Boa Vista (RR) - Índias aliadas de arrozeiros exibem cartazes em solidariedade ao líder dos produtores, Paulo César Quartiero, durante protesto contra a demarcação da Raposa Serra do Sol em área contínua e a atuação da Polícia Federal na região Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr
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terça-feira, 13 de maio de 2008
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Conflito em reserva é grave e solução está nas mãos da Justiça, diz Marina
10h08 Para a ministra do Meio Ambiente, a situação de tensão na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, é “grave e preocupante”. Julgamento do STF deve ocorrer em três semanas - Agência Brasil
STF proíbe busca e apreensão de armas em reserva
Conselheiros da OAB vão colher depoimentos
Lula defende demarcação em áreas de fronteira
Forças Armadas terão mais unidades em reservas
Alegando insegurança, índios não mandam crianças à escola
domingo, 27 de abril de 2008
Fronteiras sangrentas
José Sarney
17/04/2008
17/04/2008
Muito se tem censurado o Supremo Tribunal Federal por estar legislando. Na nossa democracia cabe ao Judiciário ser não somente o fiscalizador dos outros Poderes, mas harmonizar os conflitos que possam romper o equilíbrio institucional.
Graças a essa atribuição, podemos prescindir do Poder Moderador que no Império foi exercido pelo Imperador e na República pelas incursões das Forças Armadas.
A tradição brasileira, ao contrário da americana, é não ter conflitos entre o Poder Judiciário e o Poder Legislativo. O mesmo não aconteceu entre o Poder Executivo e os outros dois.
O Legislativo foi fechado algumas vezes e o Judiciário podado de ministros e de atribuições, chegando Vargas a nomear o presidente do Supremo e anular uma sentença por decreto. Nos Estados Unidos foi a Corte Suprema — lá também acusada de legislar — que resolveu o problema dos direitos civis e a segregação nas escolas.
O resultado foi o fim do apartheid que ameaçava dividir o país. Nossa Constituição de 88 é detalhista em muitos temas mas vazia em outros. Cabe ao Supremo viabilizá-la na direção dos interesses maiores da Pátria e do Estado de Direito. Para isso recebeu a sagrada missão de “guardar a Constituição”.
Só ele poderá evitar a hipertrofia de alguns setores que hoje se expandem em busca de ocupar espaço e exercer poderes que não têm, violando direitos individuais e criando ameaças ao Estado de Direito. Só o Supremo pode conter isso.
Um teste, agora, objetivo e atual, é o da reserva Raposa Serra do Sol. Até onde pode um Estado ter o seu território dividido e ocupado, ou, como acontece em Roraima, não ter terra nenhuma porque todas são da União e estão repartidas?
Outro assunto sensível, que diz respeito à soberania, é a existência de reservas indígenas em faixas de fronteira. Quando eu era presidente não permiti demarcar reservas na fronteira, mas fizemos reservas isoladas e descontínuas que resguardavam a soberania nacional e conjuravam as cassandras do Pentágono, que diziam ser um conflito do futuro da humanidade as “nações indígenas” da Amazônia.
O governo que me sucedeu revogou minha decisão.
O artigo primeiro de nossa Constituição coloca entre os fundamentos do Estado democrático de direito, em primeiro lugar, a soberania. O STF tem o dever irrecusável de defendê-la. Ela é a pátria. Nossas fronteiras são de todos os brasileiros, pardos, brancos, negros e índios. Temos fronteiras de paz com dez países. Não podemos imaginar que por nosso erro elas se tornem fronteiras sangrentas.
José Sarney é escritor e membro da Academia Brasileira de Letras. É autor de diversos livros, entre os quais Marimbondos de Fogo.
Publicação original: Brasil Que Lê
segunda-feira, 14 de abril de 2008
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Conselho Indígena garante paz em Roraima só até julgamento final sobre homologação
Marco Antônio Soalheiro
Enviado Especial
Boa Vista (RR) - No dia seguinte à decisão do Supremo Tribunal Federal, que determinou a suspensão da Operação Upatakon 3, até o julgamento de mérito de ações que tratam da homologação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, o clima no Conselho Indígena de Roraima , que cobrava a retirada dos arrozeiros da área, ainda é de fazer com que comunidades aguardem em paz a manifestação final da Justiça. Mas um resultado desfavorável poderá acirrar os ânimos."Vamos fechar toda a terra e reunir muita gente.
