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quarta-feira, 4 de junho de 2008

domingo, 9 de março de 2008

Entidades do setor saneamento se reúnem para estabelecer plano de ação comum para 2008

O PAC/Saneamento, a revitalização das prestadoras de serviços, além de outros itens importantes para o setor fazem parte do plano de ação comum discutido e elaborado em São Paulo por iniciativa da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústria de Base – Abdib. O documento e um programa de atividades do Comitê de Saneamento da Abdib será apresentado ao Secretário da SNSA, Leodegar Tiscoski.
O Plano conta com a participação de diversas entidades, entre elas a Aesbe como representante das companhias estaduais de saneamento, e prevê uma pauta de ações de médio e longo prazos, como, por exemplo, a importância de implementação da Lei 11445/07 e um consenso geral de que é desnecessário um decreto de regulamentação da Lei aprovada em 2006 e sancionada em janeiro de 2007. O plano de ações se insere também na plataforma de reivindicações estabelecidas pelas Metas do Milênio para o Saneamento Básico. Pelas metas, o Brasil deve reduzir pela metade, até 2015, os déficits de cobertura desses serviços que existiam em 1990.
O Comitê de Saneamento da Abdib congrega diversas entidades do setor de saneamento, públicas e privadas. O grupo tem por objetivo, além de reunir entidades do setor para discussão de temas comuns, apresentar subsídios ao Governo Federal na implementação da sua política de saneamento básico. Para essa discussão, estiveram presentes representes do BNDES e do BIRD / IFC.
Uma parte do projeto que o grupo discutiu esta semana envolve a recuperação de algumas operadores dos serviços de saneamento que se encontram em situação de dificuldades e que precisam de apoio governamental para a melhoria da prestação dos serviços. Esse programa se faz mais importante ainda, tendo em vista os recursos do PAC e o ambicioso programa de obras que cobrirá todo o país, justificando esse aporte tecnológico e de processos para essas empresas.
Foi destacada ainda a necessidade da análise das ações visando a implementação da Lei do Saneamento, promulgada em janeiro do ano passado, e a posição da maioria dos presentes é que não há necessidade de que a lei seja regulamentada. Outro destaque é para a elaboração dos Planos Nacional, estaduais e municipais saneamento como peças importantes do planejamento de médio e longo prazos do setor.
Com relação ao PAC, houve entendimento da sua importância mas as preocupações apresentadas foram no sentido de como esse programa, cuja vigência está prevista para 4 anos, poderá fazer parte do programa de investimentos normais - de médio e longo prazos - do Ministério das Cidades e da SNSA. A agilização dos desembolsos do PAC e melhoria da comunicação a respeito ao desenvolvimento do mesmo foram outros itens abordados, e o Comitê deverá solicitar ao Governo que disponibilize informações consistentes sobre o andamento desse Programa.
Outra atividade que deverá fazer parte do programa diz respeito à elevada carga tributária incidente nos serviços de saneamento. Foi informado que o REIDI, programa que poderia reduzir a carga de PIS / COFINS para os investimentos em saneamento, é burocrático, de difícil implementação e que não atenderá aos seus objetivos. Participam da elaboração do plano a Aesbe, Abcon, Abes, ABCE, Sinaenco, Sindesan, Apeop, entre outras entidades.
A Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais - Aesbe é uma entidade civil sem fins lucrativos, constituída por 24 Companhias Estaduais de Saneamento Básico. Essas empresas atendem 103 milhões de pessoas com abastecimento de água, em 3919 municípios. Também prestam serviços de esgotamento sanitário a 45 milhões de pessoas, em 893 municípios. A associação está em atividade desde 1985 e nos seus quase vinte anos de existência vem desenvolvendo ações voltadas às questões do saneamento básico, discutindo e apresentando matérias variadas aos diversos fóruns, visando a evolução do setor.

