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quinta-feira, 22 de maio de 2008

VIII Conferência Anpei se encerra com a maior participação de sua história

A VIII Conferência Anpei de Inovação Tecnológica foi encerrada nesta quarta-feira (21/05), em Belo Horizonte, com a leitura da Carta de Belo Horizonte, documento que resume as principais conclusões do evento.

Segundo o texto, a Conferência foi importante por sinalizar a mudança de cultura das empresas, as quais reconhecem a inovação tecnológica como uma das principais formas de garantir a sobrevivência dos negócios na atual conjuntura da economia do conhecimento.

Em termos de número de participantes, foi a maior conferência já realizada pela Anpei. Foram 661 inscritos, dos quais 376 empresas, 231 representantes de instituições de ciência e tecnologia e 54 do governo. Entre os estados, o que teve maior número de inscritos foi Minas Gerais com 264, seguido de São Paulo (191), Rio de Janeiro (68) e o Distrito Federal (42).

Segundo a Carta de Belo Horizonte, os participantes reconheceram também que a Anpei é uma associação única em seus objetivos, por representar as empresas inovadoras e como tal ser entidade representativa dessas empresas, sempre pronta a interagir e cooperar construtivamente com os órgãos de governo e em prol da inovação no país. “O trabalho associativo da Anpei está sendo preponderante na implementação de legislação e incentivos por parte do governo”, diz o documento.

“Cabe agora à Associação liderar o ajuste fino dessa legislação, de modo a permitir sua implementação da forma mais abrangente, visando propiciar a criação de massa crítica suficiente para provocar a adesão de um número significativo de empresas na estratégia da inovação como necessária ao crescimento do país e sobrevivência do negócio.”

A Carta também traz algumas críticas às instâncias governamentais.

“A proliferação de agências e ministérios envolvidos na implementação dessas ferramentas, como praticada no Brasil, fragmenta e fragiliza a articulação e comprometem a eficácia dos instrumentos de incentivos e fomento”, diz o texto. “As leis de incentivos são adequadas, mas o excesso de limitações e restrições e o número excessivo de órgãos reguladores tornam essas medidas tímidas, o que vem comprometendo o senso de urgência e o salto competitivo necessário ao reposicionamento do Brasil no contexto das nações.

”No encerramento do evento, a nova presidente da Anpei, Maria Ângela Barros, anunciou o local da IX Conferência, que será realizada em Porto Alegre, entre os dias 8 e 10 de junho de 2009, ano em que a Associação completa 25 anos. O tema central será A inovação sustenta sua empresa e seu planeta
Acadêmica Agência de Comunicação
Assessoria de Imprensa da Anpei
Érika Coradin – Ângela Trabbold

Gestão da inovação e sucesso das grandes empresas

Cases da Braskem, Vale do Rio Doce e O Boticário foram apresentados na VIII Conferência Anpei de Inovação tecnológica.

A apresentação de cases de sucesso de grandes empresas no painel “Estruturando e Gerindo Atividades de P&D nas Empresas”, nesta terça-feira (20/5), durante a VIII Conferência Anpei de Inovação Tecnológica, mostrou um improvável ponto de contato entre uma indústria petroquímica, uma mineradora e uma fabricante de cosméticos: trata-se de uma gestão moderna e madura de pesquisa e desenvolvimento, perfeitamente alinhada com a estratégia da empresa e com os desafios do mercado.

Braskem, Vale do Rio Doce e O Boticário operam sob especificidades setoriais muito diferentes, encaram a inovação de formas distintas, mas se distinguem no mercado justamente por saberem estruturar e gerir suas áreas de P&D.

Na Braskem, que fornece petroquímicos básicos e polímeros para a indústria de transformação de plástico, produtos originários de novas tecnologias, lançados nos últimos dois anos, respondem por 20% da receita. A área de P&D, segundo Luiz Antonio Nitschke, recebe R$ 50 milhões por ano e representa um importante diferencial de mercado, já que a empresa desenvolve tanto insumos específicos para seus clientes, como se dedica a antecipar a demanda e a oferecer produtos quase “inesperados”.

