quinta-feira, 22 de maio de 2008

Gestão da inovação e sucesso das grandes empresas

Cases da Braskem, Vale do Rio Doce e O Boticário foram apresentados na VIII Conferência Anpei de Inovação tecnológica.

A apresentação de cases de sucesso de grandes empresas no painel “Estruturando e Gerindo Atividades de P&D nas Empresas”, nesta terça-feira (20/5), durante a VIII Conferência Anpei de Inovação Tecnológica, mostrou um improvável ponto de contato entre uma indústria petroquímica, uma mineradora e uma fabricante de cosméticos: trata-se de uma gestão moderna e madura de pesquisa e desenvolvimento, perfeitamente alinhada com a estratégia da empresa e com os desafios do mercado.

Braskem, Vale do Rio Doce e O Boticário operam sob especificidades setoriais muito diferentes, encaram a inovação de formas distintas, mas se distinguem no mercado justamente por saberem estruturar e gerir suas áreas de P&D.

Na Braskem, que fornece petroquímicos básicos e polímeros para a indústria de transformação de plástico, produtos originários de novas tecnologias, lançados nos últimos dois anos, respondem por 20% da receita. A área de P&D, segundo Luiz Antonio Nitschke, recebe R$ 50 milhões por ano e representa um importante diferencial de mercado, já que a empresa desenvolve tanto insumos específicos para seus clientes, como se dedica a antecipar a demanda e a oferecer produtos quase “inesperados”.

O Programa de Inovação Braskem foi concebido de forma a garantir que uma parcela significativa das receitas seja oriunda da capacidade de auto-renovação da empresa. Ele promove a integração horizontal das fontes internas e externas e é disciplinado para que se obtenha eficiência e eficácia.

Já Israel Feferman explicou que no Boticário o posicionamento de mercado conduz a empresa a investir na diferenciação e na pesquisa tecnológica. O Boticário assina sua comunicação com o mote “Você pode ser o que quiser”. Para sustentar essa “promessa” a estruturação da área de P&D segue um desenho próprio. Duas matrizes específicas são utilizadas na escolha de tecnologias, tendo o benefício ao consumidor como um dos principais pilares. Desde que iniciou esse processo, O Boticário já depositou 23 patentes e, em 2007, os produtos inovadores responderam por 40% das receitas.

Na Vale, segundo Paulo Roberto Soutto, o desafio é diferente, mas a necessidade de uma boa gestão é igual. O setor de mineração, globalmente, vive um momento em que os depósitos de minerais são cada vez menores ou estão em regiões de alto risco político e social e, ainda, em pontos remotos do planeta.

Para a Vale, é preciso antecipar as demandas tecnológicas para exploração dessas áreas e, ao mesmo tempo, dado o volume de investimentos demandado por cada projeto, uma nova tecnologia deve ser exaustivamente testada antes de ser colocada em produção. Com isso, a Vale tem uma complexa gestão de tecnologia e inovação, estruturada em torno de alianças globais, igualmente complexas. Para se ter uma idéia, Soutto apresentou como case o projeto da minas de cobre de Sossego, no Pará: foram gastos 11 anos e US$ 100 milhões em P&D entre o estudo de viabilidade, em 1997, e o início da operação de uma planta de demonstração, neste ano.

Acadêmica Agência de Comunicação
Assessoria de Imprensa da Anpei
Érika Coradin – Ângela Trabbold

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