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quarta-feira, 7 de maio de 2008

Mercosul terá apoio da União Européia para desenvolver projetos de biotecnologias

O objetivo é dar competitividade aos países nas áreas das cadeias produtivas: florestal, oleaginosas, carne aviária e bovina
O Mercosul e a União Européia (EU) estão desenvolvendo um sistema de cooperação regional com o objetivo de promover o desenvolvimento da biotecnologia, visando a aumentar a competitividade do bloco sul-americano no mercado internacional.
É o Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Biotecnologias no Mercosul (Biotech), iniciativa de cooperação entre a UE e o bloco sul-americano, cujo lançamento no Brasil será realizado no Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, às 16h, desta quinta-feira (8).
O programa foi concebido de forma a incrementar a geração de conhecimento em cadeias produtivas relevantes para os países do Mercosul e transferência de tecnologia da UE para os países do bloco, de forma integrada com empresas. As áreas escolhidas foram carne bovina, carne aviária, florestal e oleaginosas.
Segundo o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Luiz Antônio Barreto de Castro, o Biotech busca promover o desenvolvimento da biotecnologia agroindustrial, ao apoiar a competitividade das produções regionais. “A primeira convocatória foi realizada à semana passada. Em seminários regionais, no Brasil e também em outros países do bloco, já definimos as áreas prioritárias”, explicou.
Os dois blocos já haviam assinado, em 2001, Memorando de Entendimento, que definiu como prioridade a cooperação científica e tecnológica entre os países do Mercosul e da UE. Na ocasião, ficou estabelecido que seriam destinados 48 milhões de euros para o período de 2000 a 2006.
O Biotech contará com recursos da ordem de 7,3 milhões de euros, sendo 1,3 milhões de euros o valor da contrapartida do Mercosul. A primeira convocatória disponibilizou 4 milhões de euros, distribuídos igualmente para cada uma das áreas.
As prioridades, segundo Castro, são a sanidade animal das cadeias produtivas de carne bovina e avícola, com foco em tecnologias para diagnóstico da aftosa, da salmonella e da campylobacter (ambas bactérias que causam doenças em aves); a produção de biocombustíveis, principalmente o etanol, na área florestal; e as tecnologias para o combate à ferrugem da soja, no caso da área definida como oleaginosas.
Os resultados esperados com o programa são ter uma plataforma de coordenação regional no âmbito do Mercosul, na área de biotecnologia, que vincule empresários, pesquisadores e governos e que permita a implementação de uma estratégia regional no setor das biotecnologias, facilitando a transferência de conhecimento; desenvolver projetos integrados; e aumentar as atividades de transferência de tecnologia do setor acadêmico para o setor produtivo.
Assessoria de Comunicação do
Ministério da Ciência e Tecnologia
Telefones: (061) 33177515

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

ISAAA divulga novo relatório mundial sobre biotecnologia agrícola

São Paulo, 08 de fevereiro de 2007 – Na próxima quarta-feira 13, o diretor do Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA), Anderson Galvão, fará o lançamento do relatório Situação Global da Comercialização de Lavouras Geneticamente Modificadas (GM): 2007, trazendo dados diretamente ligados ao desenvolvimento da economia e do agronegócio brasileiro e mundial.

O estudo anual avalia a evolução das lavouras transgênicas nos cinco continentes. O relatório do ano passado, com dados de 2006, registrou um aumento de 13% da área plantada com transgênicos no mundo, em relação ao período anterior, atingindo 102 milhões de hectares cultivados. No Brasil o crescimento foi de 22%, totalizando 11,5 milhões de hectares de soja e algodão GM.


Sobre o ISAAA
O Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações Agrobiotecnologia (ISAAA) é uma organização sem fins lucrativos com uma rede internacional de centros nas Filipinas, no Quênia e nos Estados Unidos. A entidade trabalha para tornar a técnica de biotecnologia agrícola disponível em países em desenvolvimento.

Sobre o CIB
O Conselho de Informações Sobre Biotecnologia (CIB) é uma organização não-governamental, cujo objetivo básico é divulgar informações técnico-científicas sobre biotecnologia e seus benefícios, aumentando a familiaridade de todos os setores da sociedade com o tema. Para estabelecer-se como fonte segura de informações para jornalistas, pesquisadores, empresas e instituições interessadas em biotecnologia, o CIB dispõe de um grupo de conselheiros formado por mais de 70 especialistas – cientistas e profissionais liberais, em sua maioria – ligados a instituições que estudam as diferentes áreas dessa ciência. Visite o site http://www.cib.org.br/.

