Brasil lidera a expansão de lavouras transgênicas com crescimento de 3,5 milhões de hectares em 2007
Os agricultores brasileiros cultivaram 15 milhões de hectares de lavouras transgênicas em 2007, apresentando o maior crescimento absoluto do mundo em adoção de biotecnologia agrícola. O País plantou 3,5 milhões de hectares a mais em relação a 2006, quando cultivou 11,5 milhões de hectares. Logo atrás do Brasil estão os EUA, com 3,1 milhões de hectares de crescimento, e a Índia, com 2,4 milhões.
Em porcentagem de crescimento, o Brasil também melhorou seu despenho em área cultivada com transgênicos, saltando de 22% em 2006, para 30% em 2007. No ano passado, apenas a Índia superou o País, com alta de 63%, saltando de 3,8 para 6,2 milhões de hectares.
Da área total de transgênicos plantados no Brasil, cerca de 14,5 milhões de hectares foram cultivados com soja tolerante a herbicida. Os outros 500 mil hectares foram dedicados ao cultivo do algodão resistente a insetos, liberado para comercialização no País em 2005.
Área com transgênicos cresce 12% no mundo
A área global de plantações geneticamente modificadas (GM) cresceu 12,3 milhões de hectares em 2007, ou 12% em relação ao período anterior. Com o aumento – o segundo maior nos últimos cinco anos –, as lavouras transgênicas alcançaram 114,3 milhões de hectares cultivados.
O número de países que usaram biotecnologia em suas lavouras chegou a 23, com o início do plantio de culturas GM na Polônia e no Chile. Além desses, cultivavam transgênicos os agricultores dos EUA, Argentina, Brasil, Canadá, Índia, China, Paraguai, África do Sul, Uruguai, Filipinas, Austrália, Espanha, México, Colômbia, França, Honduras, República Tcheca, Portugal, Alemanha, Eslováquia e Romênia.
Cenário dos principais países produtores de transgênicos por continente
Américas – Os Estados Unidos continuam firmes na posição de maior produtor mundial de transgênicos, com uma área plantada de 57,7 milhões de hectares, o que equivale a 50% de todas as lavouras geneticamente modificadas do mundo. Em 2007, os agricultores norte-americanos cultivaram 3,1 milhões de hectares de transgênicos a mais em relação a 2006, um aumento de 5,7%. O aquecimento do mercado de etanol elevou em 40% a área dedicada ao milho GM no país, onde o álcool é produzido a partir do cereal. Já a Argentina aumentou suas lavouras transgênicas em 1,1 milhão de hectares, um crescimento de 6% em relação a 2006. Com uma área total de transgênicos de 19,1 milhões de hectares, a Argentina se manteve atrás apenas dos Estados Unidos.
Ásia – Pelo terceiro ano consecutivo, a Índia registrou o maior crescimento proporcional do mundo nas lavouras transgênicas, com aumento de 63% em relação a 2006. A razão é o aumento de rentabilidade garantido pelo algodão Bt (único transgênico liberado para plantio no país), que pode render até 50% mais que as variedades convencionais por ser resistente a insetos. Entre 2002 e 2007, a área cultivada com algodão GM na Índia cresceu de 50 mil para 6,2 milhões de hectares, cultivados por 3,8 milhões de pequenos agricultores. Na China, mesmo com uma área plantada menor, o número de pequenos produtores de algodão GM atinge 7,1 milhões de pessoas, pois as propriedades medem em média apenas 0,59 hectare. A área plantada com o algodão Bt na China atingiu 3,8 milhões de hectares, acima dos 3,5 milhões de hectares de 2006.
África – A África do Sul é o único país do continente que comercializa produtos GM. Em 2007, a área plantada com transgênicos atingiu 1,8 milhão de hectares, quase 30% acima do registrado no ano anterior. O destaque é o milho GM, que já ocupa dois terços do 1,7 milhão de hectares de área de milho branco (para alimentação) do país.
