necessários para resolver o problema de saneamento no mundo não serem altos, o retorno é grande, potencialmente”, afirma a nota oficial da ONU para o Ano Internacional do Saneamento.

Para celebrar o ano, estão previstas diversas atividades, como a 2ª Conferência Africana em Saneamento e Higiene, que acontece na África do Sul em fevereiro e deve reunir 250 ministros, parlamentares e representantes do poder público e da sociedade civil da região. O calendário inclui ainda o Dia Mundial da Água, em 22 de março, que terá como tema o saneamento.

Outros eventos marcados para este ano são a reunião da Comissão das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, em Nova York, em maio, e a Semana Mundial da Água, em Estocolmo, em agosto.

“Estima-se que 42 mil pessoas morram todas as semanas de doenças relacionadas à baixa qualidade de água e à ausência de saneamento, uma situação inaceitável”, afirma o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Entre 1990 e 2004, 1,2 bilhão de pessoas no mundo tiveram acesso a melhorias no saneamento. Entretanto, mais que o dobro – 2,6 bilhões – ainda sofrem com a falta de esgoto e de latrinas simples.

O Brasil, que, como os outros países da ONU, assumiu o compromisso com os Objetivos do Milênio em 2000, registrou um quarto de população sem acesso ao saneamento em 2004, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). A proporção de pessoas que desfrutam do recurso aumentou de 71%, em 1990, para 75%, em 2004.

As crianças pagarão o preço mais alto, pois sofrem mais com doenças e desnutrição. A ONU estima que a falta de saneamento resulta em uma morte infantil a cada 20 segundos, ou 1,6 milhão por ano. "O aumento do acesso a esgoto e água potável pode reduzir em um terço as mortes por diarréia em crianças no mundo", diz a nota oficial das Nações Unidas.

Universalizar o saneamento, destaca Ban, tem efeitos em todos os Objetivos do Milênio, “em particular os que envolvem meio ambiente, educação, igualdade de gênero, redução da pobreza e da mortalidade infantil”. Um estudo recente da OMS aponta que cada dólar gasto em melhoria das condições sanitárias no mundo gera um benefício econômico de US$ 7.

Confira o calendário para o Ano Internacional do Saneamento.

PNUD