Enviado Especial
Boa Vista (RR) - No dia seguinte à decisão do Supremo Tribunal Federal, que determinou a suspensão da Operação Upatakon 3, até o julgamento de mérito de ações que tratam da homologação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, o clima no Conselho Indígena de Roraima , que cobrava a retirada dos arrozeiros da área, ainda é de fazer com que comunidades aguardem em paz a manifestação final da Justiça. Mas um resultado desfavorável poderá acirrar os ânimos."Vamos fechar toda a terra e reunir muita gente.
Queremos apoio dos xavantes e vamos retomar nossas casas. Se querem desrespeitar os povos indígenas, vamos desrespeitar as autoridades", ameaçou o coordenador geral do CIR, Dionito José de Souza.
Em entrevista à Agência Brasil, Dinonito demonstrou irritação com a vitória parcial dos arrozeiros, que ganharam mais tempo para permanecer na terra indígena. "Os arrozeiros quebram pistas na cara do governo federal. Até parece que queimar casa não é crime, destruir pontes não é crime, soltar bombas não é crime", reclamou Dionito, em alusão a atos de vandalismo que ele atribui aos que resistiam em deixar a área.
A Polícia Federal já informou que a apuração dos crimes de depredação do patrimônio público continua, independentemente da suspensão da operação de desintrusão.
Dionito considerou o voto do ministro Carlos Ayres Brito, na concessão da liminar, um indicativo de que o posicionamento do relator no mérito será favorável aos arrozeiros.
O argumento usado pelo ministro de que os arrozeiros ocupam apenas 1% da área de 1,7 milhão de hectares não é suficiente para o que o CIR aceite a permanência dos produtores.
No documento intitulado A Luta Continua até o Último Índio!, comunidades ligadas ao CIR avisam: "Chega de sofrimento, já esperamos demais! Tivemos calma, muita paciência e confiança nas autoridades, mas agora basta!".
Leia mais em:
Raposa Serra do Sol,
Upatakon 3
quarta-feira, 9 de abril de 2008
STF suspende retirada de não-índios da Terra Indígena Raposa Serra do Sol
Antonio Arrais
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) acompanhou o voto do relator, ministro Carlos Ayres Britto, e decidiu, por unanimidade, suspender qualquer operação de retirada de ocupantes não-índios da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) acompanhou o voto do relator, ministro Carlos Ayres Britto, e decidiu, por unanimidade, suspender qualquer operação de retirada de ocupantes não-índios da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.
A decisão, que vale até o julgamento do mérito da ação cautelar, atendeu a pedido feito ontem (8) pelo governo de Roraima.Mais cedo, o superintendente da Polícia Federal (PF) em Roraima, José Maria Fonseca, tinha anunciado que a operação Upatakon 3 terá uma trégua pelo menos até a próxima segunda-feira (14).
A operação visa retirar não-índios da terra indígena Raposa Serra do Sol. A informação foi transmitida após uma reunião entre policiais federais e nove arrozeiros que têm plantações na área."Eles pediram um prazo até segunda-feira, quando voltaremos a sentar para definir como será a desocupação", afirmou, reiterando que o acordo com os arrozeiros será respeitado."Até segunda-feira, não tem surpresa e não há enganação. A Polícia Federal não age assim. Não pode haver quebra de confiança".
domingo, 6 de abril de 2008
Governo Federal declara Guerra a Roraima
“Saímos daqui conscientes de que o Governo Federal vai assumir o ônus desta operação”
Governador de Roraima após ter solicitado novamente ao Presidente Lula que o governo aguardasse a decisão final do Supremo Tribunal Federal antes de desencadear a operação Upatakon III.
- Solução Pacífica
José de Anchieta Júnior, governador de Roraima, e políticos federais e estaduais do estado solicitaram, insistentemente, a suspensão temporária da operação de retirada dos rizicultores da reserva indígena Raposa Serra do Sol. Os arrozeiros estão dispostos a deixar a área depois de esgotados todos os recursos legais que apresentaram ao Supremo Tribunal Federal. O produtor rural e líder dos arrozeiros, João Paulo Quartiero, voltou a dizer que não pretende deixar a área pacificamente: “Estamos irredutíveis, não vamos ceder à truculência da Polícia Federal, a esses brucutus enviados por Brasília. Não defendemos apenas nossas propriedades, mas também o Estado.”
