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quarta-feira, 26 de março de 2008

Dia Mundial do Teatro: II Festival BNB das Artes Cênicas apresenta 11 espetáculos em cinco mostras


Atividades acontecem durante todo o dia (quinta-feira, 27), de 9h30 às 22h, no CCBNB-Fortaleza e na Praça do Ferreira


Dia 27, quinta-feira


MOSTRA TEATRO DE RUA

Grupo Teatro de Caretas, de Fortaleza

Fortaleza: dia 27, quinta-feira, às 9h30, na Praça do Ferreira;

e no dia 28, sexta-feira, às 17h, na Praça do BNB.


O texto de inspiração para a realização do espetáculo é um entremeio chamado "Todo Mundo é de Ninguém", de Gil Vicente, onde, em torno das conversas entre os personagens, surgem comentários espirituosos, trocadilhos, procurando evidenciar temas ligados à cobiça, à virtude e à honra dos homens. Nesse entremeio, os valores e a moral de "todo mundo" são postos à prova, quando os interesses pessoais de cada um são confrontados com as necessidades das outras pessoas.


Em meio a personagens de rua, artistas populares buscam a sobrevivência utilizando-se de todas as artimanhas possíveis de quem vive de sua própria arte, seja quebrando coco, adestrando cachorros ou mesmo vendendo sorrisos. A partir deste circo da vida real, são evidenciadas as relações de poder e a violência que muitas vezes passam despercebidas em nossa sociedade. Direção: Galba Nogueira. 60 min.


MOSTRA DE DANÇA


Local: CCBNB - Térreo

Caçadores de Pipa

Cia. Vatá, de Fortaleza


O espetáculo mergulha na história do samba e faz pontes com as expressões e ritmos da tradição nordestina que compõem a história e a trajetória da manifestação, abordando o corpo no ritual dos ritmos que chegaram ao Brasil com os negros africanos no começo de nossa história, aqui encontrando o povo nativo, entre eles os índios Kariris. Mais tarde, dessa fusão parece ter nascido o ritmo que define o Brasil no mundo: o samba, nome derivado da palavra semba que significa umbigada. Ritmos como o coco, o batuque e tantos outros são as trilhas de investigação até chegar ao samba de raiz, investigando a cultura do corpo brasileiro. Nesse musical, o corpo assume vários devires, tendo como principal objetivo grafar no espaço e no tempo atual referências da ancestralidade brasileira. Direção: Valéria Pinheiro. 50 min.


OFICINA DE FORMAÇÃO ARTISTICA


Local: Auditório do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza

(rua Floriano Peixoto, 941 - 3º andar - fone: (85) 3464.3108)

Técnica e Expressão Vocal para o Ator

Instrutora: Consiglia Latorre

Fortaleza: dias 25, ter, 26, qua, 27, quinta-feira, e 28, sex, de 14h30 às 17h30


Participantes: atores iniciantes, amadores e profissionais


Esta oficina visa o desenvolvimento do ator, integrando técnica e expressão vocal, para que ele possa chegar a um produto artístico diferenciado, fruto de reciclagem e aprofundamento. Objetiva também enriquecer e aumentar o conhecimento e domínio do seu instrumento, sua voz, garantindo continuidade e qualidade na investigação sonora. Carga horária: 12 horas-aula.


MOSTRA DE ESQUETES

Local: Cineteatro do CCBNB-Fortaleza (2º andar)

Esbofeteadas (Fortaleza - CE)

Cia. do Chorume Teatral

Fortaleza: dia 27, qui, 15h


O esquete é uma adaptação do conto homônimo de Nelson Rodrigues. A partir da narração e de intervenções de sonoplastia, o locutor da Rádio Nacional apresenta a radionovela interpretada por dois locutores-atores. A cena mostra o lado cotidiano dos funcionários da Rádio Nacional, enquanto o ouvinte se emociona com a história de amor e traição de Décio e Lídia, de "A Serpente".

Direção: Alexandra Marinho. 15 min.


Cutículas (Fortaleza - CE)

Grupo Nhoc

Fortaleza: dia 27, qui, 15h30


Comédia que conta um pouco da vida de duas manicures, Cirlene, que não tem muita habilidade em sua profissão, e Toinha, que está sempre se renovando e procurando novas técnicas. Apesar das suas diferenças, são bastante amigas: uma sempre querendo ajudar a outra, até mesmo quando são abordadas na rua por um marginal chamado Chuck. Em meio a tanta confusão, um final surpreendente.