Europa – Em 2007, oito países da União Européia (UE) cultivaram lavouras GM – ante seis países em 2006. A área plantada total com milho Bt na UE superou os 100 mil hectares pela primeira vez, com uma taxa de crescimento anual de 77%. A Espanha é líder no cultivo de transgênicos na Europa, com cerca de 70 mil hectares plantados em 2007, o equivalente a um crescimento de 20% sobre o ano anterior. Nos outros sete países do bloco que adotaram a biotecnologia agrícola, a área plantada quadruplicou entre 2006 e 2007, para 35,7 mil hectares.
Pequenos agricultores são 90% dos produtores de transgênicos do mundo
Pela primeira vez, mais de 10 milhões de pequenos agricultores utilizaram sementes transgênicas no mundo. Do total de 12 milhões de produtores que adotaram lavouras GM em 2007, cerca de 11 milhões foram agricultores familiares de países em desenvolvimento. Em 2006, 10,3 milhões de produtores haviam plantado transgênicos, dos quais 9,3 milhões possuíam pequenas porções de terra.
Entre os pequenos agricultores que adotaram a biotecnologia em 2007, a maior parte plantou algodão Bt, sendo 7,1 milhões na China e 3,8 milhões na Índia. O restante, 100 mil produtores de outros países, optaram por distintas culturas transgênicas.
Transgênicos crescem mais nos países emergentes
Durante o período de 1996 a 2007, a participação dos países emergentes na área global de lavouras GM aumentou de forma consistente ano após ano. Em 2007, 43% da área global com biotecnologia agrícola foi cultivada em países emergentes, ante 40% em 2006, atingindo 49,4 milhões de hectares. O crescimento entre 2006 e 2007 foi substancialmente mais alto nesses países – 8,5 milhões de hectares ou 21% de crescimento – do que nos países industrializados – 3,8 milhões de hectares ou 6% de crescimento.
Vale ressaltar que quatro dos seis principais países produtores de transgênicos do mundo são emergentes (Argentina, Brasil, Índia e China) e que os cinco principais países em desenvolvimento que plantam lavouras GM abrangem todos os três continentes do Sul: Índia e China na Ásia, Argentina e Brasil na América Latina e África do Sul no continente africano.
Milho supera soja como cultura mais importante para o setor de biotecnologia
O milho representou 47% do mercado global dos produtos GM em 2007, que atingiu US$ 6,9 bilhões, de acordo com a consultoria Cropnosis. O mercado de milho GM totalizou US$ 3,2 bilhões, superando a soja GM, que gerou um mercado de US$ 2,6 bilhões – o equivalente a 37% do total. Em 2006, o quadro era inverso: o milho representava 39% do mercado global de transgênicos, enquanto a soja liderava o ranking com 44%. Para 2008, o valor global do mercado dos produtos GM está projetado em aproximadamente US$7,5 bilhões.
O mercado mundial de produtos transgênicos representou 16% dos US$ 42,2 bilhões do mercado global de proteção de cultivos em 2007, e 20% dos cerca de US$34 bilhões do mercado comercial de sementes, ainda segundo a Cropnosis. O cálculo do valor de mercado do mercado global de produtos GM baseia-se no preço de venda das sementes GM, juntamente com quaisquer outros encargos aplicáveis da tecnologia. Considerando que as primeiras culturas transgênicas foram comercializadas em 1996, o valor global acumulado até 2007 é calculado em US$42,4 bilhões.
Sobre o ISAAA
O ISAAA é uma organização sem fins lucrativos com uma rede internacional de centros de pesquisa voltada para difundir conhecimento e aplicações de plantações GM. O relatório é co-patrocinado pela Fundação Rockefeller, organização filantrópica baseada nos EUA, associada com a Revolução Verde, que salvou mais de um bilhão de vidas na década de 60, e com o Ibercaja, um dos maiores bancos espanhóis com sede na região de crescimento de milho da Espanha.