- Brasileiros de Verdade
Valdísia da Silva, indígena da comunidade Prakuár, criticando os parentes que defendem a expulsão dos arrozeiros da área disse: “Se ficar essa área liberada, ninguém faz nada. Nossos irmãos do CIR (Conselho Indígena de Roraima) só dão dor de cabeça para nós, empatam a pescaria, não querem trabalhar, só querem ficar dormindo e comendo sem fazer nada. Nós não somos mais índios, nós somos aculturados, somos brancos já. A maioria é casada com branco, tem filho branco, marido preto e não sou contra isso. Os arrozeiros ajudam as comunidades da área.”
A índia Ilda Silva criticou a operação da Polícia Federal. “Essa polícia não devia fazer isso com a gente. Precisamos trabalhar. Quando ele (Quartiero) era prefeito, dava rancho (comida) para o colégio. Hoje, nós estamos machucados”.
Téia Mota, descendente de macuxi, está indignada. “A nossa população fica completamente desassistida, sem assistência do governo. Aqui é o povo pelo povo, enquanto o governo federal gasta milhões do nosso bolso para agredir o estado de Roraima. A Funai olha por um lado só, o da população ligada ao CIR. Daqui a pouco vão pedir passaporte para passarmos numa rua aqui no distrito de Surumu”.
Governador de Roraima após ter solicitado novamente ao Presidente Lula que o governo aguardasse a decisão final do Supremo Tribunal Federal antes de desencadear a operação Upatakon III.
- Solução Pacífica
José de Anchieta Júnior, governador de Roraima, e políticos federais e estaduais do estado solicitaram, insistentemente, a suspensão temporária da operação de retirada dos rizicultores da reserva indígena Raposa Serra do Sol. Os arrozeiros estão dispostos a deixar a área depois de esgotados todos os recursos legais que apresentaram ao Supremo Tribunal Federal. O produtor rural e líder dos arrozeiros, João Paulo Quartiero, voltou a dizer que não pretende deixar a área pacificamente: “Estamos irredutíveis, não vamos ceder à truculência da Polícia Federal, a esses brucutus enviados por Brasília. Não defendemos apenas nossas propriedades, mas também o Estado.”
- Brasileiros de Verdade
Valdísia da Silva, indígena da comunidade Prakuár, criticando os parentes que defendem a expulsão dos arrozeiros da área disse: “Se ficar essa área liberada, ninguém faz nada. Nossos irmãos do CIR (Conselho Indígena de Roraima) só dão dor de cabeça para nós, empatam a pescaria, não querem trabalhar, só querem ficar dormindo e comendo sem fazer nada. Nós não somos mais índios, nós somos aculturados, somos brancos já. A maioria é casada com branco, tem filho branco, marido preto e não sou contra isso. Os arrozeiros ajudam as comunidades da área.”
A índia Ilda Silva criticou a operação da Polícia Federal. “Essa polícia não devia fazer isso com a gente. Precisamos trabalhar. Quando ele (Quartiero) era prefeito, dava rancho (comida) para o colégio. Hoje, nós estamos machucados”.
Téia Mota, descendente de macuxi, está indignada. “A nossa população fica completamente desassistida, sem assistência do governo. Aqui é o povo pelo povo, enquanto o governo federal gasta milhões do nosso bolso para agredir o estado de Roraima. A Funai olha por um lado só, o da população ligada ao CIR. Daqui a pouco vão pedir passaporte para passarmos numa rua aqui no distrito de Surumu”.
O índio José Romão de Pinho, vereador de Pacaraima, acha que “Quem é nativo daqui não pode sair para outro lugar. Existe terra para todo mundo”.
O fazendeiro João Oliveira da Silva nasceu na região, é casado com uma índia, e tem propriedade na reserva há treze anos. João pretende resistir. “Hoje somos tratados como bandidos e não como trabalhadores. Nossa arma é o nosso suor. Querem fazer daqui um zoológico humano. Pessoas que nem brasileiras são querem ter prioridade. O que mais se vê aqui é padre e gringos que nem sabem falar português”.
