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segunda-feira, 24 de março de 2008

Coleção Aplauso lança o roteiro de Liberdade de Imprensa

Coleção Aplauso lança o roteiro de Liberdade de Imprensa, primeiro filme de João Batista de Andrade, no Rio (28/03) e em São Paulo (01/04)


Liberdade de imprensa, documentário dirigido por João Batista de Andrade em 1967, rompeu cânones do gênero e reafirmou a resistência à ditadura militar. A Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, publica Liberdade de Imprensa - O cinema de intervenção, que traz o roteiro do filme – um documento importante sobre a construção de uma nova dramaturgia no gênero – e vários textos críticos. O lançamento – que terá a exibição do filme em cópia restaurada – acontece na sexta-feira, 28 de março, às 20 horas, no Instituto Moreira Salles, no Rio de Janeiro, e na terça-feira, 1º de abril, às 19 horas, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.
Liberdade de Imprensa
O cinema de intervenção
Renata Fortes e João Batista de Andrade
Coleção Aplauso
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo
152 páginas
R$ 15,00
Rodado em 1967, Liberdade de imprensa marcou a estréia de João Batista de Andrade como diretor e se tornou obra de referência do documentário brasileiro, apesar de ter sido muito pouco exibido, pois foi censurado pelo regime militar. Isso torna ainda mais oportuna a publicação de Liberdade de imprensa – O cinema de intervenção – volume assinado por Renata Fortes e João Batista de Andrade, que traz o roteiro do filme e ensaios críticos – pela Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. O lançamento terá a exibição do filme em cópia restaurada. Acontece na sexta-feira, 28 de março, à s 20 horas, no Instituto Moreira Salles (Rua Marquês de São Vicente, 476, na Gávea, Rio de Janeiro, tel.: 21/3284-7400) e na terça-feira, 1º de abril, às 19 horas, na Cinemateca Brasileira (Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Clementino, São Paulo, tel.: 11/3512-6111).
João Batista de Andrade escolheu o documentário para seu primeiro filme pois o país entrava em um período de restrições à liberdade de expressão. O documentário discute a Lei de Imprensa, promulgada em fevereiro de 1967, que excluía das garantias de livre circulação de idéias tudo o que fosse considerado como propaganda de processos de subversão da ordem política e social. Arbitrária e autoritária, a Lei de Imprensa estabeleceu oficialmente a censura.
“Liberdade de imprensa foi provavelmente o primeiro filme a fazer um questionamento direto à ditadura militar. E continua atual, pois parte das críticas que formula à imprensa ainda são válidas. A recente retomada das discussões sobre a Lei de Imprensa, que continua em vigor, ratifica essa atualidade, mostra que o filme pode contribuir para o debate”, observa o cineasta.
“Obra inovadora, Liberdade de imprensa tem importância estética e histórica. O lançamento do roteiro amplia o alcance da obra e permite o aprofundamento do conhecimento sobre o cinema de intervenção de João Batista de Andrade”, afirma Hubert Alquéres, diretor-presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.
Produzido pelo movimento estudantil (jornal Amanhã, da União Nacional dos Estudantes, e o Grêmio da Faculdade de Filosofia da USP), o filme deveria ter sido lançado durante o 30º congresso da entidade, que se realizaria clandestinamente em Ibiúna, em 1968. Com a dissolução da reunião pela polícia, o filme foi apreendido e até hoje só teve sessões esporádicas.
O filme alinhava declarações de políticos, como Carlos Lacerda e o deputado João Calmon; figuras públicas, como os jornalistas Genival Rabello, Tavares de Miranda e Marcus Pereira, com depoimentos de um jornaleiro que também é motorista de O Estado de S. Paulo e de transeuntes que passam perto de bancas de jornal e vão sendo entrevistados pelo diretor.
A maior originalidade do filme está na ruptura com dois parâmetros clássicos do documentário: Batista recusa o discurso científico – sociológico, antropológico ou etnográfico – que pretende explicar o mundo, e interfere ostensivamente na realidade filmada – recusando a pretensa “objetividade” do gênero. As interferências do cineasta criam situações e reações nas quais aparecem os conflitos e as contradições da realidade sem a necessidade de falar sobre eles a partir de um ponto de vista externo à ação. Em vez de observar o real, o cineasta provoca novos fatos e amplia a abordagem do documentário.
Esse registro específico, que o crítico Jean-Claude Bernardet denominou mais tarde de “dramaturgia da intervenção”, foi aprofundado em documentários posteriores do cineasta e também influenciou as reportagens que Batista fez na TV Cultura, entre 1972 e 1974, no programa Hora da Notícia, e mais tarde no Globo Repórter, da TV Globo.
Os textos que complementam o volume oferecem idéias para uma reflexão aprofundada sobre a obra. Marília Franco assina um ensaio que discute as especificidades do trabalho de João Batista de Andrade como documentarista; Maria Dora Mourão analisa o filme a partir da ruptura estética proposta pelo cineasta; Carlos Alberto Mattos aponta para a guerra fria, tema tratado em filigrana pelo documentário; Renata Fortes reconstitui o contexto histórico da época da filmagem. Completam o conjunto a transcrição de um debate sobre a obra, um depoimento do diretor e duas críticas do filme, escritas por Jean-Claude Bernardet e Francis Vogner dos Reis.
Ivani Cardoso/Maria Fernanda Rodrigues/Alexandre Agabiti
Lu Fernandes Escritório de Comunicação
(11) 3814-4600