O Programa de Inovação Braskem foi concebido de forma a garantir que uma parcela significativa das receitas seja oriunda da capacidade de auto-renovação da empresa. Ele promove a integração horizontal das fontes internas e externas e é disciplinado para que se obtenha eficiência e eficácia.

Já Israel Feferman explicou que no Boticário o posicionamento de mercado conduz a empresa a investir na diferenciação e na pesquisa tecnológica. O Boticário assina sua comunicação com o mote “Você pode ser o que quiser”. Para sustentar essa “promessa” a estruturação da área de P&D segue um desenho próprio. Duas matrizes específicas são utilizadas na escolha de tecnologias, tendo o benefício ao consumidor como um dos principais pilares. Desde que iniciou esse processo, O Boticário já depositou 23 patentes e, em 2007, os produtos inovadores responderam por 40% das receitas.

Na Vale, segundo Paulo Roberto Soutto, o desafio é diferente, mas a necessidade de uma boa gestão é igual. O setor de mineração, globalmente, vive um momento em que os depósitos de minerais são cada vez menores ou estão em regiões de alto risco político e social e, ainda, em pontos remotos do planeta.

Para a Vale, é preciso antecipar as demandas tecnológicas para exploração dessas áreas e, ao mesmo tempo, dado o volume de investimentos demandado por cada projeto, uma nova tecnologia deve ser exaustivamente testada antes de ser colocada em produção. Com isso, a Vale tem uma complexa gestão de tecnologia e inovação, estruturada em torno de alianças globais, igualmente complexas. Para se ter uma idéia, Soutto apresentou como case o projeto da minas de cobre de Sossego, no Pará: foram gastos 11 anos e US$ 100 milhões em P&D entre o estudo de viabilidade, em 1997, e o início da operação de uma planta de demonstração, neste ano.

Acadêmica Agência de Comunicação
Assessoria de Imprensa da Anpei
Érika Coradin – Ângela Trabbold

terça-feira, 20 de maio de 2008

VIII Conferência Anpei é aberta com público recorde

Com público recorde, começou ontem (19/05), em Belo Horizonte (MG), a VIII Conferência Anpei de Inovação Tecnológica, que tem como tema central “Estruturando e gerindo a inovação tecnológica nas empresas”.

Mais de 600 inscritos, entre empresários, executivos, gestores de pesquisa e desenvolvimento de empresas e representantes governamentais, participaram da cerimônia de abertura, no Centro de Feiras e Exposições George Norman Kutova (Expominas), onde o evento se realiza.

Estruturando e gerindo a inovação tecnológica nas empresas foi escolhido como tema central porque reflete uma exigência do momento atual do processo de evolução tecnológica no Brasil. A Anpei, uma associação que congrega mais de 100 empresas inovadoras, entende que é necessário difundir amplamente o papel estratégico e o valor da inovação tecnológica para a competitivida do setor empresarial brasileiro.

Nesse contexto, deve-se ressaltar a necessidade de uma boa estrutura tecnológica e de gestão própria de cada firma, que permita a realização de atividades internas de pesquisa e desenvolvimento. É essa a questão que vai permear toda a Conferência de Belo Horizonte.

O evento foi aberto pelo presidente da Anpei, Hugo Borelli Resende, que ressaltou a importância do tema central do evento. “É de extrema relevância”, disse. “Para que o Brasil de fato ingresse na inovação é preciso muito mais empresas fazendo pesquisa e desenvolvimento (P&D) de forma contínua. Para isso é preciso equipes estruturadas nas empresas.”

O grande o desafio do Brasil e das empresas, segundo Resende, é transformar o discurso em ações. Também participou da mesa de abertura o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia, Guilherme Henrique Pereira, representando o ministro Sérgio Rezende.

Ele ressaltou o papel de instituições como a Anpei na disseminação do conceito da inovação. “O Ministério considera importantes conferências como essa, que ressaltam o papel na inovação para o desenvolvimento do país”, disse.

“Não é só governo que deve disseminar o papel e a importância da inovação. Instituições como a Anpei também são importantes para isso.”

