“Saímos daqui conscientes de que o Governo Federal vai assumir o ônus desta operação”
Governador de Roraima após ter solicitado novamente ao Presidente Lula que o governo aguardasse a decisão final do Supremo Tribunal Federal antes de desencadear a operação Upatakon III.
- Solução Pacífica
José de Anchieta Júnior, governador de Roraima, e políticos federais e estaduais do estado solicitaram, insistentemente, a suspensão temporária da operação de retirada dos rizicultores da reserva indígena Raposa Serra do Sol. Os arrozeiros estão dispostos a deixar a área depois de esgotados todos os recursos legais que apresentaram ao Supremo Tribunal Federal. O produtor rural e líder dos arrozeiros, João Paulo Quartiero, voltou a dizer que não pretende deixar a área pacificamente: “Estamos irredutíveis, não vamos ceder à truculência da Polícia Federal, a esses brucutus enviados por Brasília. Não defendemos apenas nossas propriedades, mas também o Estado.”
- Brasileiros de Verdade
Valdísia da Silva, indígena da comunidade Prakuár, criticando os parentes que defendem a expulsão dos arrozeiros da área disse: “Se ficar essa área liberada, ninguém faz nada. Nossos irmãos do CIR (Conselho Indígena de Roraima) só dão dor de cabeça para nós, empatam a pescaria, não querem trabalhar, só querem ficar dormindo e comendo sem fazer nada. Nós não somos mais índios, nós somos aculturados, somos brancos já. A maioria é casada com branco, tem filho branco, marido preto e não sou contra isso. Os arrozeiros ajudam as comunidades da área.”
A índia Ilda Silva criticou a operação da Polícia Federal. “Essa polícia não devia fazer isso com a gente. Precisamos trabalhar. Quando ele (Quartiero) era prefeito, dava rancho (comida) para o colégio. Hoje, nós estamos machucados”.
Téia Mota, descendente de macuxi, está indignada. “A nossa população fica completamente desassistida, sem assistência do governo. Aqui é o povo pelo povo, enquanto o governo federal gasta milhões do nosso bolso para agredir o estado de Roraima. A Funai olha por um lado só, o da população ligada ao CIR. Daqui a pouco vão pedir passaporte para passarmos numa rua aqui no distrito de Surumu”.
Governador de Roraima após ter solicitado novamente ao Presidente Lula que o governo aguardasse a decisão final do Supremo Tribunal Federal antes de desencadear a operação Upatakon III.
- Solução Pacífica
José de Anchieta Júnior, governador de Roraima, e políticos federais e estaduais do estado solicitaram, insistentemente, a suspensão temporária da operação de retirada dos rizicultores da reserva indígena Raposa Serra do Sol. Os arrozeiros estão dispostos a deixar a área depois de esgotados todos os recursos legais que apresentaram ao Supremo Tribunal Federal. O produtor rural e líder dos arrozeiros, João Paulo Quartiero, voltou a dizer que não pretende deixar a área pacificamente: “Estamos irredutíveis, não vamos ceder à truculência da Polícia Federal, a esses brucutus enviados por Brasília. Não defendemos apenas nossas propriedades, mas também o Estado.”
- Brasileiros de Verdade
Valdísia da Silva, indígena da comunidade Prakuár, criticando os parentes que defendem a expulsão dos arrozeiros da área disse: “Se ficar essa área liberada, ninguém faz nada. Nossos irmãos do CIR (Conselho Indígena de Roraima) só dão dor de cabeça para nós, empatam a pescaria, não querem trabalhar, só querem ficar dormindo e comendo sem fazer nada. Nós não somos mais índios, nós somos aculturados, somos brancos já. A maioria é casada com branco, tem filho branco, marido preto e não sou contra isso. Os arrozeiros ajudam as comunidades da área.”
A índia Ilda Silva criticou a operação da Polícia Federal. “Essa polícia não devia fazer isso com a gente. Precisamos trabalhar. Quando ele (Quartiero) era prefeito, dava rancho (comida) para o colégio. Hoje, nós estamos machucados”.
