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sábado, 1 de março de 2008

Viva o fumante. Abaixo o cigarro

Livro alerta para a diferença entre combater o tabaco e punir o fumante

De autoria do psiquiatra Wimer Bottura Júnior, o novo lançamento da República Literária, Viva o Fumante. Abaixo o cigarro tem como principal objetivo ajudar aqueles que fumam a abandonar o vício sem puni-los. O autor, aliás, considera que a maioria dos fumantes deseja isso, e a sociedade mais ainda.

“Bilhões são gastos anualmente na luta contra os estragos do tabaco. Governos do mundo todo tentam desesperadamente inibir o consumo de cigarros e o ingresso de adolescentes no vício”.

O problema, ainda segundo o dr. Wimer, é que nem todas as iniciativas têm sido eficazes. “A proibição da propaganda de cigarros na televisão brasileira é um exemplo. Além de ineficaz, foi contraproducente. Esse tipo de propaganda, do modo como era feita, gerava mais antitabagistas do que viciados”, polemiza.

Segundo o psiquiatra, a proibição da propaganda do cigarro foi um erro, pois tornou mais lento o processo de redução do consumo de cigarros. “A propaganda, como era feita na ocasião de sua proibição, gerava mais não fumantes que fumantes”.

Atuante antitabagista desde os anos 80, o dr. Wimer Bottura vem percebendo, ao longo de sua experiência, que embora sejam evidentes os malefícios do vício e ferrenha a luta entre companhias produtoras e entidades governamentais ou não, o fumante permanece alheio a tudo, como se não fizesse parte da história. “É a tentativa de encobrir o alívio de um sofrimento não evidente, presente no indivíduo no momento da tragada. Esse lento veneno para o corpo - e tênue muleta para o cérebro - escraviza quem a ele se expõe, voluntária ou involuntariamente, gerando um problema de saúde pública de graves dimensões”.

Entre as propostas do dr. Wimer está a adoção de lei de insalubridade em grau máximo para trabalhadores não fumantes que trabalhem em ambientes em que é permitido fumar. “Além do adicional de salário pela insalubridade, o trabalhador teria direito à aposentadoria especial e à jornada de trabalho reduzida”.


O psiquiatra também vê com otimismo algumas mudanças que ocorreram nos últimos anos e com a visão a sociedade tem hoje do fumo. “De artigo de moda, virou acessório de mau gosto. De sinal de esperteza, virou mostra de ignorância. De símbolo de sucesso, passou a problema de saúde pública”.

O livro é uma ferramenta de auxílio também aos fumantes involuntários, expostos à fumaça nociva do cigarro, aos governos e a toda a comunidade, que pode, em conjunto, agir em busca da saúde e da verdadeira alegria de viver.


Viva o fumante. Abaixo o cigarro
Editora República Literária
Wimer Bottura Júnior
199 páginas
Informações e vendas: (11) 3885-2148 ou republicaliteraria@gmail.com


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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

APM abre inscrições para grupo de apoio a familiares de hiperativos

Já estão abertas as inscrições para os ‘Grupos de Apoio aos Familiares de Portadores do Transtorno do Déficit da Atenção e Hiperatividade’ (TDAH). Promovidos pelo Comitê Multidisciplinar de Adolescência da Associação Paulista de Medicina, os grupos se formam a cada semestre e são coordenados pelo dr. Wimer Bottura Júnior, presidente do Comitê.
Neste primeiro semestre de 2008, os grupos iniciarão seus trabalhos em 14 de março. Sempre gratuito, cada grupo participa de uma série de nove encontros nos quais os participantes são orientados por meio de palestras. Nessas oportunidades, profissionais ligados ao transtorno abordarão suas experiências, levando, inclusive, alguns casos clínicos para ilustrar a conversa.
O objetivo é informar e orientar os familiares sobre a doença, tratamento, características e, com isso, melhorar o convívio com o paciente no dia-a-dia. “Os portadores enfrentam transtornos pessoais, familiares e sociais e não conseguem se relacionar com outros indivíduos. Há casos de indivíduos hiperativos, extremamente inteligentes, que obtém maus resultados na escola, pois são muito dispersos. Querem fazer tudo ao mesmo tempo e raramente conseguem concluir suas tarefas”, explica o dr. Wimer.

Também serão debatidos outros problemas, como o fato de alguns portadores sentirem-se excluídos. De acordo com o especialista, na falta de tratamento ou abordagem adequada, muitos destes virão a se transformar em adolescentes rebeldes, aumentando, até, a probabilidade de envolvimento com drogas.
O evento visa, também, gerar multiplicadores na criação de grupos semelhantes em outras instituições. Este fato é extremamente importante tendo em vista o grande número de portadores de TDAH. “Atualmente, o distúrbio atinge de 3 a 5% da população infantil em idade escolar e mantém-se até a fase adulta”, afirma dr. Wimer.
Grupo de Apoio aos Familiares e Portadores do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade
Informações e inscrições: (11) 3188-4243, com Luci ou Isabella, das 9 às 21h,
ou pelo e-mail: cientifico@apm.org.br
INSCRIÇÕES GRATUITAS

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