Sobre o CIB
O Conselho de Informações Sobre Biotecnologia (CIB) é uma organização não-governamental, cujo objetivo básico é divulgar informações técnico-científicas sobre biotecnologia e seus benefícios, aumentando a familiaridade de todos os setores da sociedade com o tema. Para estabelecer-se como fonte segura de informações para jornalistas, pesquisadores, empresas e instituições interessadas em biotecnologia, o CIB dispõe de um grupo de conselheiros formado por mais de 70 especialistas – cientistas e profissionais liberais, em sua maioria – ligados a instituições que estudam as diferentes áreas dessa ciência. Visite o site www.cib.org.br.
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Embargo ao milho transgênico na França é político e temporário, diz produtor local
São Paulo, 12 de fevereiro – Em rápida passagem por São Paulo, um grupo de produtores rurais franceses que está no Brasil para conhecer a nossa agricultura demonstrou preocupação em relação ao embargo imposto pelo governo da França ao milho geneticamente modificado (GM). Contudo, os agricultores não acreditam que a decisão tomada no último dia 9 tenha vida longa. “Trata-se de uma medida unicamente política, que deve afetar apenas a safra 2008”, afirmou ao Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB) o agricultor Claude Menara, membro do Programa Acompanhamento de Culturas em Biotecnologia (PACB), desenvolvido pela Associação dos Produtores de Milho e Sorgo da França.
Segundo ele, a decisão do governo francês deve-se em grande parte aos interesses relacionados às eleições municipais, que ocorrem dentro de quatro semanas. “Embora o governo tente jogar dúvidas sobre a segurança do milho transgênico, não consegue encontrar uma novidade técnico-científica que justifique o embargo”, explica Menara. Para o produtor, isso mostra que a moratória ao milho transgênico não conseguirá se sustentar por muito tempo.
Além de não haver fatos novos que comprometam a segurança do milho geneticamente modificado (GM), Menara acredita que os benefícios da semente transgênica já são incontestáveis na França e tornarão o embargo inviável. “Em 10 anos, o crescimento da rentabilidade da lavoura transgênica é de 12% a 15% quando comparada à da convencional, porque o milho GM rende até 1,5 tonelada a mais por hectare”, ressalta. Para se ter uma idéia de quanto isso representa, a produtividade média do milho no Brasil é hoje de cerca de 3,6 toneladas por hectare.
“Há também outras vantagens que ainda não foram mensuradas, como o impacto reduzido para o meio ambiente e a qualidade do milho transgênico, que possui até 90% menos micotoxinas (substâncias tóxicas ao homem)”, conclui Menara.
Sobre o CIB
O Conselho de Informações Sobre Biotecnologia (CIB) é uma organização não-governamental, cujo objetivo básico é divulgar informações técnico-científicas sobre biotecnologia e seus benefícios, aumentando a familiaridade de todos os setores da sociedade com o tema. Para estabelecer-se como fonte segura de informações para jornalistas, pesquisadores, empresas e instituições interessadas em biotecnologia, o CIB dispõe de um grupo de conselheiros formado por mais de 70 especialistas – cientistas e profissionais liberais, em sua maioria – ligados a instituições que estudam as diferentes áreas dessa ciência. Visite os sites www.cib.org.br e www.biotecpragalera.org.br.
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Segundo ele, a decisão do governo francês deve-se em grande parte aos interesses relacionados às eleições municipais, que ocorrem dentro de quatro semanas. “Embora o governo tente jogar dúvidas sobre a segurança do milho transgênico, não consegue encontrar uma novidade técnico-científica que justifique o embargo”, explica Menara. Para o produtor, isso mostra que a moratória ao milho transgênico não conseguirá se sustentar por muito tempo.
