segunda-feira, 21 de abril de 2008

Faltam profissionais e sobram vagas para emprego e estágio

Alerta é da Fundação CDL Uberlândia

No país onde o desemprego ainda é um fantasma que paira sobre a população, parece um contra-senso saber que empresas encontram grande dificuldade em preencher as vagas de trabalho. O problema está ligado à escassez de mão-de-obra qualificada, que vai desde vagas como açougueiros até para empresas de tecnologia. Outra agravante, segundo especialistas, é que muitos profissionais ficam anos na espera de uma vaga na área de formação.
Para se ter uma idéia do problema que atinge o país, o Nordeste, por exemplo, cresce acima da média nacional e atrai investimentos para a região. Muitos deles, em novas áreas, esbarram na baixa qualificação da mão-de-obra local. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no Estado, 20,4% da população economicamente ativa está desempregada.
A realidade mineira é bem melhor no que diz respeito ao crescimento da taxa de desemprego total, divulgada em uma pesquisa feita também pelo Dieese na cidade metropolitana de Belo Horizonte, que mostra um índice de 11,4%. No interior mineiro, em Uberlândia não são dados que mostram a dificuldade de ocupar vagas, mas o dia-a-dia dos setores de recrutamento da Fundação CDL Uberlândia: o CDL Estágio e o CDL Talentos.

Emprego sem empregado
Segundo a coordenadora da CDL Talentos, Raquel Paza, existem vagas como de eletricista ou mecânico de autos, que ficam meses em aberto, sem que se encontre um profissional qualificado. “Vemos diariamente a dificuldade de preencher as vagas, mesmo as de estágio, que podem levar o profissional à efetivação”, pontua. “Além disso, vagas de eletricista, motorista e projetista com curso técnico, entre outras em mecânica industrial também estão em aberto”, completa a responsável, Raquel Paza.
O setor de estágios tem ainda mais dificuldades. Atualmente, a Fundação CDL, através do CDL Estágio, oferece vagas de estágio para diversos setores e com possibilidade de efetivação. As vagas vão desde técnicos em alimentos, direito, pedagogia, ciências contábeis, administração até ensino médio, o qual visa o projeto menor aprendiz. “Nosso dia-a-dia nos mostra que, muitas vezes, os estudantes não têm interesse pelo estágio, ou mesmo acham que a bolsa não vale o esforço. Porém, vale lembrar que no futuro a experiência que esses estágios dão a eles pode fazer muita falta”, alerta.
Fernanda Beraldo
Serifa Comunicação - Assessoria de Imprensa – CDL Uberlândia
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