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

De pernas para o ar: o Teatro de Revista em São Paulo


“DE PERNAS PARA O AR: O TEATRO DE REVISTA EM SÃO PAULO”, DA COLEÇÃO APLAUSO, SERÁ LANÇADO DURANTE O I FESTIVAL IBERO-AMERICANO DE TEATRO

Neyde Veneziano autografa o livro De pernas para o ar: O teatro de revista em São Paulo, da Coleção Aplauso, publicada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, na terça-feira, 4 de março, durante o I Festival Ibero-Americano de Teatro, que acontece no Memorial da América Latina.


De pernas para o ar: O teatro de revista em São Paulo
Neyde Veneziano
Coleção Aplauso/Série Teatro Brasil
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo
336 páginas
R$ 15,00


Cômico, irreverente e pautado pela crônica satírica da política e da sociedade, o teatro de revista feito em São Paulo assumiu feições próprias, diferenciando-se daquele cultivado no Rio de Janeiro. De pernas para o ar: O teatro de revista em São Paulo, de Neyde Veneziano, que integra a Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, faz uma radiografia do teatro de revista paulista, contemplando desde suas primeiras manifestações, simples e ingênuas, na virada do século XIX para o XX, até a decadência do gênero, conseqüência do golpe militar de 1964. O lançamento acontece na terça-feira, 4 de março, a partir das 19 horas, durante o I Festival Ibero-Americano de Teatro, que será realizado de 1º a 9 de março no Memorial da América Latina (Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Portão 12, tel.: 11/3823-4600), evento que tem a autora como curadora.


Com um texto acessível, conciso e bem-humorado, mas que não abre mão da precisão e do rigor, a autora mostra como o teatro popular foi se transformando na terra da garoa à medida que a metrópole, as cidades do interior do estado e a própria sociedade paulista se modernizavam. “É um livro destinado a todos os que querem saber um pouco mais sobre a nossa história paulista teatral e musical. A todos que gostam do teatro ligeiro, da cena popular, da comédia. A todos que entendem que esse tipo de teatro é uma celebração à vida. Sem preconceitos”, afirma a autora.

Neyde Veneziano destaca a contribuição das companhias italianas, francesas, espanholas e portuguesas – que se apresentavam com freqüência nas primeiras décadas do século passado – no estabelecimento do estilo próprio da representação teatral paulista. Identifica e analisa as diferentes etapas do teatro de revista paulista, a fase nacional-regionalista, que chama de caipira; a era da féerie, com espetáculos luxuosos, repletos de efeitos visuais; a fase do show de variedades, a época de ouro das grandes vedetes, cheias de sensualidade e glamour; os stripteases teatralizados, que descaracterizaram o gênero e decretaram o seu desaparecimento.

O comediante José Vasconcelos e as grandes vedetes paulistas Marly Marley e Eloína colaboraram com depoimentos, fazendo revelações surpreendentes. O livro também recupera a rica trajetória de alguns pioneiros hoje esquecidos, como a vedete Lyson Gaster e o ator e dramaturgo Nino Nello.“Não escrevi o livro para defender teorias, mas para contar uma história feita de dificuldades e criatividade, que estava esperando para ser contada. Um livro fácil sobre a vida difícil de atores que prepararam o palco e a platéia paulista para os grandes sucessos ‘musicais’ de hoje”, comenta Neyde Veneziano.


A autora
Mestre, doutora e livre-docente em Teatro pela USP, Neyde Veneziano leciona na Unicamp e pesquisa o teatro de revista desde 1988. Publicou O teatro de revista no Brasil: dramaturgia e convenções (1990), Não adianta chorar – Teatro de revista brasileiro, oba! (1996) e A cena de Dario Fo: o exercício da imaginação (2002).


Ivani Cardoso/Maria Fernanda Rodrigues/Alexandre Agabiti
(Lu Fernandes Escritório de Comunicação)
(11) 3814-4600

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Lançamento do livro Memórias da Lua, biografia de Denise Del Vecchio por Tuna Dwek


Segunda-feira, 25 de fevereiro 2008 no Teatrix, a partir das 19:00hs :
Lançamento do livro Memórias da Lua, biografia de Denise Del Vecchio por Tuna Dwek, para a coleção Aplauso.

O Teatrix fica na rua Peixoto Gomide, 1066 entre a Al. Santos e Al. Jaú. Tel 11 3285 – 0939. São Paulo/SP.
E para comemorar, show especial de André Frateschi e Miranda com uma super banda!