Além de não haver fatos novos que comprometam a segurança do milho geneticamente modificado (GM), Menara acredita que os benefícios da semente transgênica já são incontestáveis na França e tornarão o embargo inviável. “Em 10 anos, o crescimento da rentabilidade da lavoura transgênica é de 12% a 15% quando comparada à da convencional, porque o milho GM rende até 1,5 tonelada a mais por hectare”, ressalta. Para se ter uma idéia de quanto isso representa, a produtividade média do milho no Brasil é hoje de cerca de 3,6 toneladas por hectare.
“Há também outras vantagens que ainda não foram mensuradas, como o impacto reduzido para o meio ambiente e a qualidade do milho transgênico, que possui até 90% menos micotoxinas (substâncias tóxicas ao homem)”, conclui Menara.
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
ISAAA divulga novo relatório mundial sobre biotecnologia agrícola
São Paulo, 08 de fevereiro de 2007 – Na próxima quarta-feira 13, o diretor do Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA), Anderson Galvão, fará o lançamento do relatório Situação Global da Comercialização de Lavouras Geneticamente Modificadas (GM): 2007, trazendo dados diretamente ligados ao desenvolvimento da economia e do agronegócio brasileiro e mundial.
O estudo anual avalia a evolução das lavouras transgênicas nos cinco continentes. O relatório do ano passado, com dados de 2006, registrou um aumento de 13% da área plantada com transgênicos no mundo, em relação ao período anterior, atingindo 102 milhões de hectares cultivados. No Brasil o crescimento foi de 22%, totalizando 11,5 milhões de hectares de soja e algodão GM.
Sobre o ISAAA
O Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações Agrobiotecnologia (ISAAA) é uma organização sem fins lucrativos com uma rede internacional de centros nas Filipinas, no Quênia e nos Estados Unidos. A entidade trabalha para tornar a técnica de biotecnologia agrícola disponível em países em desenvolvimento.
Sobre o CIB
O Conselho de Informações Sobre Biotecnologia (CIB) é uma organização não-governamental, cujo objetivo básico é divulgar informações técnico-científicas sobre biotecnologia e seus benefícios, aumentando a familiaridade de todos os setores da sociedade com o tema. Para estabelecer-se como fonte segura de informações para jornalistas, pesquisadores, empresas e instituições interessadas em biotecnologia, o CIB dispõe de um grupo de conselheiros formado por mais de 70 especialistas – cientistas e profissionais liberais, em sua maioria – ligados a instituições que estudam as diferentes áreas dessa ciência. Visite o site http://www.cib.org.br/.
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O estudo anual avalia a evolução das lavouras transgênicas nos cinco continentes. O relatório do ano passado, com dados de 2006, registrou um aumento de 13% da área plantada com transgênicos no mundo, em relação ao período anterior, atingindo 102 milhões de hectares cultivados. No Brasil o crescimento foi de 22%, totalizando 11,5 milhões de hectares de soja e algodão GM.
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terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Soja GM é aprovada por 92% dos agricultores que adotaram a tecnologia na safra 2005/2006
Cascavel, 29 de janeiro - Um levantamento concluído pela Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola (Coodetec), em janeiro de 2008, mostra que os benefícios da soja tolerante a herbicida são percebidos pela grande maioria dos agricultores brasileiros que plantaram a variedade transgênica na safra 2005/2006. De acordo com a pesquisa, 92% desses produtores aprovam o desempenho da semente geneticamente modificada (GM) em suas lavouras.
A Coodetec ouviu 518 agricultores das principais regiões produtoras de soja do País (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Bahia, Tocantins e Goiás), dos quais 69% afirmaram ter plantado o grão transgênico. E mesmo considerando aqueles que sequer haviam testado a soja GM, 69% também sinalizaram ter intenção de adotar as sementes geneticamente modificadas nas próximas safras.
O melhor desempenho da soja GM deu-se na Região Sul, onde 95% dos entrevistados afirmaram que continuariam a utilizar a soja tolerante a herbicidas. O maior interesse em ampliar a área plantada com soja GM foi verificado no Mato Grosso do Sul (74,5%) e no Paraná (73%).