Contatos:

Augusto Moraes Luiz Silveira
(11) 3017-5316 (11) 3017-5300 r.243
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Biotecnologia no rumo certo

Alda Lerayer*

O ano de 2007 foi marcante para o desenvolvimento da biotecnologia agrícola no Brasil. Avançamos nos últimos doze meses mais do que nunca, com a liberação comercial de três tipos de semente transgênica e a aprovação de mais de 420 processos relacionados a organismos geneticamente modificados (OGMs) pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

Se a situação não é ainda a ideal para a prosperidade da agricultura brasileira, já representa uma base mais sólida para as conquistas que certamente virão em 2008. Tome-se como exemplo a decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª. Região, em Porto Alegre, que derrubou a liminar que suspendia o efeito das três recentes aprovações e impedia a CTNBio de avaliar novos pedidos de comercialização de milho GM. O fato ocorreu no último dia 19 de dezembro.

Duas conseqüências altamente positivas podem ser esperadas com a recente decisão do TRF. Primeiro, a comissão já retornará das férias em pleno funcionamento, em fevereiro. Ao mesmo tempo, os agricultores brasileiros ficam mais perto de obter os benefícios da biotecnologia na cultura do milho, já que as três sementes liberadas em 2007 são de milho geneticamente modificado (GM). Para se ter uma idéia da relevância dessas aprovações, apenas duas variedades GM haviam sido liberadas no Brasil até 2006: a soja RR e o algodão Bt.

Além disso, o milho transgênico é um produto extremamente importante nesse momento para toda a cadeia do agronegócio. Não bastasse o cereal ser componente essencial na formação de custos da produção de suínos e aves e, por isso, definidor da competitividade do País no setor de carnes, é fato também que o mercado mundial do grão está aquecido e aberto para as exportações brasileiras.

Até mesmo o atual debate sobre a disparada dos preços internos do milho poderia ser minimizado com a adoção de variedades GM. Elas resultaram em um aumento considerável da produtividade média em países como Estados Unidos e Argentina, reduzindo o custo e elevando a oferta do cereal sem a necessidade de um crescimento insustentável da área plantada.

Assim como o milho, diversas outras variedades transgênicas são essenciais para o País. Por isso, é preciso manter o caminho livre para que a CTNBio torne mais ágil a liberação dos 11 pedidos de aprovação comercial que estão em sua pauta. O primeiro processo da fila foi protocolado em janeiro de 2002. Seis anos é muito tempo para a ciência, e mais ainda para um mercado dinâmico como o do agronegócio. Mas vale ressalvar que a atual CTNBio, remodelada a partir da aprovação da Lei de Biossegurança, em 2005, está se esforçando para reduzir o acúmulo de processos na pauta.

Acelerar a análise dos pedidos de liberação comercial é estratégico para o sucesso do Brasil no mercado mundial de produtos agrícolas e, em especial, no de biocombustíveis. Para manter sua competitividade única na produção de etanol, o País precisa lançar mão de variedades mais produtivas de cana-de-açúcar – e a maneira mais rápida de obter essas cultivares é por meio da engenharia genética.

O Brasil já possui pesquisas avançadas com variedades de cana transgênica com maior teor de sacarose ou resistência a doenças. É tecnologia brasileira, que não pode ser desperdiçada. Essas cultivares podem chegar à fila dos pedidos de liberação comercial da CTNBio já em 2008, e precisam encontrar a pauta da comissão limpa. Só assim o Brasil vai garantir para si uma fatia significativa do comércio mundial de álcool combustível e consolidar sua capacidade de ditar as regras desse mercado. Estamos no caminho certo.

*Alda Lerayer é diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB).

Sobre o CIB

O Conselho de Informações Sobre Biotecnologia (CIB) é uma organização não-governamental, cujo objetivo básico é divulgar informações técnico-científicas sobre biotecnologia e seus benefícios, aumentando a familiaridade de todos os setores da sociedade com o tema. Para estabelecer-se como fonte segura de informações para jornalistas, pesquisadores, empresas e instituições interessadas em biotecnologia, o CIB dispõe de um grupo de conselheiros formado por mais de 70 especialistas – cientistas e profissionais liberais, em sua maioria – ligados a instituições que estudam as diferentes áreas dessa ciência. Visite os sites www.cib.org.br e www.biotecpragalera.org.br.

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