- Heróica Resistência - “Pátria ou morte. Venceremos!”
O aguerrido Movimento de Resistência continua se mobilizando estrategicamente para impedir que a PF e a Força de Segurança Nacional tenham acesso à terra indígena. Pistas de pouso foram bloqueadas, patrulhas a cavalo vigiam o acesso fluvial à região, a única balsa que faz o transporte para o local foi retida, as pontes que servem de acesso terrestre à área indígena foram queimadas e os valorosos guerreiros Macuxis da comunidade do Flechal, que apóiam os arrozeiros, iniciaram uma marcha para a Raposa Serra do Sol, para combater a Polícia Federal.
- Paulo César Quartiero
Os funcionários de arrozeiros, indígenas e populares já se posicionaram em relação às eleições de 2010, querem eleger o líder dos arrozeiros, Quartiero, governador do estado de Roraima. “Vamos apoiar Quartiero porque é a única pessoa do estado de Roraima que enfrenta com coragem organismos estrangeiros e nacionais que lutam contra o povo”, declarou a descendente de índios Teia Mota. O índio macuxi José Romão de Pinho, vereador de Pacaraima e morador de Surumu, disse que Quartiero "é um brasileiro que está aqui produzindo", e que sempre apoiou as comunidades indígenas.
- Quartiero e Chávez
A bandeira da Venezuela está hasteada na base da resistência e seu líder disse, se referindo ao presidente venezuelano: “O apoio maior que ele nos dá é o exemplo de como um presidente pode ser cioso e intransigente na defesa do interesse nacional. Isso aí vale mais do que qualquer auxílio material. Temos por ele admiração, respeito e Pacaraima depende muito da Venezuela”. Quartiero entregou a Chávez, em um encontro em Manaus, uma “carta do povo de Roraima” solicitando ajuda ao movimento de resistência. Quando o CIR divulgou que após a expulsão dos não-índios da vila Surumu, o próximo objetivo seria a ocupação do município de Pacaraima. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou, que se isso ocorresse, a fronteira com o Brasil seria fechada e interrompido o fornecimento de energia elétrica para Boa Vista.
- Recursos desperdiçados
O senador Mozarildo Cavalcanti afirma que o governo está pagando caro pela série de mal-sucedidas operações de retirada. As duas primeiras custaram R$ 1 milhão e R$ 1,2 milhão, respectivamente e o montante para a atual já alcançou R$ 4 milhões. Enquanto isso, faltam recursos para o combate à dengue e à febre amarela. Mozarido pretende acompanhar a operação da PF como membro da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional.
- Lobos em pele de cordeiro
Que o inimigo apátrida que se encontra aquartelado nas nossas trincheiras acobertado sob o manto da fé e da evangelização seja identificado e repatriado.
Os grandes responsáveis pela eclosão do conflito em Roraima foram os padres da ONG Consolata e do CIR que estimularam a segregação e a desavença chegando, mesmo, a oferecer dinheiro aos índios para que não se relacionassem com brancos, além de planejar invasões às fazendas aumentando o clima de violência na região e a insatisfação popular diante da omissão do Estado face às ações arbitrárias promovidas pelos índios integrantes dessas organizações. O Projeto Integrado de Proteção às Populações Indígenas e Terras Indígenas da Amazônia Legal (PPTAL)
, criado com a ‘pretensa’ finalidade de preservação dos povos e terras indígenas e cuja execução ficou a cargo da FUNAI e ONGs Indigenistas, tem ‘ostensivamente’ deixado de lado as organizações indígenas contrárias à ideologia do CIR. O montante de recursos recebidos foram de 11,5 milhões de reais por ano e não contemplam os indígenas não filiados ao Conselho, como se esses não necessitassem de assistência médica regular.
O artigo 4º do Decreto nº 5.289, de 29 de novembro de 2004, que regula o emprego da Força Nacional de Segurança Pública especifica que: “poderá ser empregada em qualquer parte do território nacional, mediante solicitação expressa do respectivo Governador de Estado ou do Distrito Federal”. Portanto o desembarque de um grupo de cem policiais da Força de Segurança Nacional em Roraima está em desacordo com o decreto de sua criação.