Quem não for de São Paulo poderá adquirir o livro pelo endereço:
http://livraria.imprensaoficial.com.br/

SOBRE A TUNA DWEK:
Trabalha como atriz há cerca de 20 anos e, paralelamente, também é escritora, socióloga, tradutora, mergulhadora... Formada em Ciências Sociais pela PUC-SP e em Artes Cênicas pela Escola de Arte Dramática da USP. No teatro foi dirigida por Jorge Takla, Odavias Petti, Iacov Hillel, Ruy Cortez, Augusto Francisco, Fernando Kinas, entre outros.Lançou as envolventes biografias A Emoção Libertária, sobre Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira - alma de cetim. Participará da nova minissérie da Globo chamada Queridos Amigos, autoria de Maria Adelaide Amaral. Na TV participou da minissérie Um Só Coração, JK e dos programas Minha Nada Mole Vida e a Diarista, entre outros. No cinema fez curtas como Manual para Atropelar Cachorro, O Quintal dos Guerrilheiros e Minha Obra.
SOBRE A DENISE DEL VECCHIO:
Atriz de teatro, cinema e TV. Em 2007 participou de leituras dramáticas e dos espetáculos Mar de Gente (direção de Ivaldo Bertazzo) e De Corpo Presente (direção e autoria de Mara Carvalho). Denise está participando da novela Amor e Intrigas, da TV Record, e assina com a irmã, Alzira Andrade, a direção do espetáculo A Estressada Doméstica (Teatro da União Cultural - r. Mário Amaral, 209, Paraíso; tel: 11 2148-2904. 270 lugares. Sex: 21h30. Sáb: 21h. Dom: 20h. Até 2/3. Ingresso: R$ 20 (sex e dom) e R$ 30 (sáb)).


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Rubens de Falco imortalizado pela Coleção Aplauso



Amiga, comadre e parceira de profissão, Nydia Licia escreveu em 2005 a biografia de Rubens de Falco para a Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Autora do livro Sergio Cardoso, Imagens de Sua Arte, editado também na Aplauso, a atriz e diretora Nydia fala com muita emoção sobre Rubens: “Fomos amigos desde muito jovens, tivemos uma vida profissional paralela. Eu acompanhei sua carreira desde o início no TBC e ele foi um dos mais importantes atores de sua geração. Era um ator reconhecido em toda a América Latina e sua atuação em ‘Escrava Isaura’ foi um grande sucesso”.


A Sucessora foi outro grande sucesso na TV. Em 2004, Rubens voltou às telas para participar da nova versão de A Escrava Isaura, na TV Record. No livro da Coleção Aplauso, Um Internacional Ator Brasileiro (208 páginas), ele relembrou fatos pouco conhecidos de sua vida pessoal e de sua infância em São Paulo, sua intensa carreira no TBC, a experiência na Vera Cruz, o sucesso internacional com o grupo Os Jograis de São Paulo, inúmeras peças de teatro e filmes.

Nydia comenta que nos últimos anos Rubens sofreu problemas sérios de saúde e ficou com seqüelas na fala e paralisia no lado direito do rosto. “Justamente para um ator como ele, foi muito triste. Tinha uma voz marcante, belíssima e uma dicção maravilhosa. Lembro de suas atuações em Antígona, de Sófocles, e Lampião, de Rachel de Queiroz, com direção de Sérgio Cardoso”.

Ivani Cardoso/Maria Fernanda Rodrigues e Alexandre Agabiti
Lu Fernandes Escritório de Comunicação
(11) 3814-4600.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Denise Del Vecchio lança biografia pela Coleção Aplauso no dia 25/02, em São Paulo


DENISE DEL VECCHIO LANÇA BIOGRAFIA DA COLEÇÃO APLAUSO, DA IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO, ESCRITA POR TUNA DWEK

A rica trajetória artística e pessoal da atriz Denise Del Vecchio está em Memórias da Lua, de Tuna Dwek, lançamento da Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. A noite de autógrafos está marcada para 25 de fevereiro, às 19 horas, no Bar Teatrix, em São Paulo.

Memórias da Lua
Tuna Dwek
Coleção Aplauso
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo
266 páginas
R$ 15,00

Coragem, independência, versatilidade e compromisso político definem o percurso da atriz e diretora Denise Del Vecchio, que conta sua vida pessoal e artística em Memórias da Lua, depoimento concedido à jornalista e atriz Tuna Dwek e publicado pela Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. O lançamento será no dia 25 de fevereiro, a partir das 19 horas, no Bar Teatrix (Rua Peixoto Gomide, 1066), em São Paulo.

Denise começou muito jovem, com pouco mais de 18 anos, no Teatro de Arena, no início dos anos 70. Depois, montou uma companhia na Zona Leste de São Paulo que se apresentava em espaços pouco convencionais, passou a dividir seu tempo entre os palcos e a televisão e, mais recentemente, fundou uma escola de teatro.

Em cada uma dessas diferentes experiências, algumas constantes: a paixão pelo texto, a vontade permanente de evoluir, os rígidos padrões éticos, a sabedoria de tirar lições de tudo que faz. “Quando eu olho para trás, vejo como na minha vida, todas as experiências artísticas também foram experiências de vida”, observa.