Também fizeram parte da mesa de abertura da VIII Conferência Francelino Grando, secretário de Tecnologia Industrial do Ministério de Desenvolvimento da Indústria e do Comércio Exterior, que representou o ministro Miguel Jorge; Alberto Duque Portugal, secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, representando governador Aécio Neves; Paulo Okamotto, presidente do Sebrae; Maria Luísa Campos, diretora da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI); Olavo Machado Júnior, representando o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Robson Braga de Andrade; e Roberto Simões, do Sebrae-MG.

Acadêmica Agência de Comunicação
Assessoria de Imprensa da Anpei
Érika Coradin – Ângela Trabbold

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Os mitos que impedem as empresas de inovar

O consultor norte-americano Jay Paap abordará este assunto na palestra magna da VIII Conferência Anpei de Inovação Tecnológica.
As corporações ao redor do mundo reconhecem hoje que, se não competirem globalmente, não sobreviverão. Entendem também que inovação é a chave do sucesso no mercado global. Apesar disso, muitas empresas têm dificuldade de serem inovadoras.
“É comum empresários acharem que a inovação é algo que exige um enorme investimento e que só as companhias de alta tecnologia podem fazê-la, o que não é verdade”, diz Jay Paap, consultor em inovação e PhD pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês).
Paap abordará este assunto na palestra magna da VIII Conferência Anpei de Inovação Tecnológica, que ocorrerá de 19 a 21 de maio em Belo Horizonte (MG). Segundo ele, que reside nos EUA e é consultor de grandes companhias transnacionais como IBM, 3M, Monsanto, Motorola e DuPont, há vários mitos que desestimulam as empresas a inovar, a começar pelo próprio desconhecimento do conceito de inovação.
“Inovação não é invenção ou descoberta”, diz Paap. “É a junção de uma necessidade do consumidor com a tecnologia certa”, acrescenta. O segredo, afirma ele, é antecipar uma necessidade futura, ou seja, perceber e entender o que o consumidor precisa antes que ele peça isso. E, claro, ser também a primeira empresa a atender essa necessidade do mercado.
Em sua palestra, denominada “Possibilidades e desafios da inovação na economia global”, Jay Paap também mostrará como controlar os riscos de um projeto inovador, de modo a garantir que o produto ou serviço seja desenvolvido no prazo fixado, dentro do orçamento, conforme as especificações e sem que isso prejudique a rotina da empresa.
Além de ministrar a palestra magna, Jay Paap também mostrará na VIII Conferência Anpei as vantagens do sistema de inovação aberta. No workshop “Open Innovation”, ele vai detalhar as características da inovação aberta e explicar porque ela vem sendo adotada pelas empresas. Vai, também, indicar onde e como procurar fontes externas para o processo de inovação e demonstrar como criar parcerias empresariais.
Sobre a Conferência:
Com o tema central “Estruturando e gerindo a inovação tecnológica nas empresas”, a Conferência é promovida pela Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei). Trata-se do mais tradicional e representativo evento do setor no País. Além de discussões sobre o sistema nacional de inovação, também serão apresentados casos de inovação de 26 empresas, brasileiras estrangeiras.
Mais informações e inscrições: www.anpei.org.br/viiiconferencia.
Acadêmica Agência de Comunicação
Assessoria de Imprensa da Anpei
Érika Coradin – Ângela Trabbold
academica@academica.jor.br