Agentes da Polícia Federal, especializados em controle de distúrbios civis, desembarcaram ontem em Boa Vista, Roraima. Segundo informações extra-oficiais mais agentes policiais, recrutados em Estados da Região Norte, chegarão nos próximos dias.
- Conclusão
O povo brasileiro gostaria de assistir a uma onerosa movimentação de forças como esta para coibir o narcotráfico e a bandidagem que assola as capitais brasileiras e não de ver recursos humanos e materiais sendo desperdiçados para agredir produtores brasileiros que vivificam nossas fronteiras e promovem nosso desenvolvimento. Nossos parabéns aos políticos de Roraima e à Heróica Resistência que honra nossas tradições e não se dobram aos interesses estrangeiros que tão covardemente manipulam os altos escalões do governo e da FUNAI objetivando causar prejuízos irreparáveis á nossa soberania.
Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva,
professor do Colégio Militar de Porto Alegre
http://www.amazoniaenossaselva.com.br
hiramrs@terra.com.br
O fazendeiro João Oliveira da Silva nasceu na região, é casado com uma índia, e tem propriedade na reserva há treze anos. João pretende resistir. “Hoje somos tratados como bandidos e não como trabalhadores. Nossa arma é o nosso suor. Querem fazer daqui um zoológico humano. Pessoas que nem brasileiras são querem ter prioridade. O que mais se vê aqui é padre e gringos que nem sabem falar português”.
- Heróica Resistência - “Pátria ou morte. Venceremos!”
O aguerrido Movimento de Resistência continua se mobilizando estrategicamente para impedir que a PF e a Força de Segurança Nacional tenham acesso à terra indígena. Pistas de pouso foram bloqueadas, patrulhas a cavalo vigiam o acesso fluvial à região, a única balsa que faz o transporte para o local foi retida, as pontes que servem de acesso terrestre à área indígena foram queimadas e os valorosos guerreiros Macuxis da comunidade do Flechal, que apóiam os arrozeiros, iniciaram uma marcha para a Raposa Serra do Sol, para combater a Polícia Federal.
- Paulo César Quartiero
Os funcionários de arrozeiros, indígenas e populares já se posicionaram em relação às eleições de 2010, querem eleger o líder dos arrozeiros, Quartiero, governador do estado de Roraima. “Vamos apoiar Quartiero porque é a única pessoa do estado de Roraima que enfrenta com coragem organismos estrangeiros e nacionais que lutam contra o povo”, declarou a descendente de índios Teia Mota. O índio macuxi José Romão de Pinho, vereador de Pacaraima e morador de Surumu, disse que Quartiero "é um brasileiro que está aqui produzindo", e que sempre apoiou as comunidades indígenas.
- Quartiero e Chávez
A bandeira da Venezuela está hasteada na base da resistência e seu líder disse, se referindo ao presidente venezuelano: “O apoio maior que ele nos dá é o exemplo de como um presidente pode ser cioso e intransigente na defesa do interesse nacional. Isso aí vale mais do que qualquer auxílio material. Temos por ele admiração, respeito e Pacaraima depende muito da Venezuela”. Quartiero entregou a Chávez, em um encontro em Manaus, uma “carta do povo de Roraima” solicitando ajuda ao movimento de resistência. Quando o CIR divulgou que após a expulsão dos não-índios da vila Surumu, o próximo objetivo seria a ocupação do município de Pacaraima. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou, que se isso ocorresse, a fronteira com o Brasil seria fechada e interrompido o fornecimento de energia elétrica para Boa Vista.
- Recursos desperdiçados
O senador Mozarildo Cavalcanti afirma que o governo está pagando caro pela série de mal-sucedidas operações de retirada. As duas primeiras custaram R$ 1 milhão e R$ 1,2 milhão, respectivamente e o montante para a atual já alcançou R$ 4 milhões. Enquanto isso, faltam recursos para o combate à dengue e à febre amarela. Mozarido pretende acompanhar a operação da PF como membro da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional.
- Lobos em pele de cordeiro
Que o inimigo apátrida que se encontra aquartelado nas nossas trincheiras acobertado sob o manto da fé e da evangelização seja identificado e repatriado.
