Boa Vista (RR) - Índias aliadas de arrozeiros exibem cartazes em solidariedade ao líder dos produtores, Paulo César Quartiero, durante protesto contra a demarcação da Raposa Serra do Sol em área contínua e a atuação da Polícia Federal na região Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr
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terça-feira, 13 de maio de 2008
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Conflito em reserva é grave e solução está nas mãos da Justiça, diz Marina
10h08 Para a ministra do Meio Ambiente, a situação de tensão na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, é “grave e preocupante”. Julgamento do STF deve ocorrer em três semanas - Agência Brasil
STF proíbe busca e apreensão de armas em reserva
Conselheiros da OAB vão colher depoimentos
Lula defende demarcação em áreas de fronteira
Forças Armadas terão mais unidades em reservas
Alegando insegurança, índios não mandam crianças à escola
domingo, 27 de abril de 2008
Fronteiras sangrentas
José Sarney
17/04/2008
17/04/2008
Muito se tem censurado o Supremo Tribunal Federal por estar legislando. Na nossa democracia cabe ao Judiciário ser não somente o fiscalizador dos outros Poderes, mas harmonizar os conflitos que possam romper o equilíbrio institucional.
Graças a essa atribuição, podemos prescindir do Poder Moderador que no Império foi exercido pelo Imperador e na República pelas incursões das Forças Armadas.
A tradição brasileira, ao contrário da americana, é não ter conflitos entre o Poder Judiciário e o Poder Legislativo. O mesmo não aconteceu entre o Poder Executivo e os outros dois.
O Legislativo foi fechado algumas vezes e o Judiciário podado de ministros e de atribuições, chegando Vargas a nomear o presidente do Supremo e anular uma sentença por decreto. Nos Estados Unidos foi a Corte Suprema — lá também acusada de legislar — que resolveu o problema dos direitos civis e a segregação nas escolas.
O resultado foi o fim do apartheid que ameaçava dividir o país. Nossa Constituição de 88 é detalhista em muitos temas mas vazia em outros. Cabe ao Supremo viabilizá-la na direção dos interesses maiores da Pátria e do Estado de Direito. Para isso recebeu a sagrada missão de “guardar a Constituição”.
Só ele poderá evitar a hipertrofia de alguns setores que hoje se expandem em busca de ocupar espaço e exercer poderes que não têm, violando direitos individuais e criando ameaças ao Estado de Direito. Só o Supremo pode conter isso.
Um teste, agora, objetivo e atual, é o da reserva Raposa Serra do Sol. Até onde pode um Estado ter o seu território dividido e ocupado, ou, como acontece em Roraima, não ter terra nenhuma porque todas são da União e estão repartidas?
Outro assunto sensível, que diz respeito à soberania, é a existência de reservas indígenas em faixas de fronteira. Quando eu era presidente não permiti demarcar reservas na fronteira, mas fizemos reservas isoladas e descontínuas que resguardavam a soberania nacional e conjuravam as cassandras do Pentágono, que diziam ser um conflito do futuro da humanidade as “nações indígenas” da Amazônia.
O governo que me sucedeu revogou minha decisão.
O artigo primeiro de nossa Constituição coloca entre os fundamentos do Estado democrático de direito, em primeiro lugar, a soberania. O STF tem o dever irrecusável de defendê-la. Ela é a pátria. Nossas fronteiras são de todos os brasileiros, pardos, brancos, negros e índios. Temos fronteiras de paz com dez países. Não podemos imaginar que por nosso erro elas se tornem fronteiras sangrentas.
José Sarney é escritor e membro da Academia Brasileira de Letras. É autor de diversos livros, entre os quais Marimbondos de Fogo.
Publicação original: Brasil Que Lê
quarta-feira, 9 de abril de 2008
STF suspende retirada de não-índios da Terra Indígena Raposa Serra do Sol
Antonio Arrais
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) acompanhou o voto do relator, ministro Carlos Ayres Britto, e decidiu, por unanimidade, suspender qualquer operação de retirada de ocupantes não-índios da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) acompanhou o voto do relator, ministro Carlos Ayres Britto, e decidiu, por unanimidade, suspender qualquer operação de retirada de ocupantes não-índios da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.
A decisão, que vale até o julgamento do mérito da ação cautelar, atendeu a pedido feito ontem (8) pelo governo de Roraima.Mais cedo, o superintendente da Polícia Federal (PF) em Roraima, José Maria Fonseca, tinha anunciado que a operação Upatakon 3 terá uma trégua pelo menos até a próxima segunda-feira (14).
A operação visa retirar não-índios da terra indígena Raposa Serra do Sol. A informação foi transmitida após uma reunião entre policiais federais e nove arrozeiros que têm plantações na área."Eles pediram um prazo até segunda-feira, quando voltaremos a sentar para definir como será a desocupação", afirmou, reiterando que o acordo com os arrozeiros será respeitado."Até segunda-feira, não tem surpresa e não há enganação. A Polícia Federal não age assim. Não pode haver quebra de confiança".
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