Segundo Izaias de Carvalho Borges, pesquisador do Núcleo de Economia Agrícola da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a pesquisa confirma uma tendência natural de crescimento da adoção da biotecnologia agrícola no País. “Desde a entrada da soja tolerante a herbicida no Brasil, a área plantada com culturas transgênicas cresce consideravelmente todos os anos”, diz. “E isso somente ocorre porque o agricultor reconhece as vantagens da semente GM, como mostra o levantamento”.
“A transgenia é uma ferramenta segura e de uso opcional, que oferece vantagens significativas do ponto de vista econômico e ambiental, já que também reduz o uso de agrotóxicos”, observa o diretor técnico da Coodetec, Ivo Marcos Carraro. “O levantamento disponibilizado reflete a avaliação prática de nossos agricultores”, complementa.
Além de comprovar a aprovação da soja transgênica, a pesquisa da Cooperativa Central, que tem sede em Cascavel (PR) e atuação em todo o País, ainda revela que não são apenas o ganho de produtividade e a redução de custos que motivam os agricultores brasileiros a adotar a variedade. Na realidade, os fatores mais decisivos também incluem o melhor controle de pragas e doenças e trato cultural — citado por quase 90% dos agricultores — e a simplicidade e a facilidade na condução da lavoura, lembrados por cerca de 80% dos entrevistados.
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A Coodetec ouviu 518 agricultores das principais regiões produtoras de soja do País (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Bahia, Tocantins e Goiás), dos quais 69% afirmaram ter plantado o grão transgênico. E mesmo considerando aqueles que sequer haviam testado a soja GM, 69% também sinalizaram ter intenção de adotar as sementes geneticamente modificadas nas próximas safras.
O melhor desempenho da soja GM deu-se na Região Sul, onde 95% dos entrevistados afirmaram que continuariam a utilizar a soja tolerante a herbicidas. O maior interesse em ampliar a área plantada com soja GM foi verificado no Mato Grosso do Sul (74,5%) e no Paraná (73%).
Segundo Izaias de Carvalho Borges, pesquisador do Núcleo de Economia Agrícola da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a pesquisa confirma uma tendência natural de crescimento da adoção da biotecnologia agrícola no País. “Desde a entrada da soja tolerante a herbicida no Brasil, a área plantada com culturas transgênicas cresce consideravelmente todos os anos”, diz. “E isso somente ocorre porque o agricultor reconhece as vantagens da semente GM, como mostra o levantamento”.
“A transgenia é uma ferramenta segura e de uso opcional, que oferece vantagens significativas do ponto de vista econômico e ambiental, já que também reduz o uso de agrotóxicos”, observa o diretor técnico da Coodetec, Ivo Marcos Carraro. “O levantamento disponibilizado reflete a avaliação prática de nossos agricultores”, complementa.
Além de comprovar a aprovação da soja transgênica, a pesquisa da Cooperativa Central, que tem sede em Cascavel (PR) e atuação em todo o País, ainda revela que não são apenas o ganho de produtividade e a redução de custos que motivam os agricultores brasileiros a adotar a variedade. Na realidade, os fatores mais decisivos também incluem o melhor controle de pragas e doenças e trato cultural — citado por quase 90% dos agricultores — e a simplicidade e a facilidade na condução da lavoura, lembrados por cerca de 80% dos entrevistados.
Sobre o CIB
Conselho de Informações Sobre Biotecnologia (CIB) é uma organização não-governamental, cujo objetivo básico é divulgar informações técnico-científicas sobre biotecnologia e seus benefícios, aumentando a familiaridade de todos os setores da sociedade com o tema. Para estabelecer-se como fonte segura de informações para jornalistas, pesquisadores, empresas e instituições interessadas em biotecnologia, o CIB dispõe de um grupo de conselheiros formado por mais de 70 especialistas – cientistas e profissionais liberais, em sua maioria – ligados a instituições que estudam as diferentes áreas dessa ciência. Visite os sites www.cib.org.br e www.biotecpragalera.org.br.