Denise recorda com afeto a infância passada nos bairros da Mooca e Belém; o nascimento do amor pela leitura; o engajamento no movimento estudantil sob a ditadura militar; a primeira peça a que assistiu – Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, no Teatro Municipal –, ainda nos tempos de ginásio; o despertar da vocação para o palco, que sentiu ao ver Cacilda Becker em sua última peça, Esperando Godot, em 1969.

Nessa época, passou a freqüentar o curso de formação de atores do Teatro de Arena. As aulas com Augusto Boal, Heleny Guariba, Cecília Thumin e Rodrigo Santiago a marcaram para sempre. Com a prisão de Boal e sua partida para o exílio, no começo dos anos 70, o grupo se dissolveu. Denise formou outra companhia, ao lado de Celso Frateschi, Antonio Pedro, Dulce e Hélio Muniz, entre outros, na qual o legado de Boal foi mantido, “desde construir até apresentar o ato teatral. É cristalino que o teatro entrou na minha vida não como uma profissão ligada a um desejo de ascensão ou sucesso, mas se constituiu numa transformação pessoal em sua totalidade”, observa.

A nova trupe fazia teatro na periferia, encenando peças criadas coletivamente. Com os primeiros ventos da abertura política, o trabalho realizado junto às comunidades começou a ser usado pelos partidos políticos que se reorganizavam e o grupo se dissolveu em 1978. Denise partiu então para a carreira individual no teatro. Já atuava regularmente em telenovelas desde 1974, na TV Tupi. De lá para cá, fez novelas na Globo, Bandeirantes, Record, Manchete e SBT.

Os anos que passou fazendo teatro comprometido politicamente tornaram mais difícil que Denise aceitasse o trabalho na TV como algo importante e prazeroso. O ator e amigo Carlos Zara ajudou-a a ampliar sua visão: “Com ele pude ver que o fato de fazer televisão não me tornaria uma alienada ou alguém que estivesse compactuando com a ditadura”.

Muito especiais são as recordações da montagem de Feliz Ano Velho, adaptação do romance de Marcelo Rubens Paiva para os palcos, assinada por Alcides Nogueira, que ficou seis anos em cartaz, excursionando por dezenas de cidades brasileiras, uma peça que mostrou “o sofrimento sem pieguice, sem melodrama”.

Em 2001, fundou a Oficina Teatral ao lado da irmã, a atriz e dramaturga Alzira Andrade, mais uma demonstração de sua fé no poder do teatro como agente transformador: “No início da minha vida artística, achava eu mudaria o mundo. Hoje sei que se ajudar uma pessoa, se ela for mais feliz, o mundo já estará melhor. Nossa escola tem esse espírito”.

Tuna revela como foi o processo de escrever o livro: “ Muitas vezes nos emocionamos, choramos, rimos, compartilhamos lembranças de amigos em comum, passamos em revista nossas militâncias políticas, perdas e conquistas e acima de tudo nosso amor pelo nosso ofício. Como somos atrizes, isso nos dá um vocabulário comum em que já entendemos o que a outra quer dizer, além do grande afeto que nos une”.

Para ela, Denise Del Vecchio é desses exemplos raros e preciosos de coerência entre a
vida e a arte: “Avessa a qualquer situação capaz de tolher a liberdade humana, Denise sempre que possível optou por personagens de forte impacto, libertárias e comprometidas com alguma luta interior. Desafiando limites, existências angustiadas ou enfrentando inimigos declarados como a Censura e a repressão impostas pela de tão triste memória Ditadura Militar, Denise assumiu os riscos indissociáveis da consciência coletiva que reinava no universo teatral nas décadas de 60 e 70”.

Sobre a autora
Atriz nascida e criada em São Paulo, Tuna Dwek é formada em Ciências Sociais pela PUC-SP, Université Paris I e pela Escola de Arte Dramática-EAD USP. Locutora, tradutora e intérprete em eventos internacionais para personalidades como Vanessa Redgrave, Isabelle Huppert, Roman Polanski, Peter Brook e Michel Piccoli, entre outros. Repórter colaboradora da Folha de S. Paulo e outros órgãos de Imprensa. No teatro foi dirigida por Jorge Takla, Iacov Hillel, Ruy Cortez entre outros. No cinema, por Wilson Barros, Luiz Alberto Pereira, Flavia Moraes, Rafael Primo, João Massarolo, Barbara Paz. Em televisão atuou na novela Cortina de vidro, de Walcyr Carrasco (SBT), fez participações nas novelas Da cor do Pecado, de João Emmanuel Carneiro (Rede Globo) e Essas Mulheres, de Marcílio Moraes (Rede Record); nas séries Minha nada mole vida e A Diarista (Rede Globo). Atuou nas minisséries Um só coração e JK, ambas de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira, e Queridos amigos, de Maria Adelaide Amaral (Rede Globo). Indicada ao prêmio Mambembe de Melhor atriz coadjuvante pelo espetáculo Vidros Partidos, de Arthur Miller. Para a Coleção Aplauso já traçou os perfis de Alcides Nogueira (Alma de cetim) e Maria Adelaide Amaral (A emoção libertária).


