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terça-feira, 4 de março de 2008

Transfusão de sangue, um ato de amor à vida

Dr. Antonio Carlos Lopes*

A cada dois segundos um paciente precisa de transfusão de sangue no Brasil, de acordo com a Fundação Pró-sangue. Normalmente isso ocorre em casos de cirurgias, traumatismos, anemias, ou partos, em que a perda de sangue é significativa e o organismo não é capaz de uma recomposição suficientemente rápida.

Pacientes de câncer e portadores de algumas doenças genéticas que afetam o sistema sanguíneo também podem precisar de sangue ou de seus derivados. É, por exemplo, o caso dos hemofílicos, que necessitam de transfusão para minimizar a o comprometimento do sistema de coagulação.
O procedimento começa com a doação de sangue, que deve ser feita de maneira absolutamente voluntária. A Constituição Federal veda qualquer tipo de comercialização envolvendo o sangue, que deve sempre ser doado com fim altruístico. Também garantido por lei é o sigilo acerca das declarações prestadas pelo doador na entrevista que precede a coleta.

O questionário é o primeiro passo para garantir que a doação seja de pessoas saudáveis e não ofereça riscos nem ao receptor nem ao doador. Após esta triagem inicial, o sangue passa por uma série de testes para comprovar sua qualidade. De acordo com recomendação do Ministério da Saúde, o sangue doado deve ser submetido a testes que confirmem a ausência de doenças diversas, como malária, sífilis, doença de Chagas, hepatites B e C e até mesmo a AIDS. No caso de o doador ser portador de algum destes males, eles podem ser transmitidos em uma transfusão. Passado esse processo, o sangue é estocado à espera de receptor compatível. Pode também ser armazenado para uso próprio, situação em que o indivíduo doa para si mesmo meses antes de ser submetido a uma cirurgia.

Existem determinados tipos de sangue incompatíveis com outros, impedindo a transfusão. No universo das combinações, o portador do sangue AB positivo é considerado receptor universal, já que pode receber qualquer tipo sanguíneo. O de tipo O negativo é classificado como doador universal, pois seu sangue pode ser recebido por todos os indivíduos. É o tipo ideal para casos de acidentes ou emergências, quando não há tempo de realizar o estudo do sangue do receptor. Aliás, por este motivo, os bancos de sangue geralmente focam suas campanhas de doação nos portadores do sangue tipo O negativo.

Como ainda não existe nenhum substituto para o sangue humano, seja qual for o seu tipo, fazer da doação uma rotina é um ato de cidadania. É seguro doar sangue a cada seis meses. Qualquer pessoa com boa saúde, entre 18 e 65 anos de idade e com mais de 50 kg de peso, é um doador potencial. Além de salvar inúmeras vidas, a doação não traz qualquer revés ao doador, demora cerca de uma hora e pode ser útil para até três pessoas.

Todos devem conhecer os locais de coleta mais próximos. Além do benefício evidente da doação, pois pode salvar vidas, quem doa tem gratuitamente vários exames realizados. Frequentemente pacientes portadores de hepatite B ou C e sífilis, que não tinham diagnóstico estabelecido, são identificados durante a doação de sangue e passam a ter a oportunidade de receber o tratamento adequado.

*Presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica

sábado, 26 de janeiro de 2008

Saúde integral da mulher é o foco do IV Congresso Internacional de Clínica Médica

Entre 5 a 7 de junho de 2008, o Brasil será a sede do IV Congresso Internacional de Clínica Médica. Sob organização da Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM), o evento acontece no Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo, tendo como tema central a Saúde Integral da Mulher.

“Trataremos das principais doenças da mulher, de forma a propiciar aos clínicos informações relevantes e completas para ele interagir de maneira adequada durante o atendimento”, informa o professor dr. Antonio Carlos Lopes, presidente da SBCM. “Hoje o médico tem, por exemplo, a obrigação de entender as implicações clínicas de um tratamento da área ginecológica. Os métodos anticoncepção, a reposição hormonal são algumas questões para as quais necessita de uma sólida base científica para a prática diária e também para uma interface mais sintonizada com outros especialistas”.

Estarão em debate a anticoncepção, a reposição hormonal, menopausa, climatério, osteoporose, além dos temas tradicionais da clínica médica, como a síndrome metabólica, as arritmias, fibrilação atrial, medicina de urgência e cuidados paliativos, entre muitos outros.

Entre as atividades programadas, haverá mesas redondas, painéis, conferências, controvérsias em Clínica Médica, encontros com o professor, curso intracongresso, ACLS, temas livres e provas para título de especialista e certificado de área de atuação.

Os trabalhos para apresentação de Temas Livres já podem ser inscritos pelo site do evento. A comissão de avaliação e o processo de seleção dos trabalhos estão sob a responsabilidade dos professores Eros Antonio de Almeida, da Universidade de Campinas, e Valdir Golin, da Santa Casa de São Paulo.

O Congresso é voltado para médicos clínicos, residentes, estudantes de medicina e todas as especialidades envolvidas ou interessadas no assunto. Informações adicionais estão disponíveis no site do congresso (www.sbcm.org.br/internacional2008) e pelos telefones (11) 3849-8263 e 3849-0379.

Informações adicionais à imprensa
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Chico Damaso ou Monica Kulcsar
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