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Biotecnologia no rumo certo
Alda Lerayer*
O ano de 2007 foi marcante para o desenvolvimento da biotecnologia agrícola no Brasil. Avançamos nos últimos doze meses mais do que nunca, com a liberação comercial de três tipos de semente transgênica e a aprovação de mais de 420 processos relacionados a organismos geneticamente modificados (OGMs) pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).
Se a situação não é ainda a ideal para a prosperidade da agricultura brasileira, já representa uma base mais sólida para as conquistas que certamente virão em 2008. Tome-se como exemplo a decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª. Região, em Porto Alegre, que derrubou a liminar que suspendia o efeito das três recentes aprovações e impedia a CTNBio de avaliar novos pedidos de comercialização de milho GM. O fato ocorreu no último dia 19 de dezembro.
Duas conseqüências altamente positivas podem ser esperadas com a recente decisão do TRF. Primeiro, a comissão já retornará das férias em pleno funcionamento, em fevereiro. Ao mesmo tempo, os agricultores brasileiros ficam mais perto de obter os benefícios da biotecnologia na cultura do milho, já que as três sementes liberadas em 2007 são de milho geneticamente modificado (GM). Para se ter uma idéia da relevância dessas aprovações, apenas duas variedades GM haviam sido liberadas no Brasil até 2006: a soja RR e o algodão Bt.
Além disso, o milho transgênico é um produto extremamente importante nesse momento para toda a cadeia do agronegócio. Não bastasse o cereal ser componente essencial na formação de custos da produção de suínos e aves e, por isso, definidor da competitividade do País no setor de carnes, é fato também que o mercado mundial do grão está aquecido e aberto para as exportações brasileiras.
Até mesmo o atual debate sobre a disparada dos preços internos do milho poderia ser minimizado com a adoção de variedades GM. Elas resultaram em um aumento considerável da produtividade média em países como Estados Unidos e Argentina, reduzindo o custo e elevando a oferta do cereal sem a necessidade de um crescimento insustentável da área plantada.
Assim como o milho, diversas outras variedades transgênicas são essenciais para o País. Por isso, é preciso manter o caminho livre para que a CTNBio torne mais ágil a liberação dos 11 pedidos de aprovação comercial que estão em sua pauta. O primeiro processo da fila foi protocolado em janeiro de 2002. Seis anos é muito tempo para a ciência, e mais ainda para um mercado dinâmico como o do agronegócio. Mas vale ressalvar que a atual CTNBio, remodelada a partir da aprovação da Lei de Biossegurança, em 2005, está se esforçando para reduzir o acúmulo de processos na pauta.
Acelerar a análise dos pedidos de liberação comercial é estratégico para o sucesso do Brasil no mercado mundial de produtos agrícolas e, em especial, no de biocombustíveis. Para manter sua competitividade única na produção de etanol, o País precisa lançar mão de variedades mais produtivas de cana-de-açúcar – e a maneira mais rápida de obter essas cultivares é por meio da engenharia genética.
O Brasil já possui pesquisas avançadas com variedades de cana transgênica com maior teor de sacarose ou resistência a doenças. É tecnologia brasileira, que não pode ser desperdiçada. Essas cultivares podem chegar à fila dos pedidos de liberação comercial da CTNBio já em 2008, e precisam encontrar a pauta da comissão limpa. Só assim o Brasil vai garantir para si uma fatia significativa do comércio mundial de álcool combustível e consolidar sua capacidade de ditar as regras desse mercado. Estamos no caminho certo.
*Alda Lerayer é diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB).