Ivani Cardoso/Maria Fernanda Rodrigues/Alexandre Agabiti

(Lu Fernandes Escritório de Comunicação)

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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

O Teatro da atriz dramaturga e diretora Noemi Marinho é tema de livro da Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial


Novo livro da série Teatro Brasileiro da Coleção Aplauso, publicada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, reúne quatro importantes peças da dramaturga, diretora e atriz Noemi Marinho: “Fulaninha e Dona Coisa”, “Homeless”, “Cor de chá” e “Plantonista Vilma”.

O teatro de Noemi Marinho: Fulaninha e Dona Coisa, Homeless, Cor de chá e Plantonista Vilma

Noemi Marinho

Coleção Aplauso/Série Teatro Brasileiro
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo
264 páginas

R$ 15,00

Formada pela Escola de Comunicação e Artes (ECA), da Universidade de São Paulo, Noemi Marinho é autora de textos consagrados da dramaturgia brasileira. Para este lançamento da série Teatro Brasileiro, da Coleção Aplauso, a dramaturga, diretora e atriz apresenta quatro importantes peças de seu repertório: Fulaninha e Dona Coisa, Homeless, Cor de chá e Plantonista Vilma. “O Teatro de Noemi Marinho” é um lançamento da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

Com seu estilo direto e diálogos rápidos e precisos, tece um quadro fiel da relação entre uma empregada doméstica e sua patroa em Fulaninha e Dona Coisa. Enquanto a primeira é o retrato de uma moça simples, analfabeta, que acaba de chegar à grande cidade, vinda do interior, a segunda é uma mulher seca – como o próprio nome já revela – que só vem a dar um dia de folga para a empregada quando esta solicita, depois de ter visto uma cena na novela. Pontilhado por cenas tragicômicas e embates, o encontro entre esses dois mundos completamente diferentes acontece no pequeno espaço de um apartamento – o que ressalta a dramaticidade do texto.

Em Homeless, a dramaturgia de Noemi Marinho constrói, com uma fina textura, a tensão entre personagens que estão à margem da vida: Linda, um travesti que usa barba; Zil e Zé, esposa e marido; Bela, que outrora foi um homem sério; o jovem Valente e, por fim, Melchior, um tipo acabado de malandro da Lapa. Os personagens vivem na rua, num canto embaixo de um viaduto ou numa escadaria. Os diálogos têm como pano de fundo a situação econômica do Brasil. Já em Cor de Chá a autora tece um monólogo recheado de reflexões sobre a vida esboçadas pela personagem Urbana, uma mulher de cerca de 40 anos.

Plantonista Vilma, uma pequena obra-prima de Naomi Marinho, revela o drama de uma mulher que faz plantão no serviço de atendimento telefônico Você não está só!. Vilma usa as frases-padrão para atender os clientes, mas às vezes se vê diante de situações inusitadas – como no caso de uma mulher que estava para matar o marido – e se surpreende ao se deparar com a sua própria solidão.

Sobre a Coleção Aplauso
Com 115 títulos já lançados que contam a história do cinema, da televisão e do teatro brasileiro por meio de seus principais protagonistas, a Coleção Aplauso foi idealizada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo em 2004. Nesses três anos, a coleção retratou a trajetória e o trabalho de artistas consagrados e contemporâneos como Sérgio Cardoso, Anselmo Duarte, Aracy Balabanian, Bete Mendes, Eva Wilma, Fernando Meirelles, Gianfrancesco Guarnieri, Leonardo Villar, Maria Adelaide Amaral, Paulo José, Raul Cortez, Sílvio de Abreu e Zezé Mota.

A coleção é coordenada pelo crítico de cinema Rubens Ewald Filho e traz sobretudo livros no formato pocket e com preços populares. Os textos são leves e escritos em primeira pessoa por jornalistas a partir dos depoimentos dos biografados. Além dos perfis, são publicados roteiros de cinema, muitos deles comentados e acrescidos de crítica e ficha técnica, compondo documentação inédita sobre a filmografia nacional dirigida ao público em geral, mas que interessa, sobretudo, a estudiosos e pesquisadores.

A idéia de fazer a coleção partiu de Hubert Alquéres, presidente da Imprensa Oficial do Estado. “A proposta é lançar livros com informações que corriam o risco de se perder por falta de recursos, interesse comercial e até pela inexistência de uma política voltada para resgatar, valorizar e consolidar a rica trajetória da produção brasileira nas artes cênicas”, comenta.

Maria Fernanda Rodrigues
Lu Fernandes Escritório de Comunicação
(11) 3814.4600
ou
Ana Maria de Cerqueira Leite
Imprensa Oficial (11) 6099.9784

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Nydia Licia conta a história do TBC em livro da Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial


“EU VIVI O TBC”, DE NYDIA LICIA, CONTA EM DETALHES A HISTÓRIA DO TEATRO QUE SOLIDIFICOU OS PRINCÍPIOS DO MODERNO TEATRO BRASILEIRO

No livro especialmente escrito para a Coleção Aplauso, editada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, a atriz Nydia Licia afirma que foi no TBC, como ficou conhecido o Teatro Brasileiro de Comédia, que ganhou disciplina, respeito pelo trabalho, honestidade em cena e coleguismo; lições que lhe serviram de guia para o resto da vida.