Téia Mota, descendente de macuxi, está indignada. “A nossa população fica completamente desassistida, sem assistência do governo. Aqui é o povo pelo povo, enquanto o governo federal gasta milhões do nosso bolso para agredir o estado de Roraima. A Funai olha por um lado só, o da população ligada ao CIR. Daqui a pouco vão pedir passaporte para passarmos numa rua aqui no distrito de Surumu”.
O índio José Romão de Pinho, vereador de Pacaraima, acha que “Quem é nativo daqui não pode sair para outro lugar. Existe terra para todo mundo”.
O fazendeiro João Oliveira da Silva nasceu na região, é casado com uma índia, e tem propriedade na reserva há treze anos. João pretende resistir. “Hoje somos tratados como bandidos e não como trabalhadores. Nossa arma é o nosso suor. Querem fazer daqui um zoológico humano. Pessoas que nem brasileiras são querem ter prioridade. O que mais se vê aqui é padre e gringos que nem sabem falar português”.
- Heróica Resistência - “Pátria ou morte. Venceremos!”
O aguerrido Movimento de Resistência continua se mobilizando estrategicamente para impedir que a PF e a Força de Segurança Nacional tenham acesso à terra indígena. Pistas de pouso foram bloqueadas, patrulhas a cavalo vigiam o acesso fluvial à região, a única balsa que faz o transporte para o local foi retida, as pontes que servem de acesso terrestre à área indígena foram queimadas e os valorosos guerreiros Macuxis da comunidade do Flechal, que apóiam os arrozeiros, iniciaram uma marcha para a Raposa Serra do Sol, para combater a Polícia Federal.
- Paulo César Quartiero
Os funcionários de arrozeiros, indígenas e populares já se posicionaram em relação às eleições de 2010, querem eleger o líder dos arrozeiros, Quartiero, governador do estado de Roraima. “Vamos apoiar Quartiero porque é a única pessoa do estado de Roraima que enfrenta com coragem organismos estrangeiros e nacionais que lutam contra o povo”, declarou a descendente de índios Teia Mota. O índio macuxi José Romão de Pinho, vereador de Pacaraima e morador de Surumu, disse que Quartiero "é um brasileiro que está aqui produzindo", e que sempre apoiou as comunidades indígenas.
- Quartiero e Chávez
A bandeira da Venezuela está hasteada na base da resistência e seu líder disse, se referindo ao presidente venezuelano: “O apoio maior que ele nos dá é o exemplo de como um presidente pode ser cioso e intransigente na defesa do interesse nacional. Isso aí vale mais do que qualquer auxílio material. Temos por ele admiração, respeito e Pacaraima depende muito da Venezuela”. Quartiero entregou a Chávez, em um encontro em Manaus, uma “carta do povo de Roraima” solicitando ajuda ao movimento de resistência. Quando o CIR divulgou que após a expulsão dos não-índios da vila Surumu, o próximo objetivo seria a ocupação do município de Pacaraima. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou, que se isso ocorresse, a fronteira com o Brasil seria fechada e interrompido o fornecimento de energia elétrica para Boa Vista.
- Recursos desperdiçados
O senador Mozarildo Cavalcanti afirma que o governo está pagando caro pela série de mal-sucedidas operações de retirada. As duas primeiras custaram R$ 1 milhão e R$ 1,2 milhão, respectivamente e o montante para a atual já alcançou R$ 4 milhões. Enquanto isso, faltam recursos para o combate à dengue e à febre amarela. Mozarido pretende acompanhar a operação da PF como membro da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional.
- Lobos em pele de cordeiro
Que o inimigo apátrida que se encontra aquartelado nas nossas trincheiras acobertado sob o manto da fé e da evangelização seja identificado e repatriado.