terça-feira, 6 de maio de 2008

Conferência Anpei mostrará experiências de 26 empresas inovadoras

São empresas de pequeno, médio e grande porte, nacionais e globais.
A inovação contada por quem inova. Assim será a maior parte da programação da VIII Conferência Anpei de Inovação Tecnológica, que ocorrerá de 19 a 21 de maio nas dependências do Expominas, em Belo Horizonte, MG.
Promovido pela Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), o evento terá a participação de 26 empresas, de pequeno, médio e grande porte, brasileiras e estrangeiras, que vão relatar, sob diferentes enfoques, suas experiências em inovação tecnológica.
Um dos enfoques será explorado no painel “Experiência das empresas na utilização dos fomentos à inovação”. Gestores de pesquisa e desenvolvimento (P&D) da Bosch, Embraer, Fiat, Natura, Oxiteno e Pirelli vão mostrar como essas empresas utilizam os incentivos fiscais previstos na Lei do Bem (que podem chegar ao abatimento de 200% dos gastos com P&D) e como participam de programas como o de subvenção econômica do governo federal, que injeta recursos não reembolsáveis em empresas com projetos de inovação.
Já as experiências na formatação de modelos de gestão da inovação serão apresentadas em sessões específicas, conforme o tamanho das empresas. As de pequeno porte se reunirão para ouvir os relatos da Brapenta Eletrônica, de São Paulo, da Exsto Tecnologia, instalada em Santa Rita do Sapucaí (MG), e da 24x7 Cultural, que tem máquinas de vender livros nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Maringá (PR).
As médias empresas estarão representadas pela Nansen, que fabrica instrumentos de precisão em Contagem (MG), pela Vallée, que produz medicamentos de uso veterinário em Montes Claros (MG), e pela Villares Metals, que produz aços especiais em Sumaré (SP).
As empresas de grande porte que contarão como estão estruturadas para inovar são a Braskem, o Boticário e a Vale. O terceiro enfoque se referirá a produtos e processos inovadores, com a apresentação de casos de sucesso de três segmentos de mercado. Alellyx, de Campinas (SP), Dedini, de Piracicaba (SP), Embrapa e Senai vão mostrar inovações no agronegócio. Inovações no setor de energia serão apresentadas pela Eletronorte, pela Siemens e pela Cemig. O setor de Tecnologia da Informação e da Comunicação contará com apresentações da Sociedade Mineira de Software (Fumsoft), do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR), da Motorola e da Serasa.
Também fazem parte da programação da VIII Conferência Anpei um mini-curso sobre introdução à inovação e palestras sobre a nova política industrial do Brasil, sobre os resultados da aplicação dos incentivos governamentais à inovação e sobre o Sistema Mineiro de Inovação.
Haverá ainda a palestra internacional “Possibilidades e desafios da inovação na economia global” e um workshop sobre inovação aberta. O evento será finalizado com a apresentação do Programa Pró-inova, que visa estimular a inovação nas empresas, o estudo “101 inovações brasileiras” e o “Guia on-line de inovação”.
Mais informações sobre a VIII Conferência Anpei estão em www.anpei.org.br/viiiconferencia
Acadêmica Agência de Comunicação
Assessoria de Imprensa da Anpei
Érika Coradin – Ângela Trabbold
academica@academica.jor.br

Empresas mostrarão como utilizam os incentivos à inovação

O Brasil dispõe de uma série de incentivos fiscais à inovação, mas o número de empresas que os utilizam é ainda bastante reduzido. Em 2006, apenas 130 empresas se beneficiaram dos incentivos previstos na Lei do Bem, o principal deles a possibilidade de abaterem no IR e na Contribuição sobre o Lucro Líquido até 200% dos gastos com pesquisa e desenvolvimento (P&D).
Uma vez que o Brasil conta com cerca de 5.000 empresas que fazem atividades de P&D de forma contínua, as 130 que utilizaram os incentivos da Lei do Bem em 2006 representam apenas 2,6% daquele universo.
Como mudar esse quadro? As respostas estarão na VIII Conferência Anpei de Inovação Tecnológica, a ser realizada de 19 a 21 de maio, em Belo Horizonte (MG). Representantes da Bosch, Embraer, Fiat, Natura, Oxiteno e Pirelli – empresas que investem continuamente em P&D no Brasil – vão participar do painel “Experiência das empresas na utilização dos fomentos à inovação”, que ocorrerá na manhã do dia 20 de maio.
Bruno Bragazza vai falar sobre a criação, em janeiro deste ano, de uma área na Bosch com a função exclusiva de cuidar da inovação tecnológica de todas as unidades de negócio da empresa, justamente com foco nos incentivos disponíveis no País. “Em 2007 já nos beneficiamos da Lei do Bem, com alguns projetos. Para 2008 queremos ampliar a utilização desses benefícios e estamos planejando multiplicar por quatro o número de projetos incentivados”, informou Bragazza. Para isso, a Bosch está criando um processo interno visando à melhor utilização da Lei do Bem, o que implicará o acompanhamento de cada projeto de inovação tecnológica, desde o seu início até a conclusão. Com os projetos incentivados, em 2007 a Bosch deduziu no IR 180% das despesas com P&D.