Sobre o CIB
O Conselho de Informações Sobre Biotecnologia (CIB) é uma organização não-governamental, cujo objetivo básico é divulgar informações técnico-científicas sobre biotecnologia e seus benefícios, aumentando a familiaridade de todos os setores da sociedade com o tema. Para estabelecer-se como fonte segura de informações para jornalistas, pesquisadores, empresas e instituições interessadas em biotecnologia, o CIB dispõe de um grupo de conselheiros formado por mais de 70 especialistas – cientistas e profissionais liberais, em sua maioria – ligados a instituições que estudam as diferentes áreas dessa ciência. Visite os sites www.cib.org.br e www.biotecpragalera.org.br.
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O ano de 2007 foi marcante para o desenvolvimento da biotecnologia agrícola no Brasil. Avançamos nos últimos doze meses mais do que nunca, com a liberação comercial de três tipos de semente transgênica e a aprovação de mais de 420 processos relacionados a organismos geneticamente modificados (OGMs) pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).
Se a situação não é ainda a ideal para a prosperidade da agricultura brasileira, já representa uma base mais sólida para as conquistas que certamente virão em 2008. Tome-se como exemplo a decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª. Região, em Porto Alegre, que derrubou a liminar que suspendia o efeito das três recentes aprovações e impedia a CTNBio de avaliar novos pedidos de comercialização de milho GM. O fato ocorreu no último dia 19 de dezembro.
Duas conseqüências altamente positivas podem ser esperadas com a recente decisão do TRF. Primeiro, a comissão já retornará das férias em pleno funcionamento, em fevereiro. Ao mesmo tempo, os agricultores brasileiros ficam mais perto de obter os benefícios da biotecnologia na cultura do milho, já que as três sementes liberadas em 2007 são de milho geneticamente modificado (GM). Para se ter uma idéia da relevância dessas aprovações, apenas duas variedades GM haviam sido liberadas no Brasil até 2006: a soja RR e o algodão Bt.
Além disso, o milho transgênico é um produto extremamente importante nesse momento para toda a cadeia do agronegócio. Não bastasse o cereal ser componente essencial na formação de custos da produção de suínos e aves e, por isso, definidor da competitividade do País no setor de carnes, é fato também que o mercado mundial do grão está aquecido e aberto para as exportações brasileiras.
Até mesmo o atual debate sobre a disparada dos preços internos do milho poderia ser minimizado com a adoção de variedades GM. Elas resultaram em um aumento considerável da produtividade média em países como Estados Unidos e Argentina, reduzindo o custo e elevando a oferta do cereal sem a necessidade de um crescimento insustentável da área plantada.
Assim como o milho, diversas outras variedades transgênicas são essenciais para o País. Por isso, é preciso manter o caminho livre para que a CTNBio torne mais ágil a liberação dos 11 pedidos de aprovação comercial que estão em sua pauta. O primeiro processo da fila foi protocolado em janeiro de 2002. Seis anos é muito tempo para a ciência, e mais ainda para um mercado dinâmico como o do agronegócio. Mas vale ressalvar que a atual CTNBio, remodelada a partir da aprovação da Lei de Biossegurança, em 2005, está se esforçando para reduzir o acúmulo de processos na pauta.
Acelerar a análise dos pedidos de liberação comercial é estratégico para o sucesso do Brasil no mercado mundial de produtos agrícolas e, em especial, no de biocombustíveis. Para manter sua competitividade única na produção de etanol, o País precisa lançar mão de variedades mais produtivas de cana-de-açúcar – e a maneira mais rápida de obter essas cultivares é por meio da engenharia genética.
O Brasil já possui pesquisas avançadas com variedades de cana transgênica com maior teor de sacarose ou resistência a doenças. É tecnologia brasileira, que não pode ser desperdiçada. Essas cultivares podem chegar à fila dos pedidos de liberação comercial da CTNBio já em 2008, e precisam encontrar a pauta da comissão limpa. Só assim o Brasil vai garantir para si uma fatia significativa do comércio mundial de álcool combustível e consolidar sua capacidade de ditar as regras desse mercado. Estamos no caminho certo.
*Alda Lerayer é diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB).
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