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sábado, 1 de março de 2008

Incor - Passa bem o menino Felipe, transplantado nesta quarta-feira

A cirurgia do menino de dois anos, que veio do Japão para fazer transplante de coração no Incor, teve duração de quatro horas, com início às 20h de quarta-feira (27).
Desde a madrugada desta quinta-feira (28), o pequeno Felipe Watanabe da Silva está na UTI pós-operatória do Incor – Instituto do Coração do Hospital das Clínicas, onde permanecerá em recuperação por tempo indeterminado.
Seu quadro clínico é estável e evolui de forma satisfatória nas primeiras horas do transplante, que são as mais críticas. Ele permanece sedado, com necessidade de auxílio respiratório, e sob tratamento medicamentoso com drogas vasoativas e contra rejeição do órgão (imunossupressoras).
Felipe foi submetido a um transplante de coração no Incor, nesta quarta-feira (27), com duração de quatro horas, com início às 20h e término às 24h. O órgão para transplante, doado por uma criança, no interior de São Paulo, chegou ao hospital às 21h30, trazido pela equipe de captação do Instituto, com transporte pelo helicóptero Pelicano da Polícia Civil. Nesse momento, Felipe já estava no centro cirúrgico do hospital, pronto para receber o novo coração. A operação foi conduzida pelo Prof. Dr. Miguel Barbero Marcial, chefe da equipe cirúrgica de transplante infantil do hospital.
COMUNIDADE BRASILEIRA NO JAPÃO COMEMORA
Felipe foi admitido no Incor no dia 4 de fevereiro último, vindo da UTI do Jichi Children´s Medical Center, no Japão, onde estava internado havia nove meses, com indicação de transplante. Segundo Dr. Marcial, no Japão, não são permitidas doações de órgãos de pessoas com morte encefálica com menos de 15 anos.
Assim, pacientes que estão no país à espera de um órgão dessa procedência são enviados para transplante na Europa, Estados Unidos e, no Brasil, para o Incor.
O menino adoeceu logo que chegou ao Japão, onde seus pais, Fernando de Oliveira da Silva (30) e Salete Watanabe da Silva (28), que são brasileiros, estavam a trabalho. O diagnóstico da doença que levou Felipe para a fila do transplante foi miocardiopatia dilatada – condição na qual o coração dilatado não tem força de contração suficiente para distribuir adequadamente o sangue pelo organismo.
Assim que o menino teve indicação de transplante, sua família começou uma campanha na comunidade brasileira no Japão, para conseguir fundos necessários para trazê-lo de volta ao Brasil, diretamente para o Incor. Depois de meses, Fernando e Salete conseguiram apoio do Itamaraty para as passagens aéreas; e os recursos da comunidade brasileira no Japão foram utilizados para custear parte do suporte de vida em vôo UTI, com acompanhamento de médicos japoneses e escala única nos Estados Unidos.
Assessoria de Imprensa
Instituto do Coração Incor-HCFMUSP
Rita Amorim

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Incor é campeão em transplantes de coração e de pulmão

Hospital receberá prêmio, nesta terça-feira (26), às 11h, em solenidade na Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
O Incor – Instituto do Coração do Hospital das Clínicas, é o maior centro transplantador de coração e de pulmão do Estado de São Paulo, com 18 cirurgias de coração e 16 de pulmão, realizadas em 2007. Nesta terça-feira (26), às 11h, o presidente do Conselho Diretor do Incor, Prof. Dr. Noedir Stolf, receberá o prêmio Destaque Transplantes e Captação de Órgãos 2008, em solenidade na Secretaria de Estado da Saúde - que instituiu a premiação como forma de reconhecer hospitais, equipes médicas e organizações de procura de órgãos que obtiveram melhor desempenho na viabilização de transplantes de órgãos e tecidos em 2007.
O resultado do Incor em transplantes se deve ao empenho de cardiologistas, cirurgiões e uma ampla equipe multiprofissional que envolve diretamente mais de 50 profissionais. A atuação desse grupo vai desde o momento em que o paciente é indicado para o transplante, passando pela manutenção da vida até a operação, a cirurgia, a recuperação pós-operatória e o acompanhamento clínico contínuo do transplantado por toda a vida.
A infra-estrutura hospitalar requer centro cirúrgico, unidades de terapia intensiva e enfermarias de alta complexidade.
Em 31 anos de existência, o hospital somou mais de 400 transplantes de coração realizados em adultos e crianças. Entre 2000 (quando o programa de transplante de pulmão do Incor foi reativado) e 2008, foram feitos 73 transplantes de pulmão em adultos, mais de 50 deles bilaterais, ou seja, de dois pulmões ao mesmo tempo. Os cardiologistas e cirurgiões do Incor foram pioneiros no transplante de coração no Brasil. Em 1968, a equipe do Prof. Euryclides de Jesus Zerbini, um dos fundadores do Incor, realizou o primeiro transplante cardíaco do país e segundo do mundo. O Incor foi pioneiro também no desenvolvimento do primeiro coração artificial do Brasil, em 1993, que é utilizado até hoje em pacientes do Instituto para mantê-los em condições de vida até que surja o órgão para transplante. Nos próximos anos, o hospital deverá lançar o primeiro coração artificial infantil.
A força dos números e das realizações que colocaram o Incor como o campeão dos transplantes de coração e de pulmão em 2007, em São Paulo, e como um dos principais centros transplantadores na América Latina, guarda estórias marcadas pela dedicação e até mesmo heroísmo. Não são poucas as vezes em que os profissionais do transplante de coração e de pulmão trabalham madrugada a dentro, finais de semana e feriados. Isso sem contar os episódios em que os cirurgiões têm que acionar pessoalmente todas as instâncias possíveis, como as polícias militar e civil, para conseguir transporte a tempo de captar um órgão, seja ambulância, helicóptero ou avião de pequeno porte. Nessas situações, uma ampla equipe de retaguarda fica à espera do órgão, no centro cirúrgico, na preparação do paciente para a operação, de maneira que não seja desperdiçado sequer um minuto de tempo.
Uma nova chance de vida para os pacientes é tudo que o que a equipe do transplante do Incor busca. E, segundo os profissionais que nela atuam, todo esse esforço compensa quando a vida do paciente é salva e ele pode reassumir suas atividades em família, no convívio social e no trabalho. O caso mais recente foi o de Rodrigo de Melo Marques, de quatro anos, que, depois de nove meses de internação em UTI na espera pelo novo coração e mais dois meses de recuperação pós-transplante, teve alta hospitalar em 18 de fevereiro.
Apesar do reconhecimento do trabalho realizado pelo hospital, as equipes de transplante do Incor consideram que o número de cirurgias realizadas em 2007, compatível com o nível de doações, ainda está muito aquém do que o Incor pode fazer nessa área. O hospital tem capacidade para realizar por ano cerca de 25 transplantes de pulmão e 36 transplantes de coração – que são dois dos transplantes de mais alta complexidade entre os existentes.
“Continuaremos a nos esforçar, com apoio da Secretaria de Estado da Saúde, para aumentar esse número até nossa plena capacidade de realização”, diz Prof. Dr. Noedir Stolf.
Assessoria de Imprensa do Incor
Rita Amorim e Andressa Borini
11-3069-5437/5015/5016 e incorpress@incor.usp.br -- --
Rita Amorim
Assessora de Imprensa
Assessoria de Imprensa
Incor-HCFMUSP
11-3069-5437/5016
11-7821-0106