Foto: PNUD/Divulgação
Nova York, 29/01/2008
Recursos do programa da ONU no mundo todo para 2008 e 2009 devem ser cerca de US$ 1 bilhão a mais que no biênio 2006-2007
da PrimaPagina
O orçamento para o PNUD em 2008-2009 está estimado em US$ 10,1 bilhão, cerca de US$ 1 bilhão a mais do que em 2006-2007 em termos nominais, segundo o administrador internacional do PNUD, Kemal Dervis. Os recursos provêm de doações, fundos para causas específicas, como educação e saúde, e verbas de governos.
O valor vai financiar as atividades da agência da ONU nos mais de 160 países em que está presente, com a missão de apoiar “programas sobre desenvolvimento de capacidades para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e outros objetivos acordados internacionalmente”, disse Dervis na primeira reunião do Conselho Executivo do PNUD e do UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas).
Dervis destacou que as mudanças climáticas serão prioridade para o PNUD em 2008, e não há maneira de preveni-las apenas com recursos públicos. "Atrair o setor privado será a chave para solucionar o aquecimento global", afirmou. Os recursos privados, de acordo com ele, são estratégicos para disseminar o acesso à energia nos países em desenvolvimento, em especial as energias limpas.
Uma preocupação do administrador do PNUD é fazer com que o trabalho pelas mudanças climáticas seja convergente com a atuação pelo desenvolvimento e pela diminuição da pobreza. "Quero ressaltar que as questões de energia, meio ambiente, sustentabilidade e a luta contra o aquecimento global fazem parte de uma mesma estratégia de desenvolvimento", disse Dervis. “Preocupo-me quando as ações ligadas a mudanças climáticas e ao desenvolvimento separam-se em caminhos diferentes”.
Outra prioridade para o PNUD em 2008 será avançar nos Objetivos do Milênio. “As altas taxas de crescimento dos países demonstram que os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio podem ser cumpridos, mesmo com baixos níveis de renda", comentou. Como exemplo, ele citou países da África Subsaariana, como Gana, Quênia, Tanzânia e Uganda, que conseguiram grandes avanços em educação primária desde o início da adoção dos ODM, em 2000.
O crescimento das economias da África Subsaariana em 2007 foi maior do que 6%, o que mostra "boas notícias" para a região, segundo Dervis. O administrador afirmou, no entanto, que a linha da pobreza internacional está sendo revisada segundo nova metodologia para a Paridade de Poder de Compra (PPP) — um cálculo de renda e PIB que leva em conta a diferença do custo de vida entre os países. A revisão estatística, adiantou, deve elevar a linha de pobreza e, portanto, o número de pessoas consideradas pobres.
Fonte: PNUD
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