Já Márcio Tavares Lauria vai mostrar na Conferência Anpei que a Oxiteno conta com um sistema de TI centralizado para gestão do portfólio de projetos de inovação. “O sistema evidencia o caráter inovador de nossas atividades no desenvolvimento e na otimização de produtos, processos e aplicações na indústria química”. A Oxiteno também tem um modelo de gestão da inovação e uma estrutura interna para cuidar dos processos de trabalho. “Isso nos permite a utilização dos incentivos fiscais, bem como o pleito para financiamentos e subvenções”, explica Lauria. Ele vai falar na Conferência Anpei também sobre as principais dificuldades e as propostas de melhoria para a utilização dos fomentos à inovação.
Roberto Falkenstein, por sua vez, vai abordar, entre outros aspectos, como a legislação brasileira pró-inovação ajuda o centro de P&D da Pirelli no Brasil a crescer. “Graças aos incentivos que existem hoje no País, estamos executando aqui alguns projetos que antes eram feitos pela matriz, em Milão, ou pelos centros de pesquisa e desenvolvimento da Pirelli nos Estados Unidos ou na Alemanha”. Com isso, o centro de P&D da Pirelli no Brasil se tornou o segundo maior da empresa: cresceu 30% em número de projetos nos últimos anos e só perde para a sede na Itália. “Desenvolvemos aqui produtos a serem 100% exportados para os EUA”, exemplifica Falkenstein.
Os representantes da Embraer, da Natura e da Fiat completarão o painel. Mais informações sobre a VIII Conferência Anpei estão em http://www.anpei.org.br/

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terça-feira, 22 de abril de 2008

101 Inovações Brasileiras

Estudo a ser apresentado na VIII Conferência Anpei destaca as principais inovações nos últimos dez anos

Um compressor capaz de diminuir em até 40% o consumo de energia de geladeiras e freezers; uma máquina que vende livros em estações de metrô, shopping centers e clubes; um plástico que se decompõe totalmente em até 180 dias. Essas são três das 101 inovações brasileiras que compõem um estudo realizado pela Monitor Group, empresa global de serviços de assessoria de gestão, e que será apresentado na VIII Conferência Anpei de Inovação Tecnológica.
O evento ocorrerá em Belo Horizonte, MG, de 19 a 21 de maio; o estudo “101 Inovações Brasileiras” será relatado pelo engenheiro Gustavo Zevallos, diretor da Monitor e responsável pelo setor de inovação da empresa na América Latina. “101 Inovações Brasileiras é o resultado de um esforço para disseminar os conceitos de inovação, por meio de exemplos práticos e didáticos”, explica Zevallos. “Por ser focado na experiência nacional, consegue fazer com que os casos descritos sejam facilmente identificados pelo empresário brasileiro, além de valorizar a criatividade e o empreendedorismo existentes no País”.
A ser editado na forma de livro, o estudo reúne inovações promovidas por empresas dos mais diversos setores da economia e de diferentes tamanhos: desde pequenas como a 24x7 Cultural, com suas máquinas automáticas para venda de livros, até grandes como o Bradesco, por sua oferta de serviços adequados aos deficientes visuais.
O estudo detalha aspectos de cada uma das 101 inovações, a começar do nome da empresa responsável e de uma descrição sucinta do produto ou serviço. Há também uma explicação mais detalhada da inovação, o que inclui sua proposta de valor, a quem satisfaz, as propostas alternativas existentes, os diferenciais da inovação apresentada e porque ela é difícil de ser replicada. Contempla, também, uma análise de quais das dez dimensões de inovação são afetadas. Essas dez dimensões – ou alavancas – da inovação também serão objeto da palestra de Gustavo Zevallos na VIII Conferência da Anpei: tecnologia, processos, produtos, serviços, logística, canais, ocasião/localização, marca, modelo de negócios, redes/parcerias.
O estudo realizado pela Monitor não foi limitado por um período específico, mas sim pela diversidade, interesse e impacto das inovações. De qualquer maneira, a grande maioria das inovações retratadas ocorreu na última década. “Além de entreter e transmitir conhecimentos, o livro também poderá ser usado para iniciar processos de geração de idéias ou como base para estudos de caso e discussões em programas de treinamento em inovação ou desenvolvimento de lideranças”, observa Zevallos.
Mais informações sobre a VIII Conferência Anpei estão em http://www.anpei.org.br/

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terça-feira, 4 de março de 2008

Conferência sobre inovação tecnológica está com inscrições abertas

Evento será realizado em Belo Horizonte, com apoio da Secretaria de Ciência e Tecnologia, Fiemg, Fapemig e Sebrae.