Os grandes responsáveis pela eclosão do conflito em Roraima foram os padres da ONG Consolata e do CIR que estimularam a segregação e a desavença chegando, mesmo, a oferecer dinheiro aos índios para que não se relacionassem com brancos, além de planejar invasões às fazendas aumentando o clima de violência na região e a insatisfação popular diante da omissão do Estado face às ações arbitrárias promovidas pelos índios integrantes dessas organizações. O Projeto Integrado de Proteção às Populações Indígenas e Terras Indígenas da Amazônia Legal (PPTAL)
, criado com a ‘pretensa’ finalidade de preservação dos povos e terras indígenas e cuja execução ficou a cargo da FUNAI e ONGs Indigenistas, tem ‘ostensivamente’ deixado de lado as organizações indígenas contrárias à ideologia do CIR. O montante de recursos recebidos foram de 11,5 milhões de reais por ano e não contemplam os indígenas não filiados ao Conselho, como se esses não necessitassem de assistência médica regular.
O artigo 4º do Decreto nº 5.289, de 29 de novembro de 2004, que regula o emprego da Força Nacional de Segurança Pública especifica que: “poderá ser empregada em qualquer parte do território nacional, mediante solicitação expressa do respectivo Governador de Estado ou do Distrito Federal”. Portanto o desembarque de um grupo de cem policiais da Força de Segurança Nacional em Roraima está em desacordo com o decreto de sua criação.
Agentes da Polícia Federal, especializados em controle de distúrbios civis, desembarcaram ontem em Boa Vista, Roraima. Segundo informações extra-oficiais mais agentes policiais, recrutados em Estados da Região Norte, chegarão nos próximos dias.
- Conclusão
O povo brasileiro gostaria de assistir a uma onerosa movimentação de forças como esta para coibir o narcotráfico e a bandidagem que assola as capitais brasileiras e não de ver recursos humanos e materiais sendo desperdiçados para agredir produtores brasileiros que vivificam nossas fronteiras e promovem nosso desenvolvimento. Nossos parabéns aos políticos de Roraima e à Heróica Resistência que honra nossas tradições e não se dobram aos interesses estrangeiros que tão covardemente manipulam os altos escalões do governo e da FUNAI objetivando causar prejuízos irreparáveis á nossa soberania.
Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva,
professor do Colégio Militar de Porto Alegre
http://www.amazoniaenossaselva.com.br
hiramrs@terra.com.br
O fazendeiro João Oliveira da Silva nasceu na região, é casado com uma índia, e tem propriedade na reserva há treze anos. João pretende resistir. “Hoje somos tratados como bandidos e não como trabalhadores. Nossa arma é o nosso suor. Querem fazer daqui um zoológico humano. Pessoas que nem brasileiras são querem ter prioridade. O que mais se vê aqui é padre e gringos que nem sabem falar português”.
- Heróica Resistência - “Pátria ou morte. Venceremos!”
O aguerrido Movimento de Resistência continua se mobilizando estrategicamente para impedir que a PF e a Força de Segurança Nacional tenham acesso à terra indígena. Pistas de pouso foram bloqueadas, patrulhas a cavalo vigiam o acesso fluvial à região, a única balsa que faz o transporte para o local foi retida, as pontes que servem de acesso terrestre à área indígena foram queimadas e os valorosos guerreiros Macuxis da comunidade do Flechal, que apóiam os arrozeiros, iniciaram uma marcha para a Raposa Serra do Sol, para combater a Polícia Federal.
- Paulo César Quartiero
Os funcionários de arrozeiros, indígenas e populares já se posicionaram em relação às eleições de 2010, querem eleger o líder dos arrozeiros, Quartiero, governador do estado de Roraima. “Vamos apoiar Quartiero porque é a única pessoa do estado de Roraima que enfrenta com coragem organismos estrangeiros e nacionais que lutam contra o povo”, declarou a descendente de índios Teia Mota. O índio macuxi José Romão de Pinho, vereador de Pacaraima e morador de Surumu, disse que Quartiero "é um brasileiro que está aqui produzindo", e que sempre apoiou as comunidades indígenas.
- Quartiero e Chávez
A bandeira da Venezuela está hasteada na base da resistência e seu líder disse, se referindo ao presidente venezuelano: “O apoio maior que ele nos dá é o exemplo de como um presidente pode ser cioso e intransigente na defesa do interesse nacional. Isso aí vale mais do que qualquer auxílio material. Temos por ele admiração, respeito e Pacaraima depende muito da Venezuela”. Quartiero entregou a Chávez, em um encontro em Manaus, uma “carta do povo de Roraima” solicitando ajuda ao movimento de resistência. Quando o CIR divulgou que após a expulsão dos não-índios da vila Surumu, o próximo objetivo seria a ocupação do município de Pacaraima. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou, que se isso ocorresse, a fronteira com o Brasil seria fechada e interrompido o fornecimento de energia elétrica para Boa Vista.