Os grandes responsáveis pela eclosão do conflito em Roraima foram os padres da ONG Consolata e do CIR que estimularam a segregação e a desavença chegando, mesmo, a oferecer dinheiro aos índios para que não se relacionassem com brancos, além de planejar invasões às fazendas aumentando o clima de violência na região e a insatisfação popular diante da omissão do Estado face às ações arbitrárias promovidas pelos índios integrantes dessas organizações. O Projeto Integrado de Proteção às Populações Indígenas e Terras Indígenas da Amazônia Legal (PPTAL)
, criado com a ‘pretensa’ finalidade de preservação dos povos e terras indígenas e cuja execução ficou a cargo da FUNAI e ONGs Indigenistas, tem ‘ostensivamente’ deixado de lado as organizações indígenas contrárias à ideologia do CIR. O montante de recursos recebidos foram de 11,5 milhões de reais por ano e não contemplam os indígenas não filiados ao Conselho, como se esses não necessitassem de assistência médica regular.
O artigo 4º do Decreto nº 5.289, de 29 de novembro de 2004, que regula o emprego da Força Nacional de Segurança Pública especifica que: “poderá ser empregada em qualquer parte do território nacional, mediante solicitação expressa do respectivo Governador de Estado ou do Distrito Federal”. Portanto o desembarque de um grupo de cem policiais da Força de Segurança Nacional em Roraima está em desacordo com o decreto de sua criação.
Agentes da Polícia Federal, especializados em controle de distúrbios civis, desembarcaram ontem em Boa Vista, Roraima. Segundo informações extra-oficiais mais agentes policiais, recrutados em Estados da Região Norte, chegarão nos próximos dias.
- Conclusão
O povo brasileiro gostaria de assistir a uma onerosa movimentação de forças como esta para coibir o narcotráfico e a bandidagem que assola as capitais brasileiras e não de ver recursos humanos e materiais sendo desperdiçados para agredir produtores brasileiros que vivificam nossas fronteiras e promovem nosso desenvolvimento. Nossos parabéns aos políticos de Roraima e à Heróica Resistência que honra nossas tradições e não se dobram aos interesses estrangeiros que tão covardemente manipulam os altos escalões do governo e da FUNAI objetivando causar prejuízos irreparáveis á nossa soberania.
Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva,
professor do Colégio Militar de Porto Alegre
http://www.amazoniaenossaselva.com.br
hiramrs@terra.com.br
Raposa Serra do Sol
Retirada de arrozeiros de reserva indígena divide opiniões
12h21 Em nota oficial, a CNBB cobra agilidade do governo federal na retirada de não-índios da Terra Indígena Raposa Serra do Sol em Roraima. O Conselho Regional de Medicina pede a imediata suspensão da operação Upatakon 3, da Polícia Federal
Governador: forma de homologação foi ruim para estado
Nova ponte é destruída e clima de tensão permanece
Líder arrozeiro diz que pediu ajuda a Chávez
Incra aponta má-fé de produtores de arroz
12h21 Em nota oficial, a CNBB cobra agilidade do governo federal na retirada de não-índios da Terra Indígena Raposa Serra do Sol em Roraima. O Conselho Regional de Medicina pede a imediata suspensão da operação Upatakon 3, da Polícia Federal
Governador: forma de homologação foi ruim para estado
Nova ponte é destruída e clima de tensão permanece
Líder arrozeiro diz que pediu ajuda a Chávez
Incra aponta má-fé de produtores de arroz
Fonte: Agência Brasil
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Arrozeiros ou Ianomâmis - Nova Enquete,
Raposa Serra do Sol,
Roraima
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Raposa Serra do Sol
http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowVideos.action?destaque.idGuidSelect=CBE430D2061645279C9FE7EA50F27439
O vídeo do link acima mostra a entrevista do jornalista Roldão Araújo que visitou a Reserva e publicou reportagem no Jornal O Estado de São Paulo e no portal estadao.com.br
O vídeo do link acima mostra a entrevista do jornalista Roldão Araújo que visitou a Reserva e publicou reportagem no Jornal O Estado de São Paulo e no portal estadao.com.br
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