Assessoria de Imprensa da Aesbe
imprensa@aesbe.org.br
Elza Pires de Campos
Assessora de Imprensa
www.aesbe.org.br

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

ONU quer turismo contra pobreza no Brasil

PNUD pretende obter recursos do governo espanhol para projetos nessa área; proposta de apoio ao PAC também será discutida - Foto: Cia. Caminho Aéreo Pão de Açúcar / Guto Costa
Cartagena, 20/02/2008
SARAH FERNANDES
da PrimaPagina

O PNUD vai propor ao governo espanhol acordos de cooperação para implantar projetos sociais na área de turismo no Brasil. A idéia é aproveitar o potencial do setor para desenvolver programas de capacitação, geração de emprego e preservação do meio ambiente. A proposta será apresentada nesta semana, durante reunião entre a Espanha e representantes de escritórios do PNUD na América Latina.
“O Brasil tem grande potencial para turismo, e a atividade pode ter impacto positivo na redução da pobreza, pois pode gerar empregos e conhecimento”, avalia Maristela Baioni, coordenadora de Programa do PNUD, que está representando a agência no evento. A reunião acontece nesta terça e na quarta-feira, em Cartagena, na Colômbia. “O movimento do setor privado espanhol no Brasil pode ser acompanhado de cooperação para projetos”, afirma.
A sugestão do PNUD é que a cooperação na área de turismo seja definida como uma das áreas prioritárias na parceria entre a agência da ONU e o governo espanhol. O PNUD formularia e apresentaria projetos relacionados ao setor para serem implantados com apoio da Espanha, maior doador do PNUD internacional.
O PNUD Brasil também vai propor um projeto para fortalecer o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que poderia ser inserido em uma linha de apoio já aprovada pelo governo espanhol, relacionada a parcerias entre o setor público e privado. O projeto, ainda em elaboração, prevê monitorar o programa do governo para verificar seu impacto na redução da pobreza, além de mapear as potencialidades de empresas e outras instituições privadas para parcerias.
Outro projeto que o PNUD Brasil vai apresentar na reunião é ligado à violência. A idéia é escolher uma comunidade em um município violento e desenvolver, por cerca de quatro anos, um trabalho com outras agências da ONU. “A partir daí, pode-se por em prática ações de educação para infância e combate ao tráfico de drogas, por exemplo”, sugere Maristela.
O governo espanhol já é parceiro do PNUD Brasil em projetos relacionados a emprego e trabalho descente, principalmente para jovens, e à promoção da igualdade de gênero, que incluem ações para combater racismo contra mulheres negras.

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Fonte: PNUD

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Trevisan Consultoria apresenta estudo sobre a construção civil

A Trevisan Consultoria acaba de finalizar estudo sobre o setor da construção civil. Segmentado em dois grupos de atividades – edificações, que engloba obras habitacionais, comerciais, industriais, dentre outras; e construção pesada, que são vias de transporte, obras de saneamento, de irrigação/drenagem, etc. –, o setor está com tendência positiva.

Este estudo observa que a expectativa de continuidade de crescimento deste setor deve-se ao alto déficit habitacional (7,9 milhões de unidades), ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – que prevê investimentos de R$55,9 bilhões até 2010 em projetos de habitação –, a redução de impostos no setor e as linhas de financiamento, que tiveram um aumento significativo no período analisado.

O estudo constatou que o maior déficit habitacional está concentrado na região Sudeste, seguido pela região Nordeste. Por conta disso, o maior percentual de recursos para moradia previsto no PAC será destinado ao Sudeste, seguido pelo Nordeste. Entretanto, o Nordeste possui apenas a terceira maior concentração de empresas de construção no Brasil. Com isso, há um forte movimento de empresas de outras regiões para lá.

As cidades que apresentaram crescimento em número de lançamentos de imóveis de 2005 para 2006 foram Porto Alegre (72%) e São Paulo (33%).

O estudo mostra que a região Nordeste é a que reúne maior número de atrativos, já que é a segunda em déficit habitacional e também em volume de investimentos previstos no PAC, contando ainda com investidores internacionais interessados em empreendimentos de grande porte, que utilizem as características climáticas e geográficas do litoral.

Outra oportunidade de crescimento visto pelas construtoras são habitações para classe C. Neste ponto, haverá aumento da oferta de imóveis na faixa de R$ 50 a 120 mil para público com renda de 5 a 10 salários mínimos. Nesta faixa de renda, o déficit é de 1 milhão de unidades.

Trevisan Consultoria
Assessoria de Imprensa: Ricardo Viveiros & Associados – Oficina de Comunicação www.viveiros.com.br
Jornalista em posto avançado: Marília Ramires
Tel: (11) 3138-5346
Supervisor: Augusto Diniz (MTb. 14.453) Dezembro/2007