O site da VIII Conferência Anpei de Inovação Tecnológica já está recebendo inscrições para o evento, que ocorrerá em Belo Horizonte, de 19 a 21 de maio, no Expominas. Empresas e instituições localizadas em Minas Gerais pagam preços menores. A ficha de inscrição, a programação e demais informações estão em www.anpei.org.br/viiiconferencia .
Com o tema central “Estruturando e gerindo a inovação tecnológica nas empresas”, o evento é promovido pela Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) e conta com o apoio das instituições mineiras Federação das Indústrias (Fiemg), Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) e Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapemig), além das unidades locais do Instituto Euvaldo Lodi e do Sebrae.
A Conferência anual da Anpei é o mais tradicional e representativo evento sobre inovação tecnológica no ambiente empresarial brasileiro. A cada ano é realizado em uma cidade diferente. Para a edição de Belo Horizonte, a Anpei prevê o comparecimento de 500 participantes, oriundos de pelo menos 20 Estados. Participam da Conferência empresários, executivos e gestores de pesquisa e desenvolvimento (P&D) de empresas nacionais e globais, bem como dirigentes e técnicos de organismos governamentais da área de C,T&I, de entidades de classe, universidades, institutos de pesquisa e agências de fomento.

Sistema mineiro de inovação
O evento terá início na manhã de 19 de maio, com o mini-curso “Introdução à inovação”. À tarde, ocorrem duas palestras magnas – uma internacional e outra nacional –, seguidas de um amplo painel sobre o sistema brasileiro de inovação. Os trabalhos do dia serão encerrados com a apresentação do Sistema Mineiro de Inovação.
O segundo dia (20/05) começará com um painel sobre os resultados dos trabalhos dos Comitês Temáticos da Anpei. Os temas estudados por esses comitês são “Atratividade para o Brasil de centros de P&D mundiais”, “Recursos humanos em P,D&I”, “Inovação nas PMEs”, “Indicadores de P&D” e “Operacionalização das relações universidade-empresa”. Na seqüencia, empresas compartilharão suas experiências no uso dos instrumentos de fomento à inovação, entre elas Embraer, Bosch, Natura e Braskem.
Ainda no segundo dia, o coordenador do Grupo de Estudos em Empresas e Inovação da Unicamp, professor Ruy Quadros, ministrará a palestra conceitual “Estruturando e Gerindo Atividades de P&D nas Empresas”. Na sessão seguinte serão apresentados casos de sucesso de inovação de pequenas, médias e grandes empresas.

Inovação aberta
As atividades do dia 20 terminam com dois workshops paralelos. Em um deles, haverá a apresentação de depoimentos e troca de experiências sobre inovação entre pequenas e médias empresas. No outro, o consultor Jay Paap (EUA), mostrará as vantagens do sistema de inovação aberta.
Na manhã do último dia (21) ocorrerão sessões simultâneas, com casos de sucesso de inovação de produtos e de processos. Serão contemplados três segmentos: Agronegócio (com casos da Embrapa, Sadia, Dedini e Alellyx), TIC (Ericsson, Motorola e C.E.S.A.R.) e Energia (Eletronorte, Siemens, Cepel e Petrobras).
Haverá ainda o painel “Introdução ao Programa Pró-Inova e ao Guia On-line de Inovação”. Antes do encerramento da Conferência, a Monitor Group apresentará a pesquisa “As 101 inovações brasileiras”. As atividades da Conferência terminam com visitas técnicas a laboratórios de empresas e de instituições de ciência e tecnologia de Belo Horizonte.

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Assessoria de Imprensa da Anpei
Érika Coradin – Ângela Trabbold