- Recursos desperdiçados
O senador Mozarildo Cavalcanti afirma que o governo está pagando caro pela série de mal-sucedidas operações de retirada. As duas primeiras custaram R$ 1 milhão e R$ 1,2 milhão, respectivamente e o montante para a atual já alcançou R$ 4 milhões. Enquanto isso, faltam recursos para o combate à dengue e à febre amarela. Mozarido pretende acompanhar a operação da PF como membro da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional.
- Lobos em pele de cordeiro
Que o inimigo apátrida que se encontra aquartelado nas nossas trincheiras acobertado sob o manto da fé e da evangelização seja identificado e repatriado.
Os grandes responsáveis pela eclosão do conflito em Roraima foram os padres da ONG Consolata e do CIR que estimularam a segregação e a desavença chegando, mesmo, a oferecer dinheiro aos índios para que não se relacionassem com brancos, além de planejar invasões às fazendas aumentando o clima de violência na região e a insatisfação popular diante da omissão do Estado face às ações arbitrárias promovidas pelos índios integrantes dessas organizações. O Projeto Integrado de Proteção às Populações Indígenas e Terras Indígenas da Amazônia Legal (PPTAL)
, criado com a ‘pretensa’ finalidade de preservação dos povos e terras indígenas e cuja execução ficou a cargo da FUNAI e ONGs Indigenistas, tem ‘ostensivamente’ deixado de lado as organizações indígenas contrárias à ideologia do CIR. O montante de recursos recebidos foram de 11,5 milhões de reais por ano e não contemplam os indígenas não filiados ao Conselho, como se esses não necessitassem de assistência médica regular.
O artigo 4º do Decreto nº 5.289, de 29 de novembro de 2004, que regula o emprego da Força Nacional de Segurança Pública especifica que: “poderá ser empregada em qualquer parte do território nacional, mediante solicitação expressa do respectivo Governador de Estado ou do Distrito Federal”. Portanto o desembarque de um grupo de cem policiais da Força de Segurança Nacional em Roraima está em desacordo com o decreto de sua criação.
Agentes da Polícia Federal, especializados em controle de distúrbios civis, desembarcaram ontem em Boa Vista, Roraima. Segundo informações extra-oficiais mais agentes policiais, recrutados em Estados da Região Norte, chegarão nos próximos dias.
- Conclusão
O povo brasileiro gostaria de assistir a uma onerosa movimentação de forças como esta para coibir o narcotráfico e a bandidagem que assola as capitais brasileiras e não de ver recursos humanos e materiais sendo desperdiçados para agredir produtores brasileiros que vivificam nossas fronteiras e promovem nosso desenvolvimento. Nossos parabéns aos políticos de Roraima e à Heróica Resistência que honra nossas tradições e não se dobram aos interesses estrangeiros que tão covardemente manipulam os altos escalões do governo e da FUNAI objetivando causar prejuízos irreparáveis á nossa soberania.
Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva,
professor do Colégio Militar de Porto Alegre
http://www.amazoniaenossaselva.com.br
hiramrs@terra.com.br
A história se repete "muita terra para pouco índio",questões políticas e ideológicas arraigadas a mentalidade social por preconceito e estereótipos. Tensões e carências da sociedade brasileira como responsáveis pelo antagonismo com os povos indígenas.
ResponderExcluirFala-se muito em preservação ambiental, concientização ecológica, mas uma condição para tal é a aceitação das diferenças, a reflexão sobre os povos indígenas e o respeito a diversidade sócio-cultural.Uma solução (a longo prazo)abrange a modificação da estrutura agrária, a proteção ao meio ambiente, novas alternativas de emprego, a impunidade, a corrupção e o descrédito na atuação das autoridades...