Teatro Brasileiro de Comédia - Eu vivi o TCB
Nydia Licia
Coleção Aplauso/Série Teatro Brasil
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo
384 páginas
R$ 15,00

Em uma época em que os palcos fervilham em São Paulo, é importante lembrar que a cidade deve a Franco Zampari, um engenheiro italiano que chegou ao Brasil em 1922, grande parte desta efervescência teatral. Foi este admirador da arte dramática quem fundou, em 1948, o Teatro Brasileiro de Comédia, o TBC, do qual também seria o diretor administrativo. No livro Eu Vivi o TBC, da Coleção Aplauso, editada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, a atriz Nydia Licia rememora a época em que a cidade só contava com três grupos amadores e o público só estava acostumado a dramalhões ou comédias leves.

A inauguração do TBC trouxe para o palco textos clássicos e modernos, diferentes, de autores como Luigi Pirandello, Tennessee Williams, Oscar Wilde e Anton Tchekov, relata a atriz. Para ela, trabalhar no Teatro Brasileiro de Comédia era um privilégio; além do salário mensal Franco Zampari fornecia todo o guarda-roupa, algo incomum nas companhias da época.

Com a experiência de quem viveu o TBC de corpo e alma, Nydia Licia traça a história da companhia desde que ela foi fundada até ser extinta, no início dos anos 1960. A atriz refaz o percurso do cenógrafo italiano Aldo Calvo, que viria a se tornar diretor técnico do TBC, e dos diretores teatrais, também italianos, que trabalharam na companhia: Luciano Salce, Flaminio Bollini Cerri, Ruggero Jacobbi e o exigente Adolfo Celi, que imprimiu um ritmo intenso de trabalho e entusiasmou os atores. Em 1950, a companhia já se tornara 100% profissional.

Escrito em primeira pessoa, Eu vivi o TBC é um tributo aos atores que se forjaram na grande escola que foi o Teatro Brasileiro de Comédia, como Rubens de Falco, Paulo Autran, Cacilda Becker, Sérgio Cardoso, Walmor Chagas, Cleyde Yaconis e a própria Nydia Licia, entre tantos outros.

Sobre a Coleção Aplauso
Com 115 títulos já lançados que contam a história do cinema, da televisão e do teatro brasileiro por meio de seus principais protagonistas, a Coleção Aplauso foi idealizada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo em 2004. Nesses três anos, a coleção retratou a trajetória e o trabalho de artistas consagrados e contemporâneos como Sérgio Cardoso, Anselmo Duarte, Aracy Balabanian, Bete Mendes, Eva Wilma, Fernando Meirelles, Gianfrancesco Guarnieri, Leonardo Villar, Maria Adelaide Amaral, Paulo José, Raul Cortez, Sílvio de Abreu e Zezé Mota.

A coleção é coordenada pelo crítico de cinema Rubens Ewald Filho e traz sobretudo livros no formato pocket e com preços populares. Os textos são leves e escritos em primeira pessoa por jornalistas a partir dos depoimentos dos biografados. Além dos perfis, são publicados roteiros de cinema, muitos deles comentados e acrescidos de crítica e ficha técnica, compondo documentação inédita sobre a filmografia nacional dirigida ao público em geral, mas que interessa, sobretudo, a estudiosos e pesquisadores.

A idéia de fazer a coleção partiu de Hubert Alquéres, presidente da Imprensa Oficial do Estado. “A proposta é lançar livros com informações que corriam o risco de se perder por falta de recursos, interesse comercial e até pela inexistência de uma política voltada para resgatar, valorizar e consolidar a rica trajetória da produção brasileira nas artes cênicas”, comenta.

Maria Fernanda Rodrigues (Lu Fernandes Escritório de Comunicação)
telefone (11) 3814.4600
Ana Maria de Cerqueira Leite (Imprensa Oficial)
(11) 6099.9784

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Coleção Aplauso, da Impresa Oficial, traz biografia de Tatiana Belinky



‘TATIANA BELINKY... E QUEM QUISER QUE CONTE OUTRA’ PRESTA HOMENAGEM A UMA DAS MAIS IMPORTANTES AUTORAS DE ESPETÁCULOS E OBRAS INFANTIS DO BRASIL

Em “Tatiana Belinky...E quem quiser que conte outra”, de Sérgio Roveri, publicado na Série Perfil, da Coleção Aplauso, editada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, a autora Tatiana Belinky relata seu longo percurso profissional desde que chegou da Letônia ao Brasil, em 1929, aos dez anos de idade, acompanhada dos pais e irmãos.

Tatiana Belinky...E quem quiser que conte outra
Sérgio Roveri
Coleção Aplauso/Série Perfl
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo
240 páginas
R$ 15,00

Tatiana Belinky aprendeu a ler por volta dos quatro anos, em casa, com os bloquinhos de letras que o pai lhe presenteou dizendo que ela “podia fazer ponte, casinha, o que quisesse com eles”. Ela não fez ponte ou casinha, mas começou a formar sílabas e a pronunciá-las. Foi assim que, antes dos cinco anos, já começava a se embrenhar pelo mundo das letras. Nunca mais parou. O ambiente doméstico era propício; os pais e o avô sempre estavam com um livro na mão. Durante a infância Tatiana aprendeu a falar letão, russo, alemão e iídiche. Mais adiante, ainda aprenderia inglês e português, mas considera o russo como a sua verdadeira língua. Tudo isso e muito mais está no livro Tatiana Belinky...E quem quiser que conte outra, de Sérgio Roveri, publicado na Série Perfil, da Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

Nascida em São Petersburgo, em 1919, em plena guerra civil na Rússia, Tatiana Belinky tinha pouco mais de um ano quando seus pais resolveram voltar para Riga, capital da Letônia, terra natal da família. A mãe, uma das primeiras dentistas do sexo feminino, era uma comunista ardorosa. Já o pai era um liberal. “Eles tinham opiniões diferentes sobre tudo”, lembra. As incertezas econômicas provocadas pela guerra civil na Rússia e o anti-semitismo que já começava a ascender na Europa levaram os pais à decisão de emigrar. A família – ela, os dois irmãos e os pais – chegou ao Brasil em 1929.

Seu primeiro contato com o palco foi como atriz, ainda na Letônia. A menina Tatiana já assistia a peças infantis com os pais, mas no seu aniversário de quatro anos representou um monólogo em que fazia o papel de uma mosca. Com direito a asinhas e antenas. Já em São Paulo, onde os Belinky se estabeleceram, adorava brincar de teatro com os irmãos Gilberta e Paulo Autran, então crianças como ela e colegas de escola no Mackenzie. O palco era a garagem. Os convidados eram os pais e vizinhos.

Em 1948 teve sua primeira verdadeira experiência nos palcos. Já casada com o psiquiatra e educador Júlio Gouveia, que também era do ramo, Tatiana Belinky começou a trabalhar com teatro infantil para a prefeitura de São Paulo. O casal havia montado um grupo, o Teatro Escola de São Paulo (TESP), que fez uma turnê pela capital nos finais de semana, durante quase três anos. O sucesso foi tamanho que, em 1950, ano em que surgiu a televisão no Brasil, uma emissora experimental, a TV Paulista, convidou o grupo para se apresentar.

A próxima parada seria a TV Tupi, onde durante 13 anos o TESP apresentou o programa Fábulas Animadas, com roteiros de Tatiana, adaptados de obras de Monteiro Lobato. O Sítio do Picapau Amarelo, histórias semanais, e o Teatro da Juventude, programa vespertino transmitido aos domingos, ambos com roteiro de sua autoria, vieram em seguida com muito sucesso. Em 1968, já na era do vídeo-tape, O Sítio do Picapau Amarelo migrou para a TV Bandeirantes.

A autora também foi responsável pela organização do setor infanto-juvenil da Comissão Estadual de Teatro. Ao longo de sete anos, escreveu colunas semanais sobre teatro e literatura infantil para vários jornais de São Paulo. Publicou mais de 120 livros, entre traduções, adaptações, poesia e prosa. Tatiana Belinky, aos 88 anos, não abandonou a curiosidade típica das crianças: “Eu não quero me empobrecer, quero me enriquecer, quero tudo que é bom. Quero ter visão panorâmica”, afirma.

Sobre a Coleção Aplauso
Com 115 títulos já lançados que contam a história do cinema, da televisão e do teatro brasileiro por meio de seus principais protagonistas, a Coleção Aplauso foi idealizada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo em 2004. Nesses três anos, a coleção retratou a trajetória e o trabalho de artistas consagrados e contemporâneos como Sérgio Cardoso, Anselmo Duarte, Aracy Balabanian, Bete Mendes, Eva Wilma, Fernando Meirelles, Gianfrancesco Guarnieri, Leonardo Villar, Maria Adelaide Amaral, Paulo José, Raul Cortez, Sílvio de Abreu e Zezé Mota.

A coleção é coordenada pelo crítico de cinema Rubens Ewald Filho e traz sobretudo livros no formato pocket e com preços populares. Os textos são leves e escritos em primeira pessoa por jornalistas a partir dos depoimentos dos biografados. Além dos perfis, são publicados roteiros de cinema, muitos deles comentados e acrescidos de crítica e ficha técnica, compondo documentação inédita sobre a filmografia nacional dirigida ao público em geral, mas que interessa, sobretudo, a estudiosos e pesquisadores.

A idéia de fazer a coleção partiu de Hubert Alquéres, presidente da Imprensa Oficial do Estado. “A proposta é lançar livros com informações que corriam o risco de se perder por falta de recursos, interesse comercial e até pela inexistência de uma política voltada para resgatar, valorizar e consolidar a rica trajetória da produção brasileira nas artes cênicas”, comenta.

Maria Fernanda Rodrigues (Lu Fernandes Escritório de Comunicação)
telefone (11) 3814.4600
Ana Maria de Cerqueira Leite (Imprensa Oficial)
telefone (11) 6099.9784

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Biografia de Marcos Caruso é lançamento da Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial


MARCOS CARUSO, HOMEM DOS PALCOS E DAS TELAS, EM LIVRO DA COLEÇÃO APLAUSO

“Marcos Caruso - Um Obstinado”, de Eliana Rocha, publicado na Série Perfil, da Coleção Aplauso, editada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, relata a trajetória deste ator, produtor e diretor teatral, autor e roteirista de cinema.

Marcos Caruso - Um Obstinado
Eliana Rocha
Coleção Aplauso/ Série Perfil
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo
280 páginas
R$ 15,00

Nascido em São Paulo, em 1952, ainda na infância Marcos Caruso foi apresentado ao teatro por sua tia Helena, considerada por ele como sua guru. Foi ela que lhe deu um teatro de fantoches, quando o hoje consagrado ator tinha cerca de seis anos. Desta mesma tia, ganhou uma marionete que pertencera à sua mãe – falecida dez dias após o seu nascimento. O presente, recorda ele, permanece guardado até hoje, como símbolo da sua paixão pelo teatro. Foi assim, com a marionete e os fantoches do teatrinho como modelo, que o menino construiu vários bonecos, utilizando-se dos retalhos de costura da avó. Estas e outras histórias reveladoras fazem parte do livro Marcos Caruso – Um Obstinado, publicado na Série Perfil, da Coleção Aplauso, editada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. A obra é de autoria de Eliana Rocha.

Daí em diante o garoto não parou mais. Aos 16 anos o mundo dos palcos já havia tomado conta da sua vida. Ajudou a fundar o Teatro Infantil Monteiro Lobato (Timol), que funcionava na biblioteca municipal homônima. Trabalhou no Timol entre 1966 e 1979, primeiro como ator, em seguida como diretor e autor. Queria continuar na profissão, mas encontrou a resistência paterna. Para felicidade de Caruso e de seu público, os dois chegaram a um acordo de cavalheiros. O pai concordou em que ele fizesse teatro, sob a condição de que concluísse um curso superior. Caruso escolheu Direito e se formou na lendária faculdade do Largo São Francisco, da USP. Nos tempos de faculdade participou de um grupo teatral acadêmico, que depois deu origem ao Teatro Popular União e Olho Vivo.

A estréia no teatro profissional aconteceu em 1973, com a peça O Carrasco do Sol, de Peter Shaffer. A estréia como produtor e diretor foi em 1976, com a peça infantil Uma Noite Encantada, um texto de sua autoria e grande sucesso. Já a entrada para o mundo da televisão foi em 1978, quando Marcos Caruso teve um pequeno papel na novela Roda de Fogo, da TV Tupi. Depois disso, o ator trabalhou em várias novelas como Mulheres Apaixonadas (2003) e Páginas da Vida (2006), da TV Globo, entre outras.

Marcos Caruso também se destaca como autor de peças teatrais. Trair e Coçar é só Começar, escrita em três dias e três noites, estreou em 1986 e está em cartaz há 21 anos. Sua Excelência o Candidato, comédia em co-autoria com Jandira Martini, foi um sucesso. Com a mesma autora também escreveu Porca Miséria, que estreou em 1993, sob a direção de Gianni Ratto. “Quando escrevo sou guiado mais pela intuição”, afirma, acrescentando: “Como ator, ainda procuro desafios”.

Sobre a Coleção Aplauso
Com 115 títulos já lançados que contam a história do cinema, da televisão e do teatro brasileiro por meio de seus principais protagonistas, a Coleção Aplauso foi idealizada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo em 2004. Nesses três anos, a coleção retratou a trajetória e o trabalho de artistas consagrados e contemporâneos como Sérgio Cardoso, Anselmo Duarte, Aracy Balabanian, Bete Mendes, Eva Wilma, Fernando Meirelles, Gianfrancesco Guarnieri, Leonardo Villar, Maria Adelaide Amaral, Paulo José, Raul Cortez, Sílvio de Abreu e Zezé Mota.

A coleção é coordenada pelo crítico de cinema Rubens Ewald Filho e traz sobretudo livros no formato pocket e com preços populares. Os textos são leves e escritos em primeira pessoa por jornalistas a partir dos depoimentos dos biografados. Além dos perfis, são publicados roteiros de cinema, muitos deles comentados e acrescidos de crítica e ficha técnica, compondo documentação inédita sobre a filmografia nacional dirigida ao público em geral, mas que interessa, sobretudo, a estudiosos e pesquisadores.

A idéia de fazer a coleção partiu de Hubert Alquéres, presidente da Imprensa Oficial do Estado. “A proposta é lançar livros com informações que corriam o risco de se perder por falta de recursos, interesse comercial e até pela inexistência de uma política voltada para resgatar, valorizar e consolidar a rica trajetória da produção brasileira nas artes cênicas”, comenta.

Maria Fernanda Rodrigues (Lu Fernandes Escritório de Comunicação)
(11) 3814.4600
Ana Maria de Cerqueira Leite (Imprensa Oficial)
(11) 6099.9784