Direção: Grupo Nhoc. 25 min.


Sabonete Cabeludo (Fortaleza - CE)

Grupo Bagaceira

Fortaleza: dia 27, qui, 16h


Um casal entra em conflito depois que um fio de cabelo suspeito aparece no sabonete deles. Direção: Yuri Yamamoto. 10 min.


Canções (Fortaleza - CE)

Grupo Marias

Fortaleza: dia 27, qui, 17h


Cinco cenas e cinco histórias contadas a partir de cinco músicas distintas e de gêneros diferentes, cada um com no máximo cinco minutos, formam o esquete "Canções". Situações e histórias cotidianas e até absurdas contadas a partir de um olhar urbano e melancólico do indivíduo que se traduz em canções. 25 min.


Traz Essa Estrela (Fortaleza-CE)

Brucutus Cia. de Teatro

Fortaleza: dia 27,qui, 17h30


A peça aborda, de maneira alegre, descontraída e despojada, o brasileiro apaixonado pelo futebol, utilizando-se de alegorias para denunciar as questões humanitárias que permeiam nossa nação. Pela seleção brasileira de futebol, os ânimos ficam ainda mais acirrados, e nada mais importa para esses frenéticos torcedores em busca de um motivo para continuar sua alegria efêmera. Direção: Emídio Tavares. 30 min.


MOSTRA BRASILO


Reencontro de Palhaços na Rua é a Alegria do Sol com a Lua (Arapiraca - AL)

Grupo Teatral Turma do Biribinha

Fortaleza: dia 27, qui, às 18h e 21h - CCBNB-Térreo


Conta a história dos palhaços Biribinha e Xeleléu, que fizeram muito sucesso trabalhando juntos no Circo Mágico Nelson, do Palhaço Biriba. Com o avanço da televisão na década de 1970, as companhias de circo tiveram inúmeras dificuldades de sobrevivência e o Circo Mágico Nelson faliu. Biribinha continuou a palhaçada com seus filhos, os palhaços Mixuruca e Mixaria, também exímios músicos, apresentando-se nas ruas. Depois de muitos anos, encontram o palhaço Xeleléu, que agora vive na rua. Biribinha convida Xeleléu para participar do espetáculo e relembrar os velhos tempos. O texto foi montado baseado em esquetes, entradas, gags e reprises dos circos do Nordeste. Seguindo a tradição, esses números são passados de pai para filho, na prática do dia-a-dia do circo, resgatando o universo imaginário de um dos maiores personagens da história do mundo, o palhaço.

Direção: Teófanes Antonio e Eugênio Talma. 50 min.


MOSTRA NORDESTE

Local: Cineteatro do CCBNB-Fortaleza (2º andar)

Ramadãça (Fortaleza - CE)

Grupo Pesquisa

Fortaleza: dia 27, quinta-feira, às 20hA palavra Ramadãça, que intitula o espetáculo do dramaturgo e ator Ricardo Guilherme, é um neologismo criado pelo autor para relacionar os termos ramadã (período sagrado dos muçulmanos) e dança. O texto faz alusão a Osama Bin Landen, Saddam Hussein e George Bush, caracterizando-os como os representantes dos mouros e dos cristãos que reencarnam a luta de conversão travada na Idade Média. O autor reatualiza uma rivalidade que o imaginário popular do Nordeste do Brasil reprocessou ao conceber autos relacionados ao confronto cristianismo/islamismo. A personagem em cena é uma Rainha de Maracatu, que se apresenta como uma espécie de Medéia africana, mãe primordial, detentora do poder de vida e morte em relação aos seus filhos.

Direção: Ricardo Guilherme. 50min.


Luciano Sá

assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste

terça-feira, 18 de março de 2008

Dramaturga e diretora teatral Lourdes Ramalho conta história de vida e descreve trajetória artística no programa Nomes do Nordeste

FORTALEZA, 18.03.2008 - Autora de extensa obra publicada, celebrada como grande dama da dramaturgia nordestina, premiada no Brasil, em Portugal e na Espanha em inúmeros concursos de dramaturgia e festivais de teatro, Lourdes Ramalho tem seu lugar assegurado - mas ainda não plenamente reconhecido - entre os grandes nomes do teatro brasileiro.
Potiguar radicada na Paraíba, ela é uma das expressões mais significativas da nossa dramaturgia contemporânea de autoria feminina.
A artista de 84 anos contará sua história de vida e descreverá sua trajetória artística, em entrevista aberta ao público, no programa Nomes do Nordeste, dentro da programação do II Festival BNB das Artes Cênicas, na próxima terça-feira, 25, às 19 horas, no cineteatro do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 - 2º andar - Centro - fone: (85) 3464.3108). Lourdes Ramalho será entrevistada pelo ator, dramaturgo e diretor teatral Ricardo Guilherme, e pela platéia presente ao CCBNB-Fortaleza, que poderá formular perguntas por escrito. O Nomes do Nordeste tem entrada franca.
QUEM É LOURDES RAMALHO (texto de Valéria Andrade)
Maria de Lourdes Nunes Ramalho, ou Lourdes Ramalho, como é conhecida literariamente, é uma escritora nascida no início da década de 1920 (23 de agosto de 1923), no sertão de Jardim do Seridó, fronteira do Rio Grande do Norte com a Paraíba, numa família de artistas e educadores: bisavô violeiro e repentista, mãe professora e dramaturga, tios atores, cordelistas e violeiros. Na infância, enquanto recebia o que havia de melhor em termos de educação formal no sertão, Lourdes Ramalho cresceu ouvindo cantorias de viola e histórias contadas por vendedores de folhetos e assim aprendeu, desde cedo, a amar sua terra e a cultura do seu povo.
Essa relação, de natureza atávica, da autora com a poesia popular, na realidade, se confunde com a história de seu bisavô, Hugolino Nunes da Costa, um dos expoentes da primeira geração de cantadores surgida no sertão paraibano em meados do século XIX, dando seqüência a uma linhagem iniciada por Agostinho Nunes da Costa, considerado o pai da poesia sertaneja nordestina. É deste contato com cantadores, cordelistas e contadores de história que vem o aprendizado dos procedimentos próprios da literatura popular, mais tarde assimilados em sua dramaturgia.
O QUE LOURDES RAMALHO ESCREVE
A maior parte da produção literária de Lourdes Ramalho é de textos para teatro. Seu fazer literário passa, entretanto e desde sempre, pela poesia e, ultimamente, contempla, ainda, a área da genealogia - revelando-se também aí a pesquisadora de fontes históricas, interessada em descobrir as raízes judaicas da cultura nordestina e, por extensão, da sua própria família.
Suas primeiras peças foram escritas por volta dos seus 10/12 anos de idade, quando brincar de teatro era sua diversão favorita. Incentivada pelos tios e, sobretudo, pela mãe, a menina Lourdes colocava no papel as falas e as ações das personagens que re/inventava. Em seguida, comandava os 'ensaios' para as apresentações, de que também participava e que aconteciam em reuniões familiares e escolares.
Datam desse tempo as primeiras versões de alguns dos seus muitos textos teatrais infantis.Quando escreveu o primeiro texto teatral propriamente dito, em 1939, Lourdes era ainda uma adolescente. Aluna de um colégio interno, no Recife, indignada com a precariedade de condições da escola, põe no papel, em forma de comédia, seus protestos contra a falta de professores qualificados, a má qualidade da alimentação e as medidas disciplinares abusivas.
Transformado em cena pela própria autora, o texto foi apresentado na festa de encerramento do ano letivo do colégio, detonando um embate entre pais e mestres, que resultou na expulsão da aluna-escritora.
Nos 30 anos seguintes, ou seja, entre as décadas de 1940 e 1970, é na sala de aula e em grêmios artísticos estudantis que Lourdes, conciliando seu o ofício de dramaturga e poeta com o de professora, encontra espaço para suas atividades de animação cultural, voltadas especialmente para a cena teatral e já então anunciadas como projeto de vida.
De 1975 em diante, após a primeira montagem teatral do seu texto As velhas, seus textos começam a ser montados fora de Campina Grande, na Paraíba, onde reside até hoje, ganhando a estrada rumo a outras partes do País através de festivais de teatro amador.
LOURDES RAMALHO, O TEATRO BRASILEIRO E O NORDESTINO
Situar a dramaturgia de Lourdes Ramalho no contexto do teatro nordestino e, mais amplamente, no quadro do teatro brasileiro contemporâneo, demanda um flash-back, feito aqui muito brevemente, aos idos de 1959, em Recife, onde um grupo de atores, intelectuais e poetas se forma em torno da idéia de redemocratizar o teatro. Herdeiros de um ideário estético ligado à tradição regionalista do romance de 1930, os integrantes deste grupo, entre eles Hermilo Borba Filho e Ariano Suassuna, tomam a si a tarefa de renovar a cena teatral local.Adaptando as propostas que o Teatro de Arena de São Paulo vinha divulgando Brasil afora, o grupo se mobiliza para escrever e levar ao palco textos que mostrassem a cara do nordestino, colocando em cena experiências, conflitos e sonhos do povo da região.
O Teatro Popular do Nordeste, como foi batizado esse grupo, defendia o conceito de um teatro popular, apoiando-se, sobretudo, no trabalho de recriação das narrativas do imaginário popular, traduzindo a intenção de levar a população local a reconhecer a si mesma e à sua cultura. Logo surgem pela região outros grupos afinados com esta proposta e buscando assimilar as tendências em curso no Sudeste.Em meio a esta efervescência, surge o Teatro do Estudante da Paraíba, também com o propósito de renovar a cena local via cultura popular.
Na década seguinte, cresce um movimento em torno do Teatro Santa Roza, em João Pessoa, e do recém-construído Teatro Severino Cabral, em Campina Grande. Já na primeira metade dos anos 1970, entre outros nomes da dramaturgia local, como Altimar Pimentel e Paulo Pontes, começa a ganhar projeção o de Lourdes Ramalho.São desta época, peças como Fogo-fátuo, As velhas, A feira, Os mal-amados e A eleição, com as quais Lourdes Ramalho desponta no cenário teatral do País, com a proposta de reinventar no palco o universo nordestino, valorizando sua herança cultural. Nestes textos, que formam o primeiro ciclo desta dramaturgia, estão em discussão a seca, o êxodo rural e os abusos de poder político local, lado a lado com questões relacionadas a vinganças familiares e amores impossíveis que acabam tragicamente.
Opõe-se, outra hora, o rural e o urbano, o ingênuo e o esperto, o privilegiado e o discriminado, o opressor e o oprimido. Joga-se, formalmente, com o sério e o burlesco, o trágico e o cômico, o sublime e o vulgar, a indicar os contrastes tão próprios da vida humana.
Revelava-se, ainda, a dramaturga engajada, pronta a denunciar a poluição cultural que invade o sertão nordestino na época do segundo pós-guerra com a presença norte-americana, em busca das jazidas de minério ali existentes, e a prática corrupta dos políticos na corrida pelo voto e, por extensão, pelo poder, como também as conseqüências trágicas provocadas por práticas socioculturais fincadas na assimetria das relações de gênero.
Outra linha de força da dramaturgia de Lourdes Ramalho toma corpo a partir dos anos 1990, quando ela passa a dar mais ênfase a uma dramaturgia em cordel. Romance do conquistador, por exemplo, escrito em 1991, nasce precisamente de uma encomenda dentro do Projeto de Incentivo à Dramaturgia de Cordel, desenvolvido em Campina Grande, sob a coordenação do diretor ibero-brasileiro Moncho Rodriguez, a partir do Centro Cultural Paschoal Carlos Magno. Encenado em terras brasileiras nesse mesmo ano, Romance do conquistador saiu em turnê pela Espanha em 1992, como representante do Brasil nos festejos dos 500 anos da chegada dos espanhóis à América.
Compõem este segundo ciclo da dramaturgia de Lourdes Ramalho vários outros textos, como O trovador encantado, Charivari, Presépio mambembe e Guiomar filha da mãe, nos quais se privilegia uma proposta estética voltada para o desvendamento e a ressignificação das raízes étnico-culturais do universo popular nordestino, especialmente as que remontam à cultura ibérica do século XVI. Deste modo, sem deixar de lado o propósito de discutir e dar visibilidade a práticas culturais e experiências de mundo da gente do sertão nordestino, Lourdes Ramalho busca situá-las num contexto que traz à tona traços de uma ancestralidade ibérica.
Dentre os quase cem textos teatrais escritos por Lourdes Ramalho até hoje, grande parte deles em prosa, mas muitos também em verso, que vão da farsa à tragédia, há um vasto repertório dedicado ao público infantil. Em suas incursões no universo do teatro para crianças, a autora revisita personagens, fábulas e procedimentos estéticos da literatura popular em verso e de contos de fadas, além de provérbios e danças dramáticas, realizando uma mistura de versos e ritmos - tudo envolto num clima de magia, brincadeira e festa, próprio da cultura popular e, igualmente, do teatro infantil.
Textos como Novas aventuras de João Grilo, Dom Ratinho e Dom Gatão, O diabo religioso, Maria Roupa de Palha e Anjos de Caramelada, além de muitos outros, instituem este mundo de fantasia, recriado a partir do teatro popular de rua, do circo, das histórias de folheto de cordel, a que não falta, porém, a crítica social incisiva característica da produção da autora.
FONTE:
Texto de autoria de Valéria Andrade,
doutora em Letras pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB),
extraído do site da dramaturga Lourdes Ramalho www.lourdesramalho.com.br/vida/index.htm
Luciano Sá (assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste)
(85) 3464.3196 / 8736.9232
lucianoms@bnb.gov.br

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

II Festival BNB das Artes Cênicas reunirá 249 eventos e apresentará 85 espetáculos em 12 mostras


FORTALEZA, 22.02.2008 - O Banco do Nordeste do Brasil realiza o II Festival BNB das Artes Cênicas, nos Centros Culturais Banco do Nordeste-Fortaleza, Cariri (em Juazeiro do Norte, região sul do Ceará) e Sousa (no alto sertão paraibano), no período de 1º a 30 de março, para marcar o Dia Mundial do Teatro (27 de março).

Gratuita ao público, a programação do Festival abrange um total de 249 eventos, durante 30 dias. O II Festival BNB das Artes Cênicas abraça um diversificado elenco de atividades voltadas ao exercício teatral, a saber: um debate com Lourdes Ramalho, dramaturga potiguar radicada na Paraíba e grande nome do teatro brasileiro, uma das expressões mais significativas da nossa dramaturgia contemporânea de autoria feminina; e a realização de doze mostras cênicas (Brasil, Nordeste, Teatro de Rua, Infantil, de Dança, Ceará, Paraíba, Cariri, Alto Sertão, Primeiro Ato, de Esquetes e de Contos), compreendendo um total de 85 espetáculos.

No final da última sessão de cada espetáculo das mostras Brasil, Nordeste, Ceará, Cariri, Alto Sertão e Primeiro Ato, o público poderá dialogar com os artistas sobre as peças apresentadas, o processo de criação e o fazer teatral. Novidade na programação deste ano, a Mostra Brasil traz espetáculos de Porto Alegre e Arapiraca (AL).

Também foram inseridas no roteiro do Festival, a partir deste ano, as Mostras de Contos (com quatro espetáculos), de Dança (com três), Paraíba (dois) e Alto Sertão (três). Para marcar o Dia Internacional da Mulher, o internacionalmente reconhecido contador de histórias Zé Bocca, de Votorantim (SP), apresentará contos que têm a mulher como personagem central.

Por sua vez, já incluídas na primeira edição em 2007, prosseguem na programação do Festival as Mostras Nordeste, Teatro de Rua, de Esquetes, Infantil, Ceará, Cariri e Primeiro Ato - esta última destacando novos talentos, porém já com notável traquejo de linguagem e encenação teatral.

Neste ano, a Mostra Nordeste envolve 15 peças teatrais de cinco estados da Região (Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Bahia). A Mostra Teatro de Rua abrange 16 grupos cearenses, potiguares e paraibanos, que se apresentam em praças, colégios, centros culturais e associações comunitárias de nove cidades do Ceará e três municípios da Paraíba. E a Mostra de Esquetes traz 21 encenações rápidas no decorrer do mês.

Multimídia e educativa, a programação do II Festival abrangerá ainda a realização de dois cursos de apreciação de arte e seis oficinas de formação artística; exibição de curtas-metragens e filmes, com a série "Teatro na Tela"; atividades destacando a intertextualidade do teatro com outras artes, como a fotografia, a literatura, a música e a cultura popular; e passeios temáticos em ônibus urbanos, trenzinho e a pé, visitando o Theatro José de Alencar e o Centro Histórico de Fortaleza.

Promotor do Festival, o BNB cumpre seu papel como principal órgão do Governo Federal para o desenvolvimento da Região Nordeste, na medida em que estimula toda a cadeia produtiva das artes cênicas, gerando emprego e renda no setor, criando novas oportunidades e promovendo a formação profissional de todos os que se dedicam à atividade teatral, além de oferecer visibilidade para novos artistas e possibilidade de acesso a outros eventos de caráter nacional.


Programação completa do II Festival BNB das Artes Cênicas (clique aqui).

Luciano Sá (assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste)
(85) 3464.3196 / 8736.9232
lucianoms@bnb.gov.br