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quarta-feira, 23 de abril de 2008

Pará realiza primeiro leilão de madeira ilegal apreendida

O Governo do Pará promove, no dia 15 de maio, o primeiro leilão de madeira ilegal apreendida em ações de fiscalização do Instituto Brasileiro dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Inédito no Brasil, esse leilão é possível graças ao termo de cooperação assinado pela governadora Ana Júlia Carepa e o presidente do Ibama, Bazileu Margarido, que designa a Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará fiel depositária dos bens ilegais apreendidos no estado e a responsável pela posterior destinação.
Em outras unidades da federação, o fiel depositário ainda é aquele que afirma ser dono do produto. Boa parte dessa madeira apodrece nas áreas de apreensão ou é desviada pelo próprio madeireiro. Para o secretário de Meio Ambiente, Valmir Ortega, o leilão é uma forma rápida de aproveitar um material que é perecível.
Ao todo serão ofertados cerca de 5,5 mil m³ de madeira, entre toras e madeira serrada, com lance mínimo de R$ 300,00 o m³ e R$ 500,00 o m³, respectivamente, apreendidos na região de Santarém, no Baixo Amazonas.
Os objetos do leilão estão distribuídos em três lotes: o lote 1 totaliza 79.502 m³ de madeira serrada (jatobá, ipê, maçaranduba, jatumana e outras espécies); os lotes 2 e 3 têm 5.190,976 m³ de madeira em tora (angelim, ipê, tauri, maçaranduba, jatobá e outras espécies).
Os interessados poderão examinar a madeira previamente, já que o edital não permite posterior reclamação quanto à qualidade. As visitas para exame da madeira poderão ser realizadas nos dias 6 a 9 e 12 a 14 de maio, em horário comercial, no pátio do Ibama, em Santarém.
Os produtos serão vendidos à vista a quem oferecer maior lance, ou com o mínimo de 30% da entrada no ato da realização do evento e o saldo restante em até 24 horas após o leilão, sempre respeitando o valor mínimo para alienação. O arremate só será concluído quando o pagamento total pela oferta for compensado. A retirada do produto deve ser feita até sete dias após o leilão e as despesas serão de responsabilidade do comprador.
Poderão oferecer lances pessoas físicas e jurídicas que estejam com seus documentos regularizados, sendo vedada a participação do infrator, pessoa física ou jurídica, que teve os bens apreendidos. O edital de licitação, na modalidade leilão (001/2008/Sema) pode ser consultado pelo site: www.sema.pa.gov.br e retirado no Setor de Licitação da Sema, de segunda à sexta-feira, de 8h às 14h.
De acordo com Valmir Ortega, parte do recurso apurado será destinada ao fortalecimento da fiscalização dos dois órgãos ambientais e da área de segurança pública. Outra parte será aplicada no combate às ações criminosas, seja na recuperação de áreas degradadas ou no apoio a grupos sociais que queiram promover a atividade florestal de modo sustentável. “O dinheiro do crime ambiental será utilizado para combatê-lo” acrescentou Ortega.
O Governo do Pará tem programados outros leilões. O próximo será na Floresta de Caxiuanã, no município de Melgaço. Os municípios de Altamira, Anapu, Itaituba, Novo Progresso, Pacajá e Porto de Moz também têm madeira apreendida passível de ser leiloada.
Os 26 mil m³ de madeira apreendidos em Tailândia, nas operações Guardiões da Floresta e Arco de Fogo, deverão ser leiloados assim que os trâmites administrativos forem concluídos, o que inclui o amplo direito de defesa dos infratores.

Serviço:

1º Leilão de produtos florestais apreendidos pelo Ibama
Local: Pátio do Ibama, município de Santarém/PA
Data: 15 de maio de 2008, às 9h
Edital: www.sema.pa.gov.br

Assessoria de Imprensa do Governo do Pará
Ex-libris Comunicação Integrada
Célia Moreno
Tels: 11- 3266-6088 r. 236 / 8932-8880

quarta-feira, 19 de março de 2008

Operação Arco de Fogo já aplicou R$ 9 milhões em multas no Pará

A Operação Arco de Fogo, em Tailândia, a 250 km de Belém, nordeste do Pará, já contabiliza um total de R$ 9 milhões em multas, lavradas sobre um volume de 16,4 mil m³ de madeira apreendida sem documentação legal de origem. O volume total de madeira apreendida pela operação em Tailândia, desencadeada em 26 de fevereiro passado, já se aproxima de 30 mil m3.
A produção ilegal de carvão também é alvo da operação que, até o momento, destruiu 814 fornos no município. A multa para esse tipo de irregularidade é de R$ 1 mil para cada forno irregular.
Cerca de 40 estabelecimentos foram vistoriados, entre madeireiras, carvoarias e propriedades de pessoas físicas, contra os quais foram lavrados 76 Autos de Infração e 61 Termos de Apreensão e Depósito. Das propriedades vistoriadas, dez tiveram suas atividades interditadas.
Até 17 de março, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) havia retirado 14,8 mil m3 de madeira dos pátios de serrarias, sendo 7.987 toras. A madeira, transportada por balsas e caminhões, está sendo recolhida a uma área do governo estadual na Região Metropolitana de Belém. Após a conclusão do processo administrativo será leiloada.
A Operação Arco de Fogo, uma ação resultante da parceria do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Polícia Federal (PF) e Sema não tem data para terminar. No mês de abril, a operação deverá agir no eixo Ulianópolis-Paragominas, no Nordeste, e Uruará, na região de Santarém.
Assessoria de Imprensa do Governo do Pará
Ex-Libris Comunicação Integrada
Célia Moreno
Tels: 11-3266-6088 